sábado, 31 de agosto de 2019

O presidente louco desorganiza o Brasil

Elegeu-se combatendo o PT,
dizendo-se defender os pobres,
mas, na verdade, faz tudo para os ricos.

Dizer que "faz severo combate à corrupção"
e ter um governo cheio de partidos historicamente corruptos
é mais nocivo do que ter um governo petista.

Vivemos uma realidade onde a maioria da classe média
posicionou-se contra o PT, mesmo sabendo que o candidato era ruim.
Mesmo agora, depois das eleições, da posse e das reformas contra o povo,

Ainda há pessoas que têm a coragem de dizer que o povo de Bolsonaro é doido, faz mutreta, mas são contra o PT, e isto seria suficiente...

Mesmo tendo uma parte de razão em algumas críticas ao PT, a mentira, a manipulação, a violência, a falta de transparência
de liberdade de imprensa, não se justificam. Muito menos o governo ter uma "cara de ditadura civil".

A resistência será longa e difícil...
Os caminhos e as alternativas serão muitas.

Mas resistir é preciso,
Viver, também é preciso,

Estudar modelos organizacionais é necessário,

Construir um novo Brasil?
É mais do que necessário...
É imperativo!

O Brasil é maior do que os governos e os partidos políticos.
Lutaremos, resistiremos, estudaremos, planejaremos e venceremos.

Os Evangélicos aos poucos perceberão que estão sendo enganados pelos bispos e os pastores, quando estes mentem ao tentar servir a dois senhores... Ou cuidaremos das pessoas ou cuidaremos do dinheiro.

O povo pode perder o emprego, mas não pode perder a dignidade.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Vivemos à Vida ou à Morte?

Acabo de oír el grito de ¡viva la muerte!
Esto suena lo mismo que ¡muera la vida!


Y yo, que me he pasado toda mi vida creando paradojas que enojaban a los que no las comprendían, he de deciros como autoridad en la materia que esa paradoja me parece ridícula y repelente. De forma excesiva y tortuosa ha sido proclamada en homenaje al último orador, como testimonio de que él mismo es un símbolo de la muerte.

El general Millán Astray es un inválido de guerra.
No es preciso decirlo en un tono más bajo.
También lo fue Cervantes.

Pero los extremos no se tocan ni nos sirven de norma.

Por desgracia hoy tenemos demasiados inválidos en España y pronto habrá más si Dios no nos ayuda. Me duele pensar que el general Millán Astray pueda dictar las normas de psicología a las masas. Un inválido que carezca de la grandeza espiritual de Cervantes se sentirá aliviado al ver cómo aumentan los mutilados a su alrededor.

El general Millán Astray no es un espíritu selecto: quiere crear una España nueva, a su propia imagen. Por ello lo que desea es ver una España mutilada, como ha dado a entender.

Este es el templo del intelecto y yo soy su supremo sacerdote.
Vosotros estáis profanando su recinto sagrado.


Diga lo que diga el proverbio, yo siempre he sido profeta en mi propio país.
Venceréis, pero no convenceréis.
Venceréis porque tenéis sobrada fuerza bruta,
pero no convenceréis porque convencer significa persuadir.
Y para persuadir necesitáis algo que os falta en esta lucha, razón y derecho.
Me parece inútil pediros que penséis en España.

De: ULIANA – ES - Brasil
Enviada: 2019/08/27 12:02:49
Para: gilmarcarneiro@uol.com.br
Assunto: Espanha Brasil

Reproduzo acima trechos deste episódio marcante na Espanha da época do franquismo num embate entre o general franquista Milan Astray e o reitor da Universidade de Salamanca "" Miguel de Unamuno.. para repudiar de forma veemente e ao mesmo triste de como seres ditos humanos chegam a este nível de degradação humana ao tripudiar sobre a vida e morte de pessoas ..
falo das revelações feitas hoje pelo site intercept Brasil das falas dos procuradores e procuradores da lava jato sobre a mulher neto e irmão do lula.. a banalidade do mal tão bem definida por Hanah Arendt se aplica totalmente a estes homens e mulheres públicos

Uliana foi dirigente nacional dos bancários, foi bancário no Espírito Santo, onde vive até hoje. Sempre manteve a verve literária...

Salvar a Amazônia e salvar o Brasil

O Brasil é bem maior que seu governo

Em poucos meses, o governo Bolsonaro conseguiu destruir a boa imagem internacional do Brasil.

Será que valeu a pena entregar o governo brasileiro a um louco e incapaz de governar, tudo isto em nome de se evitar que uma pessoa como Haddad foi eleito presidente.

O preço pago está caro demais... Todos estamos perdendo. Estão destruindo o Brasil, sua alegria e o compromisso com todo o povo brasileiro.

