terça-feira, 30 de junho de 2020

XP - Deixando os bancos de orelha em pé

XP entra no setor de Recebíveis e mantêm a guerra contra os bancos

Mais XP no jornal Valor: em mais uma matéria enaltecendo as virtudes da XP, o Valor também está mexendo com os brios dos bancos como um todo. Pequenos investidores, clientes insatisfeitos, comerciantes que antes ficavam na mão dos cartões de crédito, recebíveis para lojistas e pequenos produtores.

Não é só o virus que está agitando o mercado...

XP adquire fatia majoritária na fintech Antecipa

O valor da transação não foi revelado e o negócio ainda depende de aprovação do Banco Central

Por Álvaro Campos, Valor — São Paulo

30/06/2020 08h16 Atualizado há 3 horas

A XP Inc. informou que adquiriu uma fatia majoritária na fintech Antecipa, que foi criada como uma plataforma digital para financiar a antecipação de recebíveis e cujo

objetivo é oferecer uma alternativa eficientes para as companhias otimizarem a gestão do fluxo de caixa.

O valor da transação não foi revelado e o negócio ainda depende de aprovação do Banco Central.

Os fundadores da Antecipa vão manter a independência na gestão do negócio.

Com a sua plataforma,

a fintech integra compradores e fornecedores,

permitindo transações de crédito sem ter um banco servindo como intermediário,

removendo assim o spread bancário e minimizando custos.

A Antecipa determina a taxa de desconto de cada operação, reduzindo ineficiências dos atuais sistemas.

Com um algorítimo próprio, a plataforma foca na otimização dos fluxos de caixa, ao buscar um preço justo para cada transação e um processo ágil e inteligente para o desembolso dos recursos para os fornecedores.

Luiza Trajano continua ensinando a viver

De loja do interior a rede nacional

Aprendendo com a informática e com o virus

Que o mundo está passando por mudanças profundas, isto ninguém tem dúvida. Porém, poucas pessoas estão enfrentando estas mudanças para aprender a ganhar dinheiro com competência, competitividade e, principalmente, beneficiando os clientes e as comunidades.

Antigamente, cidade do interior boa era a que tinha as Casas Pernambucanas. Depois apareceu em São Paulo as Casas Arapuã e mais tarde as Casas Bahia. Com o passar do tempo, começou a aparecer na imprensa paulista o período de grandes promoções de uma loja em Campinas, chamada Magazine Luiza. Os descontos eram tão significativos que as pessoas passavam a noite na fila para comprar os produtos pré escolhidos. Era uma festa no interior...

Depois de a loja Magazine Luiza virar uma pequena rede de lojas, sempre no interior de São Paulo, sua herdeira, Luiza Trajano, decidiu que deveria crescer mais e vir para São Paulo, capital.

Veio e gostou, gostou tanto que resolveu espalhar a rede de lojas por todo o Brasil.
Da mesma forma que as redes de lojas que existiam antes da Magazine Luiza cresceram no período inflacionário, Luiza Trajano percebeu que com o aumento significativo do salário mínimo e com a Bolsa Família, ambas medidas criadas no governo Lula, Luiza Trajano percebeu que, se vendesse para os pobres que estavam melhorando de vida, uniria o útil ao agradável. Isto é, facilitava o acesso aos produtos como eletrodomésticos e financiamento acessível e, ela ainda ganharia um bom dinheiro. Limpo e ganho ajudando o Brasil.

Vendo que alguns concorrentes estavam ganhando dinheiro com venda por internet, percebeu que, ou ela entrava no mercado de e-commerce, venda por internet, ou ficaria para trás. Viraria Mappin...

Mais uma vez, Luiza Trajano fez a diferença.

Juntou a família, contratou gente do mercado e disse que ia jogar todas as fichas. O inicio foi difícil. Manter as lojas competitivas, entrar no comércio via on line e abrir o capital na Bolsa de Valores. Coisa de doido. Ou de doida.

Mas esta mulher tem muita luz, muito coração e muita vontade de vencer. Enfrentou todos os desafios e tem sido vitoriosa até agora. Mesmo com a pandemia e com mais de 50 mil brasileiros morrendo por falta de cuidados do governo federal.

Vejam que belo artigo a UOL publicou hoje sobre o sucesso desta mulher chamada Luiza Trajano...

Sucesso do Magazine Luiza na internet
leva Luiza Helena Trajano ao topo
da lista das mulheres mais ricas do Brasil

UOL – 30/06/2020

O “efeito Amazon” fez de Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, a mulher mais rica do Brasil, um título que até recentemente pertencia à empresária do setor de saúde Dulce Pugliese de Godoy Bueno. Glamurama explica:

o termo “efeito Amazon” tem sido usado por analistas de mercado de todos os cantos para tratar do “fenômeno” que se tornou a supervalorização dos papéis de varejistas online com ações negociadas em bolsas nesses tempos em que muitos consumidores preferem fazer suas compras pela internet e sem sair de casa, a fim de se proteger do novo coronavírus. A propósito, Bezos e sua ex-mulher, MacKenzie Bezos, também enriqueceram bastante nos últimos meses pelo mesmo motivo.

Isso porque só a gigante americana fundada pelo homem mais rico do mundo viu seu valor de mercado saltar mais de 40% desde o começo da pandemia de Covid-19, e resultados parecidos obtidos por outras companhias que atuam no mesmo segmento de varejo online têm pipocado mundo afora.

E um dos que mais saltam aos olhos é justamente o da brasileira fundada pelos pais de Luiza, Luiza Trajano e Pelegrino José Donato, e cuja capitalização no Ibovespa saltou quase 35% de março pra cá (e 70% desde o começo do ano).

Apesar das mais de mil lojas que tem pelo Brasil, o Magazine Luiza hoje em dia tem quase a metade de suas receitas totais oriundas das vendas que faz em seus sites oficiais, o que já levou economistas do Bank of America Merril Lynch e do Credit Suisse a chamarem-no de “Amazon brasileira”, e esses números se mantiveram firmes durante a crise atual.

Trata-se de um resultado e tanto, inclusive porque a própria Luiza foi uma das primeiras grandes empresárias brasileiras que se posicionaram a favor do isolamento social meses atrás, e mesmo apesar dos riscos que àquela altura a medida poderia representar para seus negócios.

O que se viu, no entanto, foi o contrário, e no balanço do primeiro trimestre de 2020 as vendas totais do Magazine Luiza registraram aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, e seu e-commerce foi responsável por mais da metade desse aumento.

E de quebra Luiza, que é dona de aproximadamente 17% do Magazine Luiza, viu sua fortuna saltar dos estimados US$ 1,7 bilhão (R$ 9,2 bilhões) atribuídos a ela em março para os atuais US$ 3,8 bilhões (R$ 20,6 bilhões). Vale lembrar que o sobrinho dela, Franco Bittar Garcia, também aparece nas listas dos mais ricos do mundo graças à fatia que tem no Magazine Luiza, calculada em US$ 2,5 bilhões (R$ 13,5 bilhões). (Por Anderson Antunes)

XP mantém ofensiva. Itaú silencia

XP continua na imprensa, jogando no ataque

Como estratégia para manter seu cacife na negociação com o Itau, a XP apareceu ontem em longa matéria no jornal Valor, onde o jornal apresentou as versões tanto da XP como do Itaú, e hoje, o jornal mantém o destaque para duas grandes operações da XP e nenhum destaque para o Itaú.

O jornal Valor pode alegar que os artigos de hoje são fatos relevantes para o mercado de ações, o que é verdade. Porém, com certeza também está sendo usada para mostrar que a XP além de ser competitiva nas várias áreas que está operando, os clientes ganham mais do que vinham ganhando com os bancos tradicionais.

Na imprensa e no mundo dos negócios, não tem almoço de graça.

Vejam abaixo, partes de duas matérias relevantes de hoje no Valor.


XP pode levantar US$ 1 bi em oferta secundária

Acionistas vendedores são a gestora General Atlantic (GA) e a holding dos sócios executivos XP Controle

Valor - Por Sérgio Tauhata e Maria Luíza Filgueiras — De São Paulo
30/06/2020 05h01 Atualizado há 5 horas

Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/06/30/xp-pode-levantar-us-1-bi-em-oferta-secundaria.ghtml ou as ferramentas oferecidas na página.

A XP Inc. protocolou ontem na reguladora americana Securities and Exchange Commission (SEC) um prospecto para uma oferta subsequente de ações (follow-on) que pode alcançar US$ 1,01 bilhão, considerando o lote suplementar e o valor máximo por ação proposto, de US$ 45,05. A operação é totalmente secundária e os acionistas vendedores são a gestora General Atlantic (GA) e a holding dos sócios executivos XP Controle. A oferta será precificada na quarta-feira.

Conforme duas fontes, a iniciativa da oferta veio da GA. A XP Controle quis aderir para fazer caixa, que será usado para fazer frente a compromissos de pagamentos com ex-sócios - assim, os atuais sócios executivos não estão embolsando capital.

O Itaú não aderiu à venda e, diferentemente do IPO, não faz parte dos coordenadores. A operação é coordenada pela XP Investimentos, Morgan Stanley, Goldman Sachs e J.P. Morgan.

A XP Controle manterá 53,6% do poder de voto após a oferta e a GA se mantém acionista - a gestora não pode se desfazer de todas as ações porque parte delas está vinculada à opção de compra detida pelo Itaú.


Marketing agressivo...


XP criou ação ‘pré-marketing’ para oferta da Via Varejo

Abordagem é inovadora e multicanal, diz instituição
Por Adriana Mattos e Ana Paula Ragazzi — De São Paulo

30/06/2020 05h01 Atualizado há 5 horas

Na tentativa de ganhar espaço no segmento de bancos de investimento, a XP dá claros sinais de que adotará a mesma postura de marketing agressivo de seu braço de assessoria financeira.

Criada em 2014, essa área da XP só começou a se expandir três anos depois, ganhando volume maior em 2019, quando participou de 15 operações em bolsa.

Em 2020, entre as nove transações em que esteve envolvida até agora, a XP foi uma das coordenadoras de uma das maiores ofertas subsequentes (“follow on”) do ano, a da Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio), no valor de R$ 4,45 bilhões, em junho.

XP diz usar ferramentas que tem para mostrar que pode colocar os CEOs para falar “com qualquer um”

Após a conclusão desse “follow on”, a XP fez uma apresentação para clientes corporate em que dá detalhes do que chama de “abordagem inovadora e multicanal” para a operação. Conforme a página, à qual o Valor teve acesso, entre abril e maio foi traçado “um plano customizado de pré-marketing através dos diferentes canais que maximizou o conhecimento da companhia e, consequentemente, a valorização das ações”, diz a peça.

Logo abaixo, ela apresenta o comportamento da ação:

o papel sai de R$ 4,10 no início de abril e atinge
R$ 15,62 (alta de 281%) na conclusão da oferta, em 15 de junho.


