sábado, 4 de abril de 2020

Sua contribuição para derrotar o virus é fundamental

O vírus e as cidades fechadas

Com medo do vírus e com medo das pessoas.

As janelas e portas estão fechadas, mas da para ouvir o som da televisão, contando os números de mortos no Brasil e no mundo.

Se antes a gente era estimulado a sorrir para as pessoas, cumprimenta-las  com as mãos e convida-las a ir em casa;  Agora é tudo ao contrário, nada de intimidade, de sorrisos, apertos de mãos, nada de visitas domésticas nem reuniões em bares e restaurantes;

Vivemos sob o uso da internet como intermediário entre nós e os outros.

Antigamente eram os padres que tinham este monopólio entre nós e Deus, depois passou a ser o papel dos professores e dos juízes, estes foram superados pela internet que tudo ouve, tudo ver e tudo pode fazer...

A internet pode ajudar a minimizar o medo do vírus, pode até dificultar que o vírus nos contamine, mas não mata o vírus... e ele continuará nos ameaçando de várias formas.

Por exemplo:

1 – o vírus gosta mais dos ricos do que dos pobres, mas isto não significa que o vírus não vai chegar nos pobres. Ele já está chegando.... Começou nos ricos, nos aviões, navios, lojas caras, etc.,..

2 – depois o vírus foi chegando nos funcionários destes estabelecimentos, como empresas aéreas, pilotos e comissários de bordo, os milhares de funcionários dos imensos navios, os atendentes dos shoppings e dos magazines caros, os mordomos, os cozinheiros, os seguranças e os professores...

3 – contaminados os ricos, o vírus amplia sua capacidade de matar também na classe média. Os profissionais da classe média também usam metrôs, trens, aviões, frequentam grandes casas e grandes apartamentos e assim o vírus vai se ampliando...

4 – Para atender as necessidades dos ricos e da classe média  existem os pobres, que são ampla maioria da população brasileira. Os pobres vinham diminuindo, vinham se transformando em uma grande classe média, que andava de avião, viajava para o exterior, principalmente Miami e Buenos Ayres, e, principalmente, gostava de tudo que era privado e odiava tudo que era público. Público passou a ser visto como coisa de pobre, de quem não tem competência para ganhar dinheiro...

5 – Mas o vírus, quanto mais cresce, quantos mais países são infectados com o vírus, de mais gente para morrer o vírus precisa.... É uma pirâmide! Lembram da “Pirâmide Financeira˜? Agora temos a pirâmide do vírus....

6 – E os pobres passaram a ser infectados pelo vírus. Gente que viaja de trem e metrô, gente que trabalha em hospitais de ricos e de classe  média, gente que trabalha em postos de saúde, gente que trabalha nas escolas públicas, gente que mora em casas pequenas e em favelas...o vírus gosta inclusive de coveiros e de jovens rebeldes...

7 – Os especialistas sabem bem que, lugares fechadas, sem ventilação, aglomerados, moradias sem esgotos e sem água encanada, bairros e comunidades sem postos de saúde, sem material hospitalar, sem equipamentos de prevenção, e, principalmente sem a presença das prefeituras, dos governos estaduais e federal., tudo isto é terra fértil para o vírus crescer e se multiplicar...

8 -  Sem o poder público, sem as instituições que façam as pessoas respeitar as leis  e que separem as brigas, sobra espaço para  vírus e também para o “poder paralelo”, o PCC, as milícias, os traficantes e todo tipo de trambique.

9 – Aqui em São Paulo quem manda na periferia e nas favelas é o PCC; no Rio de Janeiro é o Comando Vermelho e em todas grandes cidades, em todo território nacional, estas milícias e estas quadrilhas já controlam as favelas, as periferias e os presídios. Muitos são contribuintes fieis das Igrejas e das parcerias entre o governo da classe média e dos ricos e as instituições que abrem espaço para trabalho, emprego e renda para os pobres;

10 – A morte pelo vírus, que começou em São Paulo e se espalhou pelas capitais dos Estados brasileiros, foi crescendo para as regiões metropolitanas, por exemplo a cidade de São Paulo tem onze milhões de habitantes, a grande São Paulo tem mais de 20 milhões de habitantes, somando estes números com as mais de 400 cidades no Estado de São Paulo teremos mais de 40 milhões de paulistas. Já são mais de 20 cidades infectadas.

11 – O vírus está se espalhando por todas as cidades, ricas e pobres, com hospitais ou sem hospitais.

12 – Na periferia das grandes cidades e nas pequenas cidades, é comum a gente ouvir as pessoas dizer que ˜está tudo na mão de Deus”.  Deus é importante mas precisa das pessoas para que os doentes sejam curados e, principalmente, para impedir que o vírus se espalhe...

13 – As pragas e as epidemias sempre existiram. Morrer um terço ou quarto dos moradores de Londres significava alguns milhares de pessoas. Mas agora, um terço da cidade de São Paulo é quatro milhões de pessoas. Da para imaginar morrer quatro milhões de paulistanos? Ou dez milhões de paulistas?

14 – Como evitar tanta morte? Enquanto não se descobri uma vacina que funcione, as pessoas devem se cuidar e cuidar de seus ambientes e de seus familiares.  Ter higiene, ter solidariedade para ajudar os que precisam e para trabalhar em conjunto, interativamente.

Este mês de ABRIL será decisivo. Quanto mais rápido a gente descobrir remédios que possam matar ou paralisar o vírus, mais rápido estaremos evitando esta mortandade de milhões de pessoas.

E, com certeza, quando as mortes aumentam sem controle, com certeza entre os mortos, também estarão nossos parentes e nossos amigos.

Nesta epidemia, nesta pandemia, nesta mortandade NÃO HÁ solução individual, só derrotaremos o vírus se nós estivermos unidos.

As cidades podem estar fechadas, mas nossos corações e nossas mentes precisam estar abertos para acolher as pessoas necessitadas, para ajudar a construir soluções e, principalmente, para salvar nossas famílias, nossas comunidades, nossa cidade, nosso país e, por incrível que pareça, salvar a espécie humana!

A TERRA É NOSSA PÁTRIA.

Vamos salvar a vida das pessoas.
Vamos nos salvar para continuar lutando contra o vírus.

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