Os trabalhadores, os aposentados, os jovens e todos que sentem o desgaste deste governo irresponsável.

É hora de nos unir pelo Brasil, pela Amazônia e pelo povo brasileiro.

Em todos os locais de trabalho, nas escolas, nos restaurantes, nos bairros, e nas residências; em toda parte e em todos os lugares devemos conversar, trocar informações e nos organizar para acabar com esta destruição do Brasil. é preciso recuperar a dignidade, a ética, a transparência e, principalmente, o compromisso com o povo brasileiro.

Nunca o Brasil se viu tão desmoralizado internacional.

Tudo que foi construído historicamente, está sendo destruído por este governo.

Todos têm responsabilidade com a boa imagem do Brasil.


A imprensa não pode esconder a verdade.

O judiciário não pode continuar manipulando a justiça.

Os governantes não podem continuar a destruir o Brasil.

Os parlamentares têm mais responsabilidade que os demais, por serem eleitos pelo povo.

E a palavra final cabe ao povo brasileiro.

Democracia é governo do povo, para o povo e com o povo.

Chega de incompetência!

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A Amazônia é "pulmão do mundo". Fora Bolsonaro!

Bolsonaro conseguiu unanimidade internacional

O mundo contra Bolsonaro e contra Trump

Bolsonaro liberou os fazendeiros e madeireiros a botarem fogo na Amazônia.

Bolsonaro e sua tropa acharam que podem fazer o que quiser.

Bolsonaro e seus subordinados avaliaram nossa imprensa está desmoralizada e que não teria força para denunciar suas loucuras.

Bolsonaro e seus aliados consideraram que mandam no judiciário, incluindo o STF.

Bolsonaro diz que, como ele faz tudo que os patrões nacionais e internacionais querem, por deverem favor, os empresários não podem reclamar de suas loucuras contra o povo brasileiro.

Bolsonaro e aliados acharam que podiam "botar fogo" na Amazônia.

Bolsonaro está se deleitando ao ver as imagens do "mundo pegando fogo".

Bolsonaro achou que, com Trump, o todo-poderoso e também louco, presidente dos Estados Unidos,
poderiam um botar fogo na Amazonia e outro que poderia comprar a Groenlândia.

Governar é coisa séria!

Vamos salvar a Terra!

Vamos salvar a Amazônia!

Fora Trump!

Fora Bolsonaro!

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Brasil na mão dos loucos

Loucos, corruptos e entreguistas?

A principal manchete do jornal Valor de hoje é:

"Equipe econômica planeja vender Petrobras até 2022"


O "Deus Mercado" reagiu bem ao pacote apresentado pelo governo...

O curioso é que o governo está entregando nossas terras aos estrangeiros, vendendo nossas empresas à preço de bananas e ninguém reage...
Nem as Forças Armadas...

Será que os brasileiros abestalharam-se? Como se dizia antigamente.

Será que nossa imprensa está corrompida pelas grandes multinacionais estrangeiras?

Será que nossos políticos mais uma vez foram corrompidos pelas empresas?

O pior é que tem gente que é pastor de igreja pentecostal ou bispo destas igrejas e este pessoal vota a favor de tudo que o governo apresenta como forma de fortalecer o governo-evangélico? Será que fazem isto em nome de Deus, pai, ou em nome do deus-dinheiro?

Esta política de terra arrasada terá que acabar.

O povo vai se cansando de ficar desempregado e de

ser enganado pelo governo, pela imprensa, pelo judiciário.

Deus, oh Deus, onde está que não responde?

Já declamava Castro Alves na sua defesa do fim da escravidão.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Que passa em Hong Kong???

Hong Kong abandonada pelo Ocidente

Pragmatismo ou fraqueza?

A revista Der Spiegel apresenta um artigo leve porém contundente ao abordar a omissão do Europa e dos Estados Unidos em relação ao que está acontecendo em Honk Kong, parte da China.

Derrubar governos democráticos na América Latina, África e Oriente Médio é fácil. Difícil é quando o país atingido é a Rússia, a China, ou mesmo Estados Unidos e os países maiores da Europa.

Vejam o alerta do Der Spiegel:

A luz orientadora do Ocidente diminuiu


Em Hong Kong, os manifestantes estão lutando corajosamente pela democracia, pelo estado de direito e pelos direitos humanos - valores que o Ocidente costumava promover. Mas não mais, mostrando o quão dramaticamente a ordem mundial mudou.

