sexta-feira, 12 de julho de 2019

BRF e Marfrig: Quem errou????

Naufraga a tentativa de fusão entre BRF e Marfrig

Valor - Luiz Henrique Mendes - 12/07/2019

A fusão entre BRF e Marfrig naufragou. Menos de dois meses após as empresas anunciarem um acordo para negociar uma combinação que criaria uma gigante de carnes com faturamento anual de R$ 80 bilhões, as empresas encerraram as conversas. Divergências em torno da governança corporativa travaram a continuidade das tratativas.

Conforme o Valor apurou, a influência que o empresário Marcos Molina, fundador e principal acionista da Marfrig, pretendia ter na empresa resultante da fusão não foi bem aceita. Desde que as negociações foram anunciadas, em maio, essa era uma das grandes dúvidas no mercado. Fontes que conhecem o empresário sempre demonstraram ceticismo com a possibilidade de Molina ficar com apenas 5,5% do capital da nova empresa, sem poder para definir os rumos do negócio. Na Marfrig, ele detém cerca de 35% das ações e é, na prática, quem dá as cartas. Pelo modelo anunciado em maio pelas duas empresas, os acionistas da BRF teriam 85% da nova companhia, ao passo que os da Marfrig ficariam com os 15% restantes.

O anúncio de que a fusão foi frustrada veio antes do esperado, mas evitará que a BRF tenha gastos adicionais com as auditorias. Em maio, quando anunciaram o acordo de exclusividade para avaliar a fusão, as duas empresas informaram que as negociações ocorreriam por 90 dias, prorrogáveis por mais 30 dias. As conversas poderiam ir até setembro.

Na BRF, a proposta de fusão encontrava resistência em importantes acionistas, como os fundos de pensão Petros e Previ - que, juntos, têm cerca de 20% do capital. No conselho de administração, a fusão também não era unanimidade. Parte do colegiado não via lógica no movimento de produzir carne bovina, segmento de margens mais baixas que as dos negócios de alimentos processados. Uma vertente, no entanto, parecia se inspirar na JBS, que produz todas as proteínas (aves, suínos e bovinos) em diversas regiões do mundo.

À Comissão de Valores Mobiliários (CVM), BRF e Marfrig informaram que, apesar de não terem chegado a um acordo para a governança da nova companhia, as relações contratuais entre ambas continuarão normais. A principal delas é um contrato de fornecimento de hambúrguer firmado em dezembro, quando a empresa da Marcos Molina comprou a fábrica de hambúrguer de Várzea Grande (MT), por R$ 100 milhões. Ao fechar o negócio, a Marfrig passou a produzir o hambúrguer para as marcas Sadia e Perdigão, líderes nesse mercado.

Ao encerrarem as conversas, BRF e Marfrig terão que trabalhar um discurso palatável aos investidores. De certa forma, as negociações para a fusão representaram um ruído na comunicação de ambas. Na BRF, o agora presidente do conselho de administração, Pedro Parente, e o CEO Lorival Luz vinham dizendo que não haveria golpe de mágica no processo de reestruturação da empresa, ainda muito endividada.

Quando comunicaram a possível fusão, porém, muitos analistas interpretaram como um movimento para que a BRF cumprisse as metas de redução do índice de alavancagem - a Marfrig é menos endividada. No caso da Marfrig, as conversas para a fusão acenderam o alerta em muitos investidores sobre a instabilidade estratégica da companhia - que, depois de muitos anos queimando caixa, parecia ter iniciado no ano passado uma nova era, com a venda da Keystone Foods, forte em frango, e a compra da National Beef, quarto maior produtor frigorífico dos EUA. O discurso era de "simplicidade" nas operações, com foco em carne bovina.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Brasil derrota Argentina no futebol

Messi detona o VAR e a arbitragem

JESUS decide com gol e apoio maravilhosos

Tite agrade a Nossa Senhora a graça alcançada

Mineiros viram Bolsonaro aproveitar-se da vitória dos meninos

Daniel Alves foi o grande garantidor da vitória

Toda equipe está de parabéns!

O campeão voltou!

Nossa solidariedade para com os Hermanos.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Brasil: Terra de Cego?

A barbárie cresce e aparece...

Os loucos, fascistas, conservadores, evangélicos, parentes de amigos e colegas, enfim, também alguns de nossos parentes que foram às ruas a favor do juiz louco e manipulador, também estão angustiados em relação à Reforma da Previdência.

Quanto mais se conhece, mais se convence de que o governo e seus apoiadores estão mentindo.

É impossível agradar a Deus e aos milionários que querem se apropriar dos parcos recursos dos pobres trabalhadores...

O pior é que encontramos um monte de jornalistas mentindo;

Um monte de advogados, mentindo;

Um monte de economistas, mentindo;

Um monte de juízes e promotores, mentindo.

Ao meso tempo, quando perguntamos quando deve se dar a votação,
eles respondem que não sabem, mentindo.

Uma boa parcela de evangélicos apoia o governo e a reforma da previdência que acaba com os direitos dos trabalhadores pobres receberem aposentadoria.

No Brasil, quem tem olho é rei...

sexta-feira, 28 de junho de 2019

O Brasil é só vexame?

A aprendizagem democrática da muito trabalho

É como criar filhos...

O Brasil unificou-se para restabelecer a democracia representativa. Foi só alegria no primeiro momento...

Depois vieram as crises econômicas, e seus desdobramentos foram contaminando a democracia e as pessoas foram ficando irritadas e descrentes com a democracia.

Os políticos se corromperam, o sistema eleitoral facilita que os congressistas legislem em causa própria...

O judiciário passou a substituir o legislativo, e ambos passaram a exigir do executivo que governasse conforme os interesses dos congressistas e não conforme os interesses do povo e do Brasil.

A imprensa, que já apoiou golpes como o de 1964, voltou a defender golpes civis, formando uma Frente Ampla, conservadora e subordinada aos Estados Unidos.

Os movimentos sociais, sindicais e populares, aglutinados nos partidos de esquerda, perderam a batalha econômica e assim ficou fácil mais uma vez derrubar um governo popular e democrático.

Até a seleção brasileira de futebol resolveu dar VEXAME. Mesmo jogando no Brasil...

Para desmoralizar ainda mais, os seguranças da presidência apareceram transportando 39 quilos de COCAÍNA. Enlouqueceram????

Internacionalmente o Brasil está ficando conhecido como o país do VEXAME.

Que vexame!

terça-feira, 25 de junho de 2019

O Brasil precisa de nova ruptura

Os poderes perderam o respeito

Por interesses políticos, por corporativismos aristocráticos, por falta de legitimidade, por falta de seriedade e tantas outras faltas...

Os brasileiros querem contribuir para moralizar o Brasil,
mas os representantes das instituições emperram.


O judiciário tentou apoderar-se da verdade e da moralidade, tentou esconder que tinha partido e tinha posição pré-definida, mas, aos poucos a verdadeira verdade foi aparecendo e até os povo simples que fica refém da TV já entendeu que o processo Lava Jato foi premeditado e é parcial. Mesmo assim a imprensa ainda tenta salvar a imagem dos golpistas, inclusive a própria imprensa.

Enquanto os brasileiros não se unificam para passar um pente fino em todos os poderes, os podres poderes tentam se garantir, mesmo que destruam o Brasil, acabem com sua soberania e acabem com suas empresas...

