terça-feira, 9 de junho de 2020

Variações sobre Bolsonaro e o Brasil

O louco não planeja, o louco age

Bolsonaro consegue contaminar as pessoas e as instituições, criando um clima de mal-estar geral no país.

1 - Bolsonaro ataca a todos ao mesmo tempo.

Com isto passa a impressão que o caos do Brasil não é culpa dele. Mas, a grande maioria do Povo sabe que, tem tudo a ver com ele.

2 - ESTELIONATO ELEITORAL

- Quando se afirma que 70% da população já está contra Bolsonaro e seu governo, o processo entre os julgamentos nas instâncias competentes significa que o povo brasileiro percebeu que levou um ESTELIONATO ELEITORAL em 2018. Votou na expectativa de se intensificar a moralização e o combate à corrupção, e Bolsonaro está fazendo exatamente o contrário do que prometeu na campanha eleitoral. Este processo de 70% do povo brasileiro pela destituição de Bolsonaro vai exigir muito e de muita gente.

3 - Melhor defesa é o ataque

- Ao mesmo tempo que Bolsonaro sabe que a sua permanência ou não na presidência, vai passar pelo Congresso Nacional e pelo STF, ele, em vez de valorizar estas duas relevantes instituições, ele desqualifica os dois.

- Só que é público que Bolsonaro está "comprando" apoio dos parlamentares - do Centrão - para impedir perder na votação dos congressistas. O mesmo comportamento ele tem com o judiciário. É mais difícil a negociação com o judiciário, tanto em função da forma como do conteúdo a ser negociado.

4 - Onde entra o POVO neste processo?

- Se temos 70% contra Bolsonaro, podemos concluir que, para se chegar aos 100% do povo, se há 70% contra, então há 30% favoráveis a Bolsonaro. Que não podem ser ignorados.


- Como, os 70% que são contra Bolsonaro,
vão fazer para tirar Bolsonaro do Governo?



- O comportamento e as decisões tomadas pelos 70%, que são contra Bolsonaro e seu governo, vai depender muito do que se pretende botar no lugar de Bolsonaro. A responsabilidade de cada um é muito grande.

- Podemos desenvolver o exemplo seguinte:

Politicamente o Brasil tem três segmentos de eleitores.

A - Os que apoiam Bolsonaro incondicionalmente, que são no máximo 30%, bem conservadores, de direita e de fascistas;

B - Os que são contra Bolsonaro e foram contra o impeachment - também conhecido como Golpe de Estado em 2016, este pessoal pode chegar a 40%, fazendo parte destes 40% os petistas e a esquerda em geral, mais a parcela da população de centro e a direita democrática;

C - Os que são contra Bolsonaro, mas votaram nele para presidente em 2018, naquele momento como forma de tirar o PT do governo, estes podem representar por volta de 30% e politicamente tem de tudo.


- Qualquer criança diria que tirar Bolsonaro é simples.

Basta somar os 40% correspondente ao povo que foi contra o golpe do impeachment contra Dilma, com os 30% que votaram em Bolsonaro mas não querem mais que ele continue presidente. Estes 30% concordam até em ter mais um impeachment para destituir Bolsonaro, mas precisam ter segurança do que vai acontecer com o Brasil. O povo anda cansado de política sem resultados.

- Portanto, cresce a campanha pela destituição de Bolsonaro,
com a posse de um Governo de Unidade Nacional, até as eleições de 2022.

- Este governo de Unidade Nacional seria de direita? De centro? Ou de esquerda?

Se é para ser um governo de transição, automaticamente, deve ser um governo de Centro, que tenha como prioridade o combate ao virus, com todo apoio ao SUS e aos hospitais em geral.

Este governo transitório também deve ter como prioridade o combate ao desemprego, a retomada do crescimento econômico, a revalorização da Educação e a pacificação nacional, através do respeito aos poderes constituídos, respeito à liberdade de imprensa, liberdade de organização e manifestação.

Estas prioridades devem fazer parte de um PROGRAMA MÍNIMO, subscrito por entidades, instituições, movimentos, associações, igrejas, artistas e personalidades nacionais e internacionais.

Este movimento não vai obrigar todos assinarem e cumprir o programa mínimo antes do afastamento de Bolsonaro e seu governo. Tanto a direita, quanto a esquerda podem fazer suas atividades e manifestações, mas precisarão acatar as decisões majoritárias do povo brasileiro. Se for necessário, o Programa Mínimo deve ser aprovado por um Plebiscito Nacional, legitimando o seu conteúdo, para que seja cumprido tanto pelo povo, como também pelos poderes constituídos, principalmente o Legislativo, o Judiciário, a imprensa e as Forças Armadas.

Um pequeno gesto,
que pode ser um grande passo
para salvar as pessoas e
retomar a fé e a esperança no Brasil.

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