sexta-feira, 31 de maio de 2019

Lula fala sobre a importância da Formação

Quem não lê, mal fala, mal ouve e mal vê

Havia uma livraria no centro de São Paulo, que escreveu na parede a frase acima. Isto no tempo da ditadura militar. Não me recordo o nome da livraria, mas não esqueço que uma vez comprei um livro e esqueci de assinar o cheque (naquele tempo ainda não existia cartões). Eles telefonaram-me pedindo para passar lá e assinar.

Até os anos sessenta, era muito comum no Brasil nem os pais, nem os filhos terem escolaridade completa - primário, ginasial, colegial e universitário. A partir dos anos setenta, o investimento nas escolas públicas e nas condições de os jovens terem acesso à educação foi crescendo aceleradamente.

A família de Lula faz parte deste exemplo de falta de oportunidade para ESTUDAR. No entanto, a vida estimulou Lula a aprender com a prática e com a troca de informações e experiências. Lula transformou-se, sem ter frequentado banco de escola, no melhor presidente da República que o Brasil já teve; no melhor sindicalista que o Brasil já viu e, ao aprender a ouvir os acadêmicos e os sábios, porém sem jamais esquecer dos seus colegas de trabalho nas fábricas e nos bairros, Lula aprendeu como governar democraticamente.

A CUT fez um processo de Conferências Regionais e um Conferência Nacional de Formação. Os formadores (educadores) da CUT enviaram um "convite especial" para Lula falar sobre sua formação... Como não podia comparecer, por ser preso político, Lula mandou uma carta aos participantes da Conferência Nacional, que está se realizando em Belo Horizonte - MG.

O governo atual, em vez de pregar a importância da formação e da vida escolar, defende o uso das ARMAS DE FOGO, estimulando a violência e a morte. Lula, ao contrário, prega o amor, a solidariedade, a importância de se combinar a teoria com a prática.

Esta carta carinhosa de LULA serve para todos os brasileiros e brasileiras, serve também a todos os trabalhadores do mundo.


"Companheiros e companheiras,

Quero que vocês saibam da minha emoção ao receber o convite para essa 4ª Conferência Nacional de Formação da CUT, e ao ouvir as palavras tão carinhosas contidas na carta que vocês leram para mim.

Duas coisas me mantêm forte aqui, nessa prisão onde nossos adversários me colocaram há mais de ano para me impedir de, junto com cada um e cada uma de vocês, continuar mostrando do que é capaz a classe trabalhadora quando tem a chance de governar um país. Essas duas coisas que me mantêm forte são o carinho e o espírito de luta do povo brasileiro.

Lembro que há muitos e muitos anos, encerrei uma assembleia dos metalúrgicos dizendo:

“Nunca mais ousem duvidar da capacidade de luta da classe trabalhadora”.

Esta frase nunca saiu da minha memória.
E é uma alegria muito grande saber que ela não saiu também da cabeça de cada trabalhador e cada trabalhadora deste país. Ela continua forte na memória de todos vocês, mesmo daqueles que ainda não tinha nascido naquela época, quando o movimento sindical brasileiro renascia com força e com vontade.

E por que essa frase continua ecoando na cabeça de vocês, os mais jovens, os que vieram depois? Porque o espírito de luta corre em nossas veias, ele está no nosso DNA, a gente já nasce com ele, e se não nasce a gente vai adquirindo na medida em que cresce e aprende a sobreviver, a enfrentar e a superar cada injustiça que a gente sofre neste que é um dos países mais desiguais do mundo.

Fiz minha formação no chão de fábrica, organizando sindicatos, comandando greves, no calor da luta, junto com os mais velhos entre vocês. Essa nossa experiência tem que ser transmitida aos mais jovens.

Eles precisam conhecer a história da Central Única dos Trabalhadores, precisam entender o que a criação da CUT significou num país onde até muito pouco tempo antes organização sindical era crime e greve dava cadeia.

Os mais jovens precisam aprender com a experiência das greves, das comissões de fábrica, das mobilizações, aprender com os nossos acertos e também com os nossos erros.

É preciso usar esse conhecimento acumulado para criar as novas formas de luta, num mundo diferente, digital, em que até o perfil da classe trabalhadora vai se modificando.

É preciso enfrentar essa nova realidade: os avanços tecnológicos que diminuem os postos de trabalho, a tentativa de rasgar a CLT e destruir os direitos trabalhistas, o desemprego recorde produzido pelas políticas desastradas e criminosas daqueles que hoje governam este país.

E para enfrentar essa realidade não tem outro caminho: é lutar, e lutar e lutar.

Nós trilhamos o caminho.

Sentimos na sola dos nossos pés, sabemos no calo das nossas mãos como é pesado esse caminho. Mas não existem atalhos, não existem calçados mais confortáveis.

O caminho é o da luta, é o da união da classe trabalhadora.
Agora, e sempre, é seguir na direção justa, para tornarmos a construir um Brasil melhor para nós, nossos filhos e nossos netos.

À luta, companheiras e companheiros.

Um forte abraço do

Lula"

30/05/2017

terça-feira, 28 de maio de 2019

A China e a Restauração Capitalista

China: Uma faísca pode incendiar a pradaria

Um livro e uma revista atenuam a inumana ignorância brasileira sobre a China

25.mai.2019 às 2h00 - Folha – Mario Sergio Conti

As cifras sobre o desenvolvimento da República Popular da China, a RPC, dão tontura. Eis uma síntese possível: nunca na história humana, num período tão curto —25 anos—, 700 milhões de pessoas passaram da pobreza para uma vida razoável. Não há nada comparável.

A comparação teria que ser outra: a ignorância brasileira sobre a RPC é equiparável ao crescimento chinês no século. Compreende-se: o país é distante; seu idioma, complicado; nossa sujeição aos Estados Unidos, cabal —vide as colonizadas continências de Bolsonaro à bandeira americana.

O desconhecimento é tão mais espantoso porque o país para o qual o Brasil mais exportou no ano passado foi, justamente, a China: US$ 64 bilhões. Os EUA vêm em segundo lugar.

