sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

GM impõe derrotas com truculência

Intervenção patronal nos direitos dos trabalhadores

A presidenta mundial da GM ameaçou fechar as fábricas existentes no Brasil e na Argentina.

Rapidamente a valentia do governador de São Pulo e dos prefeitos onde tem unidades da empresa, prontificaram-se a ceder subsídios em troca de ficar no Brasil.

Os sindicalistas se mobilizaram e convocaram assembleias com os boletins de seus respectivos sindicatos.

A GM contra-atacou de forma mais violenta ainda, mandando seu profissional de RH fazer "assembleia no restaurante" da fábrica de São José dos Campos. O gerente de RH, como bom preposto da empresa, ameaçou a todos dizendo que era tudo ou nada. Ou os trabalhadores votavam a favor da empresa, isto é, aceitavam as condições impostas pela empresa para continua na cidade, ou todos estariam perdidos...

O sindicato dos empregados até que lutou, negociou, procurou aliados e autoridades, mas não conseguiu evitar a votação esmagadora dos empregados da GM. A quase totalidade dos empregados presentes votou aceitando a proposta imposta pela GM...

Redução de salários, redução do piso entre outras coisas...

E o boletim sindical da empresa conclui mentindo aos trabalhadores e à sociedade, quando afirma que

"caso as propostas acima citadas, sejam integralmente aprovadas em assembleia dos trabalhadores, a empresa assegurará, o item adicional: - viabilização do novo projeto para unidade de São José dos Campos".

A GM está impondo condições a vários setores da sociedade, não apenas aos funcionários. Este item sozinho não garante a continuidade da fábrica em São José dos Campos, no Vale da Paraíba, estado de São Paulo.

Somos solidários aos trabalhadores e seus familiares, que foram obrigados a aceitar imposições criminosas como condição para manter empregos.

Este governo neoliberal e entreguista que começou com os golpistas com Temer, continua aumentando o desemprego, o arrocho salarial e as reformas destruidoras dos direitos dos trabalhadores.

Nossa solidariedade ao sindicato dos metalúrgicos da GM. A verdade é libertadora e fortalece a capacidade de resistência dos trabalhadores contra os abusos e a violência patronal.

Chega de chantagem da GM!

Todos unidos na assembleia geral do dia 20 de fevereiro contra o desemprego e as reformas.

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