terça-feira, 14 de abril de 2020

Para derrotar o virus, os bancos podem fazer a diferença.

Os recados que o Itaú e demais doadores nos dão

Cidadania é diferente de caridade, cidadania é ter direitos e deveres.

Não reconhecemos o governo como centralizador da campanha contra o vírus, em defesa da vida, da saúde e da economia.

Uma nova forma de governabilidade está assumindo dimensões que possibilita dizer sim ou não aos governantes e colocar as pessoas em primeiro lugar, principalmente em se tratando de salvar vidas...

Mas, somente doar dinheiro não é suficiente para salvar tantas vidas, é preciso garantir que este dinheiro todo esteja focado na guerra contra o vírus, que tenha como uso exclusivo salvar vidas, melhorar as condições de equipamentos hospitalares, remédios, máquinas, máscaras, etc.

E na guerra, a legitimidade vale mais do que a legalidade. O povo não pode esperar. E quem não tem competência não se estabelece. Precisa dar espaço para que surjam novas lideranças capazes de comandar e resolver as demandas e os grandes desafios...

O trono não faz o rei, é o rei que faz o trono.

Governo forte é diferente de Sociedade forte. E Sociedade forte é diferente de Estado forte. O Estado para ser forte precisa combinar a legalidade com a legitimidade, com o respaldo permanente da maioria do povo.

Não existem empresas fortes com Estado forte e Sociedade fraca. A aliança entre empresários e setores conservadores não pode servir de mecanismo para aumentar a pobreza e manter a maioria da população na ignorância e na miséria.

A vida privada precisa respeitar a incentivar uma boa relação com os poderes públicos, combinando políticas públicas com valorização da vida privada. Não existe somente o privado, nem muito menos somente o público.

O público para ser público precisa estar à serviço da Sociedade – do conjunto das pessoas e instituições.

O privado também precisa do público e não existe democracia se o privado e o público ignorarem as relações que definem o tipo de governo e de sociedade.

A melhor forma de se garantir esta interatividade entre o privado e o público é se garantindo uma boa relação entre legalidade e legitimidade.

Os ricos não podem viver impondo eleições com cartas marcadas, ou seja, todos precisam respeitar os resultados das urnas. Ou se define as regras antes das eleições, ou, não se pode mudar as pessoas eleitas por não serem as desejadas pelos ricos.

Como se garantir a existência de leis que sejam respeitadas, que tenham legitimidade e que todos ou, pelo menos, a ampla maioria concordem com estas leis?

É importante destacar que eleições são importantes, mas, nos intervalos entre as eleições o Brasil precisa ser administrado, gerido, governado. A vida das pessoas, das empresas e das instituições não podem parar em função de maus governantes e maus administradores...

A epidemia do vírus como inimigo invisível, mais a incapacidade do presidente da República administrar de forma aglutinadora e que possibilite todos os segmentos da sociedade se juntarem para salvar a vida de milhões de brasileiros, de forma mais rápida e mais econômica possível, além de um certo cansaço e desconfiança da população com a forma de governo que vem sendo praticada no Brasil.

A estrutura do Estado brasileiro está esclerosada, inoperante e dispendiosa. É mais do que necessário se construir uma nova forma de governabilidade e de gestão.

Enquanto perdurar a epidemia, vivemos um “Estado de Guerra”, e precisamos unir todos os segmentos, criar comitês de acompanhamento das políticas públicas e privadas, concentrando as prioridades na defesa da vida, da saúde do povo e do Brasil.

- O grande capital é imprescindível, mas sozinho, nem governa nem acaba com o vírus.

- As ONGs são importantes, mas não têm as dimensões da estrutura dos governos municipais, estaduais e federal.

- As religiões historicamente têm capacidade de combinar a fé com o acesso a grande parcela da população, mas as Igrejas, as Mesquitas e Sinagogas não substitui a rede pública nem o conjunto da sociedade.

- O judiciário precisa estar afinado com o conjunto da sociedade, sem tentar sobrepor-se aos demais poderes constitucionais.

- A imprensa tem tido um papel preponderante na formação da opinião pública e na estabilidade ou não dos governos.

- As entidades patronais e dos trabalhadores precisam fazer parte ativa de qualquer iniciativa de se criar poderes paralelos.

Já passou da necessidade de unir todos estes segmentos da sociedade brasileira e se fazer uma Trégua pela Vida e pelo Brasil.

Vivemos um Estado de Emergência, com pessoas morrendo às centenas diariamente, o pânico crescendo em todo o Brasil e no mundo.

Ninguém pode se omitir nem ficar de fora...

A hora é agora.

Todos pela Vida!

Todos pelo Brasil!

Todos pela Saúde!

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