Sem falar que, com um progresso de 10% ao ano por três décadas, a China de Mao e PCC talvez tenha o que dizer ao Brasil de Vargas e cia. Aqui, o progresso anual foi inferior a 2% nos últimos 30 anos. Um país decolou, o outro atolou.

O desprezo em relação à China se explica pelos preconceitos de nossas elites. Elas desconfiam desde sempre dos “amarelos”, dos “ching lings”, dos “vermelhos” que não cultuam nem Mickey nem Nossa Senhora Aparecida. São uns bárbaros, desconhecem a liberdade e Silvio Santos.
Para além do ranço ideológico, acaba de ser publicada uma série de ensaios a respeito da China. Todos eles revolvem duas questões cabeludas.

A República Popular é o último dinossauro comunista? Ou o embrião do novo capitalismo?

São 75 páginas de respostas na edição mais recente da New Left Review (em inglês, nos bons sites do ramo). O primeiro artigo analisa a disputa com os Estados Unidos, tema que ganhou tração com a investida comercial de Trump contra Pequim, que se alia a Moscou e Teerã.
O segundo liga o sino-comunismo à história remota da Ásia, remontando a Confúcio. Em seguida, recenseia-se a influência do economista inglês Ronald Coase, Nobel de 1991, nas práticas do governo. O pacote acaba com uma investigação das finanças do país.

Com ênfase em economia e sociologia, vários temas são aprofundados. Contudo, dada a natureza portentosa do processo, e do modo acelerado que ele se dá, a síntese é difícil. Mesmo assim, percebe-se com nitidez o papel capital da urbanização.

Ela criou uma classe trabalhadora diversa da anterior — a herdeira daquela que expulsou o invasor japonês, fez a revolução, expropriou latifundiários, senhores da guerra, industriais, gângsteres, chefes feudais e fábricas estrangeiras.

A urbanização foi produto da espoliação no campo em favor da proletarização urbana. Parte dos novos cidadãos teve acesso à propriedade privada, sobretudo casas, mas também firmas. Daí se entende melhor a popularidade de Adam Smith e Hayek lá.

O segundo conjunto de ensaios também teve origem na New Left Review, mas em números anteriores da revista. Em português, ele está em “Duas Revoluções: Rússia e China” (Boitempo, 127 págs.).

O livro parte do estudo comparativo, do historiador Perry Anderson, das duas grandes revoluções do século passado. A primeira, a russa, caiu de podre sem que um tiro fosse disparado. A segunda, a chinesa, deu origem ao país mais pujante da atualidade.

A simpatia de Anderson, em que pese sua ambiguidade, fica com a revolução chinesa. Mas ele é criticado logo em seguida por um ensaio formidável de Wang Chaohua.

Líder nos protestos em Tianamen, em 1989, Wang Chaohua foi caçada pelas autoridades. Conseguiu exilar-se em Los Angeles, doutorou-se em literatura moderna chinesa pela Universidade da Califórnia e casou-se com Anderson.

Ela demonstra, com dados, por assim dizer, de dentro, que a Era das Reformas, conduzida pela velha guarda do Partido Comunista tem como ideologia a “estabilidade”, em contraponto à “balbúrdia” da Revolução Cultural.

O que se tem, ao fim e ao cabo, é a restauração capitalista.

Ao contrário do que repetem sinólogos ocidentais há meio século, a economia baseada na propriedade privada e no lucro não revigorou a democracia. A ditadura chinesa está cada vez mais forte — e mais capitalista.

O que não significa, necessariamente, que a República Popular da China não esteja “toda juncada de lenha seca”, como escreveu Mao Zedong no final dos anos 1920, quando os comunistas sofreram uma derrota acachapante.

Contemplando o crepitar periclitante de protestos parciais, o otimista panglossiano proclamou: “uma faísca pode incendiar a pradaria”.

Delirava?

Mario Sergio Conti
Além de um bom Jornalista, é autor de "Notícias do Planalto".

Reforma da Previdência: Dez razões para ser contra

Dez razões para participar dos atos e manifestações:

1 –
Reforma da Previdência é o fim do direito à aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras:

A reforma da Previdência de Bolsonaro (PSL) acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e impõe a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 20 anos e muda o cálculo do valor do benefício para reduzir o valor pago pelo INSS - trabalhadores vão receber apenas 60% do valor do benefício. Para ter acesso à aposentadoria integral, o trabalhador e a trabalhadora terão de contribuir por pelo menos 40 anos.

Compare com as regras atuais
Pelo modelo atual, os trabalhadores podem se aposentar após 35 anos de pagamento ao INSS e as trabalhadoras após 30 anos de contribuição, sem a exigência de idade mínima. Nesse caso, para ter acesso ao valor integral do benefício, as mulheres precisam que a soma da idade mais o tempo de contribuição seja igual a 86 (56 anos + 30 contribuição = 86 – aposentadoria integral). Já os homens precisam que a soma final totalize 96 (61 anos + 35 contribuição = 96 – aposentadoria integral).
No caso dos trabalhadores que não conseguem se aposentar por tempo de contribuição, a aposentadoria é por idade: 65 anos para os homens e 60 para as mulheres, com no mínimo 15 anos de contribuição.

2 – Quem já está aposentado também vai ter prejuízo

A reforma exclui da Constituição Federal a regra que determina a reposição da inflação para os benefícios acima do salário mínimo pagos a aposentados e pensionistas da iniciativa privada e do setor público. E mais: desvincula os valores dos benefícios do salário mínimo.
Isso significa que os reajustes do salário mínimo não serão mais usados como base de cálculo para corrigir as aposentadorias e pensões. Essas mudanças podem rebaixar drasticamente os valores dos benefícios, inclusive de quem se aposentou antes de a reforma ser aprovada.

3 – Reforma ataca até viúvas e órfãos

No caso de morte, o cônjuge ou filho que tem direito a pensão receberá apenas 50% do valor do benefício a que o trabalhador ou trabalhadora tinha direito, mais 10% por cada dependente. Como a viúva ou o viúvo contam como dependentes, a pensão começa com 60% do valor do benefício.
Os filhos menores de idade têm direito a 10% cada. Quando um filho atingir a maioridade ou falecer, sua cota não será reversível aos demais dependentes.
Em 2017, mais de 7 milhões e 780 mil (22,7%) do total de benefícios pagos foram por pensão por morte. O valor médio mensal foi de apenas R$ 1.294,05, segundo o Anuário da Previdência Social.


