sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Fiesp apóia abertamente as loucuras de Bolsonaro

“Apoiamos o governo Bolsonaro? SIM, responde a FIESP”

“Topa tudo por dinheiro”. Democracia não é importante.
Ditadura econômica tem apoio dos patrões.
Privatizar tudo para dificultar a vida dos pobres.
Classe Média está voltando a viver na pobreza...

Em artigo assinado e publicado no jornal Folha de São Paulo de 22 de janeiro passado, o presidente da Fiesp, entidade SINDICAL patronal que representa todos os segmentos industriais do mais importante e maior estado brasileiro, EXPLICITA o uso da entidade sindical para fazer campanha para si e para o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Já em dezembro, a Agência O Globo publicou detalhado artigo sobre as atividades realizadas na Fiesp em apoio explícito ao governo conservador e entreguista de Bolsonaro.

O presidente da Fiesp, em seu artigo na Folha enche o peito e afirma que “Bolsonaro promove a Agenda Econômica que os empresários sempre defenderam”.

Por exemplo:
(1) O controle dos gastos públicos para fortalecer o setor privado,
(2) as reformas estruturais que retiram os direitos e conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras, principalmente dos aposentados (as),
(3) redução dos juros bancários, sem obrigar os bancos a manterem as agências bancárias abertas para atender a população em todo o território nacional.
(4) desburocratização, para ter acesso às informações confidenciais e vendê-las às empresas privadas nacionais e internacionais,
(5) colocar o Brasil no rumo certo, demitindo os trabalhadores, gerando desemprego e arrocho salarial, além de transformar o Brasil em país sem indústria e economia próprias, sendo apenas representantes de multinacionais estrangeiras,
(6) o presidente da Fiesp finaliza dizendo que “o governo está comprometido com o crescimento econômico e com a geração de emprego”. Mentira!

O presidente da Fiesp enfaticamente repete:

“Engana-se quem pensa que a Fiesp NÃO É, nem deve ser um entidade política. DEVE SIM – fazer política – Ela é política, mas não é partidária”. ELA É CLASSISTA, defende a classe patronal contra a CLASSE TRABALHADORA.

Por isto que no texto NÃO HÁ nada sobre a importância da democracia. Por isto que os patrões e o governo Bolsonaro estão DESTRUINDO os sindicatos dos trabalhadores e defendem os sindicatos dos patrões...

Por isto que apoiou o golpe de Estado e apóia este governo que está destruindo a soberania nacional.

País rico sem democracia não serve para nada. Democracia e Liberdade são prerrequisitos para que o Brasil seja respeitado internacionalmente e tenha segurança ordem e progresso para todos e todas.


Vejam a matéria do Globo...


“Fim do “Bolsodoria” aproxima Bolsonaro de Paulo Skaf

Presidente adotou o líder da Fiesp como aliado de primeira hora em São Paulo, inclusive na formação do Aliança pelo Brasil, seu novo partido

Por Agência O Globo - 13 dez 2019, 13h57 - Publicado em 13 dez 2019, 13h48

Nos últimos meses, o presidente e seus auxiliares começaram a receber Skaf para audiências e em eventos no Palácio do Planalto. O presidente da Fiesp, por sua vez, retribuía organizando eventos que reuniam ministros e industriais. O vice Hamilton Mourão e os ministros Sergio Moro, Paulo Guedes, Ricardo Salles, Marcos Pontes, Tarcisio Freitas e Ernesto Araújo deram palestras na Fiesp este ano.

Durante a viagem de Bolsonaro à China, o empresário também ofereceu um jantar à delegação brasileira, encontro que contou com um vídeo com ambos. A pessoas próximas, Skaf relata ser um incentivador do partido Aliança Pelo Brasil e alguns nomes próximos ao empresário participaram da formação do partido.

Estes mesmos interlocutores descrevem a relação Skaf-Bolsonaro como algo ancorado em uma boa dose de pragmatismo: Skaf espera receber o apoio do presidente na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes em 2022. Em troca, Bolsonaro consegue um aliado que conseguiu 5 milhões de votos nas últimas eleições e já disputou outras duas vezes o governo do estado de São Paulo.

A aliança informal já gera efeitos para as eleições municipais do ano que vem. Aliados do presidente não escondem que sua opção preferencial para a prefeitura de São Paulo é lançar o apresentador José Luiz Datena, que no ano passado chegou a se lançar ao Senado mas voltou atrás logo depois. Em outubro, Bolsonaro esteve com Datena em São Paulo, e Skaf acompanhou o encontro.

Hoje o presidente da Fiesp é filiado ao MDB, mas a saída dele do partido é considerada apenas uma questão de tempo. Ele se filiou à legenda em 2011, mas nunca teve vida partidária intensa. Dirigentes da sigla apontam como maior sinal do do distanciamento de Skaf do partido a ausência dele na convenção nacional que elegeu o novo presidente do MDB, deputado Baleia Rossi. O cacique emedebista é de São Paulo e, mesmo assim, Skaf não compareceu para votar no deputado.

“Se ele quisesse ser candidato na próxima eleição para governador pelo partido esse seria um gesto importante”, disse um integrante nacional da legenda. Baleia e Skaf tiveram uma conversa recente e o presidente da Fiesp não descartou deixar o MDB, mas disse que não era uma decisão tomada. A reticência dele se dá por causa das dúvidas colocadas em relação ao Aliança pelo Brasil, que pode não se estabelecer antes das eleições do ano que vem. Caso isso não seja possível, tanto aliados de Skaf como do presidente Bolsonaro enxergam em Andrea Matarazzo, do PSD de Gilberto Kassab, um possível herdeiro do apoio do presidente.

A simpatia de Bolsonaro por Skaf é antiga.

Em maio do ano passado, antes da eleição para presidente, ele acenou apoio ao empresário na disputa pelo governo do Estado. Àquela altura, no entanto, as chances do atual presidente vencer a disputa pelo Planalto ainda não eram levadas a sério por políticos e analistas. Skaf preferiu manter o apoio a Henrique Meirelles – o apoio a Bolsonaro veio apenas dias antes do primeiro turno.

Um possível ponto de estresse entre Skaf e Bolsonaro surgiu no início do governo, quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, levantou a hipótese de cortes no Sistema S – grupo de instituições ligadas a categorias profissionais, como o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Antes da posse, Guedes chegou a afirmar que era preciso “meter a faca” nos recursos destinados ao Sistema S, gerando reação pública do presidente da Fiesp.

Embora o governo mantenha o desejo de reduzir as alíquotas dos repasses para o caixa do Sistema S, projeto que ainda caminha tanto no Congresso como em negociações da equipe econômica, a declaração de Guedes até agora ficou na promessa. E, hoje, interlocutores de Skaf dizem que o tema não é visto como um entrave político para a relação entre Skaf e Bolsonaro.


Nenhum comentário:

Postar um comentário