No gráfico, a XP anota as “lives” que organizou para a empresa e destaca que após essas transmissões ao vivo sobre a “aceleração digital” da rede, o papel passou a negociar volumes superiores aos da Vale, com destaque no material do banco ao giro de R$ 2,7 bilhões em 28 de abril, sete vezes o registrado no início do mês.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

XP e Itaú contaminados pela crise

Um erro não necessariamente precisa virar tragédia

O que tudo indicava ser um grande negócio, está caminhando para ser um problemão...

Segundo o jornal Valor desta segunda-feira, 29/06/2020:

"O conflito entre o Itaú e a XP, traz à tona divergências entre sócios".

Tudo indica que viveremos um período ruim para os dois, pois já vimos algo parecido com o Pão de Açúcar.

O dono do Pão de Açúcar, Abílio Diniz, fez um negocio que parecia ser o maior sucesso da sua vida, quando pegou muito dinheiro do empresário francês dono Casino, garantindo OPÇÃO DE COMPRA para o francês. Como Abílio imaginou que, quando chegasse a época de efetivação da compra, Abílio tentou desesperadamente achar uma solução que não passasse pela perda do controle do GPA - Grupo Pão de Açúcar. Perdeu o Abílio e perdeu o Brasil. Abílio perdeu o maior negócio da sua vida e de sua família e o Brasil perdeu mais uma grande empresa brasileira para o estrangeiro. Descapitalizando o Brasil.

A XP tinha se transformado no maior sucesso de inovação financeira do Brasil nos últimos dez anos. Roberto Setúbal, controlador do Itaú e herdeiro de maior sucesso empresarial nos últimos 20 anos, gostou do perfil de negócio e propôs parceria entre o Itaú e a XP.

De feliz casamento a "terapia de casal"...

O Itaú comprou 46% do capital da XP, e 32,9% das ações ON. Além de comprar parcela significativa do negócio, o Itaú passou a ter OPÇÃO DE COMPRA de uma fatia maior, o que poderá levar a aquisição do controle do XP.

Com a mesma ousadia que criou com muito sucesso uma plataforma de investimentos que concorresse com os bancos tradicionais do mercado brasileiro, a XP ampliou sua atuação no mercado, além da Plataforma de Investimentos, passou a atuar na compra e venda de ações e no mercado de Renda Fixa.

Assim, além de estar tomando mercado do Personalité, área de alta renda do Itaú, ao entrar no mercado de ações, a XP começou a incomodar o Itaú BBA, maior banco de investimentos do Brasil.

Talvez, preparando-se para forçar um impasse nas relações, a XP contratou José Berenger, o ex-presidente do J.P.Morgan, para montar o seu banco e passar a operar com todos os produtos.

Com a campanha publicitária lançada pelo Itaú na semana passada, a parceria entre as duas grandes instituições, deixou de ser "só alegria" e prepara-se para entrar em "terapia de casal".

O presidente do Itaú, o sensato e moderadíssimo Cândido Bracher, tentou acalmar o "mercado" e declarou que "Nossa competição sempre foi e sempre será na bola". Isto é, jogará com fair play, com ética e respeitando as regras do jogo.

Já o criador e maior acionista da XP, Benchimol, declarou que "talvez o Itaú estivesse considerando que - aquilo não fosse tão bom negócio assim. E outro sócio de Benchimol, Guilherme Leal, declarou que "o Itaú deveria REPENSAR SUA PARTICIPAÇÃO NA XP".

Aquilo que sinalizava ser uma grande oportunidade de negócio para o Itaú, ao ficar parceiro, levou a XP a pular de um bom negócio para uma grande ameaça, não apenas ao Itaú, mas aos bancos como um todo.

Em 2017, quando a parceria foi definida, a XP tinha 100 bilhões de custódia, hoje são 412 bilhões!

Pela NASDAQ, hoje, o VALOR DE MERCADO da XP corresponde a 53% do valor do ITAÚ, 69% do valor do Bradesco, e mais do que o valor do BB e o valor do Santander.

Considerando que vivemos sob um governo irresponsável, com um ministro da Economia/Fazenda que só pensa em destruir estruturas governamentais, com uma profunda crise de pandemia, com a população morrendo aos milhares e a recessão paralisando a economia e a liquidez do mercado, tanto o Itaú como a XP precisam medir bem suas ações, gestos e publicidades daqui para frente.

Tudo indica que, setores do Itaú, ao ser provocado ou ameaçado pelo pessoal, reagiu com uma campanha publicitária hostil, e, sem querer, fez o que a XP queria.

Agora, ambos estão em situação delicada, e a DESCONFIANÇA é maior que a CONFIANÇA.

Para que o casamento não se transforme em tragédia, nada melhor do que uma boa TERAPIA DE CASAL.


domingo, 28 de junho de 2020

A Folha, o Brasil e a Democracia de conveniência

Ditadura civil pode?

A Folha mais uma vez teve uma boa iniciativa, que foi lançar a campanha contra a ditadura militar, tentada por Bolsonaro.

1 - Muito interessante reabrir o debate sobre Democracias e Ditaduras.

2 - Falar de ditaduras nos leva, necessariamente a falar de GOLPES DE ESTADO e TRANSIÇÕES - ou para a democracia ou para ditadura.

3 - Ao criticar as ditaduras militares, a Folha omite um bom tema que são as DITADURAS CIVIS.

4 - Para falar de ditaduras e democracias, precisamos falar também dos PODERES.

5 - Para falar de poderes, precisamos falar também de LEGALIDADE e LEGITIMIDADE.


Podemos aqui fazer um exercício de combinações de sistemas políticos e mostrar que não existe apenas um modelo de governo.

Por exemplo:

1 - Podemos ter governos civis, com legalidade mas sem legitimidade.

Muito comuns na América Latina. O que diferencia a legalidade da legitimidade? Pegando o exemplo brasileiro atual, temos um governo LEGAL, mas SEM LEGITIMIDADE.

Isto é, se fizer um PLEBISCITO, perguntando ao povo se o governo Bolsonaro deve continuar ou não, com certeza 70% do povo vai dizer que não deve continuar, que deve ser substituído, por ter mentido para o povo. Legalmente, quem decide se Bolsonaro sai ou fica são os deputados, senadores e o pessoal do STF. Os poderes legislativos e judiciário.

2 - Podemos ter governos militares, com legalidade e com legitimidade.

3 - Como podemos ter governos - sejam civis ou militares - que respeitam a legalidade e a legitimidade.

4 - A Inglaterra é uma MONARQUIA PARLAMENTARISTA - é ditadura ou democracia? Com certeza é mais democracia que os países da América Latina, incluindo o Brasil.


Nunca é tarde lembrar que o mais importante para se identificar a democracia não é a forma, mas o conteúdo.

Se a palavra DEMOCRACIA quer dizer DO POVO, COM O POVO E PARA O POVO.

A regra nos países democráticos é o governo representar os setores organizados da sociedade. Não se restringindo aos três poderes - executivo, legislativo e judiciário - mas governando com etnias, religiões, partidos e movimentos diferentes. Valorizando o Consenso Progressivo e a legitimidade permanente.

Tem gente que diz que a Democracia é a ditadura da maioria sobre a minoria...

Há casos de democracias fechadas, por exemplo, democracia em Israel, no Japão, no Irã, entre outras. Isto é, não é qualquer morador no país ou no exterior que pode votar.

O mais comum no Ocidente é conviver com democracias aparentemente abertas, mas que, na prática, são fechadas.

- No Brasil, a tradição é o governo estar a serviço da minoria, chamada por sociólogos de ELITES. Esta minoria exclui na prática os pobres, os negros e o pessoal de esquerda. Para se ter uma ideia, desde a descoberta do Brasil, há mais de 500 anos, somente depois de 1988 para cá estamos convivendo com liberdade de organização partidária plena, e com certa liberdade de imprensa. O judiciário ainda continua na quase totalidade na mão DAS ELITES. E a imprensa está submetida ao controle econômico e a concessões governamentais tanto para Rádios como para TV.

- Os Estados Unidos também sempre deixaram claro que SUA DEMOCRACIA é para os brancos anglo-saxões. Isto é, se somarmos os negros com os hispânicos, com outros imigrantes e com o pessoa de esquerda, provavelmente teremos mais de 50% dos eleitores dos Estados Unidos, MAS, se tentarem votar contra A ELITE originária, as FORÇAS OCULTAS interferem, matando o presidente, ou matando o candidato, ou o que for necessário. A FOLHA gosta muito deste modelo americano de democracia.

O que tem a ver Democracia com QUALIDADE DE VIDA?

- A melhor forma de se garantir democracia legal e legitima, para todos os eleitores e moradores no país, é a garantia de sistemas abertos de inclusão da ampla maioria da população.

- O primeiro requisito de sistema aberto de inclusão social e garantia da defesa da democracia é a EDUCAÇÃO, formação escolar de qualidade, com pluralidade e preparação para o futuro.

- Outra garantia é acesso aos serviços públicos e privados. Incluindo aqui o acesso aos cargos públicos e privados.

- Tão importante quanto os três poderes tradicionais, é o direito de organização e manifestação de todos os setores da sociedade. Para isto, a LIBERDADE DE IMPRENSA é pré-requisito.


Voltando à iniciativa da Folha em dar um curso sobre o que foi a ditadura militar brasileira, recomendo que seja lançado um grande movimento sobre:

QUE TIPO DE DEMOCRACIA QUEREMOS E PRECISAMOS?

Um país que seu povo tem boa escolaridade, tem boa qualidade de vida e convive com a pluralidade e a diversidade, não tem medo nem dos militares nem de elites reacionários e oportunistas.

Este é o PACTO que falta ao Brasil.

Um pacto pela verdadeira democracia.

Do Povo, com o Povo e para o Povo.

Tão simples como ter filhos. Dá trabalho, mas são adoráveis.




sábado, 27 de junho de 2020

O Brasil macambúzio

O mistério das palavras, temas e mensagens

Em São Paulo chove desde ontem no final da tarde. Parece Ubatuba em janeiro... Como se não bastasse a pandemia, agora temos a chuva intermitente.

Acordamos cedo com o barulho da chuva. Ainda era noite, mas o relógio já marcava quase sete horas. Fomos pegar o jornal no jardim, debaixo de chuva, e o abrimos sobre a mesa.

Enquanto minha esposa preparava-se para ler as notícias do dia, eu, depois de passar a vista sobre as chamadas da capa, saí pensando comigo mesmo: MACAMBÚZIO...

E eu pensava:
Como esta palavra apareceu na minha cabeça?
O que significa a palavra Macambúzio?

E também pensava:
Tenho que escrever logo, antes que não me lembre mais qual foi a palavra que apareceu do nada.
Escrever a palavra era como escrever uma ideia musical, uma composição ou um tema de um texto.

