domingo, 7 de junho de 2020

A guerra como loucura coletiva. Bolsonaro sem seguidores

Ser eleito não significa ter carta-branca

Seja no Brasil por causa das loucuras de Bolsonaro e seus aliados, seja no mundo como decorrência da morte do afrodescendente nos Estados Unidos e que se espalhou pelo mundo.

Bolsonaro vive falando em guerras. O pessoal em sua volta também vive falando em guerra.

Mas o povo que o elegeu não o elegeu para fazer guerras.
Majoritariamente os eleitores de Bolsonaro eram pessoas que queriam votar num candidato de direita, isto é, conservador, porém, pacífico, que respeitasse a democracia e a liberdade.

É preciso lembrar que o mundo também anda ameaçado pelos conservadores, por militaristas, por xenófobos e fascistas em geral. Tudo isto independente da crise do virus e das milhares e milhares de mortes, principalmente na Europa.

O que vinha ou vem levando o mundo para nova fase conservadora e violenta?

Os especialistas costumam dizer que, quando os leões estão de barriga cheia, eles ficam mansos. Com fome, voltam a ser violentos. A humanidade bem saciada e sentindo-se segura, ela é calma e solidária.

Fome e Segurança como estímulos à militarização.

Quando um povo ou uma comunidade tem fome, se não tiver como comprar, ela saqueia, rouba e mata. Esta disputa por comida leva a aliar-se com outros povos ou outras pessoas, criando as condições para a formação de exércitos ou quadrilhas.

No entanto, no imperialismo, o principal motivador é a busca de maior riqueza, maior poder, maiores domínios. E tudo isto leva à guerra. Disputas de vaidades, disputas motivadas por inveja, disputas motivadas por ressentimentos e frustrações. Como tudo isto se interage?

Na História da Humanidade temos milhares de guerras motivadas pelos exemplos acima. A morte de César, imperador de Roma, a revolução francesa, as guerras napoleônicas...

Imaginem a angústia dos ingleses, ao conquistarem colônias em todos os continentes, organizarem os Estados Unidos e depois, ver sua colônia rebelar-se contra a Inglaterra, derrotando-a militarmente como também tomando seu lugar como poder imperialista?

A partir do momento que a Inglaterra derrotou a Grande Esquadra espanhola, passou a ser o principal país na Terra. A partir daí, para se manter o controle sobre todos os continentes tornou-se necessário ter um sistema de produção, distribuição e logística de tudo que era produzido e que precisaria circular para abastecer o império.

Armas de fogo, estruturas administrativas, grandes navios de cargas, sistema financeiro e bancos bem organizados, o sistema produtivo precisava ser modernizado de forma acelerada.

Quem não concordasse com a Inglaterra, era engolido por ela. As guerras de ocupação passaram a ser a regra. Os tiranos passaram a ter mais poder do que os "democratas". Para manter o controle sobre as colônias e seus recursos, as monarquias sozinhas não davam conta, sendo obrigada a delegar poderes. Surgindo assim os grandes proprietários de terras, os grandes comerciantes e os militares e os piratas com poder de fazer guerras... Aos poucos ia surgindo uma classe de proprietários, grandes corporações de profissionais especializados e começaram a surgir também os assalariados urbanos, mais tarde chamados de operários e artesãos.

Até aqui, não se fala em democracia. O que vale mesmo é o poder das armas. E as armas ainda são parte das monarquias.

A Inglaterra novamente saiu na frente, com uma guerra civil para abrir espaço na estrutura de poder para os burgueses e novos proprietários em geral. A monarquia absoluta começou a perder espaço. Crommwel foi o líder desta transição em 1640. Este processo abriu as portas para o surgimento da Revolução Industrial e para a consolidação do poderio inglês.

A partir daí as monarquias perderam a paz. Ou cediam espaço para os ricos, criando Parlamentos e tendo o governo compartilhado entre eles ou ficavam ameaçados por rebeliões.

