sexta-feira, 26 de junho de 2020

De heróis-bandidos a bandidos-heróis, na guerra e na paz

Quem mente mais: a guerra quente ou a guerra fria?

Guerra quente é aquela onde as bombas e as batalhas são em grandes proporções e visíveis para todos. A guerra fria é a guerra de espionagem, de doutrinação, de mentiras bem articuladas para parecerem verdades, etc.

Na guerra quente, supervalorizar suas vitórias e reduzir as derrotas, muitas vezes deturpando os fatos, mentindo e misturando verdades com mentiras, tudo isto é visto como parte da guerra.

Nesta semana a Rússia comemorou com grande destaque a vitória na II guerra mundial, ou guerra patriótica. A Folha publicou uma boa matéria, porém, como sempre, cheia de "queimações" sobre Putin, o comunismo e o papel determinante da Rússia na vitória dos Aliados e derrota dos nazistas.

A Folha tem uma posição pró americana há muito tempo e, se for preciso mentir sobre algum assunto, como forma de fortalecer os Estados Unidos e enfraquecer os adversários dos americanos - sejam eles comunistas ou não - a Folha não vacila: mente juntos. Foi assim com a guerra contra o Iraque e em muitas outras disputas.

Mas a Folha vem melhorando, progredindo e assim vem dando mais espaços para informações plurais em vez de apenas maniqueístas.


Vejam algumas considerações sobre a Rússia, a guerra e a disputa entre Estados Unidos e a Rússia...

Palavras de Putin: "É impossível imaginar o que teria acontecido ao mundo se o Exército Vermelho não tivesse se colocado no caminho do fascismo."

Palavras da Folha, através do autor do artigo de ontem: PUTIN ESTÁ CERTO.

Sem a Rússia, os aliados ocidentais não teriam ganho a guerra, ao menos em 1945.

Nada menos que 68% dos russos atuais perderam algum parente na guerra, que MATOU 27 milhões de soviéticos, O POVO MAIS SACRIFICADO ENTRE OS 70 MILHÕES DE MORTOS.

O demônio mora nos detalhes... diz a Folha.

Com o fim da segunda guerra mundial e o início da Guerra Fria, para os aliados dos Estados Unidos, os heróis russos viraram bandidos que comiam criancinhas... E os bandidos que se aliaram aos nazistas viraram heróis. A recíproca também é verdadeira quando os russos analisam a participação dos americanos na segunda guerra mundial e quando eles participam da guerra fria.


Vivemos os mesmos dilemas de sempre:

- ante a dificuldade de os progressistas, desenvolvimentistas e democratas terem sucesso na gestão dos países, temos visto a direita - fascista/nazista ou não - voltar a fazer o discurso da paz e do progresso se eles voltarem ao poder.

- Hitler, depois de eleito e nomeado chefe de governo, disse aos congressistas de esquerda: Não precisamos mais de vocês. Em seguida fechou os partidos de esquerda e passou a governar somente com a direita.

- Bolsonaro candidatou-se a presidência da República prometendo botar ordem na zona que estava e está o Brasil, como havia um clima de que era necessário derrotar o PT nas eleições e o candidato doPSDB era ruim, o povo o elegeu e rapidamente arrependeu-se. Mas já era tarde.

- O Brasil e o mundo precisam voltar a priorizar a consolidação da Democracia. No entanto, só teremos Democracia forte, se a economia TAMBÉM estiver forte, gerando emprego e renda para toda a população.

- Ou os votos se transformam em governos honestos, transparente e competitivos, que gerem trabalho e renda, ou o mundo voltará para o nazismo, fascismo e tudo que as ditaduras representam.

O que sabemos é que precisamos unir tantos os heróis-bandidos como os bandidos-heróis, restabelecer programs de governos que gerem trabalho e renda, buscando atingir a inclusão social, política e econômica da grande maioria da população. Democracia não pode ser apenas de fachada, deixando os poderes nas mãos dos banqueiros e de entreguistas. Democracia deve ser um pré requisito.


E quem não aprende no amor.... Vai aprender na dor.


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