terça-feira, 21 de abril de 2020

Sem ministro, sem número de mortes e sem presidente...

Se pode confundir, para que esclarecer????

No empurra-empurra para trocar o ministro da Saúde, saiu o ministro que falava muito e entrou um ministro que não fala nada. SUMIU!

Ou tomou posse para ocupar a cadeira, ter as honras do cargo, mas não mandar. Ser apenas um assessor do chefe, que neste caso, o chefe é o presidente Bolsonaro...

Na prática estamos sem ministro, mas os problemas continuam e até aumentaram...

Além de sumir o ministro, O GOVERNO MODIFICOU A APRESENTAÇÃO DO NÚMERO DE MORTOS...

E os número comunicados passaram a ser a metade dos anteriores à sexta-feira, dia 17. Ou o outro ministro estava errado, ou este ministro atual mudou a regra para apresentar resultados menores e tentar melhorar a imagem do governo...

Para não correr risco de fornecer números errados, eu percebi que os jornais começaram a não dar destaque para os números e passaram a priorizar a situação nos Estados... Todos em calamidade pública!

Como a Folha parou de publicar as tabelinhas com os números de mortes e de contaminação, tive que recorrer ao jornal O Globo, que tinha uns gráficos que, ao clicar em cima da data, aparecia a quantidade de mortos. Fui tentar conferir hoje e não encontrei a tabela nem na Folha, nem no Globo, nem no Valor... SUMIU!

Lembro-me que houve dois ou três dias que as mortes passavam de 200 por dia, foi quando eu dei o alerta no dia 17, sexta-feira passada. Eu alertava que, se se mantivesse os números de mortes diárias, de forma otimista, em 200 por dia, o que seria uma Progressão Aritmétrica, em uma semana, isto é, nesta próxima sexta-feira, o Brasil chegaria a 3.541 mortes.

E que assim chegaríamos aos números dos Estados Unidos...

Parece que o bode expiatório para baixar os números foi um hospital de São Paulo... Mas, quem vê a TV ou ler os jornais, continua sem as tabelas históricas...

Será que a Imprensa amarelou?

Prometo que, se eu achar as tabelas com os números ou, se alguém tiver a sequência do dia 17 até hoje eu fico eternamente agradecido e corrigirei os números desta edição.

Sexta-feira, dia 17 eram 2.141 mortes

Sábado, dia 18, não achei os números...

Domingo, dia 19, não achei mas creio que foi menor que 200;

Segunda-feira, ontem, dia 20, creio que foram 118 ou 113 mortes.

Terça-feira, hoje, dia 21, o governo veio com 166 mortes... e um total de 2.741 mortes.

OBSERVEM QUE:

Usando o total de mortes do dia 17 - 2.141 e usando o total de mortes desta terça-feira, 2.741, ao diminuir o maior pelo menor, teremos 600 mortes... ao dividir por quatro dias, teremos uma média de 150 mortes por dia. Significativamente menor que os 200 por dia que estava previsto.

Eu estou louco ou a imprensa esqueceu de fazer esta conta? Ou houve algum outro acordo para secundarizar o atacado - o Brasil - e priorizar o varejo - os governos estaduais com suas fragilidades e assim... facilitar um entendimento com Bolsonaro e seus aliados... Confesso que não consigo imaginar. Com tanta gente morrendo e sofrendo, será que os políticos fariam um acordo deste com o governo e relevaria o povo ao sofrimento?

Como não sou bom de computadores e pesquisas estatísticas, pode ser que eu esteja vendo chifre em testa de cavalo. Afinal, estou há 40 dias de quarentena e já ando falando com as flores, as jabuticabas...

Como diz o pessoal da Rede Globo - MEU SISTEMA DE SAÚDE ESTÁ ENTRANDO EM COLAPSO.

A cada dia que passa, mais amigos, colegas e parentes vão sendo contaminados e alguns morrendo... E tanto os mais próximos, como os desconhecidos por nós, são pessoas que mereciam estar vivos.

Eu estou de luto e muito cansado. Que Deus nos ajude e ajude os cientistas, os médicos, os enfermeiros, os coveiros, os motoristas, e todos que lidam diretamente com os doentes e os mortos.

Por favor, não deixem a qualidade do noticiário cair. Nós precisamos da Imprensa, como precisamos da Saúde, da Vida e do Brasil.

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