Anotei a palavra num guardanapo da cozinha e, depois do café, fui verificar o que significava.

Para minha surpresa, a palavra MACAMBÚZIO significa exatamente como o Brasil se encontra. Mesmo sendo uma palavra que pouquíssimas pessoas saibam o seu significado, ela retrata bem o Brasil de hoje.

O pior é que, quando pesquisei a ORIGEM DA PALAVRA, a resposta é "origem incerta ou desconhecida".

E o que significa MACAMBÚZIO?

- que se mostra triste, mal-humorado, tristonho, guardando silêncio, MELANCÓLICO.

Como sou espírita, fiquei pensando que poderia ser alguma mensagem espiritual.

Como sou casado com psicanalista, também achei que poderia ser algo que estivesse no meu inconsciente, ou que a chuva me lembrasse algo melancólico. Mas eu não tinha ideia que MACAMBÚZIO tinha alguma coisa a ver com melancólico.

Talvez fosse a mensagem subliminar que a capa da Folha passou. Intencionalmente o não.

Finalmente, ainda sob o efeito da chuva, da capa da Folha e do desconhecer como a palavra surgiu na minha mente, além de não saber o seu significado, achei por bem compartilhar com meus amigos das redes sociais.

Pensei, vou fazer um título com a palavra Macambúzio e vou ver quem vai abrir o blog para tentar saber o que eu quiz dizer quando coloquei no titulo uma palavra que quase ninguém sabe o seu significado.

Se eu ando macambúzio por causa de tanta crise, a Folha também anda, muitos amigos também andam, então, podemos afirmar que

O BRASIL ESTÁ MACAMBÚZIO.

Este é o Brasil de Macunaíma.
Que deixou de ser o Brasil do "brasileiro cordial",
mas ainda não sabe para onde está indo.

Talvez quando Chico compôs a música que dia: Minha gente, anda triste amargurada, inventou a batucada, para deixar de padecer, salve o prazer, salve o prazer...

Talvez o Chico estivesse Macambúzio e não soubesse.
Talvez a melhor resposta para as loucuras de Bolsonaro seja REINVENTAR A BATUCADA.
E, enquanto ele prega o ódio e a ignorância,
a gente conclame o povo a sair às ruas fazendo batucadas para voltar a ter alegria e esperança.

Vai passar.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

De heróis-bandidos a bandidos-heróis, na guerra e na paz

Quem mente mais: a guerra quente ou a guerra fria?

Guerra quente é aquela onde as bombas e as batalhas são em grandes proporções e visíveis para todos. A guerra fria é a guerra de espionagem, de doutrinação, de mentiras bem articuladas para parecerem verdades, etc.

Na guerra quente, supervalorizar suas vitórias e reduzir as derrotas, muitas vezes deturpando os fatos, mentindo e misturando verdades com mentiras, tudo isto é visto como parte da guerra.

Nesta semana a Rússia comemorou com grande destaque a vitória na II guerra mundial, ou guerra patriótica. A Folha publicou uma boa matéria, porém, como sempre, cheia de "queimações" sobre Putin, o comunismo e o papel determinante da Rússia na vitória dos Aliados e derrota dos nazistas.

A Folha tem uma posição pró americana há muito tempo e, se for preciso mentir sobre algum assunto, como forma de fortalecer os Estados Unidos e enfraquecer os adversários dos americanos - sejam eles comunistas ou não - a Folha não vacila: mente juntos. Foi assim com a guerra contra o Iraque e em muitas outras disputas.

Mas a Folha vem melhorando, progredindo e assim vem dando mais espaços para informações plurais em vez de apenas maniqueístas.


Vejam algumas considerações sobre a Rússia, a guerra e a disputa entre Estados Unidos e a Rússia...

Palavras de Putin: "É impossível imaginar o que teria acontecido ao mundo se o Exército Vermelho não tivesse se colocado no caminho do fascismo."

Palavras da Folha, através do autor do artigo de ontem: PUTIN ESTÁ CERTO.

Sem a Rússia, os aliados ocidentais não teriam ganho a guerra, ao menos em 1945.

Nada menos que 68% dos russos atuais perderam algum parente na guerra, que MATOU 27 milhões de soviéticos, O POVO MAIS SACRIFICADO ENTRE OS 70 MILHÕES DE MORTOS.

O demônio mora nos detalhes... diz a Folha.

Com o fim da segunda guerra mundial e o início da Guerra Fria, para os aliados dos Estados Unidos, os heróis russos viraram bandidos que comiam criancinhas... E os bandidos que se aliaram aos nazistas viraram heróis. A recíproca também é verdadeira quando os russos analisam a participação dos americanos na segunda guerra mundial e quando eles participam da guerra fria.


Vivemos os mesmos dilemas de sempre:

- ante a dificuldade de os progressistas, desenvolvimentistas e democratas terem sucesso na gestão dos países, temos visto a direita - fascista/nazista ou não - voltar a fazer o discurso da paz e do progresso se eles voltarem ao poder.

- Hitler, depois de eleito e nomeado chefe de governo, disse aos congressistas de esquerda: Não precisamos mais de vocês. Em seguida fechou os partidos de esquerda e passou a governar somente com a direita.

- Bolsonaro candidatou-se a presidência da República prometendo botar ordem na zona que estava e está o Brasil, como havia um clima de que era necessário derrotar o PT nas eleições e o candidato doPSDB era ruim, o povo o elegeu e rapidamente arrependeu-se. Mas já era tarde.

- O Brasil e o mundo precisam voltar a priorizar a consolidação da Democracia. No entanto, só teremos Democracia forte, se a economia TAMBÉM estiver forte, gerando emprego e renda para toda a população.

- Ou os votos se transformam em governos honestos, transparente e competitivos, que gerem trabalho e renda, ou o mundo voltará para o nazismo, fascismo e tudo que as ditaduras representam.

O que sabemos é que precisamos unir tantos os heróis-bandidos como os bandidos-heróis, restabelecer programs de governos que gerem trabalho e renda, buscando atingir a inclusão social, política e econômica da grande maioria da população. Democracia não pode ser apenas de fachada, deixando os poderes nas mãos dos banqueiros e de entreguistas. Democracia deve ser um pré requisito.


E quem não aprende no amor.... Vai aprender na dor.


Itaú e XP: Confiança é a base de tudo

A maior doença do Brasil atual é a falta de confiança

- Nós vivemos com um governo que não merece a confiança de 70% da população.

- Somos obrigar a votar em pessoas sem programas e sem compromisso com a verdade.

- Estas pessoas, quando eleitas, fazem leis totalmente contrárias a quem os elegeu...

- Como não se confia nos governos - municipais, estaduais e federal - também não se confia nas polícias militares.

- Como não se confia nos governos nem nas polícias, acaba sendo natural também não se confiar no Judiciário.


- Ainda se confia nos médicos, nos professores, em alguns comentaristas da imprensa, nos padres e pastores.

- Deveríamos confiar nos bancos onde deixamos nosso dinheiro e nossas economias. Deveríamos, mas temos motivos para não confiar - ou desconfiar - já que os bancos - sejam privados ou públicos - vivem cobrando TARIFAS BANCÁRIAS ABUSIVAS, muitas vezes descontam nas suas contas SEM a sua autorização...

Vamos fazer algumas considerações sobre estas duas instituições financeiras de mais sucesso no Brasil. O Itaú e a XP Investimentos.

- A imprensa mostrou um anúncio do Itaú criticando os agentes autônomos que atuam nos bancos de investimentos de forma diferente dos bancos comerciais. Ontem, a XP resolveu sair em defesa de seus profissionais e bateu duro no Itau publicamente.

- Diz o ditado que "roupa suja se lava em casa" e, o Itaú como sócio da XP com 49,9% das ações, precisaria ter avaliado melhor o impacto desta sua campanha de marketing... Da mesma forma que o pessoal da XP, antes de "soltar os cachorros para cima do Itaú", deveria ter uma conversa entre os dois...

- A resposta do dono da XP põe em dúvida o SISTEMA FINANCEIRO e os BANCOS. Isto é: SOBROU PARA TODOS OS BANCOS...

Vejam esta parte da declaração de Guilherme Benchimol, presidente e fundador da XP, publicada na Folha de ontem, dia 24:

"Estamos há 20 anos lutando contra UM SISTEMA FINANCEIRO concentrado que NUNCA inovou e NUNCA se preocupou com o que realmente importa: O CLIENTE!

- Tenho certeza de que os bancos preferem o Brasil do passado, com juros altos e baixa concorrência, explrando ainda mais os empresários e os investidores individuais.""

- "Tenho uma certeza: se tem algo que o banco (Itaú) não é, NEM NUNCA FOI, É SER FEITO PARA VOCÊ".


QUANDO SE PERDE A CONFIANÇA nos bancos ou nas corretoras, o normal é ter CORRIDA PARA SAQUES, como já aconteceu com dezenas de bancos e corretoras brasileiras nos últimos 50 anos.

Negociei com os bancos por mais de quinze anos e só assinávamos os acordos salariais depois de muitas negociações, e todas elas partindo do pressuposto da confiança entre as partes. Isto é, o que se falava valia.

Vivemos a guerra contra a pandemia...

Vivemos a guerra contra um governo irresponsável...

Vivemos a guerra contra o desemprego e a paralisia da economia...

Não precisamos de mais guerras... ainda mais no sistema financeiro...


Se houve "quebra de confiança entre os interlocutores do Itaú e da XP", é necessário que as duas instituições se resolvam, mesmo que tenham que trocar alguns profissionais...

O Banco Central, a CVM, a Fenaban e todos que são diretamente atingidos por este tipo de guerra, precisam exigir respeito às regras democráticas e de mercado.

A gente sempre sabe como as guerras começam, mas jamais sabemos como elas acabam.E, geralmente, as guerras começam a partir de pequenos problemas, principalmente de birras pessoais... que levam a milhões de mortes e milhares de empresas fechadas.

Quem avisa, amigo é.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Tirar ou não tirar Bolsonaro da presidência, eis um bom debate

A Folha resolveu lançar o "seu movimento POR DIREITOS". O que isto significa?

1 - Provavelmente, ao lançar o "seu" movimento contra Bolsonaro, mas não citá-lo nenhuma vez no manifesto, sinaliza que está aberta para negociar a governabilidade com o próprio Bolsonaro.

2 - O maior exemplo disto é quando estimula a participação de pessoas como Temer, Moro, Sarney, etc.

3 - Este movimento significa também mais uma FRENTE AMPLA no Brasil de hoje.

4 - Acontece que a Folha, mais do que um mero signatário e organizador do manifesto, a Folha é o maior e mais importante jornal do Brasil. Como a Globo é a maior rede de TV do Brasil. E ambas tem um poder de destruição imenso. Como também ambas tem um poder de projeção muito grande, destruindo ou supervalorizando pessoas ou instituições.

