sexta-feira, 28 de junho de 2019

O Brasil é só vexame?

A aprendizagem democrática da muito trabalho

É como criar filhos...

O Brasil unificou-se para restabelecer a democracia representativa. Foi só alegria no primeiro momento...

Depois vieram as crises econômicas, e seus desdobramentos foram contaminando a democracia e as pessoas foram ficando irritadas e descrentes com a democracia.

Os políticos se corromperam, o sistema eleitoral facilita que os congressistas legislem em causa própria...

O judiciário passou a substituir o legislativo, e ambos passaram a exigir do executivo que governasse conforme os interesses dos congressistas e não conforme os interesses do povo e do Brasil.

A imprensa, que já apoiou golpes como o de 1964, voltou a defender golpes civis, formando uma Frente Ampla, conservadora e subordinada aos Estados Unidos.

Os movimentos sociais, sindicais e populares, aglutinados nos partidos de esquerda, perderam a batalha econômica e assim ficou fácil mais uma vez derrubar um governo popular e democrático.

Até a seleção brasileira de futebol resolveu dar VEXAME. Mesmo jogando no Brasil...

Para desmoralizar ainda mais, os seguranças da presidência apareceram transportando 39 quilos de COCAÍNA. Enlouqueceram????

Internacionalmente o Brasil está ficando conhecido como o país do VEXAME.

Que vexame!

terça-feira, 25 de junho de 2019

O Brasil precisa de nova ruptura

Os poderes perderam o respeito

Por interesses políticos, por corporativismos aristocráticos, por falta de legitimidade, por falta de seriedade e tantas outras faltas...

Os brasileiros querem contribuir para moralizar o Brasil,
mas os representantes das instituições emperram.


O judiciário tentou apoderar-se da verdade e da moralidade, tentou esconder que tinha partido e tinha posição pré-definida, mas, aos poucos a verdadeira verdade foi aparecendo e até os povo simples que fica refém da TV já entendeu que o processo Lava Jato foi premeditado e é parcial. Mesmo assim a imprensa ainda tenta salvar a imagem dos golpistas, inclusive a própria imprensa.

Enquanto os brasileiros não se unificam para passar um pente fino em todos os poderes, os podres poderes tentam se garantir, mesmo que destruam o Brasil, acabem com sua soberania e acabem com suas empresas...

Enquanto o desemprego cresce assustadoramente, os políticos continuam aprovando leis que protegem os patrões e prejudicam o povo. Os políticos estão aprovando leis que retribuem os apoios políticos e financeiros que os empresários deram para suas campanhas.

De forma confusa, o povo ainda está convencido que:


- é preciso continuar combatendo a corrupção - mas toda e qualquer corrupção;

- é preciso continuar combatendo a ignorância e a má qualidade do ensino;

- é preciso exigir carta-compromisso de transparência e equidade da imprensa;

- é preciso exigir que o judiciário, em vez de fazer leis, as respeitem;

- é preciso garantir que o legislativo, em vez de ficar enrolando, ajude a governar;

- é preciso garantir que os executivos, ajam com transparência, honestidade e competência;

- também é preciso exigir que as Igrejas cuidem mais das "ovelhas do senhor", do que de dinheiro;

- e mais do que tudo, é preciso combater a violência. Seja ela de ladrões e assassinos ou de policiais.


Ou acontecem as mudanças acima, de livre e espontânea vontade, de forma coletiva e respeitosa, ou novas rupturas terão que acontecer, mesmo sacrificando vidas e instituições.

O povo deve estar em primeiro lugar.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Bancários de SP prestam conta para a categoria

Diretoria apresenta o melhor Relatório Analítico do Brasil

No próximo dia 25 de junho, terça-feira, no salão azul no prédio Martinelli, teremos a Assembléia de Prestação de Contas referente ao ao exercício findo em 31 de dezembro de 2018.