Enquanto o desemprego cresce assustadoramente, os políticos continuam aprovando leis que protegem os patrões e prejudicam o povo. Os políticos estão aprovando leis que retribuem os apoios políticos e financeiros que os empresários deram para suas campanhas.

De forma confusa, o povo ainda está convencido que:


- é preciso continuar combatendo a corrupção - mas toda e qualquer corrupção;

- é preciso continuar combatendo a ignorância e a má qualidade do ensino;

- é preciso exigir carta-compromisso de transparência e equidade da imprensa;

- é preciso exigir que o judiciário, em vez de fazer leis, as respeitem;

- é preciso garantir que o legislativo, em vez de ficar enrolando, ajude a governar;

- é preciso garantir que os executivos, ajam com transparência, honestidade e competência;

- também é preciso exigir que as Igrejas cuidem mais das "ovelhas do senhor", do que de dinheiro;

- e mais do que tudo, é preciso combater a violência. Seja ela de ladrões e assassinos ou de policiais.


Ou acontecem as mudanças acima, de livre e espontânea vontade, de forma coletiva e respeitosa, ou novas rupturas terão que acontecer, mesmo sacrificando vidas e instituições.

O povo deve estar em primeiro lugar.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Bancários de SP prestam conta para a categoria

Diretoria apresenta o melhor Relatório Analítico do Brasil

No próximo dia 25 de junho, terça-feira, no salão azul no prédio Martinelli, teremos a Assembléia de Prestação de Contas referente ao ao exercício findo em 31 de dezembro de 2018.

O período de 2018 entrou para a história como um ano de lutas e conquistas.


Mesmo o Brasil vivendo sob o controle golpista nas instituições, mesmo o governo golpista fazendo o maior ataque ao sindicalismo e à democracia desde 1934, quando Getúlio Vargas instituiu a ditadura sob seu controle... Desde o governo conservador e privatista de FHC, os trabalhadores estão sendo atacados e as privatizações servem para entregar nossas riquezas aos empresários nacionais e internacionais.

Os balanços e as informações detalhadas estão publicados numa edição especial da Folha Bancária, com quatro páginas exclusivas sobre os dados contábeis e administrativos.

Ivone (presidente), Rosanie (financeira) e todos os dirigentes e funcionários estão de parabéns.


Passada a Assembleia do dia 25, terça-feira, na mesma semana, no dia 27, quinta-feira, teremos mais uma grande assembleia para debater as teses analisando à conjuntura nacional e internacional, analisando o sistema financeiro e as nossas perspectivas.

Pode registrar na sua agenda:

Próxima semana, dia 25, terça-feira, assembléia de prestação de contas;

quinta-feira, dia 27, assembleia para debater conjuntura e eleger delegados ao congressos nacional e estadual da CUT.

DEMOCRACIA SE APRENDE PRATICANDO.


quarta-feira, 19 de junho de 2019

O Brasil dilacerado

A urgência de entender o Brasil

"Estava convencida de que o que, às vezes, parece muito íntimo, é também político.
Agora, é o inverso, o político é que é íntimo.

Perder um ente querido pode ser muito triste, DILACERANTE
,
mas estamos na iminência de perder a nação,
e aí a dor é infinita.

Estou lutando pela minha, pela nossa identidade."

Estas belas palavras acima são da cineasta Petra Costa, e estão no artigo do crítico de cinema Luiz Carlos Merten, no Estadão de hoje. Assim vocês entendem o porquê de eu manter assinaturas de jornais conservadores e golpistas... Os cadernos de cultura continuam bons.

O artigo fala sobre o lançamento do filme "Democracia em Vertigem"
, de Petra Costa. Um filme Netflix disponível a partir de hoje. Fui conferir e confirmei que já está disponível para assinantes da Netflix.

Petra já dirigiu filmes marcantes como "Elena" e "O Olmo e a Gaivota", mas, para nós, além de cineasta, Petra, é a filha de Marília Andrade, nossa amiga de muitos anos, dona da Juruês, editora da Gazeta de Pinheiros e dona da gráfica onde a gente rodava (imprimia)a Folha Bancária.

Uma vez, quando passava pela sala de casa, ouvi uma voz na TV que eu conhecia... era a voz de Marília ou de Petra, não lembro, mas parei para assistir e fiquei impressionado com o filme.

Outra vez, fui numa reunião no Instituto Lula e lá fui apresentado a uma menina de nome Petra. Quando falei que era amigo de sua mãe ela riu e disse que realmente a mãe era muito conhecida pelos mais velhos... Contei da viagem à França e ela voltou a dar um sorriso.

Hoje, ao dar uma folheada no Estadão para ver os artigos sobre o jogo Brasil e Venezuela, achei na última página do jornal e do Caderno2, o belo artigo de Merten sobre o novo filme de Petra.

Petra nos dá uma bela contribuição para a gente tentar entender e interagir com o que está acontecendo com o Brasil e com as pessoas.

Vocês já repararam quanta gente está doente, dilaceradas, sofridas e sem respostas???

Em diferentes países países, Petra ouviu gente lhe dizer que não havia feito um filme só sobre o Brasil,e que o filme dela captava um momento crítico da história do mundo, ajudava a entender os EUA sob Trump, a direitização de vários países da Europa. (Palavras de Petra e de Merten).

Daí a urgência de entender o Brasil...




segunda-feira, 17 de junho de 2019

EGITO MATA EX-PRESIDENTE NA CADEIA

Terrorismo de Estado usa judiciário para matar e prender

IGUAL AO BRASIL
e outros países que tiveram golpe de Estado

O Ocidente faz mais uma vítima!
Os governos ocidentais que invadiram os países do Oriente Médio, provocando guerras, mortes de civis e desestruturações dos governos, conseguiu mais uma vitima.

A vitima desta vez é o ex-presidente democraticamente eleito no Egito, Mohamed Mursi, que foi derrubado do governo, preso, condenados por processos pífios apresentados pelos militares e agora mataram-no.

Quero ver o que a Folha de São Paulo vai dizer. Vai negar o assassinato?

O próximo pode ser Lula!

Leiam a íntegra da matéria da UOL, de autoria da AFP e Reuters....


Ex-presidente do Egito passa mal e morre durante audiência em tribunal

Mohamed Mursi foi 1º líder democraticamente eleito do país e acabou derrubado pelos militares

17.jun.2019 às 13h21Atualizado: 17.jun.2019 às 16h54
SÃO PAULO E CAIRO | AFP E REUTERS

