quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Globalização e Protecionismo

As contradições ameaçadoras

Na história, desde os povos primitivos, as pessoas disputam por espaço para sobreviver. Com mais ou com menos qualidade. Mesmo as comunidades que se adaptavam a áreas mais difíceis, de vez em quando se viam invadidas por tribos ou comunidades vizinhas. Quem ganhasse mantinha o território...

Com o Brasil não foi diferente. Área conquistada por Portugal, mas, por tabela, fazendo parte da "aliança" com o Império inglês, este continente sobreviveu a muitas guerras e conseguiu manter seu território e sua língua. Manteve também a religião. O Brasil sempre fez papel de provedor e de economia complementar. Este aspecto defensivo talvez tenha ajudado a manter a unidade que sobrevive até hoje.

A primeira guerra mundial mudou muito o mapa da Terra. As monarquias diminuíram e surgiu a força da mão de obra feminina com a conquista do voto e do direito de liberdade. O mundo mudou muito com a introdução do automóvel e do avião... O tempo foi diminuindo as distâncias entre os continentes. O Brasil viveu uma grande industrialização, começando um grande movimento de urbanização.

Mas a grande transformação do mundo se deu efetivamente com s segunda guerra mundial. A Terra deixou de ter áreas desconhecidas. Tudo era sabido e fotografado... e, na maioria das vezes, ocupado.

O Brasil aceitou passivamente ser parte do Império Americano. O quê, economicamente trouxe vários benefícios. Já que o bloco soviético, na economia ficou para trás na competitividade internacional.

Com o fim do bloco soviético, parcela significativa de brasileiros acreditou que era o momento histórico de o Brasil construir sua autonomia. Daí surgindo um forte movimento de integração entre a economia e a construção de um Estado democrático, constitucional e com liberdade de imprensa. A melhor lembrança deste desejo vem dos governos Juscelino e Lula.

Internacionalmente, o quê parecia ser a salvação econômica do Brasil, por tabela levou os setores conservadores internos e externos a reagirem ao crescimento da influência da China. A mesma China que foi ajudada pelos Estados Unidos para fazer frente à Rússia, foi levando a economia americana a perder competitividade internacional e ameaçando a hegemonia dos Estados Unidos. A reação foi crescendo, até se transformar em intervenção, em golpe de Estado e em um país subordinado, aparentemente de livre e espontânea vontade.

O uso abusivo do aparelho do Estado e dos mecanismos privados, como a imprensa e a intimidação corporativa levaram também ao enfraquecimento momentâneo dos movimentos de esquerda. Para isto, o uso das Igrejas Pentecostais foi apoiado com todos os recursos necessários. O Brasil finalmente deixou de eleger um católico e elegeu um pentecostal do "Vale Tudo", que montou um governo controlado por generais e por corporações patronais.

A classe média, angustiada, desempregada e com recursos financeiros apertados, espera para ver o quê vai acontecer. Os pobres, também mais empobrecidos, também esperam. Até quando? Ironicamente, para os mais intelectualizados, a esperança é a eleição presidencial americana. Trump precisa perder. Assim o mundo se acalmará. E se Trump ganhar novamente? O mundo continuará indo ao encontro da terceira guerra mundial...

Hoje, todo mundo tem celular e usa transporte rápido. Mas a segurança é cada vez menor.

A globalização volta a estimular o protecionismo,
que volta a investir em guerras que nunca saberemos como acabarão.
E aí pode ser tarde demais para todos.


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