Em 1789, a França, que era um país rico, próspero e governado por um monarca absolutista, viveu sua Revolução em nome de uma República onde houvesse a participação de todos os segmentos da sociedade, inclusive do proletariado e do campesinato. Surge a ideia de DEMOCRACIA, esquerda e direita, Direitos Humanos, eleições...

Aí a terra tremeu...

Ante o caos generalizado, os ricos procuraram os militares para "botar ordem na casa". Neste processo surge Napoleão e as guerras napoleônicas. Junto com as revoluções e as guerras, surgiram monarquias parlamentares como regra e alguns países optaram por implantar um tipo de democracia, sem monarquia, como os Estados Unidos.

Até aqui os pobres e as mulheres ainda não votavam e não eram eleitos. A democracia era para os ricos, a classe dominante. Ainda prevalecia a lei dos mais fortes...

O século XIX foi um período de consolidação dos poderes internos e a busca de novas colônias, novos domínios. As guerras externas por novas colônias, ajudavam a acalmar as pressões internas. Mas algumas guerras foram entre países europeus, com resultados trágicos... Como as guerras Napoleônicas 1808- 1815) e a guerra França-Prússia (Alemanha) em 1870.

No século XIX a Europa também passou por crises econômicas, as maiores foram a de 1948 e a de 1873.

Com o fim das guerras napoleônicas (1808-1815), aconteceram várias revoluções nos anos 1830. Começou na França, depois a Bélgica se libertou da Holanda, houve tentativas de unificações da Alemanha, da Itália, e da Polônia. Houve revolução ainda em Portugal e na Espanha.

A crise de 1848, também conhecida como Revoluções de 1848, que levou ao encerramento da monarquia e à criação da Segunda República Francesa. Foi neste processo que Marx lançou o Manifesto Comunista, em 21 de fevereiro de 1848. O mundo já começava a discutir ideias socialistas e comunistas...

Revolução espanhola de 1868. Derrubada da monarquia de Isabel II.

Em setembro de 1870 a França entrou em guerra contra a Prússia (Alemanha) e levou um banho, perdendo parte das províncias da Alsácia Lorena e pagou grande indenização.

A crise de 1873, conhecida como Pânico de 1873, foi uma grande depressão que começou nos Estados Unidos e contaminou a Europa.

O capitalismo entrou num período de impasse onde o povo representado pelos trabalhadores assalariados urbanos reivindicavam participar dos governos e da economia.

A instabilidade tomou conta do mundo e o novo século seria mais agitado.

Daí para chegar na Primeira Guerra Mundial foram poucos anos...

A violência da guerra, com a introdução de novas tecnologias - aviões, navios, submarinos, tanques, metralhadoras, gases venenosos, lança-chamas, telégrafo, fotografias, etc. levou a humanidade a loucura generalizada.

Imaginem num dia os ingleses perderem 57.000 combatentes? Pois isto aconteceu na Batalha do Somme.

Imaginem morrerem mais de 1.500 pessoas quando seus navios foram afundados pelos alemães?

As guerras passaram a ser contadas por milhões de combatentes - e de mortos...
E ninguém imaginava como seria a Segunda Guerra Mundial...
As mortes passaram a ser de dezenas de milhões...
Ainda teve a revolução russa de 1917, dizendo-se comunista!

E as últimas três grandes guerras foram com os alemães de um lado e os franceses e ingleses do outro. Estes contando com a ajuda determinante dos Estados Unidos. Na primeira guerra a Rússia perdeu feio para os alemães, mas na segunda guerra, os russos deram o troco e foram até Berlim.

Por isto, não vamos dar asa a cobra. Não vamos deixar um louco governar sozinho o Brasil. Não vamos buscar bodes expiatórios. A responsabilidade é de todos. Vamos afastar Bolsonaro e constituir um Governo de Unidade Nacional até as eleições de 2022.

Depois não venham dizer que não foram avisados.

Aí é outra história da loucura humana. Fica para outro dia.

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