sábado, 27 de abril de 2019

Por quê André Singer saiu da Folha?

Não sei, mas o artigo dele de hoje é brilhante:

Conclusões provisórias

Encerro meu percurso nesta Folha com três notas breves

27.abr.2019 às 2h00 – Folha – André Singer

Há mais de seis anos comecei a escrever neste espaço. De lá para cá, a democracia brasileira entrou em crise e ainda não se vê luz no horizonte. Encerro o percurso com três notas breves, a título de considerações finais sobre o tema.

1. Ascensão do Partido da Justiça (PJ). No final de 2012, quando esta coluna tinha início, acabava o julgamento do mensalão. Manobras discutíveis no STF (Supremo Tribunal Federal) visavam prender líderes petistas. Um ano depois, o então presidente da corte, Joaquim Barbosa, mandou-os para a cadeia, num feriado de 15 de novembro.

À época, assinalei que era “o simbolismo ideal para um possível futuro candidato a chefe do Executivo”. Dito e feito: em 2018, Barbosa passou meses na condição de presidenciável pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro). Por razões pouco claras, na última hora, desistiu do sonho presidencial.

O metafórico PJ, porém, já havia encontrado um sucessor à altura, o que talvez explique a desistência do ministro aposentado do STF. O juiz Sergio Moro, líder da Lava Jato e hoje ministro da Justiça, é virtual candidato à sucessão de Jair Bolsonaro.

2. Surgimento do Partido Fardado (PF). Em meio ao vazio que tomou conta do sistema partidário, varrido pela Lava Jato, militares da ativa, completamente afastados da cena política desde 1989, voltaram a agir. Em 2017, comandantes do Exército conclamaram a população a se manifestar. Hoje, um deles é vice-presidente da República.

Se a existência do PJ é até hoje motivo de controvérsia, o aparecimento do PF foi um verdadeiro raio em céu azul. As casernas tinham permanecido por 30 anos em rigoroso silêncio. Em questão de meses, no entanto, fardados ocuparam postos-chave na administração do país, tendo à frente umcapitão reformado expulso dos quartéis.

A reviravolta foi tamanha que há poucos dias o general Hamilton Mourão, o mesmo que no passado demonstrou simpatia pelo torturador Brilhante Ustra, foi objeto de elogios por uma deputada do PC do B (Partido Comunista do Brasil ).

3. Paralisia oposicionista. O golpe à brasileira —lento, gradual e seguro— encontrou a oposição desarticulada. O povo, por sua vez, tem assistido a tudo bestializado, como disse Aristides Lobo em 1889.

O lulismo, que segue vivo na estrutura capilar do PT (Partido dos Trabalhadores), desdobrou a falsa percepção histórica de que seria possível eliminar a pobreza e reduzir a desigualdade de cima para baixo. Não será. Chegado certo limite, as classes dominantes, com o entusiástico apoio da classe média, repõem o atraso.

Agradeço à Folha o privilégio de ter me permitido dialogar por quase 300 sábados com os seus leitores.

André Singer
Professor de ciência política da USP, ex-secretário de Imprensa da Presidência (2003-2007). É autor de “O Lulismo em Crise”.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Brasil: a destruição dos direitos trabalhistas e sociais

Um governo à serviço dos patrões

A palavra de ordem dos patrões, desde a eleição de Collor, incluindo FHC, Temer e Bolsonaro, é a destruição da Era
Vargas. Isto é, a destruição das conquistas sociais a aprtir de 1930, ano da vitória do movimento tenentista contra as oligarquias agricolas nacionais e internacionais.

Construção de estradas por todo o Brail, crescimento da produção, da industrialização e das exportações, aumento da rede pública de educação , saúde, transporte coletivo, introdução da indústria automobilística no Brasil, produção naval, extração de minérios em grande quantidade gerando superavit comercial.

Enfim, o Brasil crescia sem parar e ocupava importante papel no mundo.


Mesmo com o golpe militar e civivl de 1964, os militares estimularam a reforma bancária, a criação do Banco Central, criação do BNDES, grandes investimentos como Itaipu e Cia. Vale do Rio Doce. Era o Brasil que dava certo. Era a economia desenvolvimentista. Era o caminho para a redemocratização e do combate à pobreza, principalmente no Nordeste e no Norte.