Mais um ataque às viúvas e viúvos
A reforma de Bolsonaro quer restringir a possibilidade das viúvas ou viúvos acumularem os, em geral, parcos benefícios. Pela regra proposta, se uma pessoa for acumular aposentadoria com pensão poderá escolher o benefício de valor mais alto e o outro vai ser repassado com desconto, de acordo com reduções por faixas escalonadas de salário mínimo.
Por exemplo, quem tiver um segundo benefício no valor de até um salário mínimo (R$ 998,00), poderá ficar com 80% do benefício (R$ 798,40).
Confira os detalhes sobre as mudanças que Bolsonaro quer fazer nas pensões.

4 – Reforma ataca também doentes e acidentados

Trabalhadores e trabalhadoras da iniciativa privada e servidores públicos que se acidentarem ou sofrerem de doenças sem relação com o ambiente do trabalho vão receber apenas 60% do valor do benefício, se tiver contribuído no mínimo durante 20 anos para o INSS. Se ele tiver contribuído por mais de 20 anos, terá direito a 2% a mais no valor do benefício por cada ano de contribuição.
Pela proposta, um trabalhador acidentado, ou doente, pode receber menos do que o valor do salário mínimo (R$ 998,00).
Confira como calcular suas perdas se a reforma for aprovada.

5 – Reforma praticamente acaba com aposentadoria por invalidez permanente

A PEC propõe que os trabalhadores acidentados ou que tenham doenças contraídas sem relação com o ambiente de trabalho terão de contribuir por, no mínimo, 20 anos para receber apenas 60% do valor da aposentadoria. Se ele tiver contribuído por mais de 20 anos, terá direito a 2% a mais no valor do benefício por cada ano de contribuição.
Atualmente, para ter direito ao benefício integral, basta o trabalhador ter contribuído durante 12 meses, o chamado período de “carência”.

6 – Capitalização da Previdência

O governo quer criar a capitalização da Previdência, mas ainda não disse como serão as regras. Só vão apresentar a proposta, por meio de uma lei complementar, depois da aprovação da PEC 06/2019.
O que se sabe sobre a capitalização é que o sistema funciona como uma poupança pessoal do trabalhador, não tem contribuição patronal nem recursos dos impostos da União para garantir o pagamento dos benefícios.
O trabalhador deposita todos os meses um percentual do seu salário nessa conta individual para conseguir se aposentar no futuro. Essa conta é administrada por bancos, que cobram tarifas de administração e ainda podem utilizar parte do dinheiro para especular no mercado financeiro.
Para saber mais sobre o modelo de capitalização, clique aqui.


7 – Reforma quer acabar com pagamento da multa de 40% do FGTS

A reforma da Previdência de Bolsonaro não se limita a Previdência, mexe também com a legislação Trabalhista ao propor o fim do pagamento da multa de 40% do saldo do FGTS quando o trabalhador se aposentar e continuar na mesma empresa. Esse item também isenta o empresário de continuar contribuindo com o FGTS.

8 – Governo quer excluir do acesso ao PIS PASEP 18 milhões de trabalhadores

Outra proposta da reforma que não tem a ver com aposentadoria nem pagamento de benefícios é a sugestão de pagar o abono salarial do PIS/PASEP apenas para os trabalhadores e trabalhadoras formais que ganham até um salário mínimo (R$ 998,00).
Se a PEC for aprovada pelo Congresso Nacional, dos 21,3 milhões (52%) trabalhadores e trabalhadoras formais que hoje recebem o abono, 18 milhões deixarão de receber.

9 – Cadê a política para gerar emprego e renda do governo?

No primeiro trimestre deste ano, faltou trabalho para 28,3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras no Brasil, segundo a Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego do período foi de 12,7% e atinge 13,4 milhões de trabalhadores e trabalhadores.
Mas, até agora, o governo Bolsonaro não apresentou sequer uma proposta que, de fato, contribua para aquecer a economia e gere emprego e renda.

10 – Os cortes na educação prejudicam do ensino básico a pós-graduação

Com os cortes anunciados na educação básica vão faltar recursos para a compra de móveis, equipamentos, para a capacitação de servidores e professores e até para pagamento de contas de água e luz.
Os cortes também inviabilizam investimentos no programa de Educação Jovens e Adultos (EJA) e também o ensino em período integral.
Além disso, afeta profundamente a educação, saúde, produção científica e tecnológica. As universidades públicas são responsáveis por mais de 90% da pesquisa e inovação no país e prestam serviços à população por meio de projetos de extensão e hospitais universitários.

Publicado no site da CUT, dia 28 de maio de 2019 - escrito por Marize Muniz

segunda-feira, 27 de maio de 2019

5 a 3 para os que são contra o governo

As manifestações fortalecem os extremos e enfraquecem o centro

O governo está confuso, mas não está caindo...
O Centrão é de direita, mas é menos conservador que os bolsonaristas...

No Brasil, o centro sempre foi de direita, mesmo insistindo em querer ser chamado de centro...

A esquerda sempre foi social democrata de direita...
As ONG's, os movimentos populares e os sindicalistas são de centro esquerda ou esquerda
Esquerda popular no Brasil sempre foram as Igrejas...

O judiciário nunca foi democrata, sempre foi conservador e, em alguns casos, venal...

A imprensa brasileira sempre quis mandar nos empresários, nos políticos e nos juízes...
A imprensa se diz "neutra", mas sempre esteve à serviço dos empresários e dos conservadores...
A imprensa sempre serviu de fonte de empregos para jornalistas e "especialistas"...

Os empresários continuam dando sustentação ao governo ultraconservador de Bolsonaro...
Os empresários continuam pagando caros anúncios nos jornais, rádios e TVs, todos defendendo os pacotes contra os trabalhadores, idosos, jovens e aposentados...
Os empresários continuam a ver seu país ser dilapidado e vendido à preço de bananas...

