sábado, 28 de março de 2020

O virus e seus reflexos diversos

E se a crise com o virus demorar para acabar?

Todos estamos fazendo sacrifícios, mas, somos capazes de conviver por quanto tempo fazendo sacrifícios?  How long....?  Quanto tempo?

Olhamos os noticiários nos jornais, rádios e TVs e, em vez de aliviados, estamos ficando confusos. Por que será?

As mortes estão chegando perto de nós...

1 - Já recebemos mensagens contando deste ou daquele amigo ou amiga que faleceu por causa do virus;

2 - Como pode ter morrido em função do virus a nossa querida regente do Coral da Osesp? Com aquela presença marcante, baixinha, sorridente e tão perseverante? E o outro músico, regente experiente, também foi vítima do virus. Por que não foram socorridos antes?

3 - Hoje a notícia é do treinador de esgrima, o russo-brasileiro, que foi aos Estados Unidos e voltou contaminado. Foi isto?

4 - E o contaminado residente num condomínio no Brás. Como ficam os espaços coletivos do condomínio? De repente, os espaços objetos de tanta propaganda das construtoras ficaram inviáveis, indisponíveis, e os moradores terão que ficar reclusos nos seus 30 ou 40 metros quadrados. Engaiolados?

5 - E os cachorros e gatos, os pets, nova moda para a nova classe média que, em vez de filhos, têm gatos e cachorros com nome de gente e são chamados de filhinhos e filhinhas. Inclusive custam mensalmente bem mais do que qualquer criança moradora da periferia ou de favelas?

6 - E o lazer que praticamos nos parques está suspenso; os cinemas que distraem os idosos, estão vazios e os idosos tristes e encabrunhados, proibidos de ir à padaria e ao supermercado?

7 - E os avós que não podem chegar perto dos netos? Como os netos estão sentindo isto? Que praga é esta? Será castigo divino?

8 - Por falar em divino, como utilizar sem comprometer a saúde, os espaços dos templos religiosos? Em vez de grandes concentrações, serem espaços para abastecer e cuidar das pessoas solitárias ou carentes?

9 - Como utilizar os espaços físicos ociosos como clubes, salões esportivos, salões de entidades sindicais, etc?

10 - Como ajudar as comunidades a se organizarem? A Folha tem mostrado as iniciativas do pessoal da favela Paraisópolis, em São Paulo.

11 - Como podemos ser solidários com o pessoal que está trabalhando enquanto a maioria da população está de quarentena, ou reclusão forçada?  Este pessoal também tem famílias e pets, tem jardins e precisam de repouso.

12 – Além da ameaça do virus, temos a ameaça da falta de dinheiro. Uns por que estão desempregados, outros por que são trabalhadores avulsos, autônomos ou terceirizados e só entra dinheiro na conta quando tem trabalho realizado – se não tem trabalho não tem dinheiro – este drama tende a se alastrar e ser mais destruidor do que o próprio virus...

13 – Qual é o papel do governo em relação a renegociação das dívidas – tanto das pessoas como das empresas?

14 – Como garantir o reabastecimento do comércio? Já convivemos com a falta de muitos produtos básicos como álcool, papel higiênico e toalhas?

15 – Um apelo muito comum que todos estão fazendo: Políticos e governos NÃO devem atrapalhar o trabalho dos profissionais...  Chega de entrevistas que servem mais como marketing eleitoral do que providências relevantes contra o virus.

16 – Que sejam evitadas disputas entre ministério público, prefeitos, governadores e presidência. Que o judiciário tenha bom senso e não atrapalhe.

17 – Que a programação na televisão tenha mais filmes e programas leves, em vez de tanta violência.

18 – A morte e as contaminações estão chegando ao interior de São Paulo e outros Estados. Onde estaremos seguros? Se formos para sítios ou cidades pequenas, teremos mais chances de não ser contaminados?

19 – Ainda não li ou vi nenhum estudo que convença sobre o por que tem muito mais morte no estado de São Paulo do que nos demais Estados?

20 – Estas perguntas podem nos ajudar a diminuir a tensão no relacionamento com outras pessoas. Excesso de limpeza, trombadas em espaços pequenos, ficar o tempo todo carregando o celular para ver milhares de coisas boas e bobagens que nos enviam?

Duas ou três semanas de clausura, home office, solidão, passividade diante da tv, divergências políticas e religiosas, falta de dinheiro e de mantimentos em casa. E as pessoas começam a brigar entre si...

Estamos ficando todos loucos, como virus ou sem.


O que é pior? E se a epidemia demorar? 

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