terça-feira, 12 de novembro de 2019

O melhor caminho: Constituinte, Constituição mais legítima e Parlamentarismo

O mundo em crise descaracteriza a Democracia e a Liberdade

A DEMOCRACIA ESTÁ DOENTE...

Na democracia americana,
nem sempre o mais votado é o empossado. Lá é outra democracia. A democracia da conveniência ou, do Big Stick, (grande porrete).

Traduzindo: O sistema americano é misto, isto é, cada Estado tem um número de delegados à Convenção que, indiretamente, elegerá o presidente da República. Isto é formal. Na prática, nos Estados Unidos há um sistema de governo onde, necessariamente, a hegemonia é dos brancos, protestantes e de origem anglo-saxã. Mesmo que sejam eleitos negros, (como Obama), católicos, como Kennedy, ou quando elegerem um hispânico, TODOS DEVEM OBEDECER A ESTA HEGEMONIA, isto é, ao "Establishment", à classe dominante. Quem desobedecer MORRE! E a liberdade individual ou coletiva, também, devem obedecer as regras da Constituição americana. Quando não se respeita e acata, também morre.

Nos países da Europa, prepondera a Democracia PARLAMENTARISTA.


O eleitor elege um Congresso, com seus partidos e seus candidatos. O mandato do primeiro ministro é indicativo, isto é, enquanto houver apoio do Parlamento, o governo continua governando. Quando surge alguma crise, em vez de se fazer Impeachments ou golpes de Estado civil-militar-jurídico-midiático, aprova-se um voto de desconfiança e se convoca nova eleição, como está acontecendo na Espanha e em Israel. Na Europa, a vida continua normalmente, com governos eleitos ou não, até se constituir uma maioria parlamentar que vai dar sustentação e legitimidade ao novo governo.

Na Ásia, na África e na América Latina há uma tendência majoritária de o governo ser presidencialista, em função da influência americana no pós-guerra mundial; mas na Ásia e na África também há parlamentarismo como herança do Império Inglês. Na América Latina é tudo presidencialismo.

Para onde caminha a humanidade?


A humanidade tem seu modismo, influenciado pelo modo-de-produção vigente, pelos países hegemônicos e pelas alianças militares e econômicas, preponderou a monarquia. Até o século XIX (dezenove). Historicamente as monarquias foram ABSOLUTAS. Isto é, o rei mandava e quem não obedecia morria. Não existia liberdade, apenas existia servidão e alianças entre reinos. O povo estava à serviço explícito dos reis e rainhas. Mas existiam reis fortes e reis fracos. Os fracos compunham governos e alianças com vassalos, senhores feudais, religiões e vizinhos...

A transformação mais marcante contra as monarquias, foi a Revolução Francesa em 1789. A partir desta data o mundo caminha para o sistema republicano, com presidentes, primeiros-ministros, um mundo mais democrático e participativo, embora com MUITAS GUERRAS, como sempre houve. A independência americana em relação a Inglaterra consolidou o fim da hegemonia monárquica. A guerra da independência teve fim em 4 de julho de 1776 e os ingleses só reconheceram sua derrota em 1783.

A Inglaterra teve sua revolução preparatória do capitalismo e da republica com monarquia em 1642, com Cromwell. O rei Carlos I foi derrotado na guerra civil e DECAPITADO.

No século XX (vinte), com o fracasso das monarquias, o mundo viveu uma grave crise de modelos a serem escolhidos pelos povos. A Europa foi o grande palco das mudanças, a começar com a perda das colônicas e as disputas por mercados econômicos. A Belle Époque foi substituída por revolução e guerras violentíssimas... A Alemanha humilhou a França em 1870, derrotando-a e ocupando Paris. Em 1905 o Japão começou a querer ir além da Coreia e da China, derrotando a Russia e provocando a queda da monarquia russa. Poucos anos depois, em 1917, os trabalhadores e o povo russo tentaram fazer um governo comunista, o que era totalmente novo na história da humanidade. Isto levou os monarquista a se juntarem com os capitalistas contra o comunismo, abrindo as portas para a I Guerra Mundial. Que abriu as portas para a maior de todas as guerras da história. A II Guerra Mundial.

Nem comunismo nem capitalismo absolutista (neoliberal), qual é o melhor caminho?


Economia de mercado, garantia de acesso e participação do povo nos governos, controle social através de conselhos plurais, ampla liberdade de imprensa, de religião, de partidos políticos, de locomoção, de organizar-se sindicalmente, respeito aos gêneros e a diversidade cultural. Garantia que o povo tenha acesso à educação e à saúde, transporte acessível e acesso ao trabalho e a aposentadoria digna.

Para que o povo e seus representantes aprendam a praticar democracia e os preceitos acima, a democracia parlamentar e popular ainda é o melhor modelo a ser experimentado no século XXI (vinte e um).

Precisamos combater os violentos, os golpistas, os corruptos e os corruptores. Precisamos garantir que as leis sirvam para todos. O povo tem o direito de errar. Porém, o erro não pode ser motivo para impedi-lo de participar das experiências de governabilidade.

O jornal A Folha, com todos seus defeitos e virtude, hoje publica uma boa notícia:

"CHILE INICIA PROCESSO PARA MUDAR CONSTITUIÇÃO".


Ou o mundo caminha para a democracia participativa, ou o caminho da guerra se espalhará por todos os continentes, provocando uma guerra mundial bem maior do que o combate ao nazismo e ao holocausto.

Churcil reconheceu que a segunda guerra poderia ter sido evitada na Conferência de Munique.

Agora, se os países continuarem a eleger os Trumps e Bolsonaros da vida. Nos restará a morte, não apenas dos indivíduos, mas a morte do próprio planeta.

Democracia pode ser como o AMOR. O ideal é que não precise de adjetivos. Se pensarmos nos nossos filhos e filhas, nas flores e nos rios, se pensarmos nas primaveras, com músicas e teatros, tudo isto com a tecnologia nos ajudante a combater as doenças e a vida comunitária nos ensinando a ouvir, a falar e a dar as mãos.

UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL. (Ainda).

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