quinta-feira, 7 de maio de 2020

Virus leva ao desespero os patrões e os empregados

Com várias empregadas grávidas, comerciante pede ajuda

Da mesma forma que mortos tem nome, endereço, CPF e família,

As empresas - pequenas, médias e grandes - também tem nome, endereço, CPF/CNPJ e famílias...

Vejam este apelo dramático de Vitor, nosso amigos do Café Latte, que, junto com seus funcionários, pedem nossa ajuda.

O que podemos fazer para ajudar?

Meu nome é Vitor. Sou proprietário do Caffè Latte, uma cafeteria no centro de São Paulo, estabelecida há quinze anos, com relativo sucesso.

Temos uma equipe de dez funcionários, seis deles com mais de dez anos de casa (Roseli, Felix, Vanessa, Cléia, Daniela e Carla). A Cleci e a Ju estão na iminência de dar a luz aos seus primeiros bebês. E ainda a Adriele e a Débora! Há dois anos abrimos uma unidade perto da avenida Paulista com quatro funcionários (Alan, Edilene, Robervania e Sheila, que também vai ter neném em breve).

Com o advento do pandemia,

Tivemos que fechar as portas, desde o dia 20/03. No nosso caso, como da maioria dos negócios da região, o delivery e o take-away não funcionam.

Colocamos todos os funcionários no programa de suspensão do contrato de trabalho, iniciativa do governo, que garantiu o emprego de milhões de pessoas, pelo menos neste primeiro período da crise.

Mas os nossos compromissos financeiros não são somente estes. Pagamos o Simples de Fevereiro em 20/03. Pagamos a folha de março integralmente em 05/04. Pagamos IPTUs, q não foram postergados.

Continuamos a pagar o plano de saúde da equipe. Pagamos todos os nossos fornecedores que as faturas e boletos já estava emitidos, inclusive energia e água( q continuam emitindo contas pela média de consumo!).

Conseguimos negociar os fornecedores de serviços: aluguel de maquinas de café, serviços de dedetização, nutricionista, etc. etc. Negociamos parcialmente o aluguel.

Mas isso tudo não foi suficiente.

O capital de giro, quase todo concentrado nos recebíveis de cãrtoes e tickets, se esgotou.

Sempre trabalhamos com uma reserva financeira, para imprevistos. Mas depois de anos de recessão, parecia que desta vez a economia ia retomar. Decidimos inovar e crescer o negócio, e abrir um nova unidade, o Caffe Latte Piccolo( dois funcionarios, Beto e Jessé) que contribuiu para o esgotamento das reservas financeiras.

Nunca precisamos de crédito bancário nestes quinze anos de atuação. Mas neste momento, não tivemos opção.

Nos voltamos em busca de crédito junto ao banco q trabalhamos já há muitos anos, o Santander. O único crédito disponível, a custo baixo, foi o financiamento da Folha no programa do BNDES.

Como utilizamos a MP 936 para colocar a equipe em suspensão, este crédito não se aplica ao Caffe Latte no momento. O próximo crédito disponível, o capital de giro do BNDES, captado a 3,75%a.a, o banco cobra um juros de 12%a.a , e ainda exige garantias reais (uma aplicação financeira, ou imóvel).

Esse texto não é somente sobre o Caffe Latte, mas sobre todos os negócios afetados pela pandemia. Não é tampouco sobre o Santander, mas sobre todos os bancos, inclusive os bancos públicos, que não estão cumprindo a sua função de girar a economia, no seu momento de maior crise.

Não adianta fazer propaganda bonita na televisão. Não basa fazer doações emergências. Responsabilidade Social é antes de tudo cumprir o seu papel na sociedade.

Sr. Presidente, Sr. Paulo Guedes, Sr Maia, Sr. Alcolumbre,

façam alguma coisa para salvar os negócios, os empregos e a economia. Precisamos de crédito a juros baixos, com carência, a prazos longos, lastreados por um fundo garantidor do governo.

Ainda digo mais,
acho q as perdas deveriam ser compartilhadas pelo governo.

Façam isso logo, antes que seja tarde!
Imprimam dinheiro, mas não deixem milhões de negócios quebrarem!

Se você tem um pequeno negócio.
Ou se conhece alguém que tem um.
Ou se conhece alguém que trabalha num pequeno negócio.
Ou se frequenta uma cafeteria, um restaurante, uma loja de rua ou shopping, etc., etc.,

por favor copie e cole este texto, e divulgue para o maior numero de pessoas possíveis. Vamos utilizar a pressão das “redes sociais”, provavelmente o único instrumento que ainda faz com que o governo e os políticos façam algo.

Que a pandemia passe logo, e que sobrevivamos todos, literalmente...

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