O período de 2018 entrou para a história como um ano de lutas e conquistas.


Mesmo o Brasil vivendo sob o controle golpista nas instituições, mesmo o governo golpista fazendo o maior ataque ao sindicalismo e à democracia desde 1934, quando Getúlio Vargas instituiu a ditadura sob seu controle... Desde o governo conservador e privatista de FHC, os trabalhadores estão sendo atacados e as privatizações servem para entregar nossas riquezas aos empresários nacionais e internacionais.

Os balanços e as informações detalhadas estão publicados numa edição especial da Folha Bancária, com quatro páginas exclusivas sobre os dados contábeis e administrativos.

Ivone (presidente), Rosanie (financeira) e todos os dirigentes e funcionários estão de parabéns.


Passada a Assembleia do dia 25, terça-feira, na mesma semana, no dia 27, quinta-feira, teremos mais uma grande assembleia para debater as teses analisando à conjuntura nacional e internacional, analisando o sistema financeiro e as nossas perspectivas.

Pode registrar na sua agenda:

Próxima semana, dia 25, terça-feira, assembléia de prestação de contas;

quinta-feira, dia 27, assembleia para debater conjuntura e eleger delegados ao congressos nacional e estadual da CUT.

DEMOCRACIA SE APRENDE PRATICANDO.


quarta-feira, 19 de junho de 2019

O Brasil dilacerado

A urgência de entender o Brasil

"Estava convencida de que o que, às vezes, parece muito íntimo, é também político.
Agora, é o inverso, o político é que é íntimo.

Perder um ente querido pode ser muito triste, DILACERANTE
,
mas estamos na iminência de perder a nação,
e aí a dor é infinita.

Estou lutando pela minha, pela nossa identidade."

Estas belas palavras acima são da cineasta Petra Costa, e estão no artigo do crítico de cinema Luiz Carlos Merten, no Estadão de hoje. Assim vocês entendem o porquê de eu manter assinaturas de jornais conservadores e golpistas... Os cadernos de cultura continuam bons.

O artigo fala sobre o lançamento do filme "Democracia em Vertigem"
, de Petra Costa. Um filme Netflix disponível a partir de hoje. Fui conferir e confirmei que já está disponível para assinantes da Netflix.

Petra já dirigiu filmes marcantes como "Elena" e "O Olmo e a Gaivota", mas, para nós, além de cineasta, Petra, é a filha de Marília Andrade, nossa amiga de muitos anos, dona da Juruês, editora da Gazeta de Pinheiros e dona da gráfica onde a gente rodava (imprimia)a Folha Bancária.

Uma vez, quando passava pela sala de casa, ouvi uma voz na TV que eu conhecia... era a voz de Marília ou de Petra, não lembro, mas parei para assistir e fiquei impressionado com o filme.

Outra vez, fui numa reunião no Instituto Lula e lá fui apresentado a uma menina de nome Petra. Quando falei que era amigo de sua mãe ela riu e disse que realmente a mãe era muito conhecida pelos mais velhos... Contei da viagem à França e ela voltou a dar um sorriso.

Hoje, ao dar uma folheada no Estadão para ver os artigos sobre o jogo Brasil e Venezuela, achei na última página do jornal e do Caderno2, o belo artigo de Merten sobre o novo filme de Petra.

Petra nos dá uma bela contribuição para a gente tentar entender e interagir com o que está acontecendo com o Brasil e com as pessoas.

Vocês já repararam quanta gente está doente, dilaceradas, sofridas e sem respostas???

Em diferentes países países, Petra ouviu gente lhe dizer que não havia feito um filme só sobre o Brasil,e que o filme dela captava um momento crítico da história do mundo, ajudava a entender os EUA sob Trump, a direitização de vários países da Europa. (Palavras de Petra e de Merten).

