domingo, 15 de dezembro de 2019

Fim de ano melancólico

No Brasil e no mundo

Falta de perspectiva, falta de segurança, falta de emprego, falta de crescimento econômico, falta de ações estimuladoras...

Ao mesmo tempo,


O mundo nunca foi tão integrado, tão globalizado como está sendo neste período de avanço tecnológico, onde as pessoas falam umas com as outras em qualquer lugar do planeta, o turismo ganhou uma dimensão incomum como se a Terra tivesse ficado pequena.

Os aviões substituíram os navios, o telefone multifuncional substitui o correio tradicional. Os esportes têm atletas de todos os continentes e os povos se confraternizam como se fosse reunião familiar.

A Terra passou a ser nossa pátria.


Mesmo com todos os conflitos e com todos os problemas, migrando ou não, a TV e a internet nos mostram tudo instantaneamente.

Se tudo está tão mais fácil,
porquê tanta violência e tanta melancolia?


Porque estamos vivendo uma fase de transição intensiva. Vivemos como os navegantes de antigamente que saiam nos seus barcos e demoravam anos para voltar.

Porque estamos vivendo a mudança do papel dos Estados Unidos. Da mesma forma que o Reino Unido perdeu seu papel moderador sobre o mundo, os Estados Unidos já não consegue se impor como fazia durante o século passado. Vivemos sem moderadores, sem governantes legítimos, sem políticas públicas que dê conta das necessidades criadas pelas novas tecnologias...

Como colocar "as pessoas em primeiro lugar"

se os governos não conseguem administrar bem seus orçamentos?

Esta sociedade de consumo, onde todos poderiam ter seus carros, suas casas, seus diplomas, suas viagens, suas casas de praia e casas de campo, este tipo de consumo levado ao extremo nunca foi possível para todos... O modelo de sociedade de consumo na Europa e nos Estados Unidos é impraticável numa China de mais de um bilhão de habitantes. O mesmo vale para a Índia e para o Brasil.

O final de ano pode ser melancólico, mas o início de um novo ano pode nos convocar a pensar, analisar, planejar coletivamente formas de incluir as pessoas num modelo equilibrado de consumo e de participação produtiva e social.

Para se incluir a totalidade das pessoas, das cidades, dos estados e dos países, é preciso ter claro que as políticas públicas precisam ser moderadas e participativas. Fora disto é a morte por guerras de todos os tipos.

O amor cristão no início também era melancólico. O amor da vida moderna é quase que individualizado, do salve-se quem puder, mas este tipo de amor não é o verdadeiro amor familiar e comunitário. A esquerda também precisa incluir o amor em suas análises.

Como dizia São Paulo em suas epístolas: É PRECISO AMAR.

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