O ex-presidente egípcio Mohamed Mursi morreu nesta segunda-feira (17) durante uma audiência em um tribunal no Cairo, informou a televisão estatal do país.
Mursi, 67, teria se sentindo mal ao final da sessão. Ele começou a ficar sem ar e, pouco depois, acabou morrendo, afirmou a imprensa local. Ainda não há um anúncio oficial do que ocorreu.
De acordo com um promotor, Mursi falou ao juiz durante 20 minutos e, em seguida, desmaiou dentro da jaula colocada dentro da corte. Foi levado rapidamente ao hospital, onde morreu mais tarde. Ainda segundo este promotor, a autópsia não mostrou sinais de ferimentos recentes no corpo do ex-presidente.
A Irmandade Muçulmana, grupo do qual Mursi fazia parte, chamou o caso de "um claro assassinato" e pediu a seus apoiadores que realizem atos de protestos no Egito e em frente as embaixadas do país espalhadas pelo mundo.
Já a Anistia Internacional pediu que a morte do ex-presidente seja investigada.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, aliado do ex-mandatário egípcio, fez uma homenagem a Mursi, chamando-o de "mártir".
Primeiro e único presidente democraticamente eleito do Egito, ele chegou ao poder em junho de 2012, na esteira da Primavera Árabe, que derrubou o ditador Hosni Mubarak. Mursi também foi o primeiro civil a comandar o país de maneira não-interina.
A vitória por meios democráticos marcou uma mudança radical na história do país, cuja escolha de líderes, desde o fim da monarquia, em 1952, era baseada no apoio de militares.
Líder da Irmandade Muçulmana no país, Mursi prometeu uma agenda islâmica moderada que colocaria o Egito em uma nova era democrática, na qual a autocracia seria substituída por um governo transparente, com respeito por direitos humanos e que traria de volta a riqueza de um poderoso país árabe em declínio.
Ele acabou sendo derrubado um ano depois, em julho de 2013, por um golpe militar, em meio a uma série de protestos contra seu governo. O novo regime logo prendeu o ex-presidente, baniu a Irmandade Muçulmana e deteve uma série de intelectuais e políticos adversários.
Mursi atualmente cumpria pena de 20 anos pela morte de manifestantes durante os protestos em 2012 e de prisão perpétua por espionagem em um caso relacionado ao Catar —ele negava todas as acusações.
O ex-presidente ainda era julgado por outras acusações, incluindo uma por espionagem por contatos suspeitos com o grupo palestino Hamas, que tinha fortes laços com a Irmandade Muçulmana —a audiência desta segunda era sobre este caso.
Fontes da área de segurança afirmam que o ministério do Interior declarou na segunda-feira estado de alerta na província de Sharqiya, no delta do Nilo, terra natal de Mursi, onde o corpo é esperado para a realização do funeral.
A Irmandade Muçulmana convocou seus membros a comparecerem ao local para acompanhar o funeral e para fazerem um ato de apoio ao ex-presidente.
O advogado de Mursi, Abdel-Menem Abdel-Maqsood, declarou à agência de notícias Reuters que o estado de saúde do ex-presidente na prisão era precário. "Nós fizemos diversos pedidos para tratamento, algumas foram aceitas, outras não."

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Um jornalista de uma geração

Quem viveu sob a ditadura militar teve lado

Muitos estudantes foram de esquerda, poucos foram de direita assumida e a maioria apenas usufruía do "milagre brasileiro", independente de seus mortos, torturados e censurados. Muitos que foram de esquerda, viraram conservadores e muitos que foram conservadores, viraram "democratas" aliados dos conservadores.

Clovis Rossi e muitos outros passaram por muitas destas opções...

Este depoimento de Patricia Campos de Mello é um dos casos positivos do papel de um bom modelo para os jovens e para o Brasil. Juca Kfouri também fez uma boa síntese, como Ricardo Kotscho deve ter escrito algo sob as lágrimas... Até Lula deve ter chorado ao saber da morte de Clovis Rossi.

Rossi, era mais do que um jornalista, era um modelo de vida e de relação política com a vida. Leiam o belo depoimento de Patrícia...

Mais do que o jornalista,
quero me tornar a pessoa Clóvis Rossi


Todo estudante de jornalismo quer ser como ele quando crescer, e comigo não era diferente

14.jun.2019 às 11h49 – Folha - Patrícia Campos Mello

Todo estudante de jornalismo quer ser o Clóvis Rossi quando crescer. Eu não era diferente.
Quando soube que dividiria minha primeira cobertura com o Rossi —ele pela Folha, eu pelo Estadão, na época em que eu era correspondente em Washington— fiquei em pânico.

Primeiro, porque ia conhecer o mito Clóvis Rossi. Segundo, porque estava morrendo de medo de levar um furo.
Era setembro de 2009, em Pittsburgh, nos EUA, e começava a primeira reunião de cúpula do G20, o grupo das maiores economias do mundo criado após a crise financeira de 2008.

Centenas de jornalistas do mundo todo se acotovelavam na sala de imprensa e tentavam pescar algo nas entrevistas coletivas, mas sabíamos que as verdadeiras notícias só sairiam dos bastidores —e isso, só o Rossi ia conseguir fazer.

Vi o Rossi falando com uma fonte importante. Cheguei perto, neurótica, com medo de levar um furo — jargão jornalístico usado quando o concorrente publica uma informação importante antes de você.

A fonte estava bem mal-humorada comigo, porque eu havia acabado de escrever uma reportagem de que ele não havia gostado. A fonte foi bem ríspida —“Com essa aí eu não falo”.

O Clóvis Rossi nem me conhecia. Eu era uma fedelha do jornal concorrente que tinha chegado junto no meio da conversa dele. O que ele fez?
“Essa aí é uma jornalista que deve ser respeitada”, disse o Rossi. Ele não estava preocupado se iria de indispor com a fonte dele, perder acesso a informações.

Ele me defendeu, e nem me conhecia. E eu era a fedelha do jornal concorrente.

Foi naquele momento que me dei conta de que eu não queria ser apenas a jornalista Clóvis Rossi quando crescesse.

Eu queria ser a pessoa Clóvis Rossi quando crescesse.

Já passei dos 40, e ainda estou muito longe disso. Mas vou continuar tentando. É o mínimo que eu devo a ele, depois de tanto que ele me ensinou e me ajudou.


terça-feira, 11 de junho de 2019

O Judiciário desacreditado

Diálogos de Moro constrangem Lava-Jato e evidencia ilegalidades

O Rei está nu!

Por mais que os conservadores, a direita raivosa e os golpistas tenham comemorado o impeachment e as prisões de políticos, principalmente os do PT, a verdade vai aparecendo e desmoralizando ainda mais o judiciário brasileiro. O mundo inteiro comentou as ilegalidades de Moro e de procuradores.

Espero que também apareçam as impressões digitais do PSDB, o partido que mais se beneficiou com estas perseguições e ilegalidades da lava-jato. Rapidamente FHC apareceu dando entrevistas dizendo que não era nada grave...


Enquanto os podres do judiciário vão aparecendo, a economia continua em recessão, o desemprego aumenta, o custo de vida dispara, as reformas apresentadas pelo governo ao congresso nacional são sempre contra o povo e beneficiam os empresários, principalmente as empresas multinacionais.

Estão destruindo o Brasil, nossas riquezas e nossa dignidade.

É preciso que haja um basta a esta tragédia que caiu sobre o Brasil.

Unidos somos fortes, juntos podemos mudar o Brasil.

domingo, 9 de junho de 2019

Negocia-se antes ou depois da greve?

Negociar de verdade ou de mentira?

Será que este governo pretende negociar com seriedade?

Os conservadores, golpistas e interessados em ganhar dinheiro tirando direitos dos trabalhadores dizem que o governo deve estar à seus serviços e que o governo não deve negociar com as centrais sindicais nem com a oposição, pois, estes foram derrotados nas urnas.

As centrais sindicais acham que devem pressionar para que haja negociação séria ante tantas coisas que estão se propondo tirar dos trabalhadores. Este governo caracteriza-se amplamente como um governo à serviços dos patrões e dos Estados Unidos. Portanto, qualquer negociação será difícil, porém muito necessária.