Nas manifestações de ontem, o governo mentiu para o povo, dizendo que a manifestação era em defesa da reforma da previdência, quando de fato eram manifestações para fortalecer o governo contra o Centrão e os partidos que não aceitam os abusos contidos na reforma do governo...
E a imprensa mente junto, o judiciário, mente junto porque, para os conservadores, aprovar a reforma da previdência, mesmo mentindo para o povo, é uma forma de retribuir o apoio que Bolsonaro teve dos banqueiros e dos empresários como um todo.

Porque não se prioriza a Reforma Tributária, que é muito mais necessária e pode gerar mais distribuição de renda?
Precisamos ajudar o Brasil ter equilíbrio, bom senso e voltar para o centro, ampliando o bem estar do povo brasileiro.
Precisamos ajudar a fortalecer a democracia em todos os níveis e para todos os segmentos da população.

O Brasil merece respeito e o povo brasileiro deve ser a nossa prioridade.





sexta-feira, 24 de maio de 2019

França e Casino: Capitalismo pero non mucho

Casino/Pão de Açúcar pede PROTEÇÃO JUDICIAL contra credores

Jornal Valor destaca na capa A CRISE DO GRUPO CASINO

“O empresário Jean-Charles Naouri, presidente do grupo varejista francês CASINO, controlador do Grupo Pão de Açúcar, tomou ontem a medida mais extrema desde que busca, há anos, desalavancar seus negócios na França.

A Rallye, holding que controla as empresas de Naouri, OBTEVE ONTEM NO TRIBUNALDE COMÉRCIO DE PARIS proteção contra credores por, pelo menos, seis meses, para neste período tentar montar um plano de reestruturação de dívidas com bancos e detentores de títulos.

A empresa pode ganhar tempo já que, com a medida , PELOS SEIS MESES DE DURAÇÃO DA SALVAGUARDA os pagamentos de débitos da Rallye ficarão suspensos. A depender da situação, uma companhia beneficiada pela proteção pode renovar o período por até 18 meses.

A Rallye tem 51% do CASINO e DÍVIDAS de US$ 3,4 bilhões ao fim de 2018.

Já no CASINO são outros US$ 3 bilhões, em débitos, e o grupo francês tem 36% do Grupo Pão de Açúcar.“

Naouri, dono do Pão de Açúcar, controla atualmente uma estrutura complexa de certas empresas endividadas. Por isso, a proteção judicial atinge também duas subsidiárias da Rallye e outras empresas eu controlam a Rallye.

Parte dos negócios são de CAPITAL FECHADO o que impede análise financeira mais detalhada. O tribunal nomeou dois administradores judiciais para o caso.

A decisão judicial foi anunciada após ter sido suspensa pelas empresas, ontem, a negociação das ações da Rallye e do CASINO, na bolsa de Paris. Isso gerou ao longo do dia rumores sobres os passos futuros do CASINO.

A vida é dura:

1 - Os neoliberais defendem “o livre mercado”, mas, na crise, pedem proteção judicial. Ao mesmo tempo, são contra os direitos dos trabalhadores e das organizações sociais. Os neoliberais só pensam em dinheiro, mesmo que o povo passe fome, fique desempregado, doente e ignorante.

2 – A economia, as empresas, as instituições públicas judiciais, políticas e executivas devem estar à serviço do povo e do país, tendo liberdade dentro dos limites das garantias de que o povo esteja em primeiro lugar.

3 – Quanto mais o mundo se globaliza e aumenta a influência da China na produção industrial, mais crise tende a aparecer, provocando desemprego e instabilidade econômica, política e social nos países.

4 – O Brasil faz parte deste turbilhão e os setores sociais comprometidos com a democracia, a diversidade, a pluralidade, principalmente a economia de mercado sobre controle social, a preservação das políticas públicas e a liberdade de organização social.

Um outro mundo é possível
e o Brasil tem grande responsabilidade na construção deste novo mundo.

terça-feira, 21 de maio de 2019

O caos brasileiro está matando o Brasil

O Brasil travou?

O caos tomou conta do Brasil.
A economia está parada, ou andando para trás.
Os políticos "estão matando o tempo" como forma de barganhar benefícios.

O judiciário continua fazendo o que quer, passando por cima da democracia e dos interesses nacionais.
A imprensa, que teve papel fundamental no golpe e nas eleições, agora está perplexa.
O CÂMBIO disparou. Vivemos com o dólar a 4,12 reais!!!

Os empresários e suas empresas nacionais estão quebrando e perdendo mercado para as empresas estrangeiras.

O povo está desempregado, os salários estão sendo rebaixados, o endividamento está escandaloso, e as famílias com suas crianças estão passando necessidades...

O governo não está governando. Isto é, não está fazendo o que é necessário fazer. Não está priorizando as necessidades básicas do povo, das empresas e das políticas públicas.

O governo, de forma consciente ou não, está provocando o caos e o desespero. Em vez de fazer suas funções, o governo prioriza fazer manifestações de ruas...

O povo não pode ser cúmplice desta irresponsabilidade.
A imprensa não pode estimular esta forma de governar.

As Igrejas precisam cuidar mais da caridade e
da solidariedade, em vez de priorizar as tarefas partidárias
e de querer apropriar-se do aparelho do Estado.

Precisamos restabelecer a paz, o progresso, a credibilidade nacional e internacional.
Precisamos parar com a violência, com as mortes e com a ausência de segurança nas ruas.

Precisamos construir um novo projeto para o Brasil. Um projeto que represente às necessidade de todos os brasileiros, do campo e das cidades, jovens e velhos. Um projeto que torne o Brasil mais competitivo internacionalmente e que valorize a formação educacional e profissional.

O Brasil precisa ser respeitado.
Os brasileiros precisam participar desta reconstrução.
O Brasil precisa ser para todos, com todos e de todos.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Um artigo muito bom sobre KAFKA

O túmulo de Kafka

Uma tuberculose galopante pôs fim à sua existência,
quando entrava na maturidade.
Hitler acabou com o resto da família


Mario Vargas Llosa
, O Estado de S. Paulo
20 de maio de 2019 | 02h00

O túmulo de Kafka está no novo cemitério judeu de Praga, no bairro de Strasnice. Ele foi enterrado ali junto com seus pais e suas três irmãs, mortos nos campos de extermínio nazistas. Na verdade, esta bela cidade é pouco menos do que um monumento ao mais ilustre dos seus escritores. Passo o dia inteiro visitando as esculturas dedicadas a ele, as casas onde viveu, os cafés que frequentou, o magnífico museu, e em todos esses lugares me defronto com bandos de turistas que tiram fotos e compram seus livros e lembranças. Eu também: dos escritores que admiro colecionaria até os seus ossos.