Daí a urgência de entender o Brasil...




segunda-feira, 17 de junho de 2019

EGITO MATA EX-PRESIDENTE NA CADEIA

Terrorismo de Estado usa judiciário para matar e prender

IGUAL AO BRASIL
e outros países que tiveram golpe de Estado

O Ocidente faz mais uma vítima!
Os governos ocidentais que invadiram os países do Oriente Médio, provocando guerras, mortes de civis e desestruturações dos governos, conseguiu mais uma vitima.

A vitima desta vez é o ex-presidente democraticamente eleito no Egito, Mohamed Mursi, que foi derrubado do governo, preso, condenados por processos pífios apresentados pelos militares e agora mataram-no.

Quero ver o que a Folha de São Paulo vai dizer. Vai negar o assassinato?

O próximo pode ser Lula!

Leiam a íntegra da matéria da UOL, de autoria da AFP e Reuters....


Ex-presidente do Egito passa mal e morre durante audiência em tribunal

Mohamed Mursi foi 1º líder democraticamente eleito do país e acabou derrubado pelos militares

17.jun.2019 às 13h21Atualizado: 17.jun.2019 às 16h54
SÃO PAULO E CAIRO | AFP E REUTERS

O ex-presidente egípcio Mohamed Mursi morreu nesta segunda-feira (17) durante uma audiência em um tribunal no Cairo, informou a televisão estatal do país.
Mursi, 67, teria se sentindo mal ao final da sessão. Ele começou a ficar sem ar e, pouco depois, acabou morrendo, afirmou a imprensa local. Ainda não há um anúncio oficial do que ocorreu.
De acordo com um promotor, Mursi falou ao juiz durante 20 minutos e, em seguida, desmaiou dentro da jaula colocada dentro da corte. Foi levado rapidamente ao hospital, onde morreu mais tarde. Ainda segundo este promotor, a autópsia não mostrou sinais de ferimentos recentes no corpo do ex-presidente.
A Irmandade Muçulmana, grupo do qual Mursi fazia parte, chamou o caso de "um claro assassinato" e pediu a seus apoiadores que realizem atos de protestos no Egito e em frente as embaixadas do país espalhadas pelo mundo.
Já a Anistia Internacional pediu que a morte do ex-presidente seja investigada.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, aliado do ex-mandatário egípcio, fez uma homenagem a Mursi, chamando-o de "mártir".
Primeiro e único presidente democraticamente eleito do Egito, ele chegou ao poder em junho de 2012, na esteira da Primavera Árabe, que derrubou o ditador Hosni Mubarak. Mursi também foi o primeiro civil a comandar o país de maneira não-interina.
A vitória por meios democráticos marcou uma mudança radical na história do país, cuja escolha de líderes, desde o fim da monarquia, em 1952, era baseada no apoio de militares.
Líder da Irmandade Muçulmana no país, Mursi prometeu uma agenda islâmica moderada que colocaria o Egito em uma nova era democrática, na qual a autocracia seria substituída por um governo transparente, com respeito por direitos humanos e que traria de volta a riqueza de um poderoso país árabe em declínio.
Ele acabou sendo derrubado um ano depois, em julho de 2013, por um golpe militar, em meio a uma série de protestos contra seu governo. O novo regime logo prendeu o ex-presidente, baniu a Irmandade Muçulmana e deteve uma série de intelectuais e políticos adversários.
Mursi atualmente cumpria pena de 20 anos pela morte de manifestantes durante os protestos em 2012 e de prisão perpétua por espionagem em um caso relacionado ao Catar —ele negava todas as acusações.
O ex-presidente ainda era julgado por outras acusações, incluindo uma por espionagem por contatos suspeitos com o grupo palestino Hamas, que tinha fortes laços com a Irmandade Muçulmana —a audiência desta segunda era sobre este caso.
Fontes da área de segurança afirmam que o ministério do Interior declarou na segunda-feira estado de alerta na província de Sharqiya, no delta do Nilo, terra natal de Mursi, onde o corpo é esperado para a realização do funeral.
A Irmandade Muçulmana convocou seus membros a comparecerem ao local para acompanhar o funeral e para fazerem um ato de apoio ao ex-presidente.
O advogado de Mursi, Abdel-Menem Abdel-Maqsood, declarou à agência de notícias Reuters que o estado de saúde do ex-presidente na prisão era precário. "Nós fizemos diversos pedidos para tratamento, algumas foram aceitas, outras não."

