segunda-feira, 22 de junho de 2020

Banco do Brasil - Um time de vencedores

Lutaram em defesa do BB como Patrimônio Nacional

Somos uma geração de vencedores.

Na década de 60, o Brasil tinha muitas oportunidades, mas tinha poucos empregos bons e seguros. Você podia ser funcionário público, ter estabilidade, mas o salário era enxuto, regrado...  Para um país instável, poder aposentar-se vale mais do que ganhar mais mas não se aposentar.

Bons empregos na década de 60 eram a Petrobras, o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste e mais alguns outros empregos como Polícia Rodoviária Federal, Juiz, coletoria, e por aí ia... 

Nossa família, que morávamos em Serrinha Bahia, começamos com o Banco do Brasil. Nosso irmão mais velho entrou por concurso externo e depois passou em outro concurso interno e hoje é aposentado do BB em Brasília.

Junto com a importância de trabalhar no BB, tivemos a oportunidade de comprar fogão à gás, colchão de mola para nossos pais, e ajudar na construção da nossa casa própria financiada pelo IAP - Instituto de Aposentadoria e Pensão de nosso pai que era funcionário do DNERu  - Departamento Nacional de Endemias Rurais.

Crescemos com o BB e com o Brasil.

Nos anos 70 viemos morar em São Paulo e mais dois irmãos foram trabalhar no BB.

Eu e um outro prestamos concurso para o BEG - Banco do Estado da Guanabara, em SP, mais aí é outra história...

Nos anos 80 o Banco do Brasil teve um papel fundamental na organização das lutas sindicais, das lutas contra a ditadura militar e pela valorização nacional do banco, como o principal banco de fomento do Brasil.

Também nos anos 80 apareceram grandes lideranças sindicais e partidárias, não só em São Paulo, mais em TODO O BRASIL.

Nos anos 90 foi surgindo uma nova geração de sindicalistas. Jovens universitários, cultos, oriundos de uma classe média já estabilizada com o Brasil urbano e modernizado. Jovens aguerridos que foram importantes na defesa do Banco do Brasil e da nossa jovem Constituição pós ditadura militar.

Desta nova geração, em São Paulo capital, destacaram-se pessoas como Delhi, Berzoini, José Ricardo Sasseron entre outros...

Quero fazer uma referência especial a um colega do Banco do Brasil de São Paulo, jovem, formação em jornalismo pela ECA-USP, tímido, fechado, porém inteligentíssimo, boa mesa de reunião e bom de texto. Não foi presidente do Sindicato, nem da CUT, foi presidente da CNB-CUT, que depois virou Contraf-CUT, foi vereador uma mandato e teve brilhante desempenho como presidente nacional da PREVI. Contou sempre com a ajuda de Pinheiro, ex-Banerj e colega do BB por concurso.

Este colega é o nosso querido SÉRGIO ROSA.

Neste dia 23 de junho de 2020, Sérgio Rosa faz mais um aniversário de vida. Casado, com os filhos grandes, morando no Rio de Janeiro,

Sérgio não é um escritor brilhante como Joel Bueno, outro colega do BB do Rio de Janeiro. Também não é um orador firme como Luiz Azevedo, dos velhos tempos...

Sérgio Rosa é aquela pessoa que a simples presença numa reunião já ajuda a acalmar o ambiente. Rígido nos seus princípios e valores de vida várias vezes disse não aos governantes e governantas...

Sérgio Rosa merece ser homenageado em vida, ainda mais agora que está acontecendo mais uma eleição na PREVI, e o governo mercenário de Bolsonaro fala em privatizar ou vender a preço de bananas como fizeram com o Banespa e demais bancos estaduais, na época de FHC.

Parabéns Sérgio Rosa,
que todas as rosas se abram para colorir a sua vida e a nossa também.

Nós gostamos de Você, mesmo não sendo nosso Fio Maravilha....

3 comentários:

  1. Ter trabalhado com o Sérgio Rosa, na comissão de empresa do BB e na CNB-CUT, e ser seu amigo até hoje é motivo de orgulho e muita alegria. Um cara excepcional, muito competente e rigorosíssimo no trato da coisa pública. A Previ e o funcionalismo do banco devem muito a ele. O governo Lula teria mais problemas, muitos mais, se não fosse a sua atuação firme.

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  2. Aprendi lições fundamentais com Sérgio Rosa. A principal delas foi o respeito ao direito de expressão política dos contrários e às regras do jogo. Conviver com ele no trabalho político-sindical e na vida comum tem sido uma experiência gratificante. Mais que merecida esta homenagem.

    Paulo Assunção

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