Como a oposição partidária se comporta, não consigo dimensionar por falta de acompanhamento. Mas, presumo que também os partidos da oposição querem negociar com seriedade e transparência. Afinal, eles representam metade do eleitorado brasileiro e tem legitimidade para representar a parcela mais consciente do povo brasileiro.

Está evidente que estamos diante de uma grande frente conservadora que quer reduzir os direitos dos pobres e dos trabalhadores em geral.

Só o povo tomando consciência de quanto está sendo prejudicado pelo governo, terá força para se contrapor a tantos abusos.

A evidências de que parcela do povo, estimulada pela imprensa, considera que somos radicais e que não aceitamos negociar nada, o que não é verdade quanto a negociar ou não.

Devemos compor uma grande negociação nacional que tenha como principais negociadores os deputados e senadores mais os representantes dos trabalhadores através dos sindicatos, centrais sindicais e movimentos populares.

O povo não é bucha de canhão para ser queimado vivo com a perda de seus direitos.

O Brasil terá no próximo dia 14 uma das maiores greves da sua história. Vejam as orientações nas suas entidades sociais e na imprensa. Salário não cai do Céu.

Vamos à luta!


Greve geral no dia 14 de junho.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Democracia: Todo poder emana do povo!

O Judiciário NÃO está acima do povo

Com o Brasil e o mundo em crise, é necessário atualizar o papel das instituições. O modelo usado no mundo depois da Revolução Francesa são os três poderes - executivo, legislativo e judiciário.

No Brasil, o Judiciário vem se sobrepondo aos demais poderes. No entanto, o ex-ministro, ex-deputado federal e economista brilhante, DELFIN NETO, publicou no jornal Folha do dia 05, quarta-feira, um artigo muito interessante sobre "A IMPORTÃNCIA DO STF".

Vejam a íntegra a seguir:

A importância do STF

Só as decisões do colegiado podem proporcionar garantia jurídica estável

5.jun.2019 às 2h00 Folha

Creio ser possível afirmar que economistas de diferentes concepções ideológicas, mas que as submetem às restrições físicas (implícitas na contabilidade nacional), aos resultados das pesquisas empíricas e reconhecem que demografia é destino, pelo menos num prazo de 30 anos, chegaram a um razoável consenso.

Diante da aceleração da queda persistente da produtividade do trabalho verificada nos últimos 30 anos, eles concluíram que a sociedade brasileira precisa incorporar a urgência de algumas reformas substantivas. Todas são necessárias, mas só a sua combinação será suficiente para a volta a uma economia normal. São elas:

1ª) a reforma da Previdência;

2ª) uma reforma inteligente e radical que melhore a qualidade e a eficiência dos sistemas de saúde e educação e os prepare para o mundo digital numa perspectiva de 25 anos;

3ª) a tributária, que eliminará as imensas distorções existentes e reduzirá a sobrevivência das pequenas empresas com baixa produtividade;

4ª) a financeira, que aumentará a concorrência no setor, além de criar condições para o financiamento de longo prazo do nosso sistema produtivo;

5ª) a do comércio exterior, com a reforma das tarifas efetivas e a redução nos custos de transação criados por uma legislação de 40 anos atrás, para integrar ao mundo nossas cadeias produtivas;

6ª) e a das agências controladoras das parcerias público-privadas e das concessões de infraestrutura, para dar a garantia ao investimento privado que substituirá o público.
Por sua importância decisiva para a volta do investimento, menciono por último — exatamente porque deve ser a primeira das reformas— esta:

7ª) o Supremo Tribunal Federal precisa suspender, regimentalmente, decisões idiossincráticas de seus competentes ministros.

É preciso reconhecer que só as decisões do colegiado (só o pleno é Supremo) podem proporcionar garantia jurídica estável, sem a qual não haverá o investimento necessário para voltar o crescimento econômico e social robusto, equânime e sustentável que reduzirá o desemprego que flagela a nação.

As diferenças de opinião entre seus membros é a garantia do rigoroso escrutínio sob diferentes concepções das questões em julgamento.
Trata-se, portanto, de um longo e tortuoso caminho que temos que percorrer com inteligência, urgência e temperança.

Não há alternativa diante do funesto laxismo que permitiu o triste comportamento de agentes públicos, nomeados pelo poder incumbente eleito, em suas relações com as empreiteiras, posto a nu pela Lava Jato.

Se não agirmos com rapidez, determinação e tolerância, nos aguarda uma destruição impensável.

Antonio Delfim Netto
Economista, ex-ministro da Fazenda (1967-1974). É autor de “O Problema do Café no Brasil”.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

O Brasil enlouqueceu?

Estamos reféns das loucuras

Casas são roubadas em plena luz do dia;
Escritórios são invadidos em horário de expediente;

Jovens são roubados na saída das escolas;
Mulheres são roubadas na saída dos taxis;

Os pais estão sendo demitidos em nome da crise;
As leis estão sendo alteradas para diminuir os direitos;

O custo de vida fica a cada dia mais insuportável:

Como manter os filhos nas escolas particulares?
Como continuar pagando os convênios médicos?
Como continuar mantendo os automóveis, tão necessários?

Os pacientes médicos pioram por interrupção de medicamentos básicos;
Professores são tratados como se fossem "terroristas";

E os governantes só falam em "cortar, cortar e cortar..."


Não é por acaso que ouvimos casos de suicídios e internações...
A classe média, sem perspectiva, começa a buscar o suicídio.

O maior remédio à tanta angústia e depressão, é a solidariedade, é o trabalho conjunto, cada um contribuindo como pode, as pessoas podendo abrir os corações e as mentes. Errar é humano. Democracia é importante mas não é tudo. A democracia representativa está sendo usada contra as pessoas. Precisamos mostrar que a democracia participativa é mais saudável e mais fácil de construir soluções para a maioria das pessoas.

Como dizem os poetas e os profetas:


É preciso amar.
É preciso praticar todas as formas de amar.

Juntos, podemos construir um novo Brasil.
Estamos passando por turbilhões que nos desafiam.

Eu topo ajudar a construir uma "Frente ampla pelo Brasil para todos e todas", onde o trabalho solidário seja mais presente do que as reuniões acusatórias. Se não quiserem chamar de "Frente", pode chamar de "Pacto", o importante é a prática. Os que estão sofrendo têm pressa.

Navegar é preciso... Viver?

terça-feira, 4 de junho de 2019

O Brasil apodreceu?

O Regime e o Sistema também apodreceram

O jornal Valor de 24 de maio, no caderno de fim de semana, publicou uma boa entrevista de Luis Carlos Mendonça de Barros, com o título:

"O regime apodreceu".


Outro dia, Delfin Neto também disse que "o sistema estava apodrecido".

Tanto Luis Carlos Mendonça, como Delfin, são dois grandes pensadores e atores na área econômica, política e social. Ambos são intelectuais orgânicos do empresariado. Delfin mais à direita e Luis Carlos Mendonça mais ao centro-direita...

Sentimos que o Brasil e o mundo estão caminhando para o fascismo ostensivo,
mas nos sentimos impotentes individualmente para conter esta tendência histórica. As guerras tornam-se inevitáveis ou será possível evitar a terceira guerra mundial?

