quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Compram-se e Vendem-se Empresas, Países, etc

O Brasil transformou-se em "vende tudo".

Vejam algumas informações interessantes na capa do jornal Valor e sobre compras e vendas de empresas:

1 - Drogasil-Raia compra a Onofre.

Rede vendida tinha 50 lojas e vendas brutas de 479,4 milhões no ano passado, era controlada pelos americanos da CVS Health. Com a
transação, a CVS deixa o mercado brasileiro de farmácias.

2 - Acionistas da EMBRAER aprovam fusão com a Boeing.

Dos 21 acionistas presentes à assembleia de ontem, quatro votaram contra o acordo.

3 - HONDA inicia a produção em ITIRAPINA - SP

Finalmente, com três anos de atraso, Itirapina, cidade com 17 mil habitantes na região central de São Paulo, entra hoje no mapa da
indústria automobilística brasileira.



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

A "Nova Previdência" É UMA FARSA!

PROPAGANDA ENGANOSA E VALE TUDO POR DINHEIRO

IGNORAM AS PESSOAS...

Toda vez que os compradores de empresas, principalmente que é uma privatização manipulada, estão montando "esquema" para comprar uma empresa pagando bem menos do que a empresa vale na realidade, estes "especialistas em negócios legais, ilegais e imorais chamam as simulações contábeis, financeiras, comerciais, jurídicas, tributárias e de "colaboradores" de NOVA EMPRESA. A própria apresentação em power-point do governo parecia uma grande peça de enganação. Parecia obra de Nizan quando ele quer mostrar uma felicidade que não existe.

Foi assim com a VARIG, que virou NOVA VARIG e a Varig quebrou. Foi assim com a ABRIL (da Veja), que virou NOVA ABRIL e a Abril está praticamente quebrada. Com os Bancos Estaduais, as empresas de energia elétrica - lembram do escândalo da Eletropaulo? - Vale, telefônicas e até empresas de água...

Os Bancos e os Fundos de Investimentos estão destruindo as democracias, estão destruindo as políticas públicas, piorando a qualidade do serviço prestado em nome de baratear custos e em nome de garantir acesso a toda população e combater os privilégios.

Esta nova reforma da Previdência é uma verdadeira FARSA!
Não é por acaso que estão querendo chamar este "novo pessoal" de UDN. A direita de antes de 1964 que quer levar o Brasil para antes de 1930...

Mentem, mentem e mentem tanto que é capaz de eles mesmos acreditarem nas mentiras que estão apresentando ao povo brasileiro.
Antigamente existia uma instituição que julgava as propagandas enganosas, abusivas ou que atentasse ao pudor.
Agora, estamos vivendo um momento histórico no Brasil onde, até as instituições foram tomadas por mentirosos e estes não são punidos por mentirem abusivamente.

Hoje cedo, ouvi na rádio CBN propaganda da NOVA PREVIDÊNCIA! Tudo mentira! Mas a CBN pode alegar que era propaganda paga e não noticiário...

Ao abrir os jornais de hoje, a mesma coisa. Páginas inteiras de propaganda enganosa, PAGAS COM O DINHEIRO DA FIESP. A Fiesp de Skaf? Como diz os trabalhadores do Centro de São Paulo:

SE OS PATRÕES ESTÃO PAGANDO PARA DEFENDER A REFORMA DA PREVIDÊNCIA, é porque esta reforma não serve para os trabalhadores...

A Fiesp ainda tem a coragem de escrever: "Parlamentares, o futuro do Brasil depende de vocês... "
Triste país, que depende deste parlamento, digo eu...

Realmente, numa democracia, o parlamento representa o povo.
E este povo não vê os parlamentares votar contra o povo que os elegeram...

Já venderam ou privatizaram quase tudo...

A Saúde está sendo privatizada.
A Educação está sendo privatizada.

Agora querem acabar com a agricultura familiar e entregar tudo ao latifúndio, mesmo que sejam matadores. O Judiciário está cada vez mais à serviço das multinacionais e de políticos mentirosos. A imprensa está em campanha permanente em defesa das privatizações e da venda da soberania nacional.

Nem os militares, durante a ditadura, entregaram tanto as riquezas brasileiras como andam entregando...
Nem os militares, durante a ditadura, destruíram as políticas públicas como andam destruindo...
Nem os militares, durante a ditadura, trataram as pessoas com tanto desprezo como andam tratando atualmente.

Por mais que Chico Buarque cante "Vai passar..",
não podemos esperar passivamente que destruam nossos rios, nossas florestas, nossos empregos, nossas aposentadorias, nossa soberania nem nossa dignidade.

Por isto estamos cantando outra música de Chico Buarque: "Amanhã, vai ser outro dia..."
Quantos brasileiros e brasileiras precisarão morrer até este "amanhã" chegar?
Isto depende mais de cada um de nós do que do nosso Congresso Nacional.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Só a RETOMADA ECONÔMICA salva o Brasil

Sem conseguir resolver a ECONOMIA,
os governos querem matar a Previdência


Lendo o bom artigo abaixo, chamou-me atenção que o autor afirma que A RECESSÃO ACELEROU O DESEQUILIBRIO FISCAL". Fui pesquisar e achei outro bom artigo sobre o desequilíbrio fiscal, de autoria de Claudia Safatle, que afirma: "RAIZ DAS CRISES HÁ 35 ANOS, desequilíbrio fiscal é grande desafio do novo governo".