Com a democratização veio também a organização da Classe Trabalhadora.


Anistia, liberdade de organização de partidos políticos de esquerda, fundação de centrais sindicais e de movimentos populares no campo e nas cidades. Mesmo com a repressão formal e informal, os trabalhadores cresciam em organizações e representações nacionais e internacionais. O povo brasileiro estava presente em todas as instituições mundiais. Era a força da democracia participativa.

Um peão assustou a direita brasileira!
Surge o melhor presidente que o Brasil já teve.

De 1978 a 2010, o Brasil e o mundo viram Lula combater a forme e a pobreza.

A esperança estava vencendo o medo.


A reação conse1rvadora foi violenta, dando mais uma vez um golpe de Estado, alterando as regras institucionais restringindo a capacidade de luta das organizações popularese combatendo Lula ferrenhamente. Com o regime de terror, criou-se as condições para os fascistas ganharem as eleições.

A partir de 2018, a direita sentiu-se LEGITIMADA para acabar com o que restava de direito dos trabalhadores e de participação popular. Os neoliberais, aliados aos evangélicos, à imprensa entreguista e ao judiciário manipulador, partam para destruir o Estado do Bem Estar Social e construir um processo acelerado de concentração de renda.

Desemprego, arrocho salarial, destruição da rede pública de educação e saúde, liberação geral de preços, aumentando os custos da classe média e dos pobres, escondendo o crescimento da inflação, como aconteceu na Argentina. Lá a inflação já passa de 50% ao ano. Aqui o governo diz que a inflação é de 4% ao ano.

A destruição de tudo que é público está levando o Brasil a perder sua soberania.


A CUT, como central sindical comprometida com todos os segmentos e tipos de profissionais da classe trabalhadora, tem como obrigação:

1 - ajudar a organizar os servidores públicos - municipais, estaduais e federais – organizar os setores industriais que estão sendo atacados pelos entreguistas.

2 – Defender os pequenos e médios negócios, defender e ajudar na organização dos agricultores e trabalhadores rurais.

3 - Contribuir mais intensamente na organização dos trabalhadores dos setores de transporte interestaduais e também metropolitano.

4 – atuar intensamente na organização dos setores de serviços, gerando mais empregos qualificados e com acesso às políticas públicas e convênios de qualidade.

5 – valorizar os trabalhadores dos setores culturais e de informação.

6 – defender os interesses da classe trabalhadora, mesmo que, para isto, tenha que enfrentar pressões patronais, governamentais e até policiais.

O primeiro de maio está chegando e deve ser nossa grande manifestação unitária de protesto contra o governo neoliberal e entreguista.

A greve geral, organizada de todas as formas, também está na ordem do dia. É Preciso defender nossos direitos, defender o direito de todos se aposentarem com dignidade. É preciso lutar na defesa da soberania nacional.

O Brasil não está à venda! O Brasil merece respeito!

A participação nas atividades do primeiro de maio é fundamental.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Brasil: Um governo à serviço da destruição

Poderes desmoralizados e aumento da pobreza

O Brasil vive um processo de contínua destruição da credibilidade de suas instituições.

1 - Até as eleições, que deveriam ser a base da democracia, virou um abismo entre o que se promete na campanha e o que se faz depois de eleitos. Uma farsa imensa!

2 - A imprensa que deveria ser o modelo de transparência para ajudar o povo a ter acesso à verdade, virou instrumento de interesses escusos. Por exemplo: O Estadão tem sido o principal porta-voz dos operadores da Lava Jato. O jornal tem livre acesso a informações que são consideradas sigilosas pelo Judiciário. Manipulação à serviço de interesses não revelados.

3 - O Judiciário tem funcionado como aparelho dos golpistas e dos manipuladores da opinião pública. E a OAB vinha se calando e até participando do golpe. Nas últimas eleições a clima voltou a ser mais comprometido com as funções institucionais da Ordem.

4 - Os partidos políticos são os mais desacreditados. Estimulando medidas golpistas e ditatoriais. A Ucrânia é o caso mais recente da desmoralização dos partidos em todos os países. O sistema de monopólio da política pelos partidos está superado historicamente. Precisamos construir formas mais diretas e mais participativas.