5 - A Folha e a Globo têm o poder de fazer candidatos, serem determinantes na aceitação ou não dos candidatos, como também conseguem pegar uma pessoa medíocre e lança-la como candidato, da mesma forma, ao destruir a imagem de um político ou empresário, estes perdem tudo que tem ou abandonam a vida política.

6 - Na história recente do Brasil, temos três casos bem emblemáticos.

    a - A Globo decidiu bancar a candidatura de Collor a presidência do Brasil. Além de repetir noticias favoráveis a Collor, a Globo chegou a "editar o debate na TV", favorecendo ao máximo a versão ou as versões de que Collor, como CAÇADOR DE MARAJÁS, Collor iria acabar com a corrupção no Brasil.  Collor fez tanta confusão que acabou sendo derrubado pelo povo e por aqueles que antes o apoiava e dava cobertura.

Collor, que se elegeu dizendo que ia combater a corrupção, foi destituído por praticar corrupção. Frustrando o povo brasileiro.

b - FHC - Fernando Henrique Cardoso, também foi articulado pela Globo, percorrendo o Brasil inteiro, compondo que todo mundo que lhe apoiasse, independente de partido, religião e passado. Contando com amplo apoio da grande imprensa e de todos os setores da sociedadeFHC ganhou as eleições no primeiro turno.   Tendo como ponto central, o combate a hiperinflação. A contrapartida de FHC foi amplo apoio na implantação da Economia Liberal  o Brasil, entregando nossa capacidade produtiva aos estrangeiros...

c - Bolsonaro, por sua vez, foi eleito presidente, contando com o amplo apoio da imprensa nacional, no entanto, vem fazendo um governo medíocre, o que tem estimulado às mobilizações em todo o Brasil. E aí surge uma pergunta delicada: Tirando Bolsonaro, quem vem para o lugar dele? Bolsonaro tem sido pior presidente que Collor. E está a milhões de anos de Lula.


7 - Mais uma vez, a Folha e a Rede Globo continuam sendo os coordenadores da luta pelo derrubada do governo Bolsonaro, mesmo também tendo para o Povo voltar às ruas exigindo o fim da corrupção, a moralidade na administração pública e privada.

8 - No entanto, considerando as questões relacionadas acima, a Imprensa continua sendo imprescindível, mas não está acima do povo brasileiro, nem das instituições.

9 - Para que a Democracia se estabilize e contribua de fato com a qualidade de vida das pessoas, precisamos continuar combatendo a corrupção, como precisamos materializar as políticas públicas, garantir transparência nas instituições públicas e privadas.

10 - Talvez, a prioridade seja o afastamento de Bolsonaro, por incompatibilidade e incompetência, e ao mesmo, que a sociedade avalie a possibilidade de se implantar o parlamentarismo no Brasil. Precedido de uma Nova Constituinte que regulamente como os competentes governarão e os incompetentes não usem de á fé contra o povo e contra as instituições.

Um outro Brasil é possível.


quarta-feira, 24 de junho de 2020

Washington Olivetto fala do Brasil com tristeza

Produto Brasil está precisando melhorar muito       
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Olivetto é um destes brasileiros que a gente lê tudo que aparece deles. Leiam abaixo suas impressões sobre o Brasil de hoje. O artigo foi publicado na Folha, na pagina 3, de Opiniões.

"Um Brasil que não é para inglês ver

23.jun.2020 às 23h15 - Folha - Washington Olivetto

Desde 2016, eu, que adoro Nova York, moro em Londres, cidade que considero a melhor Nova York do mundo. Tudo acontece antes por aqui: do útil ao fútil, sem espaço para o inútil.
Entre o segundo semestre de 2019 e o primeiro semestre de 2020, dois fatos aparentemente opostos e teoricamente irrelevantes me chamaram bastante a atenção nessa panela de pressão cultural que é Londres: uma palestra de Sir Paul Smith, o bilionário designer de moda masculina, e uma entrevista de um ex-editor do jornal The Guardiaashington Olivetto na frente da sua casa, no bairro de Belgravia.
Na sua palestra na Royal Academy of Arts, Paul Smith contou onde buscava inspiração para criar ternos, camisas, paletós, pulôveres e suas mundialmente famosas meias coloridas.
Explicou que desde muito jovem optou por fotografar plantas, flores e pinturas cujas cores e texturas chamassem sua atenção, e com a mistura dessas referências visuais começou a desenhar suas coleções.
Com o passar do tempo, acrescentou nessas pesquisas fotográficas inúmeras viagens, que acabaram gerando desde ternos inspirados nas vestimentas dos berberes —habitantes do deserto de Marrakesh— até meias com as cores dos prédios projetados pela Schmidt Hammer Lassen, estúdio dinamarquês famoso por sua arquitetura de vanguarda.
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Já o ex-editor do The Guardian, do qual eu não me lembro o nome porque peguei a entrevista já começada, falando para a televisão inglesa, contou sobre os seus critérios para decidir se uma notícia merecia ou não ser publicada.
Comentou que certas notícias só beneficiam o noticiado e não são interessantes para o jornal —e muito menos para os seus leitores.
Ilustrou o comentário dizendo que se ainda estivesse na ativa, na direção do The Guardian, não publicaria a maioria das notícias que a imprensa inglesa tem publicado sobre o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. 





  







 Para o veterano jornalista, o presidente Jair Bolsonaro cria falsos 


factoides para acobertar graves fatos verdadeiros.

Ofende a esposa de outro estadista, discorda das recomendações de cientistas, ameaça destroçar a atuação proativa do Brasil nas questões de meio ambiente, direitos humanos, povos indígenas e reforma da ordem internacional, e trata com desprezo uma jovem preocupada com a crise climática.
Para aquele jornalista, esses fatos só interessam para o provocador dos 
fatos e não representam o Brasil que merece ser noticiado. Segundo ele, o Brasil que merece ser noticiado é o Brasil do Tom Jobim, do Ivo Pitanguy e do Oscar Niemeyer.
Assisti, ouvi e concordei.
Eu, que vivo aqui em Londres, em contato com profissionais de comunicação de toda a Europa, diariamente ouço as mesmas duas perguntas: por que o Brasil, que historicamente sempre foi visto como o país da doçura, de repente se transformou no país do amargor? 

E por que o Brasil não faz algo para melhorar a sua imagem?
Para as duas perguntas, eu tenho uma única resposta. Não adianta fazer publicidade de nenhum produto se esse produto não for bom. E o produto Brasil está precisando melhorar muito antes de ser anunciado.
Quando o produto melhorar, o jeito de anunciar o Brasil não é difícil. Temos, em muitas áreas, talentos enormes, e brasileiros dignos e responsáveis como Tom Jobim, Ivo Pitanguy e Oscar Niemeyer.
Da somatória da imagem de muitas pessoas físicas respeitáveis, podemos construir a imagem da pessoa jurídica Brasil.

    
Digo isso sem nenhum interesse, porque nunca fiz nenhuma campanha de nenhum candidato político, nem aceitei nenhuma conta publicitária de empresas do governo. De nenhum governo. Costumo dizer que esse foi um dinheiro muito bom de não ganhar. Sempre trabalhei única e exclusivamente para a iniciativa privada —e não pretendo mudar de ideia.
Esclareço também que citei uma entrevista de um ex-editor do The Guardian, historicamente um jornal de esquerda, mas não admito ser chamado por ninguém de comunista. Até porque não existem publicitários comunistas. 
Citei o veterano jornalista do The Guardian porque assisti à sua entrevista e gostei do seu ponto de vista, mas na verdade e para quem se interessa pelos fatos, os dois veículos ingleses que mais criticam o presidente Jair Bolsonaro não são nem um pouco de esquerda. 

São os dois grandes representantes do capitalismo e do liberalismo: a revista The Economist e o jornal Financial Times.
Meus comentários aqui contêm apenas a intenção de colaborar, até porque, apesar da distância geográfica, continuo próximo do Brasil afetivamente. E torço para que o país melhore das suas pandemias e pandemônios, a ponto de o designer Paul Smith ficar com vontade de conhecer suas cores locais.
Não tenho dúvida de que ele adoraria ver em São Paulo o desfile da Gaviões da Fiel em 2021, com o tema "Basta".
E acho até que se inspiraria para fazer umas meias verde e rosa, se fosse ao Rio de Janeiro ver a Mangueira passar.
Washington Olivetto
Único publicitário não anglo-saxão no Hall of Fame do One Club de Nova York e no Lifetime Achievement do Clio Awards"

terça-feira, 23 de junho de 2020

Ainda bem que nós temos as flores e as músicas

O Ipê amarelo de nossa rua floriu

Nestes tempos bicudos, pequenas coisas nos alegram e nos ajudam a enfrentar a pandemia e o desgoverno.

Andando pelas ruas da Vila Madalena tenho encontrado os Ipês rosas floridos e forrando o chão com suas belas flores.

Hoje, quando fui comprar leite, vi o pequeno pé de Ipê amarelo com suas poucas flores.

Em breve será a vez de grande pé de Ipê amarelo também da nossa rua florir. Ele é grande e vai de um lado ao outro da rua, mas, normalmente as flores nascem de agosto para setembro...

Mas a pandemia ainda anda difícil. Filas na padaria, filas no mercadinho, somadas as notícias de amigos e parentes que são infectados ou que morrem em decorrência do virus.

Aí entra a música, somando-se às flores. Ao mesmo tempo que trabalhamos no computador, temos condições de ouvir boas músicas.

Vai passar, já dizia Chico Buarque.

Com certeza, este governo irresponsável passará e, juntos, iremos reconstruir o Brasil, reconstruir sua imagem internacional, sua credibilidade e sua alegria musical, esportiva e seu jeito tropical de fazer amizade com os turistas nacionais e internacionais.

Enquanto esta tragédia nacional não acaba, vamos prestar atenção nas flores e nas músicas.

E continuar postando belas fotos e belas poesias, como Uliana e Joel fazem.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Banco do Brasil - Um time de vencedores

Lutaram em defesa do BB como Patrimônio Nacional

Somos uma geração de vencedores.

Na década de 60, o Brasil tinha muitas oportunidades, mas tinha poucos empregos bons e seguros. Você podia ser funcionário público, ter estabilidade, mas o salário era enxuto, regrado...  Para um país instável, poder aposentar-se vale mais do que ganhar mais mas não se aposentar.

Bons empregos na década de 60 eram a Petrobras, o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste e mais alguns outros empregos como Polícia Rodoviária Federal, Juiz, coletoria, e por aí ia... 

Nossa família, que morávamos em Serrinha Bahia, começamos com o Banco do Brasil. Nosso irmão mais velho entrou por concurso externo e depois passou em outro concurso interno e hoje é aposentado do BB em Brasília.