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Um jornalista de uma geração

Quem viveu sob a ditadura militar teve lado

Muitos estudantes foram de esquerda, poucos foram de direita assumida e a maioria apenas usufruía do "milagre brasileiro", independente de seus mortos, torturados e censurados. Muitos que foram de esquerda, viraram conservadores e muitos que foram conservadores, viraram "democratas" aliados dos conservadores.

Clovis Rossi e muitos outros passaram por muitas destas opções...

Este depoimento de Patricia Campos de Mello é um dos casos positivos do papel de um bom modelo para os jovens e para o Brasil. Juca Kfouri também fez uma boa síntese, como Ricardo Kotscho deve ter escrito algo sob as lágrimas... Até Lula deve ter chorado ao saber da morte de Clovis Rossi.

Rossi, era mais do que um jornalista, era um modelo de vida e de relação política com a vida. Leiam o belo depoimento de Patrícia...

Mais do que o jornalista,
quero me tornar a pessoa Clóvis Rossi


Todo estudante de jornalismo quer ser como ele quando crescer, e comigo não era diferente

14.jun.2019 às 11h49 – Folha - Patrícia Campos Mello

Todo estudante de jornalismo quer ser o Clóvis Rossi quando crescer. Eu não era diferente.
Quando soube que dividiria minha primeira cobertura com o Rossi —ele pela Folha, eu pelo Estadão, na época em que eu era correspondente em Washington— fiquei em pânico.

Primeiro, porque ia conhecer o mito Clóvis Rossi. Segundo, porque estava morrendo de medo de levar um furo.
Era setembro de 2009, em Pittsburgh, nos EUA, e começava a primeira reunião de cúpula do G20, o grupo das maiores economias do mundo criado após a crise financeira de 2008.

Centenas de jornalistas do mundo todo se acotovelavam na sala de imprensa e tentavam pescar algo nas entrevistas coletivas, mas sabíamos que as verdadeiras notícias só sairiam dos bastidores —e isso, só o Rossi ia conseguir fazer.

Vi o Rossi falando com uma fonte importante. Cheguei perto, neurótica, com medo de levar um furo — jargão jornalístico usado quando o concorrente publica uma informação importante antes de você.

A fonte estava bem mal-humorada comigo, porque eu havia acabado de escrever uma reportagem de que ele não havia gostado. A fonte foi bem ríspida —“Com essa aí eu não falo”.

O Clóvis Rossi nem me conhecia. Eu era uma fedelha do jornal concorrente que tinha chegado junto no meio da conversa dele. O que ele fez?
“Essa aí é uma jornalista que deve ser respeitada”, disse o Rossi. Ele não estava preocupado se iria de indispor com a fonte dele, perder acesso a informações.

Ele me defendeu, e nem me conhecia. E eu era a fedelha do jornal concorrente.

Foi naquele momento que me dei conta de que eu não queria ser apenas a jornalista Clóvis Rossi quando crescesse.

Eu queria ser a pessoa Clóvis Rossi quando crescesse.

Já passei dos 40, e ainda estou muito longe disso. Mas vou continuar tentando. É o mínimo que eu devo a ele, depois de tanto que ele me ensinou e me ajudou.


terça-feira, 11 de junho de 2019

O Judiciário desacreditado

Diálogos de Moro constrangem Lava-Jato e evidencia ilegalidades

O Rei está nu!