Se o DESEQUILIBRIO FISCAL é muito mais importante que a Previdência, por que tanta mentira???

Aproveitem o fim de semana e leiam o bom artigo do professor José Luis Oreiro:

"Só a retomada salva o País

22 de fevereiro de 2019 Valor - José Luis Oreiro

Retomada do desenvolvimento exige que o país reinicie processo de “catching-up” industrial e tecnológico
A sociedade brasileira passa por uma profunda crise econômica, política e social desde 2013. As manifestações de 2013 foram o evento catalizador de um processo de crescente descrédito na classe política e, posteriormente, de outras instituições da República.

A insatisfação de parte expressiva da população com a performance dos políticos, em particular, e do Estado, em geral, foi incrementada pelos efeitos deletérios da recessão iniciada no segundo trimestre de 2014 – que foi detonada por um colapso do investimento do setor privado, que se contraiu por três trimestres consecutivos, a taxa de 10% por trimestre. Isso resultou de um processo de “profit squeeze”, ou seja, queda das margens de lucro e da taxa de retorno sobre o capital próprio das empresas não financeiras, a qual se tornou na mais duradoura e profunda crise econômica do Brasil nos últimos 30 anos. No auge da crise, mais de 14 milhões de brasileiros estavam desempregados e o PIB apresentou retração superior a 8% em termos reais, com destruição de riqueza de R$ 600 bilhões.

A recessão acelerou o desequilíbrio fiscal da União e dos entes subnacionais, muitos dos quais passaram a enfrentar dificuldades crescentes para manter o pagamento dos servidores em dia. A deterioração crescente do resultado primário da União a partir de 2014 gerou um crescimento acelerado da dívida pública como proporção do PIB, colocando o endividamento da União em trajetória claramente insustentável. A perda de espaço fiscal decorrente desses desdobramentos impediu a realização de uma política fiscal anticíclica justamente no momento em que a mesma era mais necessária. Pelo contrário, a política fiscal executada em 2015 foi francamente contracionista, amplificando assim os efeitos da recessão iniciada em 2014.

Outro fator que amplificou os efeitos recessivos do colapso do investimento privado foi a elevação da taxa básica de juros promovida pelo Banco Central em 2015, na tentativa de debelar os efeitos de segunda ordem que o aumento das tarifas dos públicas e dos combustíveis poderiam ter sobre a dinâmica da taxa de inflação.

O desemprego crescente aguçou a percepção de que a crise brasileira era o resultado da corrupção generalizada dentro do Estado, tal como estava sendo revelado ao público pela Lava-Jato. Essa percepção acabou por gerar um sentimento difuso de “ódio” à classe política, principalmente aos políticos diretamente ligados ao PT.

O imenso apoio popular ao impeachment da presidente Dilma Rousseff foi a demonstração clara de que, na cabeça do cidadão mediano, a crise era resultado direto da corrupção dirigida e organizada pelo PT e seus aliados. Nesse contexto, uma ampla parcela da população acreditava que o afastamento do PT do poder, pelo impeachment, cujas bases jurídicas eram duvidosas, seria uma condição necessária, quando não suficiente, para o fim da corrupção e para a retomada do crescimento econômico.

Os primeiros meses do governo Michel Temer pareciam apontar para uma retomada robusta do crescimento no início de 2017, ainda que poucas pessoas acreditassem na vontade do governo de combater a corrupção.

O governo Temer apresentou à sociedade brasileira uma narrativa essencialmente ortodoxa das causas da crise de 2014 a 2016. O problema fundamental era o desequilíbrio fiscal estrutural, resultado do “contrato social” estabelecido pela Constituição de 1988. Segundo economistas ligados ao governo, a Constituição havia produzido um conjunto de benefícios sociais para os mais pobres e de privilégios para os funcionários públicos que impunham um ritmo para o crescimento dos gastos públicos (entre 5 a 6% ao ano em termos reais) que era muito superior à capacidade de crescimento da economia.

Durante um certo período foi possível acomodar esse aumento dos gastos com o aumento da carga tributária. Contudo, a partir de 2011, a receita passou a crescer mais ou menos em linha com o PIB de tal forma que a deterioração do resultado primário da União tornou-se inevitável. Essa deterioração teria sido “mascarada” pelas “pedaladas fiscais” e outros artifícios de “contabilidade criativa”; mas, a partir de 2014, ficou impossível encobrir a verdade nua e crua de que o governo não era mais capaz de gerar superávits primários e que, portanto, a dívida pública entraria em trajetória explosiva. O desequilíbrio fiscal crescente acabou por gerar perda de confiança dos empresários no governo, o que se refletiu em elevação do prêmio de risco país, desvalorização da taxa de câmbio, queda dos preços das ações e elevação dos juros futuros. Esse quadro levou a uma queda dos gastos de investimento e de consumo, fazendo com que o país entrasse na pior recessão dos últimos 30 anos.