Junto com a importância de trabalhar no BB, tivemos a oportunidade de comprar fogão à gás, colchão de mola para nossos pais, e ajudar na construção da nossa casa própria financiada pelo IAP - Instituto de Aposentadoria e Pensão de nosso pai que era funcionário do DNERu  - Departamento Nacional de Endemias Rurais.

Crescemos com o BB e com o Brasil.

Nos anos 70 viemos morar em São Paulo e mais dois irmãos foram trabalhar no BB.

Eu e um outro prestamos concurso para o BEG - Banco do Estado da Guanabara, em SP, mais aí é outra história...

Nos anos 80 o Banco do Brasil teve um papel fundamental na organização das lutas sindicais, das lutas contra a ditadura militar e pela valorização nacional do banco, como o principal banco de fomento do Brasil.

Também nos anos 80 apareceram grandes lideranças sindicais e partidárias, não só em São Paulo, mais em TODO O BRASIL.

Nos anos 90 foi surgindo uma nova geração de sindicalistas. Jovens universitários, cultos, oriundos de uma classe média já estabilizada com o Brasil urbano e modernizado. Jovens aguerridos que foram importantes na defesa do Banco do Brasil e da nossa jovem Constituição pós ditadura militar.

Desta nova geração, em São Paulo capital, destacaram-se pessoas como Delhi, Berzoini, José Ricardo Sasseron entre outros...

Quero fazer uma referência especial a um colega do Banco do Brasil de São Paulo, jovem, formação em jornalismo pela ECA-USP, tímido, fechado, porém inteligentíssimo, boa mesa de reunião e bom de texto. Não foi presidente do Sindicato, nem da CUT, foi presidente da CNB-CUT, que depois virou Contraf-CUT, foi vereador uma mandato e teve brilhante desempenho como presidente nacional da PREVI. Contou sempre com a ajuda de Pinheiro, ex-Banerj e colega do BB por concurso.

Este colega é o nosso querido SÉRGIO ROSA.

Neste dia 23 de junho de 2020, Sérgio Rosa faz mais um aniversário de vida. Casado, com os filhos grandes, morando no Rio de Janeiro,

Sérgio não é um escritor brilhante como Joel Bueno, outro colega do BB do Rio de Janeiro. Também não é um orador firme como Luiz Azevedo, dos velhos tempos...

Sérgio Rosa é aquela pessoa que a simples presença numa reunião já ajuda a acalmar o ambiente. Rígido nos seus princípios e valores de vida várias vezes disse não aos governantes e governantas...

Sérgio Rosa merece ser homenageado em vida, ainda mais agora que está acontecendo mais uma eleição na PREVI, e o governo mercenário de Bolsonaro fala em privatizar ou vender a preço de bananas como fizeram com o Banespa e demais bancos estaduais, na época de FHC.

Parabéns Sérgio Rosa,
que todas as rosas se abram para colorir a sua vida e a nossa também.

Nós gostamos de Você, mesmo não sendo nosso Fio Maravilha....

domingo, 21 de junho de 2020

Segurança é fundamental. Mas está faltando.

Quando as ruas passam a ser perigosas

Nós pagamos impostos caros.

Nós pagamos seguranças de ruas.

Nós não atendemos estranhos quando tocam a campainha.

Nós desconfiamos até dos carteiros, dos leitores de contas e dos entregadores...

Nós diminuímos as caminhadas no bairro.

Nós não paramos para conversar com os vizinhos.

Nós vemos poucos policiais nas ruas.

Nós estamos constatando que os sequetros relâmpagos estão voltando.

Nós estamos percebendo que pessoas estranhas estão tocando as campainhas oferecendo coisas sem sentido e ficamos com medo.

Nós estamos vivendo com medo.

Estão matando policiais. Até gente da Rota está morrendo executados.

Ao mesmo tempo repercute negativamente quando PMs matam crianças e adolescentes pobres e negros.

E todos nós contribuímos nas compras de cestas básicas para os pobres, sejam eles negros, velhos ou jovens...

São Paulo não pode ser a cidade do medo.

Diz que o Centro já está cheio de gente circulando, com o comércio aberto e os escritórios funcionando. Porque temos medo de andar no Centro? Principalmente se for muito cedo ou no início da noite?

Só sei que SEGURANÇA, sempre é mais importante que emprego, transporte e saúde. Toda vez que a segurança desaparece, as quadrilhas formais ou informais tomam conta das comunidades.

Para que serve o ESTADO - municípios, estados e união - se não houver segurança?

Vamos ter que fazer nossas milícias? 

sábado, 20 de junho de 2020

Com medo de ser preso, ex-ministro usou PASSAPORTE DIPLOMÁTICO

Enquanto o ministro foge, o povo morre com virus....

É a desmoralização da desmoralização.

Enquanto o Brasil passa de um milhão de casos - 1.043.168 - e chega a 50 MIL MORTES decorrentes da virus,

o governo usa da malandragem e da esperteza para mandar para os Estados Unidos o ministro que falou e escreveu um monte de provocações contra o Judiciário e contra o bom senso nacional. 

o ex-ministro, incompetente e sem saber português, vai comprometer a imagem do Brasil em Washington, dizendo que vai trabalhar no Banco Mundial... Vai nada, vai ganhar mais de 100 mil reais por mês para fazer politicagem...

Como o povo pode ter que aguentar uma situação desta?

Como é possível????

O que mais falta a este país?

- VERGONHA E DIGNIDADE.

O que devemos fazer?

- Demitir todos os incompetentes, mentirosos e enganadores, além de corruptos e trambiqueiros...

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Brasil passa de UM MILHÃO de casos e domingo passará de 50 mil mortes

Tragédias e mais tragédias sobre o Brasil

A imprensa divulgou que hoje, sexta-feira, o Brasil passou de UM MILHÃO DE CASOS de contaminação pelo virus Covid-19. 

O número completo é de 1.009.699 casos infectados.

Neste  domingo, dia 21 de junho de 2020, o BRASIL BATERÁ OUTRO RECORDE,

chegará a mais de 50.000 mortes. Mais de 50 MIL MORTES, em todo o Brasil.


Ao mesmo tempo que o mundo acompanha assustado com a tragédia brasileira, reforçada pela omissão do governo federal, o ministro da Educação foi demitido de um lugar que ele jamais teria condições de estar.

Para continuar desmoralizando o Brasil, o ministro demitido vai ser premiado com o cargo de diretor do Banco Mundial, com o salário de mais de 100 mil reais por mês. Será que os países responsáveis pela administração do Banco Mundial vão aceitar um louco, provocador e demitido como seu diretor?

Mas como miséria pouca é bobagem, além das mortes, do ministro estúpido demitido, tem também que conviver com prisões e investigações de pessoas vinculadas ao presidente da República.

A vida era tão fácil para este pessoal ligado a Bolsonaro que eles pagavam contas e mais contas em DINHEIRO VIVO, não usavam nem cartão de cr[edito, nem cheques, nem débitos em conta corrente bancária.

E as ruas vão se enchendo de gente, muitas pessoas sem máscaras e sem os devidos cuidados para pegar um ônibus, um trem ou o metrô.


Precisamos dar um Basta!

Precisamos tomar coragem e exigir um mínimo de respeito com o povo brasileiro.

O Brasil merece ser respeitado e voltar a ter a credibilidade a nível internacional.


Caso contrário, não dá para ser feliz!

E o resultado pode ser o caos nacional.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Brasil vive troca de ministro da Educação e prisão de amigo dos Bolsonaro

O governo Bolsonaro desmancha-se como picolé

É lamentável!
Muito lamentável!

O povo já não aguenta mais ver tantos políticos envolvidos em corrupção, má fé e roubalheiras...

A família Bolsonaro fez a campanha eleitoral falando em moralidade, em Deus e na fé no POVO brasileiro...

Agora, a cada dia a situação fica pior para os Bolsonaro.

Não conseguem resolver os problemas econômicos, nem o desemprego nem o fechamento das empresas...

Não conseguem nem minimizar quanto mais evitar a tragédia do coronavirus e as milhares de mortes no Brasil...

Não conseguem se entender com o Congresso Nacional nem com o Judiciário....

Cada dia uma amargura a mais.

Porque Bolsonaro não renuncia de uma vez, aliviando assim o sofrimento do povo brasileiro?

Assim que liberarem a quarentena, o povo vai para a rua, vai exigir a moralidade pública, vai exigir o respeito aos mortos, aos familiares e aos profissionais que trabalham dia e noite para diminuir o sofrimento dos brasileiros...

Ou se resolve logo isto, ou o Brasil vai pegar fogo...

Show satanás! Fora Bolsonaro e seu governo!

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Brasil: Caminhos e Encruzilhadas

A pandemia fez com que as certezas deixassem de ser certezas

- As pessoas fazem os seus planos, e nem sempre conseguem realizá-los.

- As empresas fazem seus planejamentos, e, muitos vezes, os governos mudam as políticas, levando os planejamentos ao fracasso.

- As pessoas procuram lugares mais ricos e mais férteis, como forma de facilitar a sobrevivência, mas, muitas vezes, são nos lugares mais áridos que as pessoas encontram seus sonhos e suas realizações.


- O Brasil passa por estes momentos que muda a vida da pessoas, das empresas e das comunidades.


- A vida trouxe o Brasil até os dias de hoje, grande, cheio de  potencialidades, mas com seus líderes cheios de desejos mas com pouco planejamento que viabilizasse a transformação deste país numa grande Nação.

- O Brasil progrediu materialmente, mas ainda falta progredir em caráter e em sabedoria.

- Democracia, liberdade, legitimidade e autoridade não se ganham, se constrói, se conquista.

- Acabou o tempo da vida fácil, tanto para os negócios como para os empregos.

- Vamos ter que reaprender a conquistar as coisas que quisermos ter.

- Vamos ter que ensinar nas escolas e nas famílias que tudo na vida precisa ser conquistado se quiser ter valor.

- Uma maioria estimulada pelo ódio, pela inveja e pelo preconceito votou por uma proposta que era uma mistura de ilusão com má fé e ódio de classe. Pagaram para ver o que aconteceria. Levaram o Brasil para o impasse e para a recessão destruidora.

Estamos num impasse:

- não sabemos para onde estamos indo nem onde chegaremos.

- mas pressentimos que as mudanças serão profundas.


Seja o que Deus quiser!

Os caminhos e as encruzilhadas estão na nossa frente.

Cada um que faça a sua escolha...

terça-feira, 16 de junho de 2020

On line - Mais fácil conhecer o mundo do que conhecer seu vizinho

A internet, as redes sociais e os celulares mudaram o mundo

Todos os dias, o que escrevo no blog é mais lido em outros países que no Brasil.
Não sei se é alguma técnica que estimule isto ou se é dificuldade minha em expandir a leitura no Brasil.

