segunda-feira, 20 de julho de 2020

Dialogando com as empresas e suas instituições: Juntos, podemos construir um novo Brasil

Enfrentar as desigualdades sociais, raciais, tecnológicas e de gênero

No Brasil, a crise sanitária já deixou milhões de famílias sem nenhum sustento, e as previsões de queda do PIB tornarão esse quadro ainda mais grave.

O vírus ataca tanto os ricos quanto os pobres, só que os pobres morrem muito mais do que os ricos. Mas os ricos também morrem. A pandemia afetou todo mundo e todas as instituições.

É como se uma das pragas do Egito tivesse coberto o mundo atual. Quanto mais pobre, mais fácil de contaminar... e assim morreram artistas, professores, médicos, enfermeiras, motoristas, metroviários, pais de famílias, crianças de colo, vizinhos, colegas e gente que a gente não conhece.

Os que eram contra a Bolsa Família, perceberam que um contribuição financeira para comprar os produtos básicos para se alimentar e manter a higiene, faziam diferença na hora de salvar a vida das pessoas.

Os que não gostam de pobres também perceberam que a pobreza tem cor e gênero. São mulheres, mulheres chefes de família, os negros e as negras e os velhos, sejam negros ou não negros, basta serem pobres...

Para reconstruir as empresas, as escolas e o saneamento básico, todos precisam contribuir. A articulação entre o investimento social privado, as organizações privadas com as políticas públicas será fundamental.

Não da para acabar com a pobreza sem ouvir os pobres, sem envolve-los e comprometê-los.

É preciso acabar com o medo dos pobres. É preciso levar as políticas públicas, o saneamento básico, levar o comércio, os pequenos e médios negócios para dentro das comunidades pobres e investir na construção de uma nova realidade e de um novo desenvolvimento local integrado com a rede pública e privada.

Em vez de levar a polícia e as milícias para dentro das favelas, os poderes públicos e privados devem criar redes de proteção às comunidades e às pessoas que vivem e trabalham nestas comunidades. Cada comunidade ter seu sistema de segurança e de proteção à vida e aos equipamentos.

A questão das drogas, do narcotráfico e da ilegalidade dos produtos comercializados e consumidos em todos os segmentos da sociedade não pode servir de pretexto para se dizer que todas as favelas são redutos de bandidos e de traficantes, e assim o Estado ficar fora destas comunidades, deixando dezenas de milhares de familiares, crianças e adolescentes reféns desta violência social.

O que move as pessoas? O desespero individual, a demanda coletiva ou as duas coisas? Cada um tem sua história, suas necessidades e soluções...

Um comentário:

  1. Caro Gilmar
    Na Pandemia a Índia e a África do Sul decidiram suspender a comercialização dos produtos do tabaco. E assim fizeram. Em questão de dias a produção, distribuição, comercialização e consumo desses produtos já estava com TODAS as características do mercado das drogas ilícitas. E o consumo destes produtos adulterados e sem controle algum co sérias consequências na saúde pública. É impressionante!

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