A DER SPIEGEL Editorial por Dirk Kurbjuweit - 16 de agosto de 2019

Eles querem o que os alemães, franceses, ingleses e americanos já têm: democracia, estado de direito, direitos humanos. E eles estão lutando por isso, corajosamente, incansavelmente. Embora morem na longínqua Hong Kong, sua causa é a ocidental. Eles provavelmente não serão capazes de retirá-lo sozinho.Mas quem vai ajudá-los?

PROPAGANDA

Se, para citar o historiador Heinrich August Winkler, o "projeto normativo do Ocidente" ainda existisse, os países ocidentais deveriam fornecer apoio significativo aos manifestantes. Os revolucionários franceses e americanos do final do século XVIII foram os primeiros a estabelecer a democracia, o estado de direito e os direitos humanos, ainda que apenas parcialmente ou temporariamente. Mas estimulou a noção de que os valores ocidentais deveriam ser uma norma orientadora - tanto interna como externamente.

Mas aqueles que desejam afirmar valores externamente precisam de poder - o poder duro das armas e da economia e, neste caso, também o poder brando de ser um bom modelo. O Ocidente, no entanto, não está se saindo muito bem em nenhuma dessas áreas.

O século 19 foi dominado pelos britânicos, o 20 em grande parte pelos Estados Unidos. Os britânicos naquela época não estavam interessados em exportar democracia e direitos humanos, mas em subjugar os povos para explorá-los.

Essa estratégia também foi bem sucedida em partes da China, onde Hong Kong se tornou uma colônia britânica por mais de 150 anos.

A ambição colonialista era conhecida como Pax Britannica, embora a conduta britânica tivesse pouco a ver com paz ou direitos humanos. O projeto normativo aplicado apenas internamente e o Reino Unido tornou-se uma democracia modelo.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

São Paulo refém de criminosos

A Cidade contra o crime e contra a impunidade

Diariamente vemos notícias de assaltos violentos, roubos e assassinatos em qualquer bairro de São Paulo.

Jovens morrem
ao demorar a entregar seus celulares ou suas bicicletas...

Idosos são agredidos
, arrastados violentamente como forma de intimidá-los e obrigá-los a entregar o que tem e o que não tem nas casas...

Filhos choram ao ver seus pais agredidos,
humilhados e roubados. Exigem justiça. JUSTIÇA?

Como impedir que a violência continue?


Como impedir que pessoas com mais de 80 anos de idade sejam roubadas, furtadas, assaltadas, agredidas fisicamente e ter seus bens afetivos serem quebrados ou levados por ladrões que não são punidos?

Além dos moradores da região da Vila Madalena, Pinheiros, Pompeia, Perdizes, etc, com todas as pessoas que contamos nossas histórias, constatamos que todo mundo tem, pelo menos, um caso para contar. Muitos foram roubados várias vezes...

Outro dia, uma vizinha foi dar um cafezinho ao vigia da rua e ambos foram rendidos por assaltantes, às 9:00h da manhã. É mole?

Outra vez, os dois filhos estavam no carro esperando a mãe para irem para casa, quando foram abordados por dois rapazes de moto, que exigiram os celulares, relógios, dentre outras coisas que os jovens tinham no carro. Sem contar os sequestros relâmpagos e os roubos de carros dos mais diversos tipos.

Roubam até das domésticas que chegam por volta das seis horas da manhã.

Os roubos são praticamente diários e de forma acintosa!


Se na Vila Madalena está assim, imaginem nos bairros distantes...

Tudo isto acontece no nosso bairro, quando simultaneamente debatemos se devemos pagar a guardinhas civis, empresas de seguranças, colocar filmadoras nos mais diversos pontos da casa e da rua, etc.

Aos poucos, vamos ficando reféns de criminosos e da impunidade. Aos poucos vamos ficando reféns de seguranças que não garantem a nossa segurança...

Aos poucos, os moradores que não são advogados nem criminalistas, vão aprendendo a diferença entre roubos, furtos, assaltos, se o crime foi à mão armada, ou com facas e chaves de fenda, com uniformes de empresas prestadoras de serviços como Sabesp, Correios, etc...

Enquanto isto, nossas crianças já não brincam nas ruas, como antigamente;

Nossos pais já não sentam nas cadeiras ao cair da tarde para falar da vida e das alegrias...

Nós, quando chegamos em casa, ficamos com medo de pessoas e de carros que estejam na nossa rua.

Do jeito que vai, logo, logo, vão mandar cortar as árvores, aumentar os muros e colocar portões blindados... Pronto, ficaremos presos em nossas casas, enquanto os bandidos tomam conta da nossa cidade e do nosso país.

Não gosto da ideia de armar o povo contra ladrões profissionais e violentos. Em vários países que passei, apenas a PM tem acesso às armas. E o fato de o governo ter o monopólio das armas, não significa impunidade, nem uso abusivo contra as pessoas comuns.