A direita fala em "pacto das instituições para manter a hegemonia conservadora brasileira"; a esquerda fala em "frente ampla para conter o avanço do fascismo". Todos procuram reunificar o centro político, econômico e social. Mas isto não aparenta estar acessível a curto prazo.

Os regimes democráticos estão em crise
, mas o que estamos constatando é que o sistema capitalista está dispensando os regimes democráticos como forma de governo. Estamos presenciando um crescimento de ditaduras civis, com sistema plebiscitário de legitimação social.

Emblematicamente, hoje o noticiário internacional é sobre a visita do presidente dos Estados Unidos à Inglaterra. Simbolicamente as fotos mostradas aparece a rainho britânica fazendo um esforço enorme para acompanhar o bronco do presidente americano. É a descortesia como forma de ostentação...

Precisamos que os pensadores comecem a escrever suas propostas de programas de unidade de governabilidade, mesmo que sejam para governos de transição. Os governos não podem ficar à deriva.

Por exemplo:

1 - Como reformar o Congresso Nacional? Fechando-o temporariamente? Escolhendo um Comitê de Transição?

2 - Como reformar o Judiciário? - Tirando o poder intimidador e invasivo do Judiciário e subordinando-o a uma Nova Constituinte?

3 - Como reformar o Executivo? - Criando um Conselho de Gestão durante a Transição?

4 - Como definir com mais precisão qual é o papel da imprensa?

5 - Como definir se as religiões podem constituir partidos políticos próprios?

6 - Como definir o papel das organizações sociais, sindicais e populares?

7 - Como garantir o respeito e a inclusão das mulheres, dos negros, dos índios e dos pobres excluídos?

8 - Como garantir o direito de convivência entre as diferenças?

9 - Como fazer um pré-pacto como condição de construção da unidade que viabilize as questões acima?

10 - Como garantir que nenhum setor ou classe social possa dar novos golpes civis e/ou militares?

Só em ter que abordar diariamente estes temas, já é um comprovação de que o Brasil está apodrecido, de que o mundo está apodrecendo-se e que precisamos tentar evitar uma grande tragédia.

- A este governo, falta estatura;
- ao PSDB, falta desfazer-se do caráter golpista disfarçado de moderninho conservador;
- ao PT, falta abandonar o discurso de ressentido e assumir o discurso de que será duro com os que erram e aberto a uma grande aliança programática que tenha o Brasil e os brasileiros em primeiro lugar;
- Aos demais partidos à direita e à esquerda, cabe a responsabilidade de ajudar a salvar o Brasil.

Afinal, das frutas podres podem surgir novas árvores com boas frutas.
E o Brasil pode voltar a ser um grande modelo de unidade nacional e internacional.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Lula fala sobre a importância da Formação

Quem não lê, mal fala, mal ouve e mal vê

Havia uma livraria no centro de São Paulo, que escreveu na parede a frase acima. Isto no tempo da ditadura militar. Não me recordo o nome da livraria, mas não esqueço que uma vez comprei um livro e esqueci de assinar o cheque (naquele tempo ainda não existia cartões). Eles telefonaram-me pedindo para passar lá e assinar.

Até os anos sessenta, era muito comum no Brasil nem os pais, nem os filhos terem escolaridade completa - primário, ginasial, colegial e universitário. A partir dos anos setenta, o investimento nas escolas públicas e nas condições de os jovens terem acesso à educação foi crescendo aceleradamente.

A família de Lula faz parte deste exemplo de falta de oportunidade para ESTUDAR. No entanto, a vida estimulou Lula a aprender com a prática e com a troca de informações e experiências. Lula transformou-se, sem ter frequentado banco de escola, no melhor presidente da República que o Brasil já teve; no melhor sindicalista que o Brasil já viu e, ao aprender a ouvir os acadêmicos e os sábios, porém sem jamais esquecer dos seus colegas de trabalho nas fábricas e nos bairros, Lula aprendeu como governar democraticamente.

A CUT fez um processo de Conferências Regionais e um Conferência Nacional de Formação. Os formadores (educadores) da CUT enviaram um "convite especial" para Lula falar sobre sua formação... Como não podia comparecer, por ser preso político, Lula mandou uma carta aos participantes da Conferência Nacional, que está se realizando em Belo Horizonte - MG.

O governo atual, em vez de pregar a importância da formação e da vida escolar, defende o uso das ARMAS DE FOGO, estimulando a violência e a morte. Lula, ao contrário, prega o amor, a solidariedade, a importância de se combinar a teoria com a prática.

Esta carta carinhosa de LULA serve para todos os brasileiros e brasileiras, serve também a todos os trabalhadores do mundo.


"Companheiros e companheiras,

Quero que vocês saibam da minha emoção ao receber o convite para essa 4ª Conferência Nacional de Formação da CUT, e ao ouvir as palavras tão carinhosas contidas na carta que vocês leram para mim.

Duas coisas me mantêm forte aqui, nessa prisão onde nossos adversários me colocaram há mais de ano para me impedir de, junto com cada um e cada uma de vocês, continuar mostrando do que é capaz a classe trabalhadora quando tem a chance de governar um país. Essas duas coisas que me mantêm forte são o carinho e o espírito de luta do povo brasileiro.

Lembro que há muitos e muitos anos, encerrei uma assembleia dos metalúrgicos dizendo:

“Nunca mais ousem duvidar da capacidade de luta da classe trabalhadora”.

Esta frase nunca saiu da minha memória.
E é uma alegria muito grande saber que ela não saiu também da cabeça de cada trabalhador e cada trabalhadora deste país. Ela continua forte na memória de todos vocês, mesmo daqueles que ainda não tinha nascido naquela época, quando o movimento sindical brasileiro renascia com força e com vontade.

E por que essa frase continua ecoando na cabeça de vocês, os mais jovens, os que vieram depois? Porque o espírito de luta corre em nossas veias, ele está no nosso DNA, a gente já nasce com ele, e se não nasce a gente vai adquirindo na medida em que cresce e aprende a sobreviver, a enfrentar e a superar cada injustiça que a gente sofre neste que é um dos países mais desiguais do mundo.

Fiz minha formação no chão de fábrica, organizando sindicatos, comandando greves, no calor da luta, junto com os mais velhos entre vocês. Essa nossa experiência tem que ser transmitida aos mais jovens.

Eles precisam conhecer a história da Central Única dos Trabalhadores, precisam entender o que a criação da CUT significou num país onde até muito pouco tempo antes organização sindical era crime e greve dava cadeia.

Os mais jovens precisam aprender com a experiência das greves, das comissões de fábrica, das mobilizações, aprender com os nossos acertos e também com os nossos erros.

É preciso usar esse conhecimento acumulado para criar as novas formas de luta, num mundo diferente, digital, em que até o perfil da classe trabalhadora vai se modificando.

É preciso enfrentar essa nova realidade: os avanços tecnológicos que diminuem os postos de trabalho, a tentativa de rasgar a CLT e destruir os direitos trabalhistas, o desemprego recorde produzido pelas políticas desastradas e criminosas daqueles que hoje governam este país.

E para enfrentar essa realidade não tem outro caminho: é lutar, e lutar e lutar.

Nós trilhamos o caminho.

Sentimos na sola dos nossos pés, sabemos no calo das nossas mãos como é pesado esse caminho. Mas não existem atalhos, não existem calçados mais confortáveis.

