sexta-feira, 12 de junho de 2020

O esconde-esconde da pomba selvagem

Morar em casa com quintal e com pássaros

A Vila Madalena e suas belezas...

Aqui podemos encontrar os mais diversos tipos de pássaros e de plantas.

Por exemplo, é comum você encontrar nas ruas abacateiros, goiabeiras, mangueiras, jabuticabas, pitangas, etc...

Da mesma forma, podemos encontrar sabiás, bem-ti-vis, pardais, rolinhas, sanhaços, maritacas, etc....

Em frente à nossa casa, na calçada nós plantamos uma pequena árvore que cresceu tanto que já está mais alta que a casa. Uma vez um casal de sanhaço fez um ninho bem em frente a nossa janela. Era uma festa de vai-e-vem...


Agora estamos enfrentando o desafio de conviver com um casal de pombos selvagens.

Por que o desafio? Porque eles são selvagens, porém invasivos. Primeiro chegaram como não querem nada e foram escolhendo um galho para dormir. Até aí não tem problema. Mas, o galho que o casal escolheu fica sobre nossa escada de entrada e, todos os dias, os degraus amanhecem cheios de cocô de pombos selvagens. Mas o belo canto compensa o trabalho para limpar...

Agora o casal de pombos selvagens escolheu o galho para fazer o ninho. Pensei, agora eles vão mudar de galho e vão parar de fazer cocô na entrada de casa. Já fizeram o ninho, mas, ao contrário da gente, que gostamos de dormir juntinhos, parece que, por segurança, eles dormem separados. Um em cada galho, porque nossa escada continua amanhecendo cheia de cocôs de pombos.

O bom é que eles continuam cantando pela manhã.

Todos os dias, fico olhando pela janela do quarto para ver se vejo o ninho dos pombos selvagens. Impossível, eles escolheram um lugar cheio de folhagens e mais voltado para o lado da rua do que para nossa casa. Assim, pela caminhada dos pombos eu deduzo onde seja o ninho, mas não o vejo.

Hoje cedo, enquanto eu varria os jardins, eu escutava o cantar dos pombos e tive a surpresa de presenciar a visita de um bando de maritacas que fez um barulho danado depois foram embora. Para compensar o sabiá começou a cantar de mansinho, como não quisesse nada, mas estava entrando na conversa.

Enquanto eu varria e colhia a imensidão de folhas, ficando achando aquilo tudo estranho. É como gostar de algo que não se vê. Você ouve o canto, ouve o barulho das asas quando eles voam para comer ou buscar mais gravetos, mas raramente vemos os danados dos pombos selvagens...

Democracia, liberdade, amor, ciúme... tem tantas coisas que a gente mais sente do que vê. Ou até que nem sente.

Mas, na Vila Madalena a sensibilidade é maior e as pessoas que aqui moram ficam mais solidárias...

Nenhum comentário:

Postar um comentário