5 - A violência, incluindo assaltos e assassinatos, vem crescendo diariamente. As armas de fogo são usados em qualquer tipo de assalto, banalizando à morte. A impunidade é grande e não sinaliza diminuição.

6 - As Igrejas viraram partidos políticos conservadores que querem aparelhar o Estado e censurar o conhecimento científico e acabar com a pluralidade.

7 - As privatizações estão destruindo às políticas públicas, principalmente educação, saúde e previdência. O Brasil está destruindo sua soberania, com total omissão dos setores mais mobilizados da sociedade e ante o silêncio das Forças Armadas. Por que se calam????

8 - Os movimentos sociais e populares estão com baixo poder de mobilização e pressão. Já foram muito mais fortes. O que aconteceu? Como combater o desemprego e as reformas destruidoras dos direitos e benefícios do povo mais pobre?

9 - Por que o judiciário, a imprensa e os demais setores da sociedade estão omissos ante a destruição que o governo atual está fazendo com as entidades sindicais? Acabar com o imposto sindical foi positivo, mas, impedir que os sindicalizados paguem as mensalidades no hollerith, descontando do salário, é crime contra a liberdade de organização sindical dos trabalhadores. Por que se calam???

10 - A reação popular tarda mais não falha. A dúvida é se esta reação vem de forma organizada para valorizar a democracia, ou se vem acompanhada pelas quadrilhas de traficantes e quadrilhas de paramilitares que se dizem defensores dos moradores???

Por que se calam????

Um dia passarão...

terça-feira, 16 de abril de 2019

Mentiram tanto que virou verdade!

Brasil: Degradação política, econômica e social

A farsa virou tragédia.

Para combater a instabilidade do governo Dilma, a imprensa foi juntando tudo que podia para destruir a imagem positiva do governo Lula e o que tinha de positivo no governo Dilma. O judiciário aceitou fazer o papel de "legalizador" dos abusos da imprensa, criando a operação lava jato, onde os erros estavam sempre de um lado, caracterizando a partidarização do judiciário. Os empresários financiaram esta "operação bandeirantes" ideológica e violenta.

Não bastava perseguir e tentar destruir os petistas, era necessário tomar de volta as conquistas que os pobres tiveram, pregando uma recessão enorme, com desemprego, arrocho salarial e muita violência contra os pobres, os negros e os contestadores.

Como convencer os pobres a votar num candidato conservador, inescrupuloso, à serviço dos patrões e dos Estados Unidos? A solução foi "empoderar os evangélicos", com todos os seus defeitos e suas virtudes. A demonização da democracia, com suas diversidades serviu de motivação moral e espiritual para sair da racionalidade e ficar apenas no ideológico.

Agora, todo mundo pode matar todo mundo?
A violência se espalha por todas as áreas e por todo o território nacional.

O caos tomou conta do Brasil.

Um governo que é pior do que a ditadura militar;
Um judiciário que se coloca acima da sociedade e da Constituição;
Um legislativo que virou um amplo balcão de negócios e de desmonte dos valores democráticos;
Uma imprensa falida financeiramente, desacreditada moralmente e confusa quanto ao que fazer;
Um empresariado que vê tudo que é brasileiro ser vendido aos estrangeiros à preço de bananas;
Nem mesmo os militares se preocupam em preservar a soberania nacional.

E o povo diz que é contra tanta violência contra o próprio povo, mas ainda não consegue erguer-se, organizar-se e reagir nos locais de trabalho, nos bairros e nas praças.

As pesquisas estão provando que este governo é um tragédia nacional.

Precisamos salvar o Brasil!
Precisamos recuperar a soberania nacional!
Precisamos recuperar os empregos e os salários!

Precisamos recuperar a dignidade nacional!
Precisamos voltar a ser um país de todos, com todos e para todos.

sábado, 13 de abril de 2019

André Singer, o lulismo e a Folha

A Folha é o Centro?

Ando com "ressaca de imprensa". Todas... direita, esquerda, mais direita e mais esquerda. Não consigo achar "leitura de centro", isto é, de autores que estejam mais preocupados com tentar chegar à verdade, em vez de autores sectários.