Face a essa narrativa, a solução para a crise era muito clara: o governo precisava fazer um ajuste fiscal estrutural, cujo foco deveria ser a redução do ritmo de crescimento das despesas. Para tanto, foi desenhada uma estratégia em duas etapas. Na primeira, o governo enviou para o Congresso uma PEC criando um teto de gastos para o governo federal. Esse teto não seria a solução do problema fiscal, mas apenas uma espécie de mecanismo que explicitaria o conflito distributivo existente dentro do orçamento. A ideia era congelar os gastos primários da União em termos reais por dez anos, ao final dos quais poderia ser modificado o indexador dos gastos públicos, que havia sido definido como a variação do IPCA no período inicial de vigência do teto.

O problema é que todos os itens das despesas obrigatórias (aposentadorias, pensões, salários do funcionalismo público, gastos com saúde e educação) apresentaram nos últimos 20 anos uma taxa de crescimento muito acima da variação do IPCA. Dessa forma, se nada fosse feito para reduzir o ritmo de crescimento desses gastos, o cumprimento da regra do teto obrigaria a administração federal a reduzir progressivamente os gastos discricionários, que incluem gastos com o investimento em infraestrutura, com o reaparelhamento das Forças Armadas e com a manutenção de instalações do governo federal.

Como é impossível manter o funcionamento da máquina pública federal sem a realização de um valor mínimo de gastos discricionários, segue-se que a ameaça de “shutdown” obrigaria o Congresso a realizar aquilo que foi denominado de “a mãe de todas as reformas”, a reforma da Previdência. Uma vez aprovada uma “boa” reforma, o desequilíbrio fiscal estrutural seria eliminado, e o teto dos gastos poderia, eventualmente, ser abolido. Nessas condições, o Brasil poderia retomar o crescimento em bases sustentáveis, pois se produziria uma “contração fiscal expansionista”, ou seja, o ajuste das contas públicas levaria automaticamente a um aumento do investimento e do consumo do setor privado.

A PEC do teto dos gastos foi aprovada no final de 2016 e tudo apontava para a aprovação de uma reforma da Previdência em 2017. As condições financeiras da economia brasileira (risco país, taxa de câmbio, juros futuros e índice Bovespa) apresentavam nítidos sinais de melhora no primeiro trimestre de 2017. A melhoria das condições financeiras ocorrida a partir do segundo semestre de 2016 permitiu ao BC iniciar um processo “lento, gradual e seguro” de redução da taxa de juros, o qual deveria, em algum momento, estimular o crescimento.

Mas no meio do caminho havia uma pedra, e essa pedra foi o escândalo da gravação das conversas, por assim dizer, pouco republicanas, entre o presidente da República e Joesley Batista, da JBS. A divulgação desses áudios produziu uma crise política de proporções gigantescas, obrigando o presidente a gastar todo o seu capital político e otras cositas más na tentativa de angariar apoio político para o seu governo e impedir um novo processo de impeachment. No fim do ano de 2017 já estava claro que a reforma da Previdência não teria condições políticas de ser aprovada durante o governo Temer.

Surpreendentemente os mercados financeiros não desabaram com o adiamento da reforma da Previdência. Índices de condições financeiras continuaram relativamente bem-comportados ao longo do segundo semestre de 2017 e no primeiro trimestre de 2018. Apesar disso, o crescimento foi decepcionante em 2017. O PIB apresentou expansão de 1,1% em termos reais, após dois anos de queda acentuada. No fim de 2017, a economia ainda se encontrava 6% abaixo do nível observado em 2013. E o pior, o desemprego superava 13 milhões de pessoas. A produção industrial encontrava-se ao nível de 2004, recuo de mais de 10 anos.

O ano de 2018 se inicia com grandes expectativas de aceleração do crescimento. O ministro da Fazenda esperava um crescimento entre 2,5% a 3%. Se essas expectativas se confirmassem, a taxa de desemprego poderia fechar o ano em torno de 10% da força de trabalho, gerando um saldo de 2 a 3 milhões de novos empregos. Nesse cenário róseo, o candidato à Presidência da República que encarnasse a continuidade da política econômica do governo Temer seria praticamente imbatível nas eleições de outubro.

Mas o otimismo de Henrique Meirelles mostrou-se sem fundamento. No primeiro semestre de 2018 a atividade mostrava sinais de recuperação muito lenta, embora a grande recessão tivesse oficialmente terminado no fim de 2016. A implantação do teto dos gastos pode ter até ancorado as expectativas dos agentes do mercado financeiro, contribuindo assim para a relativa estabilidade dos índices de condições financeiras; contudo, o seu cumprimento estava impondo redução sem precedentes, nos últimos 15 anos, dos gastos com investimento público.

A contração do investimento público – justamente o componente da despesa primária que possui o maior efeito multiplicador – atuou como mecanismo de desestímulo à demanda agregada, numa economia que estava operando com nível absurdamente elevado, para seus padrões históricos, de ociosidade da capacidade produtiva. A greve dos caminhoneiros, a crise econômica na Turquia e Argentina e a indefinição do quadro eleitoral contribuíram para aumentar a incerteza reinante entre agentes econômicos, que se expressou numa deterioração significativa do índice de condições financeiras ao longo do segundo semestre de 2018. Como resultado desses desdobramentos, o ritmo de recuperação da atividade econômica desacelerou e a economia deve ter fechado o ano passado com um crescimento em torno de 1%.