Por mais que os conservadores, a direita raivosa e os golpistas tenham comemorado o impeachment e as prisões de políticos, principalmente os do PT, a verdade vai aparecendo e desmoralizando ainda mais o judiciário brasileiro. O mundo inteiro comentou as ilegalidades de Moro e de procuradores.

Espero que também apareçam as impressões digitais do PSDB, o partido que mais se beneficiou com estas perseguições e ilegalidades da lava-jato. Rapidamente FHC apareceu dando entrevistas dizendo que não era nada grave...


Enquanto os podres do judiciário vão aparecendo, a economia continua em recessão, o desemprego aumenta, o custo de vida dispara, as reformas apresentadas pelo governo ao congresso nacional são sempre contra o povo e beneficiam os empresários, principalmente as empresas multinacionais.

Estão destruindo o Brasil, nossas riquezas e nossa dignidade.

É preciso que haja um basta a esta tragédia que caiu sobre o Brasil.

Unidos somos fortes, juntos podemos mudar o Brasil.

domingo, 9 de junho de 2019

Negocia-se antes ou depois da greve?

Negociar de verdade ou de mentira?

Será que este governo pretende negociar com seriedade?

Os conservadores, golpistas e interessados em ganhar dinheiro tirando direitos dos trabalhadores dizem que o governo deve estar à seus serviços e que o governo não deve negociar com as centrais sindicais nem com a oposição, pois, estes foram derrotados nas urnas.

As centrais sindicais acham que devem pressionar para que haja negociação séria ante tantas coisas que estão se propondo tirar dos trabalhadores. Este governo caracteriza-se amplamente como um governo à serviços dos patrões e dos Estados Unidos. Portanto, qualquer negociação será difícil, porém muito necessária.

Como a oposição partidária se comporta, não consigo dimensionar por falta de acompanhamento. Mas, presumo que também os partidos da oposição querem negociar com seriedade e transparência. Afinal, eles representam metade do eleitorado brasileiro e tem legitimidade para representar a parcela mais consciente do povo brasileiro.

Está evidente que estamos diante de uma grande frente conservadora que quer reduzir os direitos dos pobres e dos trabalhadores em geral.

Só o povo tomando consciência de quanto está sendo prejudicado pelo governo, terá força para se contrapor a tantos abusos.

A evidências de que parcela do povo, estimulada pela imprensa, considera que somos radicais e que não aceitamos negociar nada, o que não é verdade quanto a negociar ou não.

Devemos compor uma grande negociação nacional que tenha como principais negociadores os deputados e senadores mais os representantes dos trabalhadores através dos sindicatos, centrais sindicais e movimentos populares.

O povo não é bucha de canhão para ser queimado vivo com a perda de seus direitos.

O Brasil terá no próximo dia 14 uma das maiores greves da sua história. Vejam as orientações nas suas entidades sociais e na imprensa. Salário não cai do Céu.

Vamos à luta!


Greve geral no dia 14 de junho.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Democracia: Todo poder emana do povo!

O Judiciário NÃO está acima do povo

Com o Brasil e o mundo em crise, é necessário atualizar o papel das instituições. O modelo usado no mundo depois da Revolução Francesa são os três poderes - executivo, legislativo e judiciário.

No Brasil, o Judiciário vem se sobrepondo aos demais poderes. No entanto, o ex-ministro, ex-deputado federal e economista brilhante, DELFIN NETO, publicou no jornal Folha do dia 05, quarta-feira, um artigo muito interessante sobre "A IMPORTÃNCIA DO STF".

Vejam a íntegra a seguir:

A importância do STF

Só as decisões do colegiado podem proporcionar garantia jurídica estável

5.jun.2019 às 2h00 Folha

Creio ser possível afirmar que economistas de diferentes concepções ideológicas, mas que as submetem às restrições físicas (implícitas na contabilidade nacional), aos resultados das pesquisas empíricas e reconhecem que demografia é destino, pelo menos num prazo de 30 anos, chegaram a um razoável consenso.