Fico comovido ao ver, no museu Franz Kafka, muitas páginas da sua Carta ao Pai, que nunca enviou. Ele tinha uma letra intrincada e saltitante que parecia desenhos em quadrinhos. Essa longa carta foi a primeira obra que li dele, quando era adolescente. Minha relação com meu pai era ruim e eu tinha pânico dele, e assim eu me identifiquei totalmente com esse texto desde as primeiras frases, principalmente quando Kafka acusa seu progenitor de tê-lo tornado uma pessoa insegura, desconfiada de todos, de si mesmo e da sua própria vocação. Lembro com um calafrio aquela frase em que ele explica sua insegurança que chegou ao extremo, diz ele, de não confiar mais em ninguém e em nada, salvo aquele pedaço de terra sob seus pés.

Esse museu, diga-se de passagem, é o melhor que vi dedicado a um escritor. Sua penumbra, seus corredores labirínticos, seus hologramas, os filmes antigos da Praga do seu tempo, as grandes caixas misteriosas que não se pode abrir, e até a terna canção em iídiche cantada por uma jovem em carne e osso (mas não é) não poderiam ser mais kafkianos. Tudo o que se sabe dele está exposto no museu e de maneira sutil e inteligente. As fotos mostram a trajetória fugaz dos seus 41 anos de vida: dele criança, jovem e adulto, a figura estilizada, o olhar penetrante e suas grandes orelhas curvas de lobo da estepe.


Há um texto maravilhoso escrito quando, recém-formado advogado, começa a trabalhar em uma companhia de seguros (de oito a nove horas diárias, seis dias por semana), em que ele afirma que esse trabalho assassinará sua vocação, porque, como alguém chegaria a ser um escritor dedicando todo seu tempo a um estúpido labor alimentício? Salvo os que auferem uma renda, todos os escritores do mundo fizeram pergunta parecida. Mas o que a maioria não costuma fazer é escrever quase sem parar em todos os momentos livres, como ele, e apesar de publicar muito pouco em vida, deixar uma obra, que incluídas suas cartas, tem um enorme fôlego.

Nada me parece mais triste do que alguém que sentia intensamente essa vocação, como Kafka, que escreveu tantos livros, mas jamais foi reconhecido em vida e só postumamente considerado um dos grandes escritores de todos os tempos (W.H. Auden comparou Kafka a Dante, Shakespeare e Goethe e disse que ele, como aqueles, era a síntese e símbolo da sua época). As obras que publicou ainda vivo passaram praticamente despercebidas e entre elas estava A Metamorfose. O pedido feito a seu amigo Max Brod para que queimasse seus trabalhos inéditos revela que ele acreditava ter fracassado como escritor, embora, talvez lhe restasse alguma esperança porque senão ele próprio os teria queimado.

A propósito de Max Brod, um dos poucos contemporâneos que acreditavam no talento de Kafka, há agora, por causa da publicação do livro de Benjamin Balit, Kafka’s Last Trial, um ressurgimento dos ataques que já haviam sido feitos contra ele no passado, por críticos e intelectuais respeitados, inclusive por Walter Benjamin e Hanna Arendt. Que injustiça! O mundo deveria ser agradecido a Max Brod, que, em vez de acatar a decisão do amigo que admirava, salvou para os leitores do futuro uma das obras mais originais da literatura. Brod pode ter exagerado em sua biografia e seus ensaios sobre Kafka a influência que o misticismo judaico teve sobre ele e, possivelmente, se equivocou deixando em seu testamento os inéditos que ficaram para Esther Hoffe com quem o Estado judeu e a Alemanha passaram anos em litígio por causa daqueles textos. (No final Israel ficou com a posse deles), um tema que é tratado no bizarro livro de Benjamin Balint. Ninguém que desfrute de verdade da leitura de Kafka deve ler o livro de Balint. Os que o atacam teriam de estar conscientes de que tudo o que dizem em suas análises sobre Kafka não teria sido possível sem a decisão sagaz de Max Brod de resgatar essa obra essencial.

Hermann Kafka, o destinatário da impressionante carta que seu filho jamais lhe enviou, era um judeu humilde que não tinha nenhum elo com a literatura. Ele se dedicou ao comércio, abrindo lojinhas de passamanaria que tiveram algum sucesso e elevaram o nível de vida da família. Mas dentro dele havia algum germe de excentricidade kafkiana porque, como é possível ele ter passado a vida mudando de apartamentos, e num mesmo prédio? Há indicações de que ele mudou 12 vezes de residência e não menos mudanças ocorreram no caso de suas lojas. A família se considerava judia e falava alemão, como a maioria dos checos na época, e não era particularmente religiosa. Tampouco Kafka, pelo menos antes de chegar a Praga a companhia de teatro em iídiche que tanto o impressionou. O museu documenta muito bem os efeitos dessa experiência, o empenho com que começou a estudar hebraico (que nunca chegou a aprender) a ler livros sobre o judaísmo hassídico e outros movimentos místicos, como também o belíssimo texto que escreveu sobre aqueles atores e atrizes que representavam em iídiche, mal sobrevivendo com as gorjetas oferecidas pelas pessoas nas ruas ou nos cafés onde atuavam.