Só sei que, do jeito que vamos, vamos ficar reféns de criminosos e da impunidade.

Onde estamos errando???

domingo, 18 de agosto de 2019

Argentina: Um terço da população abaixo da linha de pobreza.

Argentina com 50% de INFLAÇÃO

"Se ficar o bicho pega;
Se correr o bicho come..."

Os argentinos votaram anos atrás num "não peronista", como resposta aos erros econômicos de Cristina Kirchner.

Quatro anos depois, os mesmos argentinos deram um NÃO, como resposta aos erros econômicos de Macri.

A direita brasileira, dizendo chamar-se de "Deus Mercado", está pregando o ódio e a vingança contra os argentino que votaram nos candidatos peronistas.

Os golpistas brasileiros, cultuadores do "Deus Mercado", estão morrendo de medo de perder as eleições na Argentina e depois também perderem as eleições para os petistas - que são muito parecidos com os peronistas...

Bolsonaro, que só fala de guerra e de violência, já saiu falando mal dos argentinos e ameaça sair do Mercosul, além de chamar os argentinos de venezuelanos...

Precisamos no unir aos argentinos e demais povos da América Latina, para desenvolver uma economia solidária, fraterna, onde as pessoas e as liberdades estejam em primeiro lugar. Unir os povos da América, da África, da Ásia e da Europa, para criar um novo modelo econômico e social.

Um modelo econômico onde a natureza seja protegida, onde a educação e formação profissional sejam fortes e competitivas; onde o povo tenha saúde desde a gestação; onde os velhos tenham a proteção previdenciária social; onde os aposentados tenham poder de compra e de vida digna.

Um modelo econômico onde o trabalho, como a formação, garantam a dignidade e a renda necessária à toda população.

Este governo brasileiro de Bolsonaro mata o Brasil de vergonha!

Precisamos reagir democraticamente e contribuir para restabelecer alto estima dos brasileiros.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

E Deus criou Miles Davis e o Blue...

Deus também criou o homem à sua semelhança

Depois os homens criaram as guerras, as migrações e as escravidões...

No caso dos negros e negras que foram para os Estados Unidos, ante a violência dos brancos, depois ajudou os negros a criarem o Blue e o Jazz, obrigando assim,os brancos a reconhecerem que há gente que sabe mais que outra, cabendo a cada um ser bom conforme sua história de vida. Os negros conquistaram o direito de criar e mostrar sua arte, sua história... sem precisar entrar pela porta do fundo.

Hoje, num dia de notícias ruins nos jornais impressos, o Caderno 2 do Estadão, como sempre, trás um belo artigo sobre os 60 anos do disco brilhante de Miles Davis. Leiam o belíssimo artigo de Alberto Bombig.


‘Kind of Blue’, obra-prima de Miles Davis,

completa 60 anos como álbum mais vendido do jazz
Tal sucesso, em grande parte,
decorre da simplicidade e apelo juvenil da obra

Alberto Bombig, O Estado de S.Paulo - 15 de agosto de 2019 | 07h00

Na manhã do dia 17 de agosto de 1959, o pianista Warren Bernhardt, então estudante da Universidade de Chicago (EUA), estava ansioso: “Eu me lembro de me plantar na loja de discos (...) Ficamos, eu e um bando de caras, esperando que os discos fossem descarregados do caminhão. Compramos no minuto em que foi lançado”. Desde então, há exatos 60 anos, Kind of Blue, a obra-prima de Miles Davis, vem influenciando corações e mentes e abrindo o portal mágico do universo do jazz para milhões de jovens.

O depoimento de Bernhardt, que acabaria por seguir a vida nos (des) caminhos do jazz, do pop e da música clássica, está no livro do jornalista americano Ashley Kahn sobre o lendário álbum de Miles, gravado em março e abril de 1959 em Nova York e lançado no verão americano daquele ano pelo selo Columbia Records. Na ocasião, a revista Down Beat, uma das mais respeitadas publicações de gênero, saudou assim a novidade: “Este é um álbum fora do comum”. Profética.

Os feitos do “sessentão” são impressionantes: é o disco de jazz mais vendido da história (cerca de 5 milhões de cópias), com lugar assegurado em todas as listas dos melhores de todos os tempos. Neste aniversário, Kind of Blue (um “tipo de melancolia”, em tradução livre) celebra mais uma façanha, a de permanecer no topo durante o apogeu e glória de três plataformas de reprodução de música, o vinil, o CD e, agora, o streaming.

Tal sucesso, em grande parte, decorre da simplicidade e apelo juvenil da obra. “Miles sempre quis atingir os jovens, em todos os momentos de sua trajetória”, afirma o crítico e historiador musical Zuza Homem de Mello. Em linhas geralistas, Kind of Blue é a obra mais palatável (e agradável) do jazz ao lado de Time Out (também de 1959), de Dave Brubeck.