O caminho é o da luta, é o da união da classe trabalhadora.
Agora, e sempre, é seguir na direção justa, para tornarmos a construir um Brasil melhor para nós, nossos filhos e nossos netos.

À luta, companheiras e companheiros.

Um forte abraço do

Lula"

30/05/2017

terça-feira, 28 de maio de 2019

A China e a Restauração Capitalista

China: Uma faísca pode incendiar a pradaria

Um livro e uma revista atenuam a inumana ignorância brasileira sobre a China

25.mai.2019 às 2h00 - Folha – Mario Sergio Conti

As cifras sobre o desenvolvimento da República Popular da China, a RPC, dão tontura. Eis uma síntese possível: nunca na história humana, num período tão curto —25 anos—, 700 milhões de pessoas passaram da pobreza para uma vida razoável. Não há nada comparável.

A comparação teria que ser outra: a ignorância brasileira sobre a RPC é equiparável ao crescimento chinês no século. Compreende-se: o país é distante; seu idioma, complicado; nossa sujeição aos Estados Unidos, cabal —vide as colonizadas continências de Bolsonaro à bandeira americana.

O desconhecimento é tão mais espantoso porque o país para o qual o Brasil mais exportou no ano passado foi, justamente, a China: US$ 64 bilhões. Os EUA vêm em segundo lugar.

Sem falar que, com um progresso de 10% ao ano por três décadas, a China de Mao e PCC talvez tenha o que dizer ao Brasil de Vargas e cia. Aqui, o progresso anual foi inferior a 2% nos últimos 30 anos. Um país decolou, o outro atolou.

O desprezo em relação à China se explica pelos preconceitos de nossas elites. Elas desconfiam desde sempre dos “amarelos”, dos “ching lings”, dos “vermelhos” que não cultuam nem Mickey nem Nossa Senhora Aparecida. São uns bárbaros, desconhecem a liberdade e Silvio Santos.
Para além do ranço ideológico, acaba de ser publicada uma série de ensaios a respeito da China. Todos eles revolvem duas questões cabeludas.

A República Popular é o último dinossauro comunista? Ou o embrião do novo capitalismo?

São 75 páginas de respostas na edição mais recente da New Left Review (em inglês, nos bons sites do ramo). O primeiro artigo analisa a disputa com os Estados Unidos, tema que ganhou tração com a investida comercial de Trump contra Pequim, que se alia a Moscou e Teerã.
O segundo liga o sino-comunismo à história remota da Ásia, remontando a Confúcio. Em seguida, recenseia-se a influência do economista inglês Ronald Coase, Nobel de 1991, nas práticas do governo. O pacote acaba com uma investigação das finanças do país.

Com ênfase em economia e sociologia, vários temas são aprofundados. Contudo, dada a natureza portentosa do processo, e do modo acelerado que ele se dá, a síntese é difícil. Mesmo assim, percebe-se com nitidez o papel capital da urbanização.

Ela criou uma classe trabalhadora diversa da anterior — a herdeira daquela que expulsou o invasor japonês, fez a revolução, expropriou latifundiários, senhores da guerra, industriais, gângsteres, chefes feudais e fábricas estrangeiras.

A urbanização foi produto da espoliação no campo em favor da proletarização urbana. Parte dos novos cidadãos teve acesso à propriedade privada, sobretudo casas, mas também firmas. Daí se entende melhor a popularidade de Adam Smith e Hayek lá.

O segundo conjunto de ensaios também teve origem na New Left Review, mas em números anteriores da revista. Em português, ele está em “Duas Revoluções: Rússia e China” (Boitempo, 127 págs.).

O livro parte do estudo comparativo, do historiador Perry Anderson, das duas grandes revoluções do século passado. A primeira, a russa, caiu de podre sem que um tiro fosse disparado. A segunda, a chinesa, deu origem ao país mais pujante da atualidade.

A simpatia de Anderson, em que pese sua ambiguidade, fica com a revolução chinesa. Mas ele é criticado logo em seguida por um ensaio formidável de Wang Chaohua.

Líder nos protestos em Tianamen, em 1989, Wang Chaohua foi caçada pelas autoridades. Conseguiu exilar-se em Los Angeles, doutorou-se em literatura moderna chinesa pela Universidade da Califórnia e casou-se com Anderson.

Ela demonstra, com dados, por assim dizer, de dentro, que a Era das Reformas, conduzida pela velha guarda do Partido Comunista tem como ideologia a “estabilidade”, em contraponto à “balbúrdia” da Revolução Cultural.

O que se tem, ao fim e ao cabo, é a restauração capitalista.

Ao contrário do que repetem sinólogos ocidentais há meio século, a economia baseada na propriedade privada e no lucro não revigorou a democracia. A ditadura chinesa está cada vez mais forte — e mais capitalista.

O que não significa, necessariamente, que a República Popular da China não esteja “toda juncada de lenha seca”, como escreveu Mao Zedong no final dos anos 1920, quando os comunistas sofreram uma derrota acachapante.

Contemplando o crepitar periclitante de protestos parciais, o otimista panglossiano proclamou: “uma faísca pode incendiar a pradaria”.

Delirava?

Mario Sergio Conti
Além de um bom Jornalista, é autor de "Notícias do Planalto".

Reforma da Previdência: Dez razões para ser contra

Dez razões para participar dos atos e manifestações:

1 –
Reforma da Previdência é o fim do direito à aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras:

A reforma da Previdência de Bolsonaro (PSL) acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e impõe a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 20 anos e muda o cálculo do valor do benefício para reduzir o valor pago pelo INSS - trabalhadores vão receber apenas 60% do valor do benefício. Para ter acesso à aposentadoria integral, o trabalhador e a trabalhadora terão de contribuir por pelo menos 40 anos.

Compare com as regras atuais
Pelo modelo atual, os trabalhadores podem se aposentar após 35 anos de pagamento ao INSS e as trabalhadoras após 30 anos de contribuição, sem a exigência de idade mínima. Nesse caso, para ter acesso ao valor integral do benefício, as mulheres precisam que a soma da idade mais o tempo de contribuição seja igual a 86 (56 anos + 30 contribuição = 86 – aposentadoria integral). Já os homens precisam que a soma final totalize 96 (61 anos + 35 contribuição = 96 – aposentadoria integral).
No caso dos trabalhadores que não conseguem se aposentar por tempo de contribuição, a aposentadoria é por idade: 65 anos para os homens e 60 para as mulheres, com no mínimo 15 anos de contribuição.

2 – Quem já está aposentado também vai ter prejuízo

A reforma exclui da Constituição Federal a regra que determina a reposição da inflação para os benefícios acima do salário mínimo pagos a aposentados e pensionistas da iniciativa privada e do setor público. E mais: desvincula os valores dos benefícios do salário mínimo.
Isso significa que os reajustes do salário mínimo não serão mais usados como base de cálculo para corrigir as aposentadorias e pensões. Essas mudanças podem rebaixar drasticamente os valores dos benefícios, inclusive de quem se aposentou antes de a reforma ser aprovada.

3 – Reforma ataca até viúvas e órfãos

No caso de morte, o cônjuge ou filho que tem direito a pensão receberá apenas 50% do valor do benefício a que o trabalhador ou trabalhadora tinha direito, mais 10% por cada dependente. Como a viúva ou o viúvo contam como dependentes, a pensão começa com 60% do valor do benefício.
Os filhos menores de idade têm direito a 10% cada. Quando um filho atingir a maioridade ou falecer, sua cota não será reversível aos demais dependentes.
Em 2017, mais de 7 milhões e 780 mil (22,7%) do total de benefícios pagos foram por pensão por morte. O valor médio mensal foi de apenas R$ 1.294,05, segundo o Anuário da Previdência Social.