O museu também traz detalhes sobre as quatro noivas que Kafka chegou a ter e as suas complicadas relações sentimentais. Quando se apaixonava era, sem dúvida, um amante tenaz, compulsivo, e propunha casamento à amada. Mas quando ela aceitava, ele voltava atrás, aterrorizado por ter chegado tão longe. A insegurança o perseguia também no amor. Pelo menos três dessas noivas sofreram; com uma delas, Felicia Bauer, ele comemorou o compromisso matrimonial com uma festa e pouco depois o rompeu. Com amizades era muito mais constante. Seu melhor amigo foi Brod, que na época tinha um nome literário e havia publicado alguns livros. Foi um dos primeiros a se dar conta do gênio de Kafka e o encorajou a escrever e a acreditar em si mesmo, o que efetivamente ocorreu, pois Kafka, quando escrevia, perdia a insegurança e se transformava em um insólito e seguro contador de histórias. Uma tuberculose galopante pôs fim à sua existência, quando entrava na maturidade. Hitler acabou com o resto da família. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

sábado, 18 de maio de 2019

Qual direita irá apoiar a Família Bolsonaro nas ruas

Tudo indica que será a direita evangélica

A Renascer, a Assembléia de Deus, e muitas das mais de 50 Igrejas Evangélicas que existem no Brasil, provavelmente estarão nas ruas no próximo dia 26, um domingo, apoiando abertamente a Família Bolsonaro.

As Igrejas Evangélicas são conservadoras, gostam de dinheiro, mesmo tendo como apelo principal a Fé em Jesus e no Cristianismo. As Igrejas podem se transformar em partidos políticos? NÃO. Mas seus fiéis podem criar, organizar e serem eleitos pelo povo.

O povo, inocentemente ou não, entregou o poder brasileiro pela primeira vez a um presidente da República, louco, pentecostal, militar indisciplinado e reformado, incendiário e com pouca escolaridade.

Os brasileiros, que são metidos a progressistas, saíram do armário e liberaram seu lado conservador, reacionário, preconceituoso e violento. Acontece que 70% dos brasileiros não são iguais aos evangélicos, não apoiam estas mudanças na Constituição e nas leis ordinárias.

O Brasil está caminhando rápido para um impasse: transição pacífica ou confrontos de ruas e violência como na Venezuela, Ucrânia, Palestina e tantos outros países???

Não podemos transformar os evangélicos em bodes expiatórios e responsáveis pelos erros de Bolsonaro. Tem muita gente interessada em inviabilizar o governo brasileiro, desmoralizar o judiciário e desacreditar do legislativo.

Precisamos organizar uma grande caminhada por mais empregos, mais salários, mais saúde e mais educação. Esta marcha deve incluir entre suas bandeiras as liberdades democráticas, o direito de existência dos sindicatos, a livre negociação entre patrões e empregados e o reconhecimento da Convenção 87 da OIT - Organização Internacional do Trabalho.

Unidos, devemos defender os jovens.
Unidos, devemos garantir saúde e educação para todos.

Unidos, devemos exigir mais emprego e melhores salários.
Unidos, devemos garantir aposentadoria decente para todos.

Unidos, devemos combater a alta dos preços do custo de vida.
Unidos, devemos combater as privatizações que nos desmoralizam.

Unidos, devemos defender o Brasil, suas riquezas e sua soberania.

Unidos, devemos restabelecer a imagem internacional do Brasil.
Unidos, devemos combater a violência e as mortes,

O Brasil merece respeito!
Vamos defender o povo brasileiro e a nossa soberania.

Respeitamos todas as religiões mas não queremos ser manipulados por elas...

sexta-feira, 17 de maio de 2019

O "desmanche" do governo Bolsonaro

Quando vão destituir o presidente?

A cada dia que passa, só piora a imagem do Brasil internacionalmente, além do aumento da crise interna, tanto econômica, como social e política. De repente, em menos de seis meses de mandato, aquele que conseguiu a façanha de derrotar os petistas, NÃO CONSEGUE GOVERNAR, sem os petistas e sem ninguém para atrapalhar a governabilidade. O governo que mostrou-se capaz de ganhar as eleições não consegue governar...

Há pessoas que ajudam e há as que atrapalham.

Há pessoas que são boas em determinadas funções,
mas são péssimas em outras.

O governo Bolsonaro está cheio de gente que não tem perfil para a função que foi nomeada. Gente que pode até ser um bom bispo evangélico, mas não consegue ser um bom ministro da Educação, da Fazenda, da Casa Civil ou mesmo do Turismo.

Em 2002 quando Lula foi eleito presidente na primeira vez, muita gente temeu que o governo de Lula fosse caótico; o governo Bolsonaro, conseguir ser bem pior do que se imaginavam que o governo Lula seria.

Bolsonaro está fazendo o povo brasileiro ficar com a sensação de que "era feliz mas não sabia". Que bom mesmo foi com Lula na presidência. Daí o crescimento do LULA LIVRE.

Sabemos que o povo está perdendo o emprego;
Sabemos que o povo está perdendo a aposentadoria;

Sabemos que o povo está perdendo suas escolas públicas;
Como também está perdendo o acesso à saúde pública;


Como o transporte está piorando,
como o custo de vida está matando...

"Quem não tem competência não se estabelece",
já dizia o ditado popular.
O governo Bolsonaro já mostrou que não tem competência para governar. Que não é do "ramo". O negócio dele é discurso falso, moralista, ameaçador como aqueles cachorrinhos que, quanto menor for, mais barulho faz.

"Que Deus salve o Brasil!"

Mesmo que, se for necessário, este seja mais um governante a ser destituído da presidência da República.

O povo merece respeito!
A soberania nacional, também!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

VOLKSWAGEN - Um caso a ser repetido pelas demais empresas

EX-FUNCIONÁRIOS DA VOLKS VÃO À FÁBRICA E COBRAM REPARAÇÃO POR PERSEGUIÇÃO

Trabalhadores querem pedido formal de desculpas, entre outras medidas.
E reclamam não ter tido acesso a acordo que vem sendo discutido
entre a empresa e o Ministério Público

Publicado: 14 Maio, 2019 - 09h26 – CUT
Escrito por: Vitor Nuzzi, da RBA


Um grupo de aproximadamente 40 ex-funcionários da Volkswagen, que sofreu perseguição no período da ditadura, foi nesta segunda-feira (13) à fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, cobrar reparação pelas atitudes da empresa durante o regime autoritário. Um acordo está sendo costurado entre o Ministério Público e a montadora, mas os trabalhadores afirmam que não tiveram acesso aos termos negociados.

O grupo foi na tarde de hoje distribuir jornais na troca de turnos da fábrica, entre 13h45 e 15h30, aproximadamente. Havia trabalhadores demitidos por militância política, presos e torturados, com o caso notório de Lúcio Bellentani, que em 1972, quando era militante do PCB, foi detido ainda dentro da Volks, por agentes do Dops, acompanhados de seguranças da própria empresa. Atualmente, ele preside a Associação Henrich Plagge, homenagem a um ex-metalúrgico que morreu em 2017 e também foi vítima da repressão.

