sexta-feira, 3 de julho de 2020

A pandemia acelerou as mudanças

É como se as cidades estivessem mudando de lugar

Tudo está mudando muito rápidamente:

1 - os velhos tiveram que aprender a usar internet;

2 - todos tiveram que aprender a confiar nos bancos via on-line:

3 - se o telefone tinha virado computador, agora também é televisão;

4 - com os telefonemas com imagens, dificultou as mentiras;

5 - as pessoas agora compram quase tudo por internet;

6 - o mundo ficou pequenininho, cabendo no seu celular;

7 - agora você canta parabéns com os amigos e parentes distantes;

8 - os carros ficaram 90% do tempo mais parados que andando;

9 - até feirantes estão vendendo por telefone e fazendo entregas;

10 - os valores financeiros das coisas mudaram muito;

11 - aluguel, carros, roupas e serviços gerais viraram custos a serem reduzidos;

12 - a vida profissional, pode chamar do que quiser, não será mais como antes;

13 - até eleições estão consolidando votações eletrônicas em vez de urnas de pano e papelão;

14 - as relações familiares também passam por mudanças profundas;

15 - e os casais precisam passar por reciclagem para terem mais tolerância um com outro.


Assim, as instituições também passarão por profundas mudanças...

Se os hábitos estão mudando, as leis, os contratos e os rituais também precisam ser atualizados. Simplificando tudo.

As pessoas tenderão a ficar com sensações de carência, de insegurança perante o novo, mas irão se sentir mais modernas, mais informadas e mais valorizadas.

Vamos precisar de muita humildade, muita tolerância e muita paciência. Isto tudo não combina com o neoliberalismo do salve-se quem puder. Mas, também não combina com burocracia, preguiça e malemolência...

Independente da idade e da origem social e econômica, todos precisarão trabalhar na construção deste Novo Mundo. Um mundo que não será nem oito nem oitenta, mas um mundo mais aberto, mais alegre e mais pacífico.

Por quanto tempo a gente não sabe. No mundo, mora um bicho chamado "homem", que também está perdendo sua hegemonia e está aprendendo a conviver com as mulheres e com as minorias, com todo respeito, á claro.

Mas nossas lembranças continuarão existindo, como Ouro Preto para Joel, Pedra Azul, para Uliana de Vila Velha-ES, Recife para Marize, Serrinha-Ba para nós de lá que estamos cá, Bilac e Birigui para o pessoal Yamane do Rio de Janeiro, e as cidades onde crescemos em todo este Brasil...

Como canta Milton Nascimento: Nas asas da Panair...

A Elis pegou esta música e colocou seu jeito de cantar e assim virou também uma marca de Elis: E a primeira coca-cola foi, me lembro bem agora, nas asas da Panair.

E a ditadura militar foi lá e acabou com a Panair... sobrando a mesa de bar...

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