O quadro econômico desolador combinado com a constatação de que a corrupção na máquina pública não estava restrita ao PT levou uma ampla parcela da população a acreditar que os problemas só seriam resolvidos por um outsider da política tradicional. A maioria dos eleitores identificou em Jair Bolsonaro a pessoa que encarnava o anti-establishment.

Mas será que o governo Bolsonaro poderá atender ao desejo de mudança, ou melhor, será que o novo governo poderá recolocar o Brasil na trajetória de desenvolvimento?

Bolsonaro, influenciado pelo czar da economia, Paulo Guedes, parece acreditar que a reforma da Previdência, combinada com um programa ambicioso de privatizações, irá fazer o país sair daquilo que o próprio Guedes chamou de “armadilha de baixo crescimento”. Não é a primeira vez que se propõe uma ampla agenda de privatizações como solução para os problemas nacionais. Essa agenda foi extensamente adotada nos governos Collor e FHC.

A taxa média de crescimento no período 1990-2002 foi inferior a 2,5%, mesmo se expurgarmos os dois primeiros anos do governo Collor, quando a economia entrou em recessão devido ao “confisco das poupanças”. Também não é a primeira vez que se diz que um ajuste fiscal é fundamental para a retomada do desenvolvimento. Ajustes fiscais foram feitos em 1994-1995; 1999-2000, 2003-2004, 2011, 2015, 2016-2018. Nesses casos, apenas um deles, o período 2003-2004, foi seguido por um período de aceleração significativa e razoavelmente duradoura do crescimento.
Nesse caso, a contração fiscal se mostrou expansionista devido ao espetacular aumento das exportações de manufaturados ocorrida no período 2002-2004, decorrente da enorme desvalorização da taxa de câmbio ocorrida em 2002. Em todos os demais casos, ou não houve aceleração do crescimento, ou a aceleração foi pequena e curta ou ocorreu queda do nível de atividade econômica. Em suma, o ajuste fiscal pode ser necessário para evitar um desastre, mas não é nem de perto condição suficiente para a retomada do crescimento.

Esta requer o atendimento de duas condições. No curto prazo é necessária expansão da demanda agregada para que se possa eliminar a ociosidade na capacidade produtiva e para dar emprego digno a mais de 12 milhões de brasileiros. Essa expansão da demanda agregada não poderá vir do investimento, devido à enorme ociosidade da capacidade produtiva e nem do consumo das famílias, devido ao nível elevado de desemprego. O desequilíbrio fiscal também impede uma expansão significativa do investimento público.

A expansão da demanda agregada só pode advir de um forte crescimento das exportações, principalmente das exportações de produtos manufaturados, o que requer taxa real de câmbio estável e competitiva. No médio e longo prazos, contudo, o crescimento só será sustentável se for acompanhado por aumento da produtividade. Ao contrário do que pregam economistas liberais que acham que a produtividade é uma característica embutida nos trabalhadores por intermédio da educação, a boa teoria econômica e a experiência internacional mostram que a produtividade é uma variável cujo comportamento é regido por uma série de fatores, sendo a educação apenas um entre vários.

A produtividade é afetada pela quantidade e a diversificação do conhecimento técnico e científico que está embutido nas pessoas (capital humano), nas máquinas e equipamentos (capital físico), na capacidade das pessoas em se conectarem e assim trocar informações (capital social). Dessa forma, aquilo que uma economia produz e exporta revela a sofisticação ou complexidade das suas capacitações produtivas. A estrutura produtiva importa para o crescimento econômico.

Tendo em vista esse entendimento sobre as causas da produtividade, a retomada do desenvolvimento exige que o Brasil reinicie o processo de “catching-up” industrial e tecnológico interrompido na década de 1980. Um elemento essencial dessa retomada será a reindustrialização, ou seja, o crescimento da participação do valor adicionado da indústria no PIB e do emprego industrial no emprego total. Esse processo irá demandar uma mudança no regime macroeconômico, de forma a manter a taxa de câmbio em níveis competitivos internacionalmente, a exemplo do que foi adotado, de forma bem-sucedida, nos países do Leste Asiático; como também a adoção de uma política industrial que permita aumentar a complexidade tecnológica da pauta de exportações do Brasil. A exemplo do que é feito nos Estados Unidos, Japão, China, e países da Europa Ocidental, o desenvolvimento de um complexo industrial militar no Brasil, puxado por gastos necessários para o reaparelhamento das Forças Armadas, atualmente em grau acentuado de sucateamento, pode ser um dos eixos dessa política.