"Os protagonistas não estavam participando da negociação", afirmou Bellentani, ainda na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, de onde os ex-trabalhadores saíram para a fábrica. "Quando nós entramos, o Ministério Público já tinha um acordo pronto com a Volks. Já tinha um pacote para a gente. Temos minimamente o direito de participar dessa discussão", acrescentou, afirmando que a associação não teve acesso aos termos do possível acordo.

Desde que um dossiê foi elaborado pelo instituto Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas (IIEP), em 2015, o caso da Volkswagen tornou-se o mais avançado em termos de investigação sobre colaboração de empresas com a ditadura. Várias delas, públicas e privadas, ajudaram a repressão, materialmente ou passando informações sobre empregados "subversivos". A Comissão Nacional da Verdade dedicou ao tema parte de seu relatório final, assim como as comissões organizadas na Assembleia Legislativa paulista e na Câmara Municipal da capital.

Funcionário de 1974 a 2003 em São Bernardo, Geovaldo Gomes dos Santos, por exemplo, só soube muito tempo depois que seus dados pessoais haviam sido fornecidos para órgãos como Dops e SNI. Encontrou um verdadeiro dossiê. "Levantei umas 100 folhas." Como cipeiro, integrante da comissão de fábrica e posteriormente diretor do sindicato, ele garantiu estabilidade no local de trabalho.

"Tinha guarda até no banheiro, era pesado...", diz João Belmiro de Araújo Duarte, 72 anos, que trabalhou na Volks entre 1969 e 1970. "Lula estava começando. Quem andava muito por aí era o Frei Chico (José Ferreira da Silva, irmão do ex-presidente e militante do PCB)", recorda. Militante da Ação Popular, ele conta que fugiu, da própria fábrica, para escapar da prisão. Entrou mato adentro e passou anos na clandestinidade. "Fugi pelo Brasil afora."

Vindo do interior paulista, Antonio Rodrigues trabalhou de 1975 até o final de 1978 na fábrica do ABC. "Veio a perseguição. Não arrumei mais emprego", conta, lembrando que estava se preparando para passar da funilaria para o setor de ferramentaria. Hoje, diante da Portaria E da Volks, próxima da Ala 1 (Estamparia), ele segurava uma faixa pedindo "justiça em vida".

Os ex-funcionários querem um acordo que envolva a criação de um memorial pelas vítimas da ditadura, pedido formal de desculpas e reparação coletiva e individual. No final de 2017, a Volks divulgou relatório elaborado pelo historiador alemão Christopher Kopper, que comprova colaboração com o regime, mas sem identificar uma ação institucional da empresa.

Ainda naquele ano, um documentário exibido na Alemanha contou a história ocorrida no Brasil, retratando a história de Bellentani. "Aquela pressão fez com que a Volks mudasse de comportamento, mas não o suficiente para nos atender", diz o ex-metalúrgico, que na semana passada conversou com o procurador regional dos Direitos do Cidadão Pedro Antonio de Oliveira Machado, que trata do assunto. Machado disse que não poderia falar sobre o caso, porque as conversas com a empresa continuam.

Uma emissora de TV alemã acompanhou a manifestação de hoje. A panfletagem na fábrica, além do protesto contra a montadora, tinha o objetivo de informar os trabalhadores sobre a história ocorrida naquele local, décadas atrás. "O pessoal conhece pouco. Até dentro da própria representação", diz o coordenador geral de representação dos funcionários, Wagner Lima. Ele lembra que durante plenária realizada em fevereiro, na sede do sindicato, os trabalhadores passaram a saber mais sobre aqueles fatos – provavelmente, a maior parte dos atuais 9.200 empregados não havia nascido.

domingo, 12 de maio de 2019

A mentira tomou conta do Brasil:

É preciso restabelecer o respeito e a dignidade

- Fomos criados acreditando no Brasil e no progresso;
Fomos criados aprendendo a trabalhar em equipe, superando às dificuldades;
Crescemos nos últimos 50 anos juntos com o Brasil.

O Brasil estava entre as melhores economias do mundo;
O Brasil tinha boas escolas, tinha o SUS, tinha estradas, ferrovias e aviões;
O Brasil tinha indústria, agricultura, mineração, Carmen Miranda e Pelé.

Aprendemos a trabalhar pela liberdade religiosa, política e cultural;
Aprendemos a acreditar na democracia e nos direitos iguais;
Aprendemos a viver com a busca da segurança e da defesa da nossa vida.

Conquistamos a liberdade, fizemos uma Constituinte
e vimos surgir mais de trinta partidos políticos;

Mas a liberdade conquistada não foi bem aproveitada,


A mentira e a enganação tomaram conta do Brasil.

Precisamos vencer o medo.

Precisamos superar este governo incompetente que governa contra o povo brasileiro.
Precisamos participar das atividades convidadas pelos movimentos sociais e populares.

Precisamos dizer Não à esta situação de desemprego, custo de vida alto e de ameaças contra os direitos dos trabalhadores.

Nesta quarta-feira, dia 15 de maio, os professores e todo o povo brasileiro estarão nas ruas contra o corte nas verbas das escolas e da educação; contra a reforma trabalhista e contra esta reforma da previdência criminosa.

Exigimos aposentadorias decentes.

Contra a mentira e a enganação, GREVES NELES!

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Ao povo brasileiro,


Vivemos com medo, vivemos morrendo...
morrendo de morte matada e de morte morrida;
Nas eleições, votamos nos homens e nas mulheres,
mas as coisas pioram a cada dia que passa...

O desemprego vem crescendo em todo Brasil
e em todas as profissões. A penúria está crescendo.

Maridos e mulheres estão desempregados;


nossos filhos estão saindo das escolas por falta de pagamentos;
nossos convênios médicos estão perdendo a validade,
sobrecarregando o sistema público de saúde.

nossos carros estão ficando nas garagens, sem gasolina...
já não podemos brincar nas nossas ruas e praças, estamos ficando cada vez mais doentes e sem dinheiro para remédios.