Diante da aceleração da queda persistente da produtividade do trabalho verificada nos últimos 30 anos, eles concluíram que a sociedade brasileira precisa incorporar a urgência de algumas reformas substantivas. Todas são necessárias, mas só a sua combinação será suficiente para a volta a uma economia normal. São elas:

1ª) a reforma da Previdência;

2ª) uma reforma inteligente e radical que melhore a qualidade e a eficiência dos sistemas de saúde e educação e os prepare para o mundo digital numa perspectiva de 25 anos;

3ª) a tributária, que eliminará as imensas distorções existentes e reduzirá a sobrevivência das pequenas empresas com baixa produtividade;

4ª) a financeira, que aumentará a concorrência no setor, além de criar condições para o financiamento de longo prazo do nosso sistema produtivo;

5ª) a do comércio exterior, com a reforma das tarifas efetivas e a redução nos custos de transação criados por uma legislação de 40 anos atrás, para integrar ao mundo nossas cadeias produtivas;

6ª) e a das agências controladoras das parcerias público-privadas e das concessões de infraestrutura, para dar a garantia ao investimento privado que substituirá o público.
Por sua importância decisiva para a volta do investimento, menciono por último — exatamente porque deve ser a primeira das reformas— esta:

7ª) o Supremo Tribunal Federal precisa suspender, regimentalmente, decisões idiossincráticas de seus competentes ministros.

É preciso reconhecer que só as decisões do colegiado (só o pleno é Supremo) podem proporcionar garantia jurídica estável, sem a qual não haverá o investimento necessário para voltar o crescimento econômico e social robusto, equânime e sustentável que reduzirá o desemprego que flagela a nação.

As diferenças de opinião entre seus membros é a garantia do rigoroso escrutínio sob diferentes concepções das questões em julgamento.
Trata-se, portanto, de um longo e tortuoso caminho que temos que percorrer com inteligência, urgência e temperança.

Não há alternativa diante do funesto laxismo que permitiu o triste comportamento de agentes públicos, nomeados pelo poder incumbente eleito, em suas relações com as empreiteiras, posto a nu pela Lava Jato.

Se não agirmos com rapidez, determinação e tolerância, nos aguarda uma destruição impensável.

Antonio Delfim Netto
Economista, ex-ministro da Fazenda (1967-1974). É autor de “O Problema do Café no Brasil”.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

O Brasil enlouqueceu?

Estamos reféns das loucuras

Casas são roubadas em plena luz do dia;
Escritórios são invadidos em horário de expediente;

Jovens são roubados na saída das escolas;
Mulheres são roubadas na saída dos taxis;

Os pais estão sendo demitidos em nome da crise;
As leis estão sendo alteradas para diminuir os direitos;

O custo de vida fica a cada dia mais insuportável:

Como manter os filhos nas escolas particulares?
Como continuar pagando os convênios médicos?
Como continuar mantendo os automóveis, tão necessários?

Os pacientes médicos pioram por interrupção de medicamentos básicos;
Professores são tratados como se fossem "terroristas";

E os governantes só falam em "cortar, cortar e cortar..."


Não é por acaso que ouvimos casos de suicídios e internações...
A classe média, sem perspectiva, começa a buscar o suicídio.

O maior remédio à tanta angústia e depressão, é a solidariedade, é o trabalho conjunto, cada um contribuindo como pode, as pessoas podendo abrir os corações e as mentes. Errar é humano. Democracia é importante mas não é tudo. A democracia representativa está sendo usada contra as pessoas. Precisamos mostrar que a democracia participativa é mais saudável e mais fácil de construir soluções para a maioria das pessoas.

Como dizem os poetas e os profetas:


É preciso amar.
É preciso praticar todas as formas de amar.

Juntos, podemos construir um novo Brasil.
Estamos passando por turbilhões que nos desafiam.