Se o governo Bolsonaro não trilhar esse caminho e insistir apenas na agenda privatização-reforma da Previdência, então a economia continuará trilhando trajetória de baixo crescimento, provavelmente em torno de 2% ao ano. Esse ritmo será insuficiente para gerar empregos na quantidade suficiente para absorver a enorme massa de desempregados, bem como os brasileiros que ingressam todos os anos no mercado de trabalho. A força de trabalho cresce atualmente 1% ao ano, o que significa que, para manter a taxa de desemprego estável ao longo do tempo, é necessário criar, pelo menos, 1 milhão de postos de trabalho por ano. Considerando crescimento da produtividade de 1% ao ano (o que destrói postos de trabalho na velocidade de 1 milhão de empregos por ano) no cenário no qual não ocorre a mudança estrutural descrita, uma taxa de crescimento de 2% ao ano irá criar postos de trabalho apenas na magnitude necessária para manter o desemprego indefinidamente acima de 10 % da força de trabalho.

Dada a pequena duração do seguro-desemprego e a baixa densidade da rede de proteção social, é pouco provável que a permanência da taxa de desemprego em patamares tão elevados por um período tão longo de tempo seja social e politicamente sustentável. Nesse cenário a desordem social poderá aumentar rapidamente. Além disso, o crescimento econômico anêmico irá agudizar a crise fiscal dos Estados, podendo, inclusive, fortalecer movimentos separatistas no Sul, haja vista que, para parte significativa da população desses Estados, a sua crise fiscal resulta do fato de que (sic) “o Sul tem que sustentar os vagabundos do Nordeste com o Bolsa Família”.

O exemplo recente da tentativa de secessão na Catalunha – resultado dos efeitos da crise econômica de 2008-2012 – mostra que o risco de movimento separatista no Brasil não pode ser subestimado. Daqui se segue, portanto, que ou o governo Bolsonaro coloca o Brasil na rota do desenvolvimento econômico – o que implica em mudança estrutural e catching-up com respeito aos países ricos – ou o clima de insatisfação social reinante culmine numa crescente desordem, podendo levar, no limite, à guerra civil."

José Luis Oreiro é professor associado do Departamento de Economia da Universidade de Brasília, Pesquisador Nível IB do CNPq

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Ford e outras notícias trágicas

Demissões podem chegar a 24 mil


Morte de Reis Velloso, Planalto tenta virar página do caso Bebianno, Caixa 2 à parte...

Morreu o estilista de origem alemã Karl Lagerfeld, diretor de criação da Chanel...

Faltou notícias das tragédias de Minas Gerais. Notícias que abalaram o mundo...

Polícia investiga desvios no Sistema S...


Estas notícias estão na capa do jornal Valor de hoje. O melhor jornal do Brasil.


"Ford opta por incentivo (fiscal) e fecha sua fábrica em SP" é a matéria principal da capa do Valor. Um bom artigo, escrito por Marli Olmos.

Com o fechamento da fábrica, 4,3 trabalhadores diretos e indiretos serão demitidos.

Os trabalhadores calculam que o fechamento da fábrica terá impacto na cadeia do setor, capaz de provocar o corte de outros 24 mil empregos.

Em Detroit, nos Estados Unidos, a companhia informou que a medida é para que as operações na região voltem à lucratividade.

O fechamento da fábrica em São Bernardo é um marco.

Inaugurada em 1967, foi palco de negociações históricas, incluindo a primeira Comissão de Fábrica do ABC e as greves memoráveis...

Como memoráveis foram os carros que saíram dali. Como o Jeep, a Rural, o Corcel e tantos outros.

Até o velho Raul Seixas está triste no Céu. Se não fosse a Ford, Raul não teria seu Corcel 73...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

FORD fechar fábrica em São Bernardo É CRIME!

Empresas montadoras desmoralizam governo

Como provocação, depois de o General Mourão ter recebido representantes dos trabalhadores em defesa do emprego na GM, a FORD, que é um símbolo do sindicalismo do ABC, avisou aos trabalhadores, fornecedores e governantes que pretende fechar a fábrica local.

Este aviso acontece um dia antes da grande manifestação contra o fim da aposentadoria pública, contra o desemprego, contra o arrocho salarial, e a redução dos benefícios sociais previdenciário.

A cada eleição, a instabilidade no Brasil aumenta. Aumentando a violência, os assaltos à mão armada e a insegurança...

Vergonha! Vergonha! Vergonha!

As empresas destroem os empregos, os produtos e a qualidade de vida.
Não foi para isto que este governo foi eleito pelo povo.

Leiam a matéria da Ford, que saiu publicada no Estadão.

Ford vai fechar fábrica em São Bernardo com 2,8 mil trabalhadores

A companhia anunciou nesta terça-feira, 19, a sua saída do mercado de caminhões na América do Sul; companhia teve prejuízo de US$ 678 milhões na região em 2018

Cleide Silva e André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo
19 Fevereiro 2019 | 16h00 Atualizado 19 Fevereiro 2019 | 16h38

A Ford anunciou nesta terça-feira, 19, a sua saída do mercado de caminhões na América do Sul e o encerramento da produção da planta de São Bernardo do Campo (SP).

A companhia disse que a medida é um dos passos para “o retorno à lucratividade sustentável de suas operações na América do Sul”. Em balanço referente ao ano passado, a Ford apresentou prejuízo de US$ 678 milhões na região.

A unidade de São Bernardo, que hoje produz caminhões e também o modelo Fiesta, será fechada ao longo de 2019. Com a medida, a Ford deixará de comercializar as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta assim que terminarem os estoques.