Mais um ataque às viúvas e viúvos
A reforma de Bolsonaro quer restringir a possibilidade das viúvas ou viúvos acumularem os, em geral, parcos benefícios. Pela regra proposta, se uma pessoa for acumular aposentadoria com pensão poderá escolher o benefício de valor mais alto e o outro vai ser repassado com desconto, de acordo com reduções por faixas escalonadas de salário mínimo.
Por exemplo, quem tiver um segundo benefício no valor de até um salário mínimo (R$ 998,00), poderá ficar com 80% do benefício (R$ 798,40).
Confira os detalhes sobre as mudanças que Bolsonaro quer fazer nas pensões.

4 – Reforma ataca também doentes e acidentados

Trabalhadores e trabalhadoras da iniciativa privada e servidores públicos que se acidentarem ou sofrerem de doenças sem relação com o ambiente do trabalho vão receber apenas 60% do valor do benefício, se tiver contribuído no mínimo durante 20 anos para o INSS. Se ele tiver contribuído por mais de 20 anos, terá direito a 2% a mais no valor do benefício por cada ano de contribuição.
Pela proposta, um trabalhador acidentado, ou doente, pode receber menos do que o valor do salário mínimo (R$ 998,00).
Confira como calcular suas perdas se a reforma for aprovada.

5 – Reforma praticamente acaba com aposentadoria por invalidez permanente

A PEC propõe que os trabalhadores acidentados ou que tenham doenças contraídas sem relação com o ambiente de trabalho terão de contribuir por, no mínimo, 20 anos para receber apenas 60% do valor da aposentadoria. Se ele tiver contribuído por mais de 20 anos, terá direito a 2% a mais no valor do benefício por cada ano de contribuição.
Atualmente, para ter direito ao benefício integral, basta o trabalhador ter contribuído durante 12 meses, o chamado período de “carência”.

6 – Capitalização da Previdência

O governo quer criar a capitalização da Previdência, mas ainda não disse como serão as regras. Só vão apresentar a proposta, por meio de uma lei complementar, depois da aprovação da PEC 06/2019.
O que se sabe sobre a capitalização é que o sistema funciona como uma poupança pessoal do trabalhador, não tem contribuição patronal nem recursos dos impostos da União para garantir o pagamento dos benefícios.
O trabalhador deposita todos os meses um percentual do seu salário nessa conta individual para conseguir se aposentar no futuro. Essa conta é administrada por bancos, que cobram tarifas de administração e ainda podem utilizar parte do dinheiro para especular no mercado financeiro.
Para saber mais sobre o modelo de capitalização, clique aqui.


7 – Reforma quer acabar com pagamento da multa de 40% do FGTS

A reforma da Previdência de Bolsonaro não se limita a Previdência, mexe também com a legislação Trabalhista ao propor o fim do pagamento da multa de 40% do saldo do FGTS quando o trabalhador se aposentar e continuar na mesma empresa. Esse item também isenta o empresário de continuar contribuindo com o FGTS.

8 – Governo quer excluir do acesso ao PIS PASEP 18 milhões de trabalhadores

Outra proposta da reforma que não tem a ver com aposentadoria nem pagamento de benefícios é a sugestão de pagar o abono salarial do PIS/PASEP apenas para os trabalhadores e trabalhadoras formais que ganham até um salário mínimo (R$ 998,00).
Se a PEC for aprovada pelo Congresso Nacional, dos 21,3 milhões (52%) trabalhadores e trabalhadoras formais que hoje recebem o abono, 18 milhões deixarão de receber.

9 – Cadê a política para gerar emprego e renda do governo?

No primeiro trimestre deste ano, faltou trabalho para 28,3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras no Brasil, segundo a Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego do período foi de 12,7% e atinge 13,4 milhões de trabalhadores e trabalhadores.
Mas, até agora, o governo Bolsonaro não apresentou sequer uma proposta que, de fato, contribua para aquecer a economia e gere emprego e renda.

10 – Os cortes na educação prejudicam do ensino básico a pós-graduação

Com os cortes anunciados na educação básica vão faltar recursos para a compra de móveis, equipamentos, para a capacitação de servidores e professores e até para pagamento de contas de água e luz.
Os cortes também inviabilizam investimentos no programa de Educação Jovens e Adultos (EJA) e também o ensino em período integral.
Além disso, afeta profundamente a educação, saúde, produção científica e tecnológica. As universidades públicas são responsáveis por mais de 90% da pesquisa e inovação no país e prestam serviços à população por meio de projetos de extensão e hospitais universitários.

Publicado no site da CUT, dia 28 de maio de 2019 - escrito por Marize Muniz

segunda-feira, 27 de maio de 2019

5 a 3 para os que são contra o governo

As manifestações fortalecem os extremos e enfraquecem o centro

O governo está confuso, mas não está caindo...
O Centrão é de direita, mas é menos conservador que os bolsonaristas...

No Brasil, o centro sempre foi de direita, mesmo insistindo em querer ser chamado de centro...

A esquerda sempre foi social democrata de direita...
As ONG's, os movimentos populares e os sindicalistas são de centro esquerda ou esquerda
Esquerda popular no Brasil sempre foram as Igrejas...

O judiciário nunca foi democrata, sempre foi conservador e, em alguns casos, venal...

A imprensa brasileira sempre quis mandar nos empresários, nos políticos e nos juízes...
A imprensa se diz "neutra", mas sempre esteve à serviço dos empresários e dos conservadores...
A imprensa sempre serviu de fonte de empregos para jornalistas e "especialistas"...

Os empresários continuam dando sustentação ao governo ultraconservador de Bolsonaro...
Os empresários continuam pagando caros anúncios nos jornais, rádios e TVs, todos defendendo os pacotes contra os trabalhadores, idosos, jovens e aposentados...
Os empresários continuam a ver seu país ser dilapidado e vendido à preço de bananas...

Nas manifestações de ontem, o governo mentiu para o povo, dizendo que a manifestação era em defesa da reforma da previdência, quando de fato eram manifestações para fortalecer o governo contra o Centrão e os partidos que não aceitam os abusos contidos na reforma do governo...
E a imprensa mente junto, o judiciário, mente junto porque, para os conservadores, aprovar a reforma da previdência, mesmo mentindo para o povo, é uma forma de retribuir o apoio que Bolsonaro teve dos banqueiros e dos empresários como um todo.

Porque não se prioriza a Reforma Tributária, que é muito mais necessária e pode gerar mais distribuição de renda?
Precisamos ajudar o Brasil ter equilíbrio, bom senso e voltar para o centro, ampliando o bem estar do povo brasileiro.
Precisamos ajudar a fortalecer a democracia em todos os níveis e para todos os segmentos da população.

O Brasil merece respeito e o povo brasileiro deve ser a nossa prioridade.





sexta-feira, 24 de maio de 2019

França e Casino: Capitalismo pero non mucho

Casino/Pão de Açúcar pede PROTEÇÃO JUDICIAL contra credores

Jornal Valor destaca na capa A CRISE DO GRUPO CASINO

“O empresário Jean-Charles Naouri, presidente do grupo varejista francês CASINO, controlador do Grupo Pão de Açúcar, tomou ontem a medida mais extrema desde que busca, há anos, desalavancar seus negócios na França.

