terça-feira, 21 de julho de 2020

Itaú: Consolidando-se no mercado latino-americano

Qual sistema financeiro queremos para o Brasil?

O Brasil anda triste envergonhado com seus governantes e mesmo com o seu empresariado.

O Brasil abriu mão de ter um projeto de integração com as democracias e com as economias integradas, para ser subserviente a um governo decadente como é Trump, nos Estados Unidos.

O Itaú tem sido um caso à parte. Mesmo sendo um dos apoiadores do governo Bolsonaro, o Itaú vem crescendo em toda América Latina.

No Brasil, o Itaú já é o maior banco. Mas, continua sendo um banco voltado para a classe média para cima. O povão e os micro e pequenos negócios continuam dependendo dos bancos públicos e do Bradesco.

Deixamos de ser um país que tinha mais de cem bancos, para ser um pais de apenas quatro bancos – Itaú, Bradesco, Santander e Bancos Públicos – que representam mais de 80% das operações financeiras.

Quanto mais o Itaú cresce, tanto no Brasil como no exterior, mais os poderes públicos terão que negociar com um poder privado forte como é o Itaú. Isto interfere no processo de definição de utilidade pública. Porém, nunca é tarde para começar a pensar sobre isto.

Sem medo de ser grande, o Itaú vai ficando cada vez maior.
Veja a matéria do jornal Valor sobre mais uma aquisição do Itaú.

Itaú compra corretora no Paraguai e amplia serviços

Valor - Por Álvaro Campos — De São Paulo 21/07/2020

O Itaú Unibanco está fechando a compra da corretora Verbank Securities, no Paraguai, para ampliar a oferta de produtos e serviços no país. O banco não revela o valor da transação, mas diz que o objetivo é se tornar a maior corretora de lá, ajudando a atrair investidores estrangeiros e criar um mercado secundário de renda fixa.

André Gailey, que está completando um ano como CEO do Itaú Paraguai, afirma que a compra da corretora vai ajudar a consolidar a atuação como banco de atacado no país, onde a instituição brasileira já lidera também no varejo.

A Verbank, que passará a se chamar Itaú Investe, já tem uma atuação importante entre investidores institucionais, mas o executivo diz que o objetivo da transação não foi ganhar participação de mercado - até porque o mercado ainda é muito pequeno.

“Eles têm um time qualificado e plataforma pronta para operar, então podemos acelerar o processo, começar a atuação mais rapidamente”, explica.

Neste ano, o Itaú participou das duas emissões externas do governo paraguaio e da empresa de telefonia Tigo, e no ano passado ajudou a estruturar um instrumento de dívida para o projeto “Rutas 2 y 7”, uma das maiores obras de infraestrutura do país, que prevê a duplicação das rodovias que ligam a capital Assunção ao leste do país.

O Itaú BBA foi lançado no Paraguai em janeiro, acompanhando um processo de sofisticação das empresas locais. O banco levou para o país uma equipe para - 2/4 - trabalhar com fusões e aquisições e diz que existe um espaço enorme para project finance.

“Com a compra da corretora, a gente viu a oportunidade de amarrar a ponta dos emissores com os compradores, como os fundos de pensão do Estado. Também vamos ajudar na negociação de pessoa física no mercado secundário, pois aqui ainda existe muito pouca oportunidade para investimento de pessoa física.”

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