Eu topo ajudar a construir uma "Frente ampla pelo Brasil para todos e todas", onde o trabalho solidário seja mais presente do que as reuniões acusatórias. Se não quiserem chamar de "Frente", pode chamar de "Pacto", o importante é a prática. Os que estão sofrendo têm pressa.

Navegar é preciso... Viver?

terça-feira, 4 de junho de 2019

O Brasil apodreceu?

O Regime e o Sistema também apodreceram

O jornal Valor de 24 de maio, no caderno de fim de semana, publicou uma boa entrevista de Luis Carlos Mendonça de Barros, com o título:

"O regime apodreceu".


Outro dia, Delfin Neto também disse que "o sistema estava apodrecido".

Tanto Luis Carlos Mendonça, como Delfin, são dois grandes pensadores e atores na área econômica, política e social. Ambos são intelectuais orgânicos do empresariado. Delfin mais à direita e Luis Carlos Mendonça mais ao centro-direita...

Sentimos que o Brasil e o mundo estão caminhando para o fascismo ostensivo,
mas nos sentimos impotentes individualmente para conter esta tendência histórica. As guerras tornam-se inevitáveis ou será possível evitar a terceira guerra mundial?

A direita fala em "pacto das instituições para manter a hegemonia conservadora brasileira"; a esquerda fala em "frente ampla para conter o avanço do fascismo". Todos procuram reunificar o centro político, econômico e social. Mas isto não aparenta estar acessível a curto prazo.

Os regimes democráticos estão em crise
, mas o que estamos constatando é que o sistema capitalista está dispensando os regimes democráticos como forma de governo. Estamos presenciando um crescimento de ditaduras civis, com sistema plebiscitário de legitimação social.

Emblematicamente, hoje o noticiário internacional é sobre a visita do presidente dos Estados Unidos à Inglaterra. Simbolicamente as fotos mostradas aparece a rainho britânica fazendo um esforço enorme para acompanhar o bronco do presidente americano. É a descortesia como forma de ostentação...

Precisamos que os pensadores comecem a escrever suas propostas de programas de unidade de governabilidade, mesmo que sejam para governos de transição. Os governos não podem ficar à deriva.

Por exemplo:

1 - Como reformar o Congresso Nacional? Fechando-o temporariamente? Escolhendo um Comitê de Transição?

2 - Como reformar o Judiciário? - Tirando o poder intimidador e invasivo do Judiciário e subordinando-o a uma Nova Constituinte?

3 - Como reformar o Executivo? - Criando um Conselho de Gestão durante a Transição?

4 - Como definir com mais precisão qual é o papel da imprensa?

5 - Como definir se as religiões podem constituir partidos políticos próprios?

6 - Como definir o papel das organizações sociais, sindicais e populares?

7 - Como garantir o respeito e a inclusão das mulheres, dos negros, dos índios e dos pobres excluídos?

8 - Como garantir o direito de convivência entre as diferenças?

9 - Como fazer um pré-pacto como condição de construção da unidade que viabilize as questões acima?

10 - Como garantir que nenhum setor ou classe social possa dar novos golpes civis e/ou militares?

Só em ter que abordar diariamente estes temas, já é um comprovação de que o Brasil está apodrecido, de que o mundo está apodrecendo-se e que precisamos tentar evitar uma grande tragédia.

- A este governo, falta estatura;
- ao PSDB, falta desfazer-se do caráter golpista disfarçado de moderninho conservador;
- ao PT, falta abandonar o discurso de ressentido e assumir o discurso de que será duro com os que erram e aberto a uma grande aliança programática que tenha o Brasil e os brasileiros em primeiro lugar;
- Aos demais partidos à direita e à esquerda, cabe a responsabilidade de ajudar a salvar o Brasil.

Afinal, das frutas podres podem surgir novas árvores com boas frutas.
E o Brasil pode voltar a ser um grande modelo de unidade nacional e internacional.