sábado, 21 de março de 2020

Bolsonaro mais atrapalha que ajuda

Serviu para derrotar o PT mas não serve para governar

Exatamente por ser uma pessoa inescrupulosa, conservadora  e oportunista, Jair Bolsonaro conseguiu catalisar um clamor da classe média e da direita que não aceitavam que o LPT continuasse governando pelo voto do povo.

Mal sabia a direita que, com Haddad no governo seria como se fosse um governo tipo FHC. Conciliador, conciliador e conciliador... Lembram da campanha de Maluf: “Não tenho nada contra Suplicy, mas não queremos o PT mandando aqui”. 

Como já dizia Carlos, a história se repetiu como tragédia e Bolsonaro consegue ser pior do que Maluf.

Já que falei de Carlos, personagem da história do capitalismo, vou falar um pouco sobre as diferenças entre militares e civis. Uns são feitos para a guerra militar, enquanto que outros são feitos para a vida civil, isto é, serem políticos, professores, religiosos, operários,  etc.

Países belicistas como Estados Unidos, Inglaterra e mesmo Israel, já aprenderam que o bom general de guerra, na grande maioria das vezes, é capaz de ganhar todas as batalhas, mas, quando vira governo civil, não consegue agradar a quase ninguém.

Churchil foi fundamental para derrotar os nazistas, mas, ao disputar a primeira eleição já no final da guerra, perdeu para os trabalhistas. O povo inglês queria reconstruir a vida e sua economia, enquanto Churchil insistia em brigar com a Rússia... O dilema entre guerra permanente e guerra de proteção. Depois, Churchil derrotou os trabalhistas, mas aí é outra história...

A prioridade nacional absoluta é salvar vidas

Isto requer inteligência e decisões estratégicas; requer a transferência de recursos imensos; a humildade de debater e aceitar posições contrárias.

Mais do que nunca, será preciso uma coordenação geral, alguém com visão de conjunto e que transite entre os assuntos sanitários, sociais e econômicos.

Será preciso alguém que ESCUTE, organize e delegue tarefas.

ESTA PESSOA  NÃO É BOLSONARO.

Não bastasse o novo coronavirus, temos um presidente que não é só um empecilho ao enfrentamento de problemas extraordinários. É um flagelo.

Uma conclusão vem se espalhando...

BOLSONARO TEM DE SER TIRADO DO GOVERNO.

Como?  Os mais ricos vêm pensando em inventar um rito sumário para outro impeachment, como foi feito com Dilma, só que de forma mais rápida... O Supremo e o Congresso, mais é imprensa – é claro – já meditam sobre isto. A condição é que resulte na posse de Maia e não de Mourão.

Outro caminho que vem sendo traçado é o Brasil renunciar a Bolsonaro, desobedecê-lo. Deixá-lo vivo, porém sem voz, como fizeram com Itamar Franco na época do Plano Real.  Era presidente mas não governava...

Um outro caminho, mas demorado por requerer ampla participação social, é o fortalecimento da sociedade civil, das instituições democráticas e da unidade nacional. Reabrir um debate nacional construindo uma carta de princípios e de métodos que garanta a pluralidade, a diversidade e a eficiência na gestão pública e privada.

A pandemia seria enfrentada de modo descentralizado. Unidos pela vontade de construir um Brasil para todos, com todos e de todos.

Entre a praga do virus e a praga de um governo desagregador, tenhamos coragem de construir um grande país e uma grande nação.

Antes tarde do que nunca.

P.S.:
O texto acima é quase na sua totalidade reproduzido do bom texto de Mario Sergio Conti, publicado hoje na Folha, no caderno Ilustrada. Eu fiz apenas dar um carater conclamativo... A Saúde em primeiro lugar.



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