Veja a lista de países que acessaram o blog nos últimos dias:

1 - EGITO - Nossa história ocidental passa necessariamente pelo Egito. Já estive na Turquia, mas ainda não fui ao Egito. Estive em Israel e vários colegas aproveitaram a viagem para ir até o Cairo, mas, na época, os turistas estavam sendo ameaçados...

2 - UGANDA - é raro ser acessado por alguém na África. Quando é país de língua portuguesa ainda é mais comum. Mas, ser acessado por alguém em Uganda, é muito interessante. Estive na Cidade do Cabo, mas não tive condições de visitar outros países.

3 - TURCOMENISTÃO - há algum leitor assíduo neste país. Uma vez, recebi pedido de amizade de um americano que morava no Turcomenistão... Os brasileiros pouco conhecem dos países balcânicos, mas, com certeza muito do nosso passado passou por lá. Ásia menor, Ásia maior, Gengis Khan, Tales de Mileto, Troia e muito mais...

4 - Rússia - é comum porque eu sempre escrevo sobre guerras e disputas internacionais, o que sempre aparece o nome da Rússia no meio. Por que será???

5 - Taiwan, Hong Kong e China - Mesmo sendo "casca do mesmo pau", ou sendo todos chineses, retratam histórias e valores diferentes entre si. Mas, estão sempre presentes, sendo que os acessos de Hong Kong ultimamente são maiores que dos Estados Unidos e do Brasil.

6 - Japão - mesmo sendo meu xodó, diminuiu o acesso. Estive duas vezes no Japão, sou casado com japonesa e pretendo ir com a família visitar a cidade de meu sogro.

7 - Emirados Árabes e Arábia Saudita - também sempre estão presentes.

8 - Argentina - é o país hispânico que mais acompanha meu blog.  Adoro.

9 - Alemanha - neste período que falo da primeira e da segunda guerra mundial, é compreensivo ser acompanhado por pessoas da Alemanha. É um dos países mais bonitos que conheço.

10 - Holanda e Bélgica - A Holanda, além da sua importância histórica, é um dos países que mais estive, a trabalho. Simplesmente adorável. A Bélgica, com Bruxelas e Bruges, atrai muitos sindicalistas, mas agora descobri a importância da Bélgica na primeira guerra mundial.

11 - Reino Unido - falar de guerras e da Alemanha necessariamente tem que falar da Inglaterra/Reino Unido. Setembro em Londres é algo inesquecível.

12 - Canadá e Austrália - o Canadá aparece mais pelo relacionamento sindical e com Rogério e sua família, do que por outros assuntos. Já a Austrália, parece um Brasil que deu certo. Nas guerras, os batalhões australianos são infinitamente melhores do que os batalhões brasileiros.

13 - França - Ao estudar as guerras, tenho reproduzido comentários de autores ingleses que, muitas vezes, são depreciativos com os franceses. Mas a França é um dos países que eu mais gosto e que mais visitei.

14 - Estados Unidos - é o mais mais citado no conjunto dos textos no blog. Além de eu gostar de estudar a história dos Estados Unidos, gosto muito de jazz e blues, como gosto de ir lá.

15 - Índia e Bangladesh - juntamente com os países Bálticos, a Índia é muito pouco conhecida e estuda no Brasil. Fizemos uma viagem à Bangladesh para estudar o Grammem Bank, o banco de Yunus, e paramos um pouco em Delhi. Por mais que eu seja espírita, continuo achando que o continente indiano precisa ser incorporado ao padrão de vida mundial, como os chineses fizeram e a África precisa fazer. A América Latina está fazendo, a duras penas... Nunca gostei de cultuar pobreza em nome da simplicidade.

Enfim, no total, são mais de 120 países nos acompanhando regularmente.

Breve devo chegar a 800 mil acessos, e talvez consiga chegar a um milhão. O que, para um cidadão comum, que não sabe mexer em computadores, é uma proeza... 

Ainda temos muitos anos de vida pela frente e teremos tempo de visitar mais países e compartilhar as conquistas da modernidade, preservando o passado com suas histórias.

Vamos chegar a 50 mil mortes e UM MILHÃO de casos

Ante tantas mentiras, ESTA VERDADE,  eu gostaria que fosse MENTIRA

- Um governo que MENTE o tempo todo,

- parlamentares que MENTEM para seus eleitores,

- imprensa que publica conforme a conveniência ou que MENTE quando se diz neutra,

- judiciário que julga conforme a conveniência, transformando a neutralidade do judiciário numa MENTIRA,

- Forças Armadas dando palpite sobre tudo, as PMs agredindo pessoas e imprensa, e quando indagados respondem com MENTIRAS,

- empresários que apoiam o desemprego, o arrocho salarial e as leis recessivas e ficam calados ante tantas MENTIRAS,


- ANTE TANTAS MENTIRAS, eu gostaria que esta VERDADE, fosse MENTIRA:

O BRASIL ESTÁ CHEGANDO A 50 MIL MORTES

E

A UM MILHÃO DE CASOS INFECTADOS.

Isto me deixa muito triste e envergonhado.

Mais triste do que a tristeza de não poder ver os amigos, abraçar as pessoas,  encontrar nossa filha e seu marido para almoçar no final de semana...

Eu fiz várias publicações sobre os números Mappin.

Para quem não sabe, o grande loja Mappin em frente ao Teatro Municipal de São Paulo, enchia os jornais de anúncios tipo 1,99, móveis e utensílios sempre com os valores menores que os valores arredondados para passar a ideia que não era muito... Naquele tempo as Casas Bahia ainda não tinha tanta importância.

Sempre alertei que vinha uma série de números Mappin que assustaria o Brasil e o Mundo. Mas, sempre torcia para que esta notícia também fosse uma mentira...

Vamos começar praticando pequenas verdades, sem ódio e sem rancor. Vamos informar com honestidade, transparência e, principalmente, pensando nos prejudicados...

Como seria bom se Bolsonaro renunciasse, acabando com todo este pesadelo que tomou conta do Brasil. Se isto acontecesse e eu acordasse de manhã e visse esta manchete na Folha eu diria: Mentira!
Mas que eu gostaria muito que fosse verdade, gostaria.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Prender não é a melhor solução, mas pode ser necessário

Não gosto de ver pessoas comemorando prisões de outras

O pessoal mais radical que apoia Bolsonaro, gosta de agredir verbalmente os dirigentes das instituições. Ele estimula isto. O que é muito lamentável.

Bolsonaro foi eleito presidente da República e, na posse, jurou que respeitaria os poderes constituídos, principalmente o Congresso Nacional e o STF.

Se tivesse dito na campanha eleitoral que governaria da forma como está governando, provavelmente Bolsonaro não teria sido eleito. Este é um dos problemas da nossa frágil democracia. As pessoas se elegem com um discurso e quando começam governar ou exercer mandatos legislativos, esquecem o que escreveu ou prometeram e fazem tudo diferente.

Tanto a imprensa, como as redes sociais, estão comemorando as prisões dos manifestantes bolsonaristas em Brasília.

Não gosto de ver pessoas ou entidades comemorando prisões de outras pessoas. Temos é que lamentar. As diferenças devem ser resolvidas na democracia e respeito as minorias e as maiorias.

Hitler foi preso, virou vítima e depois virou algoz de dezenas de milhões de pessoas.


Outra questão lamentável,  é que o governo Bolsonaro conseguiu uma grande proeza:

1 - O presidente não se entende com o Congresso Nacional, nem com o STF e, muito menos ainda, com a imprensa.

2 - Quando se aprovou eleições em dois turnos, a proposta era exatamente estimular, obrigar os segmentos diferentes a se comporem para ganhar com maioria absoluta no segundo turno, estimulando a governabilidade.

3 -  A negação de Bolsonaro em governar junto com a sociedade e respeitando a Constituição, estimula a instabilidade, o ódio e o medo... E ficamos sem saber para onde estamos indo.


Precisamos ajudar o Brasil a superar o traumático momento que vivemos com a pandemia e as milhares de mortes de brasileiros de todos os Estados, destacando-se São Paulo.

Precisamos recuperar a governabilidade nacional, garantindo a participação de todos os segmentos e instituições.

Precisamos colocar o POVO EM PRIMEIRO LUGAR, para recuperar a dignidade e a imagem internacional do Brasil.

Não vamos comemorar as mortes nem as prisões.
Vamos comemorar as conquistas democráticas.
Vamos comemorar a liberdade e o Estado de direito.

domingo, 14 de junho de 2020

Os bancos, o desemprego e as guerras. E 1929 se espalhou pelo mundo.

A crise de 2008 partiu dos bancos americanos

A crise de 1029, também partiu dos bancos americanos.

Em 2008, o governo americano salvou, botou muito dinheiro, nos bancos e nas grandes empresas, além de recomendar os demais países a salvar o capitalismo. E salvaram...

A crise de 29, como é mais conhecida, não teve a ajuda dos governos como era necessário para salvar o capitalismo e evitar guerras e ditaduras...

Quando os bancos quebram, eles carregam nas enxurradas também as empresas e os empregos, sobrando a fome e a violência. E, como o anjo da morte, voltam as guerras e as ditaduras.

Depois de ler os quatro volumes sobre a primeira guerra mundial, voltei a dar uma olhada nas memórias de Churchill para tentar lembrar como, depois de uma vitória tão importante como foi a dos Aliados contra a Alemanha, como foi que, poucos anos depois, a Europa voltou a se afundar em nova guerra mundial, muito mais violenta e destruidora para todos...


Vejam as palavras de Winston Churchill, escritas no primeiro volume:

- A nevasca econômica também castigou a Alemanha.

- Os BANCOS AMERICANOS,
enfrentando compromissos crescentes em seu país, RECUSARAM-SE a aumentar seus imprevidentes empréstimos à Alemanha.

- Essa reação levou a um significativo FECHAMENTO DE FÁBRICAS e à súbita destruição de muitas empresas em que se baseava o renascimento pacífico da Alemanha.

- O desemprego na Alemanha elevou-se a 2,3 milhões de trabalhadores no inverno de 1930.

- Naquele momento, O MEDO ONIPRESENTE E DOMNANTE DAS MASSAS ERA O DESEMPREGO.

- A CLASSE MÉDIA já tinha sido arruinada e impelida a tomar caminhos violentos or causa da desvalorização do marco.

- O uso de um programa econômico que incluía o fechamento de fábricas e a redução dos salários do FUNCIONALISMO PÚBLICO não tinha popularidade.

- AS ONDAS DE ÓDIO ROLAVAM COM TURBULÊNCIA CADA VEZ MAIOR.

Completando...

- Sem dinheiro, sem empregos, sem segurança e com os governos perdendo legitimidade, as portas do inferno voltaram a se abrir na Europa e de pois no mundo.

- A sombra da morte, do sofrimento e da destruição só parou em 1945, depois de mais de 30 milhões de mortes.

- O Brasil atual está governado por um bando de loucos, o empresariado demora em botar limites, o judiciário está inseguro, a imprensa já percebeu que precisa dar um BASTA!, e a pandemia segura as grandes manifestações...

