terça-feira, 30 de junho de 2020

XP mantém ofensiva. Itaú silencia

XP continua na imprensa, jogando no ataque

Como estratégia para manter seu cacife na negociação com o Itau, a XP apareceu ontem em longa matéria no jornal Valor, onde o jornal apresentou as versões tanto da XP como do Itaú, e hoje, o jornal mantém o destaque para duas grandes operações da XP e nenhum destaque para o Itaú.

O jornal Valor pode alegar que os artigos de hoje são fatos relevantes para o mercado de ações, o que é verdade. Porém, com certeza também está sendo usada para mostrar que a XP além de ser competitiva nas várias áreas que está operando, os clientes ganham mais do que vinham ganhando com os bancos tradicionais.

Na imprensa e no mundo dos negócios, não tem almoço de graça.

Vejam abaixo, partes de duas matérias relevantes de hoje no Valor.


XP pode levantar US$ 1 bi em oferta secundária

Acionistas vendedores são a gestora General Atlantic (GA) e a holding dos sócios executivos XP Controle

Valor - Por Sérgio Tauhata e Maria Luíza Filgueiras — De São Paulo
30/06/2020 05h01 Atualizado há 5 horas

Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/06/30/xp-pode-levantar-us-1-bi-em-oferta-secundaria.ghtml ou as ferramentas oferecidas na página.

A XP Inc. protocolou ontem na reguladora americana Securities and Exchange Commission (SEC) um prospecto para uma oferta subsequente de ações (follow-on) que pode alcançar US$ 1,01 bilhão, considerando o lote suplementar e o valor máximo por ação proposto, de US$ 45,05. A operação é totalmente secundária e os acionistas vendedores são a gestora General Atlantic (GA) e a holding dos sócios executivos XP Controle. A oferta será precificada na quarta-feira.

Conforme duas fontes, a iniciativa da oferta veio da GA. A XP Controle quis aderir para fazer caixa, que será usado para fazer frente a compromissos de pagamentos com ex-sócios - assim, os atuais sócios executivos não estão embolsando capital.

O Itaú não aderiu à venda e, diferentemente do IPO, não faz parte dos coordenadores. A operação é coordenada pela XP Investimentos, Morgan Stanley, Goldman Sachs e J.P. Morgan.

A XP Controle manterá 53,6% do poder de voto após a oferta e a GA se mantém acionista - a gestora não pode se desfazer de todas as ações porque parte delas está vinculada à opção de compra detida pelo Itaú.


Marketing agressivo...


XP criou ação ‘pré-marketing’ para oferta da Via Varejo

Abordagem é inovadora e multicanal, diz instituição
Por Adriana Mattos e Ana Paula Ragazzi — De São Paulo

30/06/2020 05h01 Atualizado há 5 horas

Na tentativa de ganhar espaço no segmento de bancos de investimento, a XP dá claros sinais de que adotará a mesma postura de marketing agressivo de seu braço de assessoria financeira.

Criada em 2014, essa área da XP só começou a se expandir três anos depois, ganhando volume maior em 2019, quando participou de 15 operações em bolsa.

Em 2020, entre as nove transações em que esteve envolvida até agora, a XP foi uma das coordenadoras de uma das maiores ofertas subsequentes (“follow on”) do ano, a da Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio), no valor de R$ 4,45 bilhões, em junho.

XP diz usar ferramentas que tem para mostrar que pode colocar os CEOs para falar “com qualquer um”

Após a conclusão desse “follow on”, a XP fez uma apresentação para clientes corporate em que dá detalhes do que chama de “abordagem inovadora e multicanal” para a operação. Conforme a página, à qual o Valor teve acesso, entre abril e maio foi traçado “um plano customizado de pré-marketing através dos diferentes canais que maximizou o conhecimento da companhia e, consequentemente, a valorização das ações”, diz a peça.

Logo abaixo, ela apresenta o comportamento da ação:

o papel sai de R$ 4,10 no início de abril e atinge
R$ 15,62 (alta de 281%) na conclusão da oferta, em 15 de junho.


No gráfico, a XP anota as “lives” que organizou para a empresa e destaca que após essas transmissões ao vivo sobre a “aceleração digital” da rede, o papel passou a negociar volumes superiores aos da Vale, com destaque no material do banco ao giro de R$ 2,7 bilhões em 28 de abril, sete vezes o registrado no início do mês.

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