Autores como André Singer, Bresser Pereira, Fernanda Torres, têm me atraído com seus artigos mais aglutinadores. Este blog eu ganhei de presente do pessoal da Formação do Sindicato dos Bancários de São Pulo, que completa 96 anos neste próximo dia 16. Os autores pediram-me para contar casos e causos...

Na época da ditadura militar eu assinava quase todos jornais que eram contra a ditadura. Com a democratização eles foram fechando, fechando, agora há pouca coisa boa para ler.

Os grandes jornais - que geralmente são conservadores e apoiam golpes civis, militares e jurídicos - continuam parecidos com antigamente. Alguns perderam sua identidade, ficaram mais conservadores e cínicos, como o Estadão. Já a Folha, que teve grande relevância nas DIRETAS JÁ, participou do golpe contra Dilma e o PT, ajudou a eleger Bolsonaro, e agora anda tentando voltar a ser um jornal mais equilibrado...

Eu sempre gostei de divulgar artigos de outros autores publicados na grande imprensa. Carentes de dinheiro, esta mídia passou a proibir reproduções, a não ser com mais pagamentos além das assinaturas. E assim as boas informações ficam mais restritas. Elitizadas...

Por exemplo, o artigo de André Singer na Folha de hoje, está impecável. Brilhante! Mas, para eu reproduzi-lo, preciso fazer um malabarismo danado... O artigo tem como titulo ETERNO RETORNO, e aborda a volta ao empobrecimento e à ignorância. QUE FAZER?

Desde 2015 os ortodoxos prometem a ativação da economia para depois da austeridade. Vivemos nela há quatro anos e o ritmo do PIB não sai do 1%. Já dizia o bom André...

A pobreza vai se agravar, firmando-se outra vez no centro do embate político... Prevê André Singer, o analista e professor da USP. além de filho de outro grande pensador, Paul Singer.

Vamos reaglutinar os democratas, os centristas, os que aceitam diferenças???

Vamos ajudar o povo que votou em Bolsonaro a voltar a pensar no povo e no Brasil, ajudando a fazer deste país uma grande Nação???

segunda-feira, 1 de abril de 2019

O Brasil neste primeiro de abril

O Brasil passou a ser um primeiro de abril?

Isto é, aquilo que prometia ser, ou quê tinha tudo para ser, mas não fez, não realizou-se...

O futebol definhou...

A economia está sendo transferida para outros países e as empresas brasileiras, públicas ou privadas, estão sendo vendidas à preços de bananas.

A Justiça substituiu os "capitães do mato", da era da República Velha.
E os juízes e procuradores acham que substituiram o papel do Estado, que eles são a nova ordem nacional e internacional...

A imprensa acha que, mentindo, pode definir o quê é verdade e o quê é mentira.
A imprensa quer ter o poder da Igreja Católica na Idade Média. Quando gerou o terror e o medo.

Precisou Lutero e Calvino inventarem a Reforma Protestante, criando uma nova ordem religiosa chamada de "Protestante".

Hoje o moderno é a informática e seus derivados. Informação mundial de livre acesso, em qualquer lugar e em qualquer hora. Basta saber inglês, como naquele tempo era o "latim".

Os empresários, por concordarem ou por omissão, estão aceitando ser apenas coadjuvantes, prepostos do empresários internacionais.

O Brasil voltou a "ficar deitado eternamente"?

Precisamos construir uma forma de o Congresso Nacional e seus novos ocupantes, conservadores, neoliberais e serviçais, serem contidos na atual saga de entreguismo e empobrecimento do povo brasileiro.

E pensar que, quando surgiu Komeine, no Irã, com sua Revolução Islâmica, com seus dogmas e bloqueios, eu pensei que os evangélicos, mesmo também sendo dogmáticos e seus bloqueios, não teriam coragem de transformar o Brasil num ridículo internacional.

Que as caminhadas se multipliquem por todo Brasil e pelo mundo. Que os governos voltem a ser para o povo, com o povo e do povo. Como ainda se chamam as democracia...

Que Deus proteja o Brasil e seu povo!
E que este 31 de março de 2019 passe para a história como o início de uma grande mudança. A mudança que evitou que o Brasil optasse pelo retrocesso e pela subserviência.

Que este 31 de março se unifique com o 25 de abril, data da revolução portuguesa, o primeiro de maio, dia internacional dos trabalhadores e trabalhadoras.