sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Romano, Nelson Silva e tantos outros

Lembranças de aniversários e de "causos"

Hoje é aniversário de Romano. Pouca gente que não conviveu com ele no sindicato vai lembrar destes "causos", mas todos os dias nos lembram de casos engraçados que acontecem e que ficam nas lembranças dos militantes.

Pretendo um dia escrever um livro só com os causos e casos contados e ou vividos durante a experiência sindical.

Nelson Silva fez aniversário há uns dias atrás e comemoramos aqui na terra enquanto ele comemorou com Manolo e tantos outros... no Céu.

Manolo era muito amigo de Nelson Silva, como também de Nelson Canesin e de todos que gostavam de aventuras.

Por exemplo, quem não se lembra da frase: "Vou fazer a unha"? Por algo parecido, Luxemburgo, técnico de futebol quase pegou cadeia por assédio sexual... E esta outra frase: "Esta alma quer reza? Quando encontrava uma colega bem vestida...

Ah! Vão dizer que são frases machistas, homofóbicas, etc. Concordo que, para a atualidade "politicamente correta", passa uma ideia pesada e machista, mas que todos se divertiam, não tenham dúvida.

Já Romano, gostava de futebol, contar histórias do Jardim Brasil, falar de festas e de aventuras nas campanhas salariais e nas greves.

Confesso que não vejo a hora de começar a registrar "a vida folclórica da militância..."

Já que estamos retomando o militarismo bolsolnarista, vou lembrar dois casos engraçados:

1 - Em 1979 fizemos a assembleia para aprovar a greve no páteo do Colégio São Bento.

Por ironia a Câmara de Compensação de Cheques era no Banco do Brasil na rua Líbero Badaró, bem pertinho do Colégio São Bento. Já tínhamos aprovado a greve quando adentra o páteo do colégio um coronel 4x4 de tamanho e largura e disse a Gushiken que era para este orientar os bancários para não fazerem greve nem piquetes porque haveria muita repressão. Gushiken, embuído de espírito democrático, disse ao coronel guarda-roupa de que precisaria por em votação novamente porque precisava ser aprovado em assembléia. Imediatamente, o coronel guarda-roupa tomou o microfone da mão de Gushi e comunicou aos presentes que, quem fizesse piquete seria preso e apanharia... E, em apenas três dias de greve, a PM gastou mais da metade do estoque de bombas de gás.

2 - Com a greve em curso e a repressão comendo solta, presenciamos uma cena cinematográfica. Enquanto a tropa de choque corria atrás dos bancários e bancárias, impedindo-os de fazerem piquetes, vimos um bancário no quinto andar de um banco, segurando uma máquina de escrever para jogar sobre os militares repressores. Assustados com os ferimentos e suas consequências para a imagem da greve, todos gritaram para que os militares corressem para não serem atingidos por tão pesado objeto de ferro. Vendo a máquina de escrever em pedaços no chão em frente à porta do banco, os militares nos agradeceram por não terem sido atingidos. Nossa briga era por aumento de salários e contra os banqueiros, não queríamos ver sangue nas ruas...

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