A empresa disse que os custos com essa decisão serão de cerca de US$ 460 milhões. Segundo estimativa do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o encerramento da fábrica da Ford em São Bernardo representa a demissão de 2,8 mil trabalhadores.

A fábrica é a mais antiga em operação da montadora no Brasil, que ocupava a quarta posição no segmento de caminhões no País, com 12% de participação em 2018, atrás de Mercedes-Benz, Volkswagen e Volvo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

BB – novo presidente dá vexame

No dia da posse, novo presidente depõe contra o BB.

Urubu, em vez de falar em aumentar a importância histórica do papel do banco na indústria, na agricultura, na distribuição do dinheiro e na ajuda à população mais, o novo presidente do BB, fala em acabar com o BB e vendê-lo à preço de banana como fizeram com o Banespa e os demais bancos estaduais.

Vergonha! Vergonha! Vergonha!

Estes governantes envergonham o Brasil internacionalmente.

Leiam a matéria do Estadão de hoje:

‘Todos ganhariam se o BB fosse privatizado’

Ao anunciar lucro de R$ 13,5 bilhões da instituição em 2018, presidente do banco ponderou que medida não está no radar do governo Bolsonaro

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo
15 Fevereiro 2019 | 04h00

“Se o BB fosse privatizado, seria mais eficiente e todos ganhariam”, disse na quinta-feira, 14, o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, ao divulgar resultados da instituição, que registrou lucro líquido de R$ 13,5 bilhões em 2018, alta de 22,2% em relação ao ano anterior. O executivo ponderou, porém, que vender o banco não está nos planos do governo de Jair Bolsonaro.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Globalização e Protecionismo

As contradições ameaçadoras

Na história, desde os povos primitivos, as pessoas disputam por espaço para sobreviver. Com mais ou com menos qualidade. Mesmo as comunidades que se adaptavam a áreas mais difíceis, de vez em quando se viam invadidas por tribos ou comunidades vizinhas. Quem ganhasse mantinha o território...

Com o Brasil não foi diferente. Área conquistada por Portugal, mas, por tabela, fazendo parte da "aliança" com o Império inglês, este continente sobreviveu a muitas guerras e conseguiu manter seu território e sua língua. Manteve também a religião. O Brasil sempre fez papel de provedor e de economia complementar. Este aspecto defensivo talvez tenha ajudado a manter a unidade que sobrevive até hoje.

A primeira guerra mundial mudou muito o mapa da Terra. As monarquias diminuíram e surgiu a força da mão de obra feminina com a conquista do voto e do direito de liberdade. O mundo mudou muito com a introdução do automóvel e do avião... O tempo foi diminuindo as distâncias entre os continentes. O Brasil viveu uma grande industrialização, começando um grande movimento de urbanização.

Mas a grande transformação do mundo se deu efetivamente com s segunda guerra mundial. A Terra deixou de ter áreas desconhecidas. Tudo era sabido e fotografado... e, na maioria das vezes, ocupado.

O Brasil aceitou passivamente ser parte do Império Americano. O quê, economicamente trouxe vários benefícios. Já que o bloco soviético, na economia ficou para trás na competitividade internacional.

Com o fim do bloco soviético, parcela significativa de brasileiros acreditou que era o momento histórico de o Brasil construir sua autonomia. Daí surgindo um forte movimento de integração entre a economia e a construção de um Estado democrático, constitucional e com liberdade de imprensa. A melhor lembrança deste desejo vem dos governos Juscelino e Lula.

Internacionalmente, o quê parecia ser a salvação econômica do Brasil, por tabela levou os setores conservadores internos e externos a reagirem ao crescimento da influência da China. A mesma China que foi ajudada pelos Estados Unidos para fazer frente à Rússia, foi levando a economia americana a perder competitividade internacional e ameaçando a hegemonia dos Estados Unidos. A reação foi crescendo, até se transformar em intervenção, em golpe de Estado e em um país subordinado, aparentemente de livre e espontânea vontade.

O uso abusivo do aparelho do Estado e dos mecanismos privados, como a imprensa e a intimidação corporativa levaram também ao enfraquecimento momentâneo dos movimentos de esquerda. Para isto, o uso das Igrejas Pentecostais foi apoiado com todos os recursos necessários. O Brasil finalmente deixou de eleger um católico e elegeu um pentecostal do "Vale Tudo", que montou um governo controlado por generais e por corporações patronais.

A classe média, angustiada, desempregada e com recursos financeiros apertados, espera para ver o quê vai acontecer. Os pobres, também mais empobrecidos, também esperam. Até quando? Ironicamente, para os mais intelectualizados, a esperança é a eleição presidencial americana. Trump precisa perder. Assim o mundo se acalmará. E se Trump ganhar novamente? O mundo continuará indo ao encontro da terceira guerra mundial...

Hoje, todo mundo tem celular e usa transporte rápido. Mas a segurança é cada vez menor.

