sexta-feira, 24 de maio de 2019

França e Casino: Capitalismo pero non mucho

Casino/Pão de Açúcar pede PROTEÇÃO JUDICIAL contra credores

Jornal Valor destaca na capa A CRISE DO GRUPO CASINO

“O empresário Jean-Charles Naouri, presidente do grupo varejista francês CASINO, controlador do Grupo Pão de Açúcar, tomou ontem a medida mais extrema desde que busca, há anos, desalavancar seus negócios na França.

A Rallye, holding que controla as empresas de Naouri, OBTEVE ONTEM NO TRIBUNALDE COMÉRCIO DE PARIS proteção contra credores por, pelo menos, seis meses, para neste período tentar montar um plano de reestruturação de dívidas com bancos e detentores de títulos.

A empresa pode ganhar tempo já que, com a medida , PELOS SEIS MESES DE DURAÇÃO DA SALVAGUARDA os pagamentos de débitos da Rallye ficarão suspensos. A depender da situação, uma companhia beneficiada pela proteção pode renovar o período por até 18 meses.

A Rallye tem 51% do CASINO e DÍVIDAS de US$ 3,4 bilhões ao fim de 2018.

Já no CASINO são outros US$ 3 bilhões, em débitos, e o grupo francês tem 36% do Grupo Pão de Açúcar.“

Naouri, dono do Pão de Açúcar, controla atualmente uma estrutura complexa de certas empresas endividadas. Por isso, a proteção judicial atinge também duas subsidiárias da Rallye e outras empresas eu controlam a Rallye.

Parte dos negócios são de CAPITAL FECHADO o que impede análise financeira mais detalhada. O tribunal nomeou dois administradores judiciais para o caso.

A decisão judicial foi anunciada após ter sido suspensa pelas empresas, ontem, a negociação das ações da Rallye e do CASINO, na bolsa de Paris. Isso gerou ao longo do dia rumores sobres os passos futuros do CASINO.

A vida é dura:

1 - Os neoliberais defendem “o livre mercado”, mas, na crise, pedem proteção judicial. Ao mesmo tempo, são contra os direitos dos trabalhadores e das organizações sociais. Os neoliberais só pensam em dinheiro, mesmo que o povo passe fome, fique desempregado, doente e ignorante.

2 – A economia, as empresas, as instituições públicas judiciais, políticas e executivas devem estar à serviço do povo e do país, tendo liberdade dentro dos limites das garantias de que o povo esteja em primeiro lugar.

3 – Quanto mais o mundo se globaliza e aumenta a influência da China na produção industrial, mais crise tende a aparecer, provocando desemprego e instabilidade econômica, política e social nos países.

4 – O Brasil faz parte deste turbilhão e os setores sociais comprometidos com a democracia, a diversidade, a pluralidade, principalmente a economia de mercado sobre controle social, a preservação das políticas públicas e a liberdade de organização social.

Um outro mundo é possível
e o Brasil tem grande responsabilidade na construção deste novo mundo.

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