A solução para o Brasil não é acabar com as escolas públicas,
a solução para o povo não é fechar as empresas e demitir
nossos jovens. Precisamos de famílias saudáveis, famílias empregadas, estudando, tendo transporte, tendo saúde e lazer.

Nós, brasileiros e brasileiras, precisamos:


de mais trabalho, de mais empresas produzindo e exportando,
gerando mais dinheiro para mais investimento e para sustentar nossos filhos. Precisamos de uma velhice digna.

precisamos de mais escolas de qualidade, rede de saúde com mais agilidade, precisamos ter trabalho para gerar dinheiro para comprar comida, comprar material escolar, comprar livros e praticar atividades esportivas e culturais

As pessoas pobres e as de origens e opções diferentes precisam ser também respeitadas. O Brasil precisa voltar a ter saúde, educação, cultura e alegria de viver.


Estamos nos sentindo enganados e traídos...


Como o governo anda destruindo o pouco que temos,
como o governo vem destruindo nossos empregos e trabalhos,
somos obrigados cada vez mais a participar das manifestações
contra o desemprego, contra a recessão e contra a reforma da previdência

No dia 15 de maio teremos manifestações e greves em todo o Brasil,

liderados pelos professores teremos um dia nacional exigindo respeito ao povo brasileiro.

o governo precisa ouvir o clamor do povo,
o Congresso Nacional precisa ouvir o clamor do povo,
os juízes precisam ouvir o clamor do povo,
a imprensa precisa ouvir o clamor do povo,

Os políticos precisam ouvir o clamor do povo,.
as entidades sociais e populares também precisam
entender as necessidades do povo.
as religiões precisam ouvir o clamor de seus fiéis

Precisamos restabelecer o respeito às pessoas e às instituições,
precisamos dialogar mais, precisamos ouvir mais,
precisamos nos unir para mudar, mudar para melhor.

Esperamos que o governo ouça o clamor do povo no dia 15 de maio,

caso contrário,

no dia 14 de junho
teremos muito mais gente fazendo greve.
Teremos uma grande greve geral.

É preciso restabelecer o respeito e a dignidade.

Viva o povo brasileiro! Viva o Brasil!


terça-feira, 7 de maio de 2019

Liverpool e Barcelona, uma aula de oportunidades

Ganhar de 3 a 0 e perder de 4 a 0 é de chorar

Se no futebol, o mundo pode presenciar tanta dedicação, tanta vontade de ganhar e o resultado ser invertido, isto é, quem achava que estava tudo garantido, ver escorregar pelos dedos, como água, e tomar de 4 a 0, é tão duro quanto perder em casa de 7 a 1.

Por que o Barcelona não jogou pelo empate? Por que não fez o futebol tinhoso? Será que foi excesso de autoconfiança?

Seja o que for que tenha acontecido, foi um jogo histórico e que deve servir de estudos e mais estudos, exemplos e mais exemplos de como transformar uma derrota em uma grande vitória.

Eu adoro o Barça, adoro o Messi. Mas não podemos deixar de reconhecer que o Liverpool nos fez lembrar dos Beatles e suas músicas maravilhosas.

Que este jogo sirva como ponto de virada para a economia mundial e para as disputas eleitorais.

Viva o futebol de garra e de solidariedade!

Família desempregada vende tudo

O desemprego é o pior mal

Conhecer alguém desempregado trás sempre uma dor em saber que esta pessoa e seus familiares estão sofrendo.

Conhecer alguém onde todos na família estão desempregados, trás uma sensação de TRAGÉDIA COLETIVA. Como pagar as contas? Como comer? Como pagar as escolas das crianças? Como conseguir novos empregos, se todas as empresas estão demitindo ou reduzindo custos?

A situação acima está aumentando aceleradamente. Todos os dias recebemos novos pedidos de ajuda para conseguir trabalho ou algum bico. Veja que as pessoas aceitam qualquer tipo de trabalho que possa diminuir o sofrimento da falta de dinheiro. Já não se prioriza o "emprego com carteira assinada". Todo este sofrimento é criado pelo governo Bolsonaro para impedir que o povo seja contra a reforma da previdência e o fim da aposentadoria. Pior do que o populismo, é o neoliberalismo.

É A PRECARIZAÇÃO DA VIDA!


Este sofrimento que já é comum para os mais pobres, agora está acontecendo com a classe média e em qualquer profissão e mesmo com os melhores funcionários.

Com o desemprego, vem também a falta de "convênio médico", justamente quando as pessoas tendem a ficar mais doente em função do sofrimento emocional e da falta de perspectiva.

E os políticos ainda querem acabar com as políticas públicas.


O Brasil vive uma situação de governo batendo cabeça, congresso nacional confuso e conservador, empresas fechando as portas, custo de vida crescendo assustadoramente.

Junto com a crise econômica, vem a violência armada!


Mortes de civis e militares.
O medo cresce e interfere na vida das pessoas, dos governos e das moradias...

Qual é a saída?


Vender tudo e ir morar em Portugal? Mesmo lá virando "zucas" de brazucas?
Vender tudo e ir morar com os pais?

Uma boa alternativa é juntar-se aos movimentos sociais e populares, organizar os desempregados e seus familiares e participar das manifestações convocadas pelas centrais sindicais.

Resistir, organizar, ler para entender o que está acontecendo e lutar para impedir a destruição de nossas famílias e do Brasil.

Podemos vender nossos bens materiais, mas não podemos vender nossa dignidade!

sábado, 4 de maio de 2019

Sem emprego, sem dinheiro e sem aposentadoria. É mole?

O povo está ficando desesperado.

E a reação, quando começa?

Talvez tenha começado no primeiro de maio...

Talvez aumente no dia 14 de junho quando as centrais estão convocando uma greve nacional, com manifestações em todos os estados. Tudo isto como parte da campanha contra a reforma da Previdência que acaba com a aposentadoria na prática.

Por que os governos conservadores e a imprensa mentem quando querem se eleger e depois governam contra o povo e principalmente contra os pobres? Até quando será assim?

O desemprego está assustador!

Este desemprego alto é planejado ou é incapacidade do governo?

Tudo está indicando que é incapacidade do governo...