- Mas a primavera está chegando. Pode vir cheia de flores e esperança, como pode vir cheia de ódio e de mortes.

- Nem Bolsonaro, nem Guedes podem salvar o Brasil.


- A solução passa por um governo de Unidade Nacional até 2022, quando haverá novas eleições presidenciais.

Ler a Folha de trás para frente

Sinônimo de decadência ou de divergência explicitada?

Durante um bom tempo eu assinava o Estadão e a Folha impressos, e o Valor e o Globo digitais. Como o Estadão foi piorando continuamente, eu parei a assinatura impressa e fiquei com a Folha impressa.

Primeiro eu percebi que só conseguia ler o Estadão de trás para frente.

A parte de política nacional do Estadão parecia e talvez ainda pareça jornaleco de quinta categoria. Parecia a Veja ou a Isto é, de tão ruim. Mas, eu lia o Caderno 2, sempre bom, a parte de esportes, sempre boa, a parte de economia, também boa e a parte internacional, sempre uma qualidade tradicional do jornal. O Estadão já tinha virado museu... já não tinha e não tem o que lembre os Mesquitas históricos.

Impresso em casa somente a Folha.

Com a Folha, apoiando e sendo uma das coordenadoras da campanha pelo impeachment de Dilma e do PT, eu que lia o jornal do início ao fim, da frente para trás, fui vendo que, gradativamente eu ia aumentando a leitura de trás para frente. Sinal de que a Folha estava ficando ruim ou que nossas divergências estavam aumentando...

Criamos até uma brincadeira: Como enquanto eu faço o café minha esposa ler o jornal, quando ela acaba a leitura e passa pela cozinha eu a pergunto: What's news? Quais são as notícias? E ela, que manteve a leitura do início para o final, responde: Não tem nada...

Hoje, domingo, 14 de junho de 2020, depois de ler o jornal, me dei conta de algo interessantíssimo:

Ao ler de trás para frente, deparei-me com um bom jornal.

Como tenho muitos amigos que não assinam a Folha, vou fazer um resuminho do jornal de TRÁS PARA FRENTE.

ÚLTIMA PÁGINA: Um ótimo artigo sobre CLÓVIS ROSSI.

penúltima e antipenúltima: Um longo artigo de Lilia Schwarcz com o título: Por que os brancos precisam ser antirracistas.

Voltando as páginas, vem duas páginas sobre O FASCISMO À BRASILEIRA, assinadas por André Singer e outros pesquisadores.

Voltando... temos futebol e tiras, além do sudoku...

Voltando, encontrei uma entrevista feita por Mônica Bergamo com PATHY DEJESUS. Interessantíssima. Ótima qualidade de ambas.

E você vai voltando e gostando dos temas, dos artigos. Uma grande reportagem sobre as escolas...

O Caderno Mercado, já cai a qualidade ao se comparar com o último caderno.

E finalmente chego ao primeiro caderno.

Continuando de trás para a frente. Boa matéria sobre a violência branca nos Estados Unidos e outros assuntos.

Quando começa a aparecer notícias do Brasil, depois de ler os artigos de Jânio de Freitas e o de Elio Gaspari, pouco se aproveita.

Neste pouco está o artigo da Ombusdman - Flavia Lima, que tem uma frase ótima para reflexão geral:

"As redações americanas vêm contratando repórteres NEGROS ao longo dos anos SOB A CONDIÇÃO TÁCITA de NÀO FALAREM SOBRE RACISMO".

E por falar em Clovis Rossi, uma das vezes que nos encontramos foi no restaurante Le Casserole, no largo do Arouche, pertencente a minha colega de faculdade, Marie France.

Bons tempos, quando não precisava ler jornais de trás para frente.

sábado, 13 de junho de 2020

Objetivos das guerras: Estados Unidos, Rússia e Japão na primeira guerra mundial

Inglaterra, França, Alemanha, USA, Rússia e Japão determinavam o ritmo da guerra

Os demais países foram importantes mas dependiam das ações dos outros.

Depois de apresentar os objetivos das guerras para a Alemanha, a França e a Inglaterra, vou apresentar um resumo dos objetivos de outros três países que tinham grande poder de influência na Primeira Guerra Mundial.

Não vou apresentar objetivos da Áustria/Hungria por considerá-lo como parte da estratégia alemã. Os países bálticos estavam sob disputa de influência do seis principais e a Itália não tinha grande peso.

- Estados Unidos

1 - Já na primeira guerra mundial estava ficando claro que a Inglaterra e a França preferiam perder espaço para os Estados Unidos a perder para a Alemanha.

Afinal, os Estados Unidos eram parte da Inglaterra, fez parte das suas colônias e desenvolveu grande combatividade que o credenciou à liderança mundial.

A França, por sua vez, teve papel relevante no apoio aos americanos na guerra pela independência. Estados Unidos venceu a guerra em 04 de Julho de 1776, e logo em seguida veio a Revolução Francesa em 1789. As portas se abriam para governos republicanos e democráticos... E também um novo conceito de imperialismo.

2 - Na primeira guerra mundial, todos os envolvidos sabiam que, para o lado que os Estados Unidos pendesse, ganharia a guerra. A opção preferencial pelos Aliados era prevista, porém, caberia a Alemanha forçar a entrada dos americanos na guerra ou ficar distante dela. Os Estados Unidos não tinham porque ter pressa para guerrear, poderia fazer negócios...

3 - Os Estados Unidos pretendiam agir como "moderadores" nas negociações pelo fim da guerra. A crescente dependência britânica dos Estados Unidos e as ambições de mediação do presidente americano, Wilson facilitaram.

4 - Mesmo os Estados Unidos tendo participado diretamente da guerra e sendo decisivo na vitória, os alemãs preferiram tê-lo como "moderador", do que negociar com a Inglaterra e França mandando. Mais uma vez, o destino abria as portas para a hegemonia americana no século XX.


- Rússia

1 - A grande Rússia faz parte de suas origens, mas os czares souberam crescer e consolidar seu tamanho continental. No entanto, o início do século XX começou com uma derrota vexatória da marinha russa para os japoneses em 1905. O czar queria recuperar a credibilidade da Rússia e firmar-se como poder.

2 - A Rússia sabia que, para consolidar-se como império da Eurásia, tinha que impedir que a Alemanha a derrotasse, tinha que ficar de olho no expansionismo japonês e tinha também que saber aliar-se à Inglaterra e à França para barganhar os territórios que pertenciam ao império Otomano. A Rússia tinha que manter os acessos aos mares e oceanos...

3 - Em 1915, a Rússia já era o alvo principal da Alemanha. Esta queria controlar a Polônia, que estava sob controle da Rússia.

4 - Para o czar russo, o grande objetivo da guerra era "a destruição do militarismo alemão, o fim do pesadelo com o qual a Alemanha nos fez sofrer por mais de 40 anos".


- Japão

1 - Depois da industrialização do Japão, com a era Meiji, o Japão partiu para o imperialismo e as conquistas. Para isto, contou com o apoio da Inglaterra, dos Estados Unidos, da Holanda e estava pretendendo tornar-se o único Império Asiático...

2 - A Rússia sentiu a mudança do Japão, em 1905, com a grande vitória japonesa contra a marinha russa. O Japão, pragmaticamente, preferiu aliar-se à Inglaterra e aos Estados Unidos. De olho nas colônias asiáticas da Alemanha, o Japão ficou do lado dos Aliados.

O tratado de 1902, entre Inglaterra e Japão não exigia que o Japão fosse à guerra, já que a Alemanha não ameaçava as colônias britânicas.

3 - O Japão queria ampliar sua influência sobre a China, tomando o território de Quingdao, que incluía uma base naval, uma ferrovia rumo ao interior da China.

4 - A China, a Coreia e as ilhas perto do Japão sentiram o crescimento do Japão imperialista. E o Japão assimilou rápido o princípio imperialista de que "o importante é vencer, não importando a forma como você vença nem com quem você se alia".


E assim caminha a humanidade...


- Os Objetivos das Guerras, retratados aqui como Primeira Guerra Mundial, representam os sonhos, os desejos, as fantasias e os delírios de pessoas, que depois se transformam em desejos de governos, de imprensa, de intelectuais e depois de povos inteiros...

- Os inícios de guerras são quase sempre iguais.
Festas, marchas, flores, bebidas, e todos marcham para a morte, para as mutilações, para as migrações forçadas, para o fim das famílias e dos entes queridos. O fim da própria história das pessoas e de seus lugares sagrados.

- O século XIX, coberto de guerras do início ao fim, levou o século XX a também ter guerras, porém, foram outros tipos de guerras. Guerras com muito mais poder de destruição.

- Agora o ser humano ter poder bélico para destruir o planeta.

- Chegamos ao século XXI, e estamos pendendo mais para a barbárie do que para a civilização. O centro do mundo já não passa por Londres ou Paris, passa necessariamente por Washington, mas, também passa por PEQUIM, MOSCOU e BERLIM.

- Já o Brasil, vive o maior retrocesso de sua história, mas não sabemos se vai continuar abrindo mão de sua dignidade e de sua soberania ou se vai refazer-se. Pensávamos que o futuro tinha chegado, mas os ricos brasileiros continuam deixando o sonho do Brasil Nação para o futuro. Deitado em berço explêndido.


Objetivos das Guerras: Inglaterra não pode perder seu Império

Defender é melhor que atacar. Será?

No livro sobre a primeira guerra mundial, o professor David Stevenson apresenta vários casos onde a defesa era menos sofrida do que o ataque. Porém, há muitos casos na História, em que cidades e fortalezas ficaram sitiadas vários anos até serem derrotadas.

Neste caso aqui estamos falando da necessidade de o Reino Unido/Inglaterra tinha de preservar o que restava de seu Império. O que incluía a Índia, a China, a Austrália, o Canadá e tantos outros países importantes...

A Alemanha, o Japão e outros países estavam de olho e fazendo guerras para conquistar partes ou territórios deste Império onde o sol não se punha... E os Estados Unidos vinha comendo pelas beiradas.

Vamos enumerar alguns objetivos dos ingleses:

1 - Ou a Marinha alemã seria destruída durante a guerra, ou seria confiscada como pagamento de guerra;

2 - A Alemanha também perderia suas colônias;

3 - A própria Grã-Bretanha estava interessada na África Oriental Alemã.

4 - Com o fim do Império Otomano, a Inglaterra ficaria com a maior parte dos países árabes.

5 - A independência e integridade da Bélgica era defesa incondicional da Inglaterra.

6 - Não era interesse da Inglaterra destruir a Alemanha, mas exigir a democratização.

7 - Os britânicos podiam não saber o que fazer com a vitória, mas estavam determinados a conquistá-la.

8 - Manter a unidade com a França e os demais aliados e não aceitar negociar em separado.

