terça-feira, 14 de julho de 2020

Gilmar Mendes, os militares e a pandemia

Religiosos, juízes e governantes devem falar pouco

Aprender a ouvir, a escutar e a prestar atenção. É preciso ouvir o clamor do povo brasileiro.

Vivemos um momento onde, aproveitando-se da tecnologia, todos acham que podem falar e escrever o que quiser, gravar e publicar nas redes sociais e na imprensa.

No Brasil atual, por incrível que pareça, juízes falam mais que políticos com mandatos.

Se os juízes dão palestras e entrevistas sobre tudo, isto pode fazer com que haja confusão entre "o papel de julgar as pessoas e instituições" com a maior neutralidade possível, acabe ficando prejudicada.

O judiciário mais governa que julga. Governa indiretamente, mas governa.

Por outro lado, quanto mais militares tiverem exercendo funções administrativas no governo, mas passível de críticas eles ficam. E aí perdem o direito de reagir bruscamente.

Precisamos de unidade nacional no combate ao virus e na luta por salvar a vida do povo brasileiro.

Todas as instituições existentes numa sociedade, todos os poderes e toda imprensa e as universidades, existem para servir ao povo de seu país. Curiosamente, a crise atual passa pelo judiciário, pelos militares e pelo governo, representando setores muito bem remunerados, com mais benefícios diretos e indiretos do que a quase totalidade do povo brasileiro.

Está faltando maturidade às pessoas. É momento de tomar juízo, falar com moderação e trabalhar colocando as pessoas em primeiro lugar.

O momento é de somar esforços para salvar vidas.

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