A globalização volta a estimular o protecionismo,
que volta a investir em guerras que nunca saberemos como acabarão.
E aí pode ser tarde demais para todos.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Fernão Bracher: Um brasileiro arrojado morreu

Foi do Banco da Bahia, do Bradesco, do Banco Central e do Itaú

A história de Fernão Bracher faz parte da História do Sistema Financeiro brasileiro. Bracher era como Pedro Conde, do BCN, faziam parte da dos empreendedores que cresciam acompanhando o crescimento do Brasil. Eram mais de 300 bancos, que viraram 130 e hoje em dia o mercado financeiro de varejo nacional está controlado por apenas quatro bancos,Itaú, Bradesco, Santander e governo (BB, CEF e BNB, BASA, BNDES).

O Estadão publicou uma boa retrospectiva do banqueiro. Faltou uma boa comparação com a evolução da economia e do Brasil como Estado moderno. Ou quase moderno...

Vejam a íntegra da matéria do Estadão:


Fernão Bracher morre em SP

Além de fundar o banco de investimento, vendido ao Itaú em 2002 por R$ 3 bilhões, Bracher também foi vice-presidente do Bradesco

O Estado de S.Paulo 11 Fevereiro 2019 | 16h24 Atualizado 11 Fevereiro 2019 | 21h56

O banqueiro Fernão Botelho Bracher morreu, na manhã desta segunda-feira, 11, no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ex-presidente do Banco Central e um dos idealizadores do Plano Cruzado, no governo José Sarney, Bracher, que tinha 83 anos, sofreu complicações decorrentes de uma queda. O banqueiro deixa cinco filhos: Candido – atual presidente do Itaú Unibanco –, Beatriz, Eduardo, Elisa e Carlos, além de 15 netos e três bisnetos.

Formado em direito pela Faculdade São Francisco (USP), em 1957, mudou-se em seguida, com sua mulher, a historiadora e psicanalista Sonia Sawaya, para a Alemanha para prosseguir estudos nas faculdades de Freiburg e Heidelberg. Voltou dois anos depois para ser sócio de um dos maiores escritórios do País, o Pinheiro Neto. Em 1961 deixou para trás a carreira de advogado para trilhar sua carreira como executivo de banco.

Foi convidado para ser assistente de diretoria no Banco da Bahia, sendo promovido a diretor da instituição para o setor sul e depois a coordenador da área externa. Em 1973, quando o banco foi incorporado pelo Bradesco, ficou mais um ano na instituição financeira a convite do maior acionista do Bradesco, o banqueiro Amador Aguiar.

Antes de criar o maior banco de investimento do Brasil em 1988, Bracher teve duas importantes passagens pelo governo: foi diretor de câmbio do Banco Central entre 1974 e 1979. Em 1985, foi convidado pelo então presidente José Sarney para presidir o BC em um dos momentos mais turbulentos da economia brasileira: o período da hiperinflação.

Deixou o Banco Central em 1987 – nove dias antes de o País decretar a moratória. Foi a última passagem pelo governo de Bracher, antes de se tornar dono de um dos maiores bancos de investimentos do País. Um ano depois de sair do governo, uniu ao economista André Lara Resende para fundar o BBA em parceria com a instituição financeira Creditanstalt, um dos bancos mais antigos da Áustria.

O BBA virou referência nacional e protagonizou importantes operações de fusões e aquisições do País. No fim de 2002, o BBA foi incorporado pelo Itaú por R$ 3,3 bilhões, criando o Itaú BBA.

Entre abril de 1997 a abril de 1996, Fernão Botelho Bracher foi membro do Conselho Consultivo do Grupo Estado.

O banqueiro recebeu diversas homenagens. Em nota, o BC foi lamentou a morte de Bracher: “Em 11 de janeiro passado, (Bracher) nos honrou e emocionou com sua participação no evento História Contada do BC, no qual relatou sua contribuição nas áreas de desregulamentação do mercado de câmbio, no combate à inflação e na renegociação da dívida externa”, afirmou o BC.

“Fernão Bracher prestou inestimáveis serviços ao Brasil, tanto no Banco Central, quanto nas suas várias atividades no setor privado.”

Um banqueiro de atuação pública

O Brasil quebrou mais uma vez, oficialmente, em 20 de fevereiro de 1987, quando o presidente José Sarney anunciou a suspensão de pagamento dos juros da dívida externa. Nove dias antes o presidente do Banco Central (BC), Fernão Bracher, havia pedido demissão.

“Saí porque queria aumentar os juros e não me deixaram”, explicou anos depois, distante do setor público e bem conhecido como um banqueiro de sucesso. Elevar os juros em fevereiro de 1987 era apenas uma das medidas de bom senso recomendadas para um país como o Brasil, cheio de distorções, com a moeda supervalorizada e as contas externas em frangalhos.

Ao tentar um aperto da política monetária o presidente do BC reagiu, simplesmente, ao fracasso do Plano Cruzado II, implantado no fim do ano anterior. A insistência do chefe de governo em manter a fantasia do controle de preços e de salários, juntamente com uma taxa de câmbio irrealista, conduziria o País a uma nova moratória.

Outra quebra havia ocorrido cinco anos antes, quando uma enorme crise cambial se espalhou por dezenas de países, a partir da moratória do México. O governo brasileiro havia recorrido ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Nem tudo se consertou. Pelo menos as contas externas melhoraram, mas por pouco tempo. A lição havia sido esquecida pelos estrategistas do primeiro governo civil.

