terça-feira, 30 de junho de 2020

Luiza Trajano continua ensinando a viver

De loja do interior a rede nacional

Aprendendo com a informática e com o virus

Que o mundo está passando por mudanças profundas, isto ninguém tem dúvida. Porém, poucas pessoas estão enfrentando estas mudanças para aprender a ganhar dinheiro com competência, competitividade e, principalmente, beneficiando os clientes e as comunidades.

Antigamente, cidade do interior boa era a que tinha as Casas Pernambucanas. Depois apareceu em São Paulo as Casas Arapuã e mais tarde as Casas Bahia. Com o passar do tempo, começou a aparecer na imprensa paulista o período de grandes promoções de uma loja em Campinas, chamada Magazine Luiza. Os descontos eram tão significativos que as pessoas passavam a noite na fila para comprar os produtos pré escolhidos. Era uma festa no interior...

Depois de a loja Magazine Luiza virar uma pequena rede de lojas, sempre no interior de São Paulo, sua herdeira, Luiza Trajano, decidiu que deveria crescer mais e vir para São Paulo, capital.

Veio e gostou, gostou tanto que resolveu espalhar a rede de lojas por todo o Brasil.
Da mesma forma que as redes de lojas que existiam antes da Magazine Luiza cresceram no período inflacionário, Luiza Trajano percebeu que com o aumento significativo do salário mínimo e com a Bolsa Família, ambas medidas criadas no governo Lula, Luiza Trajano percebeu que, se vendesse para os pobres que estavam melhorando de vida, uniria o útil ao agradável. Isto é, facilitava o acesso aos produtos como eletrodomésticos e financiamento acessível e, ela ainda ganharia um bom dinheiro. Limpo e ganho ajudando o Brasil.

Vendo que alguns concorrentes estavam ganhando dinheiro com venda por internet, percebeu que, ou ela entrava no mercado de e-commerce, venda por internet, ou ficaria para trás. Viraria Mappin...

Mais uma vez, Luiza Trajano fez a diferença.

Juntou a família, contratou gente do mercado e disse que ia jogar todas as fichas. O inicio foi difícil. Manter as lojas competitivas, entrar no comércio via on line e abrir o capital na Bolsa de Valores. Coisa de doido. Ou de doida.

Mas esta mulher tem muita luz, muito coração e muita vontade de vencer. Enfrentou todos os desafios e tem sido vitoriosa até agora. Mesmo com a pandemia e com mais de 50 mil brasileiros morrendo por falta de cuidados do governo federal.

Vejam que belo artigo a UOL publicou hoje sobre o sucesso desta mulher chamada Luiza Trajano...

Sucesso do Magazine Luiza na internet
leva Luiza Helena Trajano ao topo
da lista das mulheres mais ricas do Brasil

UOL – 30/06/2020

O “efeito Amazon” fez de Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, a mulher mais rica do Brasil, um título que até recentemente pertencia à empresária do setor de saúde Dulce Pugliese de Godoy Bueno. Glamurama explica:

o termo “efeito Amazon” tem sido usado por analistas de mercado de todos os cantos para tratar do “fenômeno” que se tornou a supervalorização dos papéis de varejistas online com ações negociadas em bolsas nesses tempos em que muitos consumidores preferem fazer suas compras pela internet e sem sair de casa, a fim de se proteger do novo coronavírus. A propósito, Bezos e sua ex-mulher, MacKenzie Bezos, também enriqueceram bastante nos últimos meses pelo mesmo motivo.

Isso porque só a gigante americana fundada pelo homem mais rico do mundo viu seu valor de mercado saltar mais de 40% desde o começo da pandemia de Covid-19, e resultados parecidos obtidos por outras companhias que atuam no mesmo segmento de varejo online têm pipocado mundo afora.

E um dos que mais saltam aos olhos é justamente o da brasileira fundada pelos pais de Luiza, Luiza Trajano e Pelegrino José Donato, e cuja capitalização no Ibovespa saltou quase 35% de março pra cá (e 70% desde o começo do ano).

Apesar das mais de mil lojas que tem pelo Brasil, o Magazine Luiza hoje em dia tem quase a metade de suas receitas totais oriundas das vendas que faz em seus sites oficiais, o que já levou economistas do Bank of America Merril Lynch e do Credit Suisse a chamarem-no de “Amazon brasileira”, e esses números se mantiveram firmes durante a crise atual.

Trata-se de um resultado e tanto, inclusive porque a própria Luiza foi uma das primeiras grandes empresárias brasileiras que se posicionaram a favor do isolamento social meses atrás, e mesmo apesar dos riscos que àquela altura a medida poderia representar para seus negócios.

O que se viu, no entanto, foi o contrário, e no balanço do primeiro trimestre de 2020 as vendas totais do Magazine Luiza registraram aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, e seu e-commerce foi responsável por mais da metade desse aumento.

E de quebra Luiza, que é dona de aproximadamente 17% do Magazine Luiza, viu sua fortuna saltar dos estimados US$ 1,7 bilhão (R$ 9,2 bilhões) atribuídos a ela em março para os atuais US$ 3,8 bilhões (R$ 20,6 bilhões). Vale lembrar que o sobrinho dela, Franco Bittar Garcia, também aparece nas listas dos mais ricos do mundo graças à fatia que tem no Magazine Luiza, calculada em US$ 2,5 bilhões (R$ 13,5 bilhões). (Por Anderson Antunes)

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