A Rallye, holding que controla as empresas de Naouri, OBTEVE ONTEM NO TRIBUNALDE COMÉRCIO DE PARIS proteção contra credores por, pelo menos, seis meses, para neste período tentar montar um plano de reestruturação de dívidas com bancos e detentores de títulos.

A empresa pode ganhar tempo já que, com a medida , PELOS SEIS MESES DE DURAÇÃO DA SALVAGUARDA os pagamentos de débitos da Rallye ficarão suspensos. A depender da situação, uma companhia beneficiada pela proteção pode renovar o período por até 18 meses.

A Rallye tem 51% do CASINO e DÍVIDAS de US$ 3,4 bilhões ao fim de 2018.

Já no CASINO são outros US$ 3 bilhões, em débitos, e o grupo francês tem 36% do Grupo Pão de Açúcar.“

Naouri, dono do Pão de Açúcar, controla atualmente uma estrutura complexa de certas empresas endividadas. Por isso, a proteção judicial atinge também duas subsidiárias da Rallye e outras empresas eu controlam a Rallye.

Parte dos negócios são de CAPITAL FECHADO o que impede análise financeira mais detalhada. O tribunal nomeou dois administradores judiciais para o caso.

A decisão judicial foi anunciada após ter sido suspensa pelas empresas, ontem, a negociação das ações da Rallye e do CASINO, na bolsa de Paris. Isso gerou ao longo do dia rumores sobres os passos futuros do CASINO.

A vida é dura:

1 - Os neoliberais defendem “o livre mercado”, mas, na crise, pedem proteção judicial. Ao mesmo tempo, são contra os direitos dos trabalhadores e das organizações sociais. Os neoliberais só pensam em dinheiro, mesmo que o povo passe fome, fique desempregado, doente e ignorante.

2 – A economia, as empresas, as instituições públicas judiciais, políticas e executivas devem estar à serviço do povo e do país, tendo liberdade dentro dos limites das garantias de que o povo esteja em primeiro lugar.

3 – Quanto mais o mundo se globaliza e aumenta a influência da China na produção industrial, mais crise tende a aparecer, provocando desemprego e instabilidade econômica, política e social nos países.

4 – O Brasil faz parte deste turbilhão e os setores sociais comprometidos com a democracia, a diversidade, a pluralidade, principalmente a economia de mercado sobre controle social, a preservação das políticas públicas e a liberdade de organização social.

Um outro mundo é possível
e o Brasil tem grande responsabilidade na construção deste novo mundo.

terça-feira, 21 de maio de 2019

O caos brasileiro está matando o Brasil

O Brasil travou?

O caos tomou conta do Brasil.
A economia está parada, ou andando para trás.
Os políticos "estão matando o tempo" como forma de barganhar benefícios.

O judiciário continua fazendo o que quer, passando por cima da democracia e dos interesses nacionais.
A imprensa, que teve papel fundamental no golpe e nas eleições, agora está perplexa.
O CÂMBIO disparou. Vivemos com o dólar a 4,12 reais!!!

Os empresários e suas empresas nacionais estão quebrando e perdendo mercado para as empresas estrangeiras.

O povo está desempregado, os salários estão sendo rebaixados, o endividamento está escandaloso, e as famílias com suas crianças estão passando necessidades...

O governo não está governando. Isto é, não está fazendo o que é necessário fazer. Não está priorizando as necessidades básicas do povo, das empresas e das políticas públicas.

O governo, de forma consciente ou não, está provocando o caos e o desespero. Em vez de fazer suas funções, o governo prioriza fazer manifestações de ruas...

O povo não pode ser cúmplice desta irresponsabilidade.
A imprensa não pode estimular esta forma de governar.

As Igrejas precisam cuidar mais da caridade e
da solidariedade, em vez de priorizar as tarefas partidárias
e de querer apropriar-se do aparelho do Estado.

Precisamos restabelecer a paz, o progresso, a credibilidade nacional e internacional.
Precisamos parar com a violência, com as mortes e com a ausência de segurança nas ruas.

Precisamos construir um novo projeto para o Brasil. Um projeto que represente às necessidade de todos os brasileiros, do campo e das cidades, jovens e velhos. Um projeto que torne o Brasil mais competitivo internacionalmente e que valorize a formação educacional e profissional.

O Brasil precisa ser respeitado.
Os brasileiros precisam participar desta reconstrução.
O Brasil precisa ser para todos, com todos e de todos.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Um artigo muito bom sobre KAFKA

O túmulo de Kafka

Uma tuberculose galopante pôs fim à sua existência,
quando entrava na maturidade.
Hitler acabou com o resto da família


Mario Vargas Llosa
, O Estado de S. Paulo
20 de maio de 2019 | 02h00

O túmulo de Kafka está no novo cemitério judeu de Praga, no bairro de Strasnice. Ele foi enterrado ali junto com seus pais e suas três irmãs, mortos nos campos de extermínio nazistas. Na verdade, esta bela cidade é pouco menos do que um monumento ao mais ilustre dos seus escritores. Passo o dia inteiro visitando as esculturas dedicadas a ele, as casas onde viveu, os cafés que frequentou, o magnífico museu, e em todos esses lugares me defronto com bandos de turistas que tiram fotos e compram seus livros e lembranças. Eu também: dos escritores que admiro colecionaria até os seus ossos.

Fico comovido ao ver, no museu Franz Kafka, muitas páginas da sua Carta ao Pai, que nunca enviou. Ele tinha uma letra intrincada e saltitante que parecia desenhos em quadrinhos. Essa longa carta foi a primeira obra que li dele, quando era adolescente. Minha relação com meu pai era ruim e eu tinha pânico dele, e assim eu me identifiquei totalmente com esse texto desde as primeiras frases, principalmente quando Kafka acusa seu progenitor de tê-lo tornado uma pessoa insegura, desconfiada de todos, de si mesmo e da sua própria vocação. Lembro com um calafrio aquela frase em que ele explica sua insegurança que chegou ao extremo, diz ele, de não confiar mais em ninguém e em nada, salvo aquele pedaço de terra sob seus pés.

Esse museu, diga-se de passagem, é o melhor que vi dedicado a um escritor. Sua penumbra, seus corredores labirínticos, seus hologramas, os filmes antigos da Praga do seu tempo, as grandes caixas misteriosas que não se pode abrir, e até a terna canção em iídiche cantada por uma jovem em carne e osso (mas não é) não poderiam ser mais kafkianos. Tudo o que se sabe dele está exposto no museu e de maneira sutil e inteligente. As fotos mostram a trajetória fugaz dos seus 41 anos de vida: dele criança, jovem e adulto, a figura estilizada, o olhar penetrante e suas grandes orelhas curvas de lobo da estepe.


Há um texto maravilhoso escrito quando, recém-formado advogado, começa a trabalhar em uma companhia de seguros (de oito a nove horas diárias, seis dias por semana), em que ele afirma que esse trabalho assassinará sua vocação, porque, como alguém chegaria a ser um escritor dedicando todo seu tempo a um estúpido labor alimentício? Salvo os que auferem uma renda, todos os escritores