Bracher presidiu o BC entre 28 de agosto de 1985 e 11 de fevereiro de 1987, quando Dilson Funaro chefiava o Ministério da Fazenda e conduzia as tentativas de liquidar a inflação com intervenção em preços e salários, mas sem dar a atenção necessária aos problemas fiscais, monetários e cambiais.

O presidente do BC havia passado pela instituição entre 1974 e 1979, como diretor da área externa. Conhecia bem os problemas cambiais, quando assumiu a chefia da política monetária em 1985, mas só poderia usar plenamente seu conhecimento se confrontasse a política econômica. Em 1985 Bracher participou da reunião anual do FMI em Seul, na Coreia, e destacou-se como um defensor da política brasileira como responsável e digna de confiança. Cumpriu seu papel, mas foi incapaz de evitar o retorno do País ao Fundo, menos de dois anos depois.

Fernão Bracher foi mais conhecido, no último quarto de século, como banqueiro de sucesso. Em 1988, fundou o BBA, banco de investimentos, em associação com o austríaco Creditanstalt. Com a absorção pelo Itaú, 14 anos depois, criou-se o Itaú BBA. Candido Botelho Bracher, filho de Fernão, hoje preside o Itaú Unibanco. /Rolf Kuntz

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

GM impõe derrotas com truculência

Intervenção patronal nos direitos dos trabalhadores

A presidenta mundial da GM ameaçou fechar as fábricas existentes no Brasil e na Argentina.

Rapidamente a valentia do governador de São Pulo e dos prefeitos onde tem unidades da empresa, prontificaram-se a ceder subsídios em troca de ficar no Brasil.

Os sindicalistas se mobilizaram e convocaram assembleias com os boletins de seus respectivos sindicatos.

A GM contra-atacou de forma mais violenta ainda, mandando seu profissional de RH fazer "assembleia no restaurante" da fábrica de São José dos Campos. O gerente de RH, como bom preposto da empresa, ameaçou a todos dizendo que era tudo ou nada. Ou os trabalhadores votavam a favor da empresa, isto é, aceitavam as condições impostas pela empresa para continua na cidade, ou todos estariam perdidos...

O sindicato dos empregados até que lutou, negociou, procurou aliados e autoridades, mas não conseguiu evitar a votação esmagadora dos empregados da GM. A quase totalidade dos empregados presentes votou aceitando a proposta imposta pela GM...

Redução de salários, redução do piso entre outras coisas...

E o boletim sindical da empresa conclui mentindo aos trabalhadores e à sociedade, quando afirma que

"caso as propostas acima citadas, sejam integralmente aprovadas em assembleia dos trabalhadores, a empresa assegurará, o item adicional: - viabilização do novo projeto para unidade de São José dos Campos".

A GM está impondo condições a vários setores da sociedade, não apenas aos funcionários. Este item sozinho não garante a continuidade da fábrica em São José dos Campos, no Vale da Paraíba, estado de São Paulo.

Somos solidários aos trabalhadores e seus familiares, que foram obrigados a aceitar imposições criminosas como condição para manter empregos.

Este governo neoliberal e entreguista que começou com os golpistas com Temer, continua aumentando o desemprego, o arrocho salarial e as reformas destruidoras dos direitos dos trabalhadores.

Nossa solidariedade ao sindicato dos metalúrgicos da GM. A verdade é libertadora e fortalece a capacidade de resistência dos trabalhadores contra os abusos e a violência patronal.

Chega de chantagem da GM!

Todos unidos na assembleia geral do dia 20 de fevereiro contra o desemprego e as reformas.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Aposentadorias: O povo brasileiro é masoquista?

O governo atual vai cometer mais um assassinato das APOSENTADORIAS


O povo elege pessoas que depois faz o contrário do prometido. E o povo continua votando nestes enganadores...

Esta relação de "me engana que eu gosto", tem levado o Brasil a ter uma democracia muito frágil e fácil de ser manipulada.

O povo reclama que "os políticos são corruptos" mas, nas eleições, as pessoas votam motivadas na maioria destes mesmos políticos.

Quanto pior for para os pobres, a proposta reforma da previdência do governo, mais os banqueiros comemorarão e se sentirão agradecidos pelo apoio que deram na campanha eleitoral.

Ainda ontem à tarde os banqueiros estavam comemorando, por considerarem a proposta tornada pública como DURA. E ainda comentaram que "Tem muito mais aí do que se esperava inicialmente." comenta o Estadão de hoje.

O Brasil demorou um século para construir um sistema previdenciário que vinha se adequando a cada década, e agora este sistema está sendo destruído pelos governos Temer-Bolsonaro.

O povo precisará reagir com mobilizações nas ruas e em Brasília. Com estas propostas malucas do governo, o povo ficará mais pobre, com menos escolaridade, mais doenças, menos dinheiro para comprar remédios e o Brasil perderá competitividade internacional.

É o Brasil andando para trás...

Faça as contas e comprove. Leia os jornais com atenção: Idade mínima de 65 anos para homem e mulher. Os pobres não vão se aposentar e dependerão da ajuda dos filhos ou das instituições de caridade.