9 - Em 1914, o Império Britânico englobava 14,5 milhões de km quadrados e cerca de 348 milhões de pessoas.

10 - Tanto a Alemanha, quanto a França e a Inglaterra jogaram no TUDO OU NADA. Isto é, ou a Alemanha derrotava os dois, ou os dois - Inglaterra e França - derrotavam a Alemanha. Não tinha meio termo... Porque esta posição suicida dos três?



sexta-feira, 12 de junho de 2020

Objetivos das Guerras: França e Inglaterra na primeira guerra mundial

O poder das bombas valia mais que o poder dos votos


Depois de mostrar os principais objetivos da Alemanha na primeira guerra mundial, vamos mostrar as motivações da França e da Inglaterra.

Como sempre, as guerras servem para disputar poder e controle sobre povos, territórios e riquezas. E não existe "guerra boa". Toda guerra tem morte, destruição e perdas...

A Alemanha desde 1870, quando desmoralizou a França, conquistando Paris, decidiu disputar o poder mundial, até então concentrado na mão da Inglaterra/Reino Unido, tendo a França como aliada na Europa e os Estados Unidos como retaguarda.

O mapa do mundo estava sendo redesenhado com as colônias em todos os continentes, constituindo poderosos impérios.

Depois de dezenas de guerras localizadas nos Balcãs e no Leste europeu. A decadência do Império Otomano estimulou as disputas por territórios, países e povos europeus.

A primeira guerra mundial seria para redesenhar o MAPA DA EUROPA. E, por tabela, o mapa do Mundo.

Antes de mostrar os objetivos da Inglaterra, vou mostrar o tamanho imenso dos objetivos da FRANÇA.

1 - NÃO PERDER A GUERRA PARA A ALEMANHA - Militarmente a França era bem mais fraca que a Alemanha. Portanto, no mano a mano, a Alemanha derrotaria a França em poucos dias. Assim, um objetivo indispensável para a França ter condições de lutar contra a Alemanha era ter uma ALIANÇA com os ingleses. Os dois juntos teriam condições de derrotar a Alemanha.

2 - Para provar que este era basicamente o PRINCIPAL E ÚNICO objetivo da França em relação à Alemanha, escrevo abaixopequena parte do primeiro volume das Memórias de Churchill, escrita no final da guerra.

"Quase um milhão e meio de franceses pereceram em defesa do solo pátrio sobre o qual haviam resistido ao invasor.

Por cinco vezes em cem anos - em 1814, 1815, 1870, 1914 e 1918 - as torres de Notre Dame tinham visto o clarão dos canhões prussianos e ouvido o estrondo de seus disparos.

Agora, por quatro anos medonhos, 13 províncias da França haviam ficado sob o jugo rigoroso do comando militar prussiano.

Durante toda sua existência, eles viveram no medo do Império Alemão. Por quase cinquenta anos, eles tinham vivido em meio ao terror das armas alemãs.

Com a derrota dos alemãs, os franceses imaginaram que NUNCA MAIS passaria por tal violência novamente. Mas o futuro vinha carregado de maus presságios... Onde estava, afinal, aquela segurança sem a qual tudo o que fora conquistado parecia sem valor, e a própria vida, mesmo em meio ao júbilo da vitória, era quase insuportável?

A necessidade extrema era a segurança, a qualquer preço e por qualquer meio, por mais severo ou até implacável que fosse.

A França lutou com bravura, com mais dignidade que na guerra de 1870 e melhor do que na segunda guerra mundial. Mas ainda não conseguiu recuperar o espírito dos Batalhões Napoleônicos que transformou a Europa do século XIX.

Como ficou longo, vamos deixar os objetivos da Inglaterra/Reino Unido para mais tarde...

O esconde-esconde da pomba selvagem

Morar em casa com quintal e com pássaros

A Vila Madalena e suas belezas...

Aqui podemos encontrar os mais diversos tipos de pássaros e de plantas.

Por exemplo, é comum você encontrar nas ruas abacateiros, goiabeiras, mangueiras, jabuticabas, pitangas, etc...

Da mesma forma, podemos encontrar sabiás, bem-ti-vis, pardais, rolinhas, sanhaços, maritacas, etc....

Em frente à nossa casa, na calçada nós plantamos uma pequena árvore que cresceu tanto que já está mais alta que a casa. Uma vez um casal de sanhaço fez um ninho bem em frente a nossa janela. Era uma festa de vai-e-vem...


Agora estamos enfrentando o desafio de conviver com um casal de pombos selvagens.

Por que o desafio? Porque eles são selvagens, porém invasivos. Primeiro chegaram como não querem nada e foram escolhendo um galho para dormir. Até aí não tem problema. Mas, o galho que o casal escolheu fica sobre nossa escada de entrada e, todos os dias, os degraus amanhecem cheios de cocô de pombos selvagens. Mas o belo canto compensa o trabalho para limpar...

Agora o casal de pombos selvagens escolheu o galho para fazer o ninho. Pensei, agora eles vão mudar de galho e vão parar de fazer cocô na entrada de casa. Já fizeram o ninho, mas, ao contrário da gente, que gostamos de dormir juntinhos, parece que, por segurança, eles dormem separados. Um em cada galho, porque nossa escada continua amanhecendo cheia de cocôs de pombos.

O bom é que eles continuam cantando pela manhã.

Todos os dias, fico olhando pela janela do quarto para ver se vejo o ninho dos pombos selvagens. Impossível, eles escolheram um lugar cheio de folhagens e mais voltado para o lado da rua do que para nossa casa. Assim, pela caminhada dos pombos eu deduzo onde seja o ninho, mas não o vejo.

Hoje cedo, enquanto eu varria os jardins, eu escutava o cantar dos pombos e tive a surpresa de presenciar a visita de um bando de maritacas que fez um barulho danado depois foram embora. Para compensar o sabiá começou a cantar de mansinho, como não quisesse nada, mas estava entrando na conversa.

Enquanto eu varria e colhia a imensidão de folhas, ficando achando aquilo tudo estranho. É como gostar de algo que não se vê. Você ouve o canto, ouve o barulho das asas quando eles voam para comer ou buscar mais gravetos, mas raramente vemos os danados dos pombos selvagens...

Democracia, liberdade, amor, ciúme... tem tantas coisas que a gente mais sente do que vê. Ou até que nem sente.

Mas, na Vila Madalena a sensibilidade é maior e as pessoas que aqui moram ficam mais solidárias...

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Objetivos das Guerras - Alemanha na 1a. guerra mundial

O que faz um país querer destruir outro?

Depois de passar meses lendo os dois volumes, com mais de mil páginas, das memórias de Churchill, onde o demônio está personificado na pessoa de Hitler, tendo o nazismo como a personificação das ambições de um povo, mais do que de um país, sempre eu pensava que tinha que voltar a estudar a primeira guerra mundial, para tentar entender melhor quais foram os motivos da guerra.

Com a pandemia e a quarentena tive mais tempo para ler os quatro volumes, com quase mil páginas, da História da Primeira Guerra Mundial - 1914 - 1918, de autoria do professor inglês David Stevenson.

Se Churchill dá um caráter épico à guerra de resistência à barbárie alemã, contagiando o leitor e, de certa forma minimizando o tamanho da destruição causada pela guerra, já os volumes de Stevenson sobre a primeira guerra, mostram documentos e relatos que deixam o leitor transtornado com a capacidade de destruição humana. Aqui não existe ainda nem um lider acima dos demais, nem um partido ou projeto nazista de extermínio de um povo.

Na primeira guerra, os dois lados usam armas químicas, os dois lados usam lança-chamas, os dois lados não estão preocupados com a quantidade de mortos e feridos. Todos têm como prioridade ganhar a guerra, ou não perdê-la. Mas, a sensação que ficamos é que todos perdemos com a primeira guerra mundial. E vamos repetir o perde-perde também na segunda guerra...

Entre os quatro volumes, o segundo tem vasto capítulo sobre OS OBJETIVOS DA GUERRA. Mostrando resumidamente quais eram os objetivos de cada país envolvido.

Como foi a Alemanha que começou a guerra e também por o mais forte beligerante individual, combinado com a capacidade de botar toda a economia e todo o povo alemão envolvidos diretamente com a guerra, vou começar mostrando o que a maioria dos livros de história não mostram:

A VONTADE DE DESTRUIR O OUTRO, SUBJUGÁ-LO E TORNÁ-LO SEU DEPENDENTE.

O outro aqui tanto faz ser um país, um povo ou pessoas.

Vou transcrever trecos do volume 2, capítulo "Os Objetivos da Guerra".

Página 54 - A base para toda a pesquisa subsequente sobre seus objetivos foi o estudo de Fritz Fischer - Os objetivos da Alemanha na Primeira Guerra Mundial, publicado em 1961.

Fritz interpretou os objetivos alemães como UM DESEJO AMBICIOSO E AGRESSIVO DE ESTABILIZAR A MONARQUIA DOS HOHENZOLLERN E CONSOLIDAR O STATUS DE POTÊNCIAL MUNDIAL.

A exposição central das intenções alemãs foi o Programa de Setembro, em 09 de setembro de 1914, que estabeleceu o modelo para os objetivos de guerra nos quatro anos seguintes.

1 - O objetivo geral da guerra era a segurança para o Reich alemão no Oeste e no Leste POR TODO O TEMPO IMAGINÁVEL

2 - para isto, a RÚSSIA deve ser afastada o máximo possível da fronteira alemã oriental, e seu domínio sobre povos vassalos não russos interrompido.

3 - A FRANÇA DEVE SER ENFRAQUECIDA de modo a tornar sua reabilitação como grande potência IMPOSSIVEL PARA TODO O SEMPRE.

4 - As anexações pretendidas na Europa Ocidental eram limitadas a Luxemburgo, Liège e Antiuérpia, as reservas de minério de ferro de Briey, pertencentes à França, as montanhas Vosges Ocidentais e possivelmente a costa da Mancha em torno de Dunquerque e Boulogne.

5 - Em vez de ANEXAR, a FORÇA ECONÔMICA ALEMÃ seria o principal instrumento de CONTROLE POLÍTICO.

6 - A França seria enfraquecida por uma indenização paralisante e por um TRATADO COMERCIAL que a tornaria ECONOMICAMENTE DEPENDENTE DA ALEMANHA.

7 - A BÉLGICA se tornaria um ESTADO VASSALO, sob ocupação militar e economicamente uma província alemã, enquanto uma ASSOCIAÇÃO DE ADUANAS CENTRO-EUROPEIAS, incluindo a França e a Escandinávia, estabilizaria o domínio econômico sobre sejs membros.

Para não ficar muito longo, vou deixar o que a Alemanha queria da Inglaterra e outros países para outro dia.

Dá para imaginar o que era política e guerras naquele tempo?

E ainda vemos um monte de loucos falando em guerras, como se a guerra fosse algo simples...