quarta-feira, 22 de julho de 2020

A pandemia, a morte e o direito à vida

Com as mortes, as pessoas precisam respeitar os espaços coletivos

Tem muita gente colaborando com a luta contra o virus. Muito bom.

Mas, também tem muita gente displicente, que acha que nunca vai ser contaminado, nem vai contaminar ninguém. Aí que vem a tragédia e a estupidez...

A imprensa tem estimulado muito a ideia e a prática do "direito individual a tudo".

Para defender o neoliberalismo e conservadorismo, se criou a ideia de que "poder tudo" é sinônimo de liberdade; enquanto que "submeter-se ao coletivo", é ditadura e falta de liberdade. Nossa imprensa está cheia de gente assim...

Nesta quarta-feira vi dois bons exemplos de bom senso, ambos na imprensa.

O primeiro bom senso veio da Folha que, ao publicar , na página B4, uma entrevista de página inteira com o jovem médico brasileiro, de apenas apenas 34 anos, Pedro Folegatti, formado na UFABC - Universidade Federal do ABC, com mestrado na Escola de Higiene e Medicina Tropical, da Universidade de LONDRES, atualmente faz seu DOUTORADO em clínica médica na Universidade de OSFORD, também no Reino Unido. Já trabalhou pesquisando doenças tropicais e infecciosas no Brasil, Tanzânia, Uganda e no Reino Unido.

Pedro Folegatti é o ÚNICO BRASILEIRO na linha de frente do principal laboratório de produção da vacina no Reino Unido...

O jovem, porém experiente médico e pesquisador afirmou que:

"O fato de uma pessoa escolher NÃO se vacinar ou
NÃO usar máscara NÃO é uma decisão individual,
já que repercute de forma bastante significativa
na sociedade como um todo."

"Como pudemos observar na pandemia atual,
a gente precisa, e muito, da colaboração de todos."

Sábias palavras de um jovem que se colocou à disposição da humanidade e que tem orgulho de ser brasileiro. E nós temos orgulho de encontrar gente assim. E temos muitos, por este mundo afora.

O segundo bom senso eu vi nos videos da XP, fazendo o balanço do que foi sua Conferência mundial e alegria de terem quase 300 mil pessoas participando... Guilherme e seu diretor de marketing falavam sobre a importância da EDUCAÇÃO FINANCEIRA, e o quanto os jovens estão interessados, até porque, diziam eles, isto não se ensina nas escolas brasileiras...

Fiquei com isto na cabeça o dia todo. E cheguei a conclusão que há um descompasso entre o que se ensina nas escolas públicas e também nas privadas e a realidade fora das escolas...

Antigamente, os brasileiros tinham educação, mas não tinham escolas para todos...
Atualmente, os brasileiros têm escolas para todos, mas não têm educação.

Deus, que era brasileiro, anda sentido com o Brasil. Portanto, antigamente aqui "plantando tudo dá". Agora, só tem com muito trabalho. E olhe lá, porque o desemprego é tão grande que, mesmo trabalhando, o povo está vivendo numa dureza danada.

Precisamos ESTUDAR MUITO e PRATICAR MUITO:

1 - Educar para se construir uma VIDA MELHOR PARA TODOS;

2 - Educar para ajudar a definir os OBJETIVOS de vida individual e coletiva;

3 - Educar para se aprender a fazer PLANEJAMENTO;

4 - Educar para se aprender a fazer GESTÃO FINANCEIRA;

5 - Educar para se aprender a IMPLEMENTAR O PLANEJADO;

6 - Educar para se aprender a importância de se AVALIAR e adequar os objetivos e os resultados.


Pedro, Guilherme, Marias, Clarices e todos os brasileiros e brasileiras, com certeza estaremos dando os primeiros passos para ser feliz e ajudar o Brasil a ser uma grande Nação. De todos, com todos e para todos. Também conhecida como DEMOCRACIA.

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