terça-feira, 26 de maio de 2020

Brasil passa os Estados Unidos em mortes?

A UOL diz que "em número de mortes diárias, sim."

Em outra reportagem, vi que o Brasil poderá chegar a 48,7 mil mortes até a curva começar a descer.

Mesmo contando com muitas projeções e hipóteses, como os Estados Unidos estão com 97,6 mil mortes e o Brasil com 23,4 mil mortes. Considerando que ambos continuarão a ter mortes, mesmo sendo em quantidades diferentes, não creio que o Brasil vá ultrapassar os Estados Unidos.

Nós somos o país de Barrichello, adoramos ser segundo lugar. Ainda mais quando os dois presidentes são Trump e Bolsonaro, dois aloprados.

Tem gente que acha que nós vamos vencer o virus pelo cansaço... Isto é, ele vai reproduzindo seu ciclo como se fosse uma gripe mais forte e, como a gripe vai o virus também vai. Também não creio nesta hipótese. Se fizermos pouco, o virus pode provocar centenas de milhares de mortes, pondo em risco a nossa sobrevivência...

O que mais me entristece é que, além de sentir as mortes dos amigos, parentes e do povo em geral, temos que sofrer pela incapacidade de administrar a crise em função do virus. O governo em vez de acalmar, irrita a população...

Além do caos dos governantes, acho que, mesmo considerando o apoio das entidades sociais, dos voluntários e das empresas, ainda assim, funcionamos de forma não integrada. São blocos de pessoas e/ou entidades que prestam trabalho voluntário.

Considero que, o mais produtivo, seria atuar em rede integrada e interligada tanto horizontal como verticalmente.

Por exemplo: A partir do mapeamento dos casos, identificamos os municípios, os bairros e a infraestrutura disponível. Estes dados são disponibilizados para o público em geral, contando com a rede pública, a imprensa e as instituições.

Estas informações e as demandas que cada comunidade apresente são integradas verticalmente com as administrações municipais, estaduais e federais - e até internacionais.

Percebemos que há dois pontos de estrangulamentos: um é a facilidade de contaminação. Enquanto não temos vacina, devemos tomar os remédios possíveis e sempre com orientação de médicos credenciados; devemos facilitar a identificação dos doentes ou de pessoas que se sintam doentes; um ponto grave, é quanto ao uso de MÁSCARAS em espaço público.

Independente de haver ou não lei determinando a quarentena, cada comunidade terá poderes para obrigar as pessoas a usarem máscaras nos espaços públicos. Pessoas que estiverem sem máscaras não poderão ter acesso a ônibus, trens e metrôs. Em contrapartida, os espaços públicos serão liberados, desde que seja garantida a distância entre as pessoas, que a fiscalização da comunidade seja ostensiva e que os responsáveis pelas instituições e empresas, informem às coordenações das comunidade. A pior quarentena é a que está na nossa cabeça, no nosso comportamento.

Não precisamos transformar o combate ao virus numa guerra em que uma pessoas agridam outras.

Não precisamos conviver com situações de comunidades terem excesso de doações e outras comunidades não gerem nada ou muito pouco.

Outra questão grave é emprego, trabalho, para quem não tem dinheiro, e também como ajudar as empresas e pessoas que estão sem dinheiro para pagar seus funcionários e seus compromissos. DEVEMOS ARTICULAR UMA MORATÓRIA GERAL.

A resposta é - integrando com as redes verticais e horizontais...

Quanto as dívidas, devemos constituir conselhos comunitários com poder de arbitragem, onde participam os devedores, os credores, os bancos, os governos e especialistas. A transparência, a segurança e o respeito devem ser condições indispensáveis.

Pelo andar da carruagem, tudo indica que iremos conviver até setembro com este mal-estar provocado pelo virus.

Ao mesmo tempo, precisaremos nos organizar para as eleições municipais mesmo que sejam adiadas para novembro ou dezembro. E, como em novembro teremos a eleição presidenciais dos Estados Unidos, e, se os democratas ganharem, o mundo tenderá a ficar mais calmo, mais solidário e mais construtivo.

O Brasil também pode fazer uma experiência de "reduzir o tensionamento, aumentar a solidariedade e aumentar o clima mais construtivo.

Alguém sempre me pergunta: Você já combinou com Bolsonaro?

Pressupondo que ele nunca vai ser favorável. Minha resposta tem sido: para fazer o bem, os governos não são indispensáveis, o ideal é que eles, pelo menos não atrapalhem...

Eu tenho certeza que, se a imprensa concordar em participar da rede, se os prefeitos e governadores toparem participar, se as entidades patronais e também dos trabalhadores toparem participar, se o judiciário concordar em ajudar, se as Forças Armadas e as polícias toparem ajudar e participar, se as Igrejas, os centros comunitários de cultura e esporte também toparem participar, vocês acham que Bolsonaro vai querer ficar fora? Ele só não pode querer ser o "dono da bola". Mas ele pode querer ser o presidente, mas não precisa ser "o dono da bola".

Creio que, se nós fizermos isto, se nós construirmos "UM BRASIL PARA TODOS", nós vamos comprovar que "o todo é mais do que a soma das partes", e, como dizia Betinho na "campanha contra a fome", se cada um fizer sua parte, nós derrotaremos o virus e fortaleceremos nossa democracia, nossa liberdade e nosso Brasil

E aí, se vamos ser o primeiro ou o segundo em relação aos Estados Unidos, é o que menos importa.

Pense nisto!

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