segunda-feira, 17 de junho de 2019

EGITO MATA EX-PRESIDENTE NA CADEIA

Terrorismo de Estado usa judiciário para matar e prender

IGUAL AO BRASIL
e outros países que tiveram golpe de Estado

O Ocidente faz mais uma vítima!
Os governos ocidentais que invadiram os países do Oriente Médio, provocando guerras, mortes de civis e desestruturações dos governos, conseguiu mais uma vitima.

A vitima desta vez é o ex-presidente democraticamente eleito no Egito, Mohamed Mursi, que foi derrubado do governo, preso, condenados por processos pífios apresentados pelos militares e agora mataram-no.

Quero ver o que a Folha de São Paulo vai dizer. Vai negar o assassinato?

O próximo pode ser Lula!

Leiam a íntegra da matéria da UOL, de autoria da AFP e Reuters....


Ex-presidente do Egito passa mal e morre durante audiência em tribunal

Mohamed Mursi foi 1º líder democraticamente eleito do país e acabou derrubado pelos militares

17.jun.2019 às 13h21Atualizado: 17.jun.2019 às 16h54
SÃO PAULO E CAIRO | AFP E REUTERS

O ex-presidente egípcio Mohamed Mursi morreu nesta segunda-feira (17) durante uma audiência em um tribunal no Cairo, informou a televisão estatal do país.
Mursi, 67, teria se sentindo mal ao final da sessão. Ele começou a ficar sem ar e, pouco depois, acabou morrendo, afirmou a imprensa local. Ainda não há um anúncio oficial do que ocorreu.
De acordo com um promotor, Mursi falou ao juiz durante 20 minutos e, em seguida, desmaiou dentro da jaula colocada dentro da corte. Foi levado rapidamente ao hospital, onde morreu mais tarde. Ainda segundo este promotor, a autópsia não mostrou sinais de ferimentos recentes no corpo do ex-presidente.
A Irmandade Muçulmana, grupo do qual Mursi fazia parte, chamou o caso de "um claro assassinato" e pediu a seus apoiadores que realizem atos de protestos no Egito e em frente as embaixadas do país espalhadas pelo mundo.
Já a Anistia Internacional pediu que a morte do ex-presidente seja investigada.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, aliado do ex-mandatário egípcio, fez uma homenagem a Mursi, chamando-o de "mártir".
Primeiro e único presidente democraticamente eleito do Egito, ele chegou ao poder em junho de 2012, na esteira da Primavera Árabe, que derrubou o ditador Hosni Mubarak. Mursi também foi o primeiro civil a comandar o país de maneira não-interina.
A vitória por meios democráticos marcou uma mudança radical na história do país, cuja escolha de líderes, desde o fim da monarquia, em 1952, era baseada no apoio de militares.
Líder da Irmandade Muçulmana no país, Mursi prometeu uma agenda islâmica moderada que colocaria o Egito em uma nova era democrática, na qual a autocracia seria substituída por um governo transparente, com respeito por direitos humanos e que traria de volta a riqueza de um poderoso país árabe em declínio.
Ele acabou sendo derrubado um ano depois, em julho de 2013, por um golpe militar, em meio a uma série de protestos contra seu governo. O novo regime logo prendeu o ex-presidente, baniu a Irmandade Muçulmana e deteve uma série de intelectuais e políticos adversários.
Mursi atualmente cumpria pena de 20 anos pela morte de manifestantes durante os protestos em 2012 e de prisão perpétua por espionagem em um caso relacionado ao Catar —ele negava todas as acusações.
O ex-presidente ainda era julgado por outras acusações, incluindo uma por espionagem por contatos suspeitos com o grupo palestino Hamas, que tinha fortes laços com a Irmandade Muçulmana —a audiência desta segunda era sobre este caso.
Fontes da área de segurança afirmam que o ministério do Interior declarou na segunda-feira estado de alerta na província de Sharqiya, no delta do Nilo, terra natal de Mursi, onde o corpo é esperado para a realização do funeral.
A Irmandade Muçulmana convocou seus membros a comparecerem ao local para acompanhar o funeral e para fazerem um ato de apoio ao ex-presidente.
O advogado de Mursi, Abdel-Menem Abdel-Maqsood, declarou à agência de notícias Reuters que o estado de saúde do ex-presidente na prisão era precário. "Nós fizemos diversos pedidos para tratamento, algumas foram aceitas, outras não."

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