quarta-feira, 13 de maio de 2020

O Brasil na guerra contra o virus invisível

O Brasil não tem tradição em guerras

O Brasil tem tradição de violência social

Por exemplo, hoje é 13 de maio, teoricamente o dia da "libertação dos escravos", como nos ensinavam nas escolas. Mudou a forma de exploração e de dominação, mas exclusão dos negros ainda continua...

Guerras externas, o Brasil tem duas experiências, mesmo assim, frágeis...

1 - A mais conhecida é a guerra contra o Paraguai, uma correlação totalmente injusta e o Brasil teve que levar também negros para completar seu contingente... Até hoje esta guerra paira mas como uma vergonha para o Brasil do que um orgulho nacional.

2 - A segunda experiência internacional é a participação do Brasil no final da segunda guerra mundial. Foi mais simbólica que efetiva. Embora tenha sido muito importante.

Querem ter ideia do que seja uma participação de um povo não morador na Europa e que teve grande participação? A Índia na primeira guerra mundial teve 55 mil mortes.... A Austrália sempre teve participação brilhante nas guerras que participou.

Ao aproveitar o tempo retido pela quarentena, deparei-me com várias reportagens sobre o aniversário da segunda guerra mundial e, para entender melhor, fui ler A História da Primeira Guerra Mundial, de David Stevenson, professor de história na Inglaterra.

Esta guerra proporcionou horríveis e novas experiências aos combatentes, forçando uma mobilização sem precedentes em seus respectivos fronts nacionais.

Além de ser um desastre por si só, tornou-se a precondição para novos desastres, inclusive a Segunda Guerra Mundial... Em muitas regiões seus legados provocam derramamento de sangue até hoje.

SUAS VÍTIMAS NÃO MORRERAM DE UM VIRUS INVISÍVEL, nem de falha mecânica ou de um erro humano individual.

O mundo parou para cuidar da primeira guerra mundial, o mundo parou e sentiu a segunda guerra mundial ter realmente um caráter mundial, tendo batalhas em todos os continentes.

Pela primeira vez no mundo globalizado, um virus obrigou todos os países a parar para se defender do virus que mata milhões de pessoas. O mundo entrou numa guerra biológica, um bicho aparentemente sem dono e sem ninguém saber como se multiplicou tanto...

O governo Bolsonaro subestimou os sinais que os países afetados passaram... O governo brasileiro seguiu o governo americano e ambos estão desmoralizados internacionalmente.

Os resultados são terríveis: Mais de 70 mil mortes nos Estados Unidos e mais de 13 mil mortes no Brasil.

A essência da guerra está na ferida e no sofrimento, na captura, na mutilação e na matança de seres humanos.

No Brasil, estamos vivendo duas guerras ao mesmo tempo.

- A guerra contra o virus, em função do seu poder destruidor. As pessoas ficam feridas, sofrem muito e são jogadas ao leito pelo ataque impiedoso do virus. Muitos morrem e os que sobrevivem ainda não sabemos quais serão as sequelas.

- A outra guerra que vivemos no Brasil atual é decorrente do descompasso entre o governo federal e a guerra contra o virus, o descompasso entre o presidente da república e os governadores, a imprensa, os movimentos sociais e o mundo cultural.

Somos quase todos os brasileiros contra Bolsonaro e seu governo relapso.

A primeira guerra mundial serviu de preparação para a segunda guerra mundial que serviu para criar as condições para o surgimento desta PANDEMIA e que ainda não sabemos o que virá depois...

O Brasil beneficiou-se tanto da primeira como da segunda guerra mundial.

O Brasil não soube se preparar para enfrentar a guerra contra o virus.

O Brasil tem um presidente que não está preparado para ser presidente do Brasil.

Os brasileiros e as brasileiras precisam se unir para derrotar o virus, e, se para derrotar o virus for necessário destituir o presidente Bolsonaro, o povo terá que convocar a sociedade e dar um basta!

Os brasileiros em primeiro lugar.

Fora Bolsonaro!

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