Miles entrou no estúdio naquele outono americano disposto a fazer história. Para isso, havia montado um sexteto de monstros sagrados, tendo ele à frente, no trompete: John Coltrane, no sax tenor, Cannonball Aderly, no sax alto, Jimmy Cobb, na bateria, Paulo Chambers, no contrabaixo, Bill Evans, ao piano, e Wynton Kelly (no lugar de Evans em uma das faixas), ao piano.

Nas sessões de gravação, o genial e genioso trompetista foi perspicaz ao deixar os músicos à vontade para captar o clima espontâneo das sessões. Segundo depoimento de Evans, Miles fez os arranjos horas antes de a gravação ter início.

O álbum é o ápice de Miles em sua fase “cool’ e, para muitos críticos, marca a maior revolução do panorama musical protagonizada pelo trompetista, a criação do “jazz modal”. “Trata-se de um jazz muito lógico e ligado às raízes do blues, que é a grande invenção da música americana”, diz Zuza. O guitarrista Lupa Santiago o resume assim: “É o estilo do menos é mais”.

Em 1957, Zuza estudava música nos EUA. Segundo ele, naquele ano, a cena americana do jazz dava sinais de uma busca pela simplicidade. O próprio Miles tinha enveredado por essa toada com os álbuns Birth of Cool e Round About Midnight. O crítico e historiador brasileiro afirma que o conceito do jazz modal já havia aparecido no trabalho e em palestras de George Russel. “Isso não é mera coincidência. É a sagacidade
do Miles em achar um poço de petróleo”, diz Zuza.

Lupa Santiago, hoje um dos mais respeitados instrumentistas do Brasil
, se apaixonou por Kind of Blue no final da década de 90, quando também estudava música nos EUA. “Definitivamente, foi uma porta de entrada para mim e para muita gente. Nunca mais deixei de ouvir o disco. Se você tiver de ter um único disco de jazz, que seja Kind of Blue”, diz. Ele, que também é professor de música, utiliza a obra em seus ensinamentos. “Todos os meus alunos precisam aprender a tocar as músicas do disco.”

A edição original de Kind of Blue trazia cinco faixas: So What, Freddie Freeloader, Blue in Green, All Blues e Flamenco Sketches. Todas sucessos absolutos, com destaque especial para a primeira delas. “É um tema em 32 compassos que resume o jazz modal”, afirma Zuza. Algumas lendas e polêmicas envolvem o disco. A maior delas é a participação de Kelly somente em uma faixa. “Foi um coisa política, Evans era branco e não podia, naquela altura, tocar o blues do disco. Por isso, Miles usou o Kelly”, afirma Lupa. Kelly toca piano na faixa Freddie Freeloader.

Dos participantes de Kind of Blue, apenas Cobb está vivo neste aniversário tão especial. O baterista é uma das principais fontes do livro de Kahn (Kind of Blue – A História da Obra-Prima de Miles Davis), lançado no Brasil em 2007 pela editora Barracuda. “Wynton vinha do Brooklyn (até o estúdio em Nova York) de táxi porque ele não suportava o metrô. Aí ele vê Bill sentado ao piano e fica pasmo! Eu respondi: ‘Espere antes de ir embora, você também está escalado para a gravação’”, contou Cobb ao jornalista americano.

Bill Evans é coautor com Miles de duas faixas, segundo pesquisadores. Blue in Green e Flamenco Sketches, porém, quando o disco foi lançado, apenas Miles aparecia como autor dessas duas joias. Somente anos mais tarde o “erro” foi reparado. Por tudo isso, o aniversário de 60 anos de Kind of Blue é mais uma oportunidade para Miles Davis e seu sexteto abrirem as portas do jazz para velhos fãs e futuros amantes.

domingo, 11 de agosto de 2019

O sonho ainda não acabou

Belo artigo de Gerald Thomas

Depois de ter ido assistir, sob intensa chuva, à peça "Mãe Coragem", no Sesc Pompeia, sob direção de Daniela Thomas,deparo-me com este artigo brilhante de autoria de Gerald Thomas.

O sonho ainda não acabou?
Eu prefiro dizer que "o sonho nunca acaba", nós passamos, mas os sonhos sempre continuarão...

50 anos de Woodstock, 50 anos de lutas contra as ditaduras, as guerras pelo mundo, a ignorância e os sinais de agressões à democracia e à liberdade estão novamente presente no Brasil e no mundo. Em 1933 o nazismo assumiu o poder na Alemanha em nome da segurança e da ordem. Tempos sombrios e de esperanças. "Viver é melhor que sonhar", já cantava a baixinha Elis Regina...

Vamos retomar os nossos sonhos. Hoje reproduzo este belo artigo publicado no Estadão de domingo. "Estadão de domingo" era sinônimo de boas leituras antigamente...

Voltemos a Woodstock de Gerald Thomas:



‘Woodstock parecia um êxodo bíblico. Eram hordas e hordas de pessoas’, diz Gerald Thomas
Dramaturgo tinha 15 anos e lembra que no evento teve a certeza de que o mundo jamais seria o mesmo

Gerald Thomas, especial para O Estado - 10 de agosto de 2019


Eu estava numa cidadela no interior do Tennessee. Lá mesmo, na minha escola (Unicoi County High School), eu já subvertia os meus colegas com LP’s de bandas de rock como o MC5, Jimi Hendrix, Joplin, Cream e Jefferson Airplane.
Para o horror dos papais e mamães caretas, eu vencia a batalha convertendo a galera pro meu lado. Meu arsenal era grande e consistia de revistas como Ramparts, Rolling Stone Magazine e assim por diante.

E, com meus 15 anos recém- completados, propus uma espécie de caravana com quatro de nós rumo ao Festival de Woodstock.
Chegamos. Mas só conseguimos chegar no último dia. Sim, a cena que vi era épica. Parecia um êxodo bíblico. Eram hordas e hordas de pessoas, de gente “groovy”, freaks and “far out” people indo embora e voltando pra onde quer que seja que voltariam.

E assim a minha chegada foi uma coisa parecida com a foto da Serra Pelada de Sebastião Salgado. Todos os seres cobertos de lama, todos num encanto e desencanto por terem vivido um evento único na história: eram parte de 500 mil pessoas unidas sob o lema do “make love, not war”. Não era Altamont com os Hell’s Angels esfaqueando um fã desesperado por Mick Jagger. Aqui deveria ter se encontrado a paz. Essa que todos cantavam. Todos, menos Abbey Hoffman. Depois eu volto a ele.

Ao som de Hendrix tocando o hino americano distorcido
, com sons de bombas, rajadas, eu senti uma espécie de desespero (típico de fim de festa) e a certeza de que o mundo jamais seria o mesmo depois disso.

Lama

Woodstock era pra ter sido “O lugar onde tudo começou”, mas a lama do último dia conseguiu inverter isso para “o lugar onde tudo acabou”.
Sim, essa lama virou tragédia e, um ano depois do festival, Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison estavam mortos. Somente um ano depois.

Conseguíamos protestar contra a Guerra do Vietnã ou apoiar Angela Davis e Stokely Carmichael. Podíamos reunir forças ouvindo e aplaudindo os discursos de Malcolm X(morto em 1965) ou Muhammad Ali.

Um ano antes de Woodstock, dr. Martin Luther King Jr havia sido assassinado
(no mesmo Tennessee onde eu morava), mas a “March on Washington (6 anos antes de Woodstock) ganhava imensa força e seu berro lindo “I have a dream” ainda ecoava pelos nossos cérebros e nos cérebros de quem mantinha alguma lucidez.

Sim, eu assisti ao início do fim de um sonho. “E quem nem sequer dormiu num sleeping bag nem sequer sonhou e John Lennon, no mesmo ano, decretou o fim do sonho.” Lennon decretou um muro entre nós e não se podia ignorar esse muro. O muro das lamentações, hippie, yippie, style, o muro construído pela desilusão de Lennon, Jerry Rubin e Abbie Hoffman e pelo cinismo de Andy Warhol.

Me lembro da conversa que tive com Abbie Hoffman no apartamento da minha diretora de arte do New York Times, Jerelle Kraus, década de 80. Eu queria saber tudo sobre a coronhada que havia levado de Pete Townshend, líder do The Who.

Hoffman interrompeu o desempenho do The Who para tentar falar contra a prisão de John Sinclair, do Partido dos Panteras Brancas. Ele pegou um microfone e gritou: “Eu acho que isso é um monte de merda enquanto John Sinclair apodrece na prisão”.

Hendrix

A morte de Hendrix e de Joplin encobriam os lindos sons do Star Spangled Banner que Jimi Hendrix tocou lá, em plena chuva, plena lama, mas...

Mas mesmo tendo sido enterrado, soterrado, coberto pela lama que nos assola até hoje, confesso que não houve nenhum outro momento mais sublime em minha vida. Nenhum outro. E quando sonho com aquela lama nas madrugadas que passo acordado, tenho quase certeza de que o sonho ainda não acabou.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Pão de Açúcar pode ser vendido

Em junho, fundo fez oferta pelo GPA

As negociações entre o fundo de private equity (que compra participações em empresas) Advemt para a aquisição do Grupo Pão de Açúcar no Brasil esbarraram na complexa estrutura acionária do dono do GPA, o grupo francês Casino,apurou o Estadão.

Isso apesar de, segundo fonte próxima às conversas, o Advent ter ofertado um prêmio de 20% em relação ao preço atual das ações do GPA na Bolsa.

Controlada pelo Casino, a rede Pão de Açúcar tem a colombiana Exito, que também pertence ao grupo francês, entre suas acionistas.

Esse sistema de participação cruzada -p que pesou para o negócio com o Advent não ir adiante - está sendo revista pelo Casino.

Os franceses, porém, teriam interesse em unir em um pacote os ativos na América do Sul, e não de vender o Brasil separadamente.


O BRASIL JÁ FOI VENDIDO. Baratinho!!!

Fonte: jornal Estadão, caderno de Negócios, 07 de agosto de 2019

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Um agradecimento ao amigo-barbeiro

O barbeiro do Sr. Otávio

e a sua despedida por motivo de transferência para outra cidade.
Este barbeiro, muito amigo, vinha há anos fazendo a barba de nosso pai,
que mesmo enfermo,
vai comemorar 95 anos de vida no próximo dia 20 de agosto/2019.

Breve diálogo entre a raposa e o pequeno príncipe, parte do livro “O Pequeno Príncipe – de Saint-Exupery.

- Quem és tu? Perguntou ao pequeno príncipe.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho.
- Eu não posso brincar contigo, você ainda não me cativou...

- Que quer dizer “cativar”?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços”.
- Criar laços? Perguntou o pequeno príncipe.
- Exatamente, disse a raposa.

- Se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro.
Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

- Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Mas os teus me chamarão para fora da toca.

- Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o pequeno príncipe:
- Por favor... cativa-me, disse ela.
- Bem quisera, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa.
- Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu me queres como amigo, cativa-me!

- Que preciso fazer? Perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ter paciência, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva... Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

- No dia seguinte voltarás, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada, disse a raposa:

- DESCOBRIREI O PREÇO DA FELICIDADE!

- Mas, se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o meu coração... é preciso ter rituais, finalizou a raposa.

Nosso pai, como a raposa, vai precisar descobrir um novo barbeiro-amigo.

Lava Jato pode demitir Dellagnol

Lava Jato planejou investigar Gilmar Mendes

O artigo 102 da Constituição determina que
os ministros do Supremo só podem ser
investigados com autorização de seus pares

Publicado: 06 Agosto, 2019 - 15h01 | Última modificação:
06 Agosto, 2019 - 15h51- Redação CUT


Procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba, liderados pelo coordenador Deltan Dallagnol, queriam pedir a suspeição e até o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, um crítico dos métodos usados pela turma do Paraná.

De acordo com os novos vazamentos de conversas, divulgados nesta terça-feira (6), desta vez em parceria entre o El País e o site The Intercept Brasil, os procuradores chegaram a acionar investigadores na Suíça para tentar reunir munição contra o ministro. Uma aposta era que Gilmar estivesse diretamente ligado ao tucano Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, preso em Curitiba num desdobramento da Lava Jato e apontado como operador financeiro do PSDB.

Eles também foram atrás de decisões e acórdãos de Gilmar para embasar a ofensiva. A estratégia contra o magistrado foi discutida ao longo de meses em conversas de membros da força-tarefa por meio do aplicativo Telegram enviadas ao The Intercept por uma fonte anônima e analisadas em conjunto com o El País.

Pelo que diz Dallagnol nas mensagens, a ideia de investigar Gilmar veio de um boato da força-tarefa de São Paulo, segundo o qual o ministro poderia ter ligação com o dinheiro apreendido com Paulo Preto.

Como o magistrado já havia concedido dois habeas corpus em favor de Preto, a linha dos procuradores era que Gilmar aparecesse como beneficiário de contas e cartões que o operador mantinha na Suíça, um material que já estava sob escrutínio dos investigadores do país europeu.

Na troca de mensagens, os procuradores se excitam com a possibilidade de encontrar algum cartão em nome do ministro e ironizam o artigo 102 da Constituição, que determina que os ministros do Supremo só podem ser investigados com autorização de seus pares.

Confira:

“Vai que tem um para o Gilmar…hehehe”, diz o procurador Roberson Pozzobon no grupo, em referência aos cartões do investigado ligado aos tucanos.

“Você estará investigando ministro do Supremo, Robinho.. não pode”, responde o procurador Athayde Ribeiro da Costa.
“Ahhhaha”, escreve Pozzobon. “Não que estejamos procurando”, ironiza ele. “Mas vaaaai que.”

Dallagnol sabia dos riscos e tentou se precaver dizendo aos colegas do grupo do Telegram:

“E nós não podemos dar a entender que investigamos GM”, diz em referência a Gilmar Mendes.

Mas, na sequência, afirma:
“Caso se confirme essa unha e carne, será um escândalo”, diz sobre a relação próxima entre o ministro e o operador.

E sugere: “Vale ver ligações de PP pra telefones do STF”, ressalta, referindo-se a Paulo Preto.

Mais uma vez, Dallagnol recebe um alerta de um colega.
“Mas cuidado pq o stf é corporativista, se transparecer que vcs estão indo atrás eles se fecham p se proteger”, diz Paulo Galvão.

Dias depois, a força-tarefa descobriria que o ex-senador tucano Aloysio Nunes ligou para o gabinete de Mendes no dia da prisão de Paulo Preto, reforçando a tese dos procuradores para ligar Mendes ao operador tucano.

Nas mensagens eles lembram que Paulo Preto era subordinado a Aloysio no governo FHC e que Gilmar Mendes trabalhava “do ladinho” —disse Roberson Pozzobon— de ambos.

Depois de discutirem os cargos que Mendes teve durante o governo tucano, Dallagnol fala em criar uma estratégia para direcionar a pauta e fazer a história aparecer na imprensa.

"Tem q botar no papel. Mostrar suspeição. Pegar quem trabalhava nessa época no mesmo local. Imprensa é o ideal", ressalta ele na mensagem.
Mais uma vez, o procurador Paulo Galvão tenta puxar o freio de mão do entusiasmo do coordenador da força-tarefa.

“Mas não é novidade que Gilmar veio do psdb e de dentro do governo fhc!!! Cuidado com isso”.

Mas Dallagnol insiste:
“agora é diferente" (...) "Não é uma crença ou partido em comum" (...) "É trabalhar lado a lado, unha e carme”.

Pozzobon também pondera e diz que é preciso ter informações mais fundamentadas antes de passá-las para a imprensa. “Mas acho que temos que confirmar minimamente isso antes de passar pra alguém investigar mais a fundo, Delta”.

Dallagnol sonhava com Toffoli e Gilmar fora do STF

Em outros momentos das conversas, Dallagnol chegou a dizer que seu sonho era que o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e Gilmar acabassem fora da Corte Suprema.

No grupo dos integrantes da Operação, ele escreveu: “rsrsrs”.
O procurador chegou a mobilizar assistentes para produzir um documento com “o propósito de mostrar eventuais incongruências [de Mendes] com os casos da Lava Jato”

domingo, 4 de agosto de 2019

LAVA JATO É ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, diz Gilmar

Lava Jato é organização criminosa
para investigar pessoas,
diz Gilmar 11.mai.2019 -

O ministro Gilmar Mendes, da 2ª Turma do STF

Conteúdo Do UOL, em São Paulo 04/08/2019 15h42

Citado em um dos vazamentos de diálogos entre o coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, com outros membros dos MPF (Ministério Público Federal), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes criticou a operação em entrevista ao jornal Correio Braziliense.

"No fundo, um jogo de compadres.

É uma organização criminosa para investigar pessoas", disse....

- Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/08/04/lava-jato-e-organizacao-de-criminosa-para-investigar-pessoas-diz-gilmar.htm?cmpid=copiaecola

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A rua da Consolação cheia de Ipês floridos

A cidade de São Paulo também

Com o final do mês de julho e início do mês de agosto, descer à rua da Consolação é deparar-se com dezenas de árvores floridas, principalmente belos Ipês. O interessante é que os cemitérios também estão floridos, além das avenidas e até no Parque Dom Pedro, tão árido, mas ainda preserva seus ipês.

Quem recebe o jornal O Estado de S.Paulo, vê como principal foto de capa, várias cerejeiras floridas, numa grande e bonita foto. Mesmo envolta em notícias ruins de Trump e Bolsonaro, a beleza das cerejeiras inibe o conservadorismo destes governantes malucos.

Neste mês de agosto, no dia 13, em Brasilia, teremos mais uma "Marcha das Margaridas", organizada pela CONTAG - Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura, onde estarão participando milhares de mulheres de todo o Brasil.

Apesar das dificuldades, do desemprego e da perda da soberania nacional, os trabalhadores e trabalhadoras do campo e das cidades vão percebendo que eleger este governo foi um grande equívoco.

Ainda bem que, como as flores, nas próximas eleições vamos fazer campanha para que o povo eleja candidatos e candidatas mais comprometidos com as necessidades sociais.

Um outro Brasil é possível. Viva as flores!