sexta-feira, 13 de março de 2020

CUT decide manter as manifestações, porém...

A saúde e o emprego em primeiro lugar

As manifestações convocadas pela direita apoiadora de Bolsonaro já estão suspensas. A imprensa informa que os movimentos sociais estão analisando se mantêm ou não as manifestações para o próximo dia 18.

Que fazer?

Tudo indica que, mesmo mantendo o dia 18 como dia de manifestações, o seu caráter seja modificado, isto é, em vez de se fazer grandes concentrações como as da avenida Paulista, de Recife e Bahia, que se façam campanha de esclarecimento, distribuindo orientações médicas e sanitárias, ao mesmo tempo informando que a economia brasileira está se desmanchando, virando pó... aumentando assim o desemprego, outras doenças, gerando o desemprego e o desespero principalmente entre os pobres.

Vamos trabalhar juntos no combate às epidemias, sejam elas biológicas, econômicas ou sociais. Leiam a seguir a Nota da CUT divulgada ontem, dia 12 de março de 2020.

CUT decide manter atos
E exige medidas de proteção

Central monitora a evolução da pandemia no Brasil

Publicado: 12 /03/2020 - 16h45 | Última modificação: 17h20 Escrito por: CUT

A Executiva Nacional da CUT mantém todas as atividades, manifestações e paralisações propostas para defender os direitos da classe trabalhadora, os serviços e as políticas públicas marcadas para a próxima quarta-feira, dia 18 de março.

Estamos monitorando dia a dia a evolução da pandemia no Brasil, mas seguimos organizando a luta contra os vírus antidireitos que vêm sendo disseminados pelo governo de Jair Bolsonaro. Esses vírus contaminaram o Congresso Nacional que segue votando medidas como a reforma da Previdência e a MP 905, que aprofunda a reforma Trabalhista, e outras que visam enfraquecer os serviços públicos, a educação e o SUS, além de retirar mais direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

Para a CUT, é extremamente preocupante o fato de que o enfrentamento da pandemia seja feito por um governo que vem sistematicamente enfraquecendo o Sistema Único de Saúde, o único instrumento capaz de combater a pandemia no país.

A direção da central entende que é preciso acompanhar a disseminação do coronavírus tanto como um problema de saúde pública quanto em relação a seus efeitos na economia, que pressupõem a tomada de medidas de proteção aos trabalhadores e trabalhadoras.
 
Para a direção da CUT, além dos cuidados com a saúde, o governo tem de garantir a preservação dos empregos, garantias àqueles que tiverem de guardar quarentena, aos trabalhadores que atuam nas áreas da saúde, educação e atendimento ao público.

Os efeitos da pandemia do coronavírus não podem ser utilizados para a retirada de mais direitos dos trabalhadores e trabalhadoras nem tampouco  para justificar o fracasso da política econômica desse governo.

Neste sentido, a CUT vai incluir em todas as manifestações a reivindicação pela suspensão das votações de retirada dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras no Congresso Nacional, a suspensão do congelamento dos gastos públicos para enfrentar a crise e o debate para adoção de medidas emergenciais que preservem os empregos e a atividade econômica.

Executiva Nacional da CUT

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário