terça-feira, 26 de março de 2019

O Estado corporativo no Brasil

Um bom texto de Ericson Crivelli

O novo fica velho e o "novo novo" gera resistência...

Com as autoritárias reformas conservadoras e neoliberais aprovadas nos governos Temer-Bolsonaro, ambos serviçais dos empresários que querem privatizar tudo e entregar nossa soberania aos Estados Unidos, o Brasil vai ficando cada vez mais para trás na competitividade internacional.

O Brasil da esperança está se evidenciando como o Brasil do constrangimento.


Governos que mal tomaram posse já estão implodindo, levando setores da sociedade a analisar a necessidade de mais um impeachment - ou golpe, como queira chamar as derrubadas de governos eleitos democraticamente; legislativo composto por maiorias eleitas apenas como voto de protesto contra o governo Dilma e do PT; judiciário que abusa das atribuições e quer fazer papel de executivo-legislativo-judiciário, passando a ser de fato o interventor em nome da moralidade e de uma sociedade que não a elegeu. E os empresários, satisfeitos com tanta reforma entreguista, mas, ao meso tempo acovardados por constatar que teremos mais quatro anos de desgoverno.

Os militares, que "andavam fingindo de morto", saíram da retaguarda e voltaram a governar. O problema é que o eleito é ingovernável! Assim, cada vez mais vão voltando a ter mais poder e mais espaço...

A imprensa, com mais poder do que os poderes oficiais, manobra para lá e para cá, mais ainda não conseguiram estabilizar os poderes. A imprensa tem sido a porta-voz dos entreguistas e dos neoliberais. É a nova UDN de antigamente.

O povo, este só é levado em consideração quando precisam eleger os candidatos conservadores e entreguistas. Os segmentos mais pobres são considerados como "passivos financeiros e com pouca produtividade". São conceitos contábeis, onde gente não existe.

Vivemos sob a constatação de um Estado aristocrático, dos ricos e dos entreguistas. A soberania vai se diluindo nas declarações subservientes aos Estados Unidos.

Como repensar as instituições nacionais?


Como repensar o papel das instituições representantes dos trabalhadores? Começar de novo, mesmo sem o imposto-contribuição sindical? Sem Justiça do Trabalho? Como se organizarão os sindicatos, federações e confederações? Qual o papel das Centrais Sindicais?

Ericson Crivelli, advogado que começou a trabalhar nos sindicatos dos trabalhadores quando ainda era estudante, hoje, já doutor em direito pela PUC e profissional respeitado internacionalmente, tem um bom texto sobre "modelos corporativos sindicais". Não sei quando ele publicou o artigo, talvez seja parte da tese dele, vou verificar. Mas achei o texto tão atual que resolvi fazer estes comentários.

Afinal, se éramos contra o imposto/contribuição sindical, esta é a hora de viver sem ele. Se somos pela Convenção 87 da OIT - Organização Internacional do Trabalho, esta é a hora de formalizar a liberdade de organização dos trabalhadores, sem interferência dos patrões nem do governos.

Os sonhos e os sonhadores continuam presentes... Para provar que os governos, os judiciários, a imprensa e os patrões atuais continuam usando o Estado como instrumento de repressão, é só lembrar que LULA CONTINUA PRESO, João Vaccari continua preso, E vários outros companheiros continuam presos. E continuam assassinando trabalhadores e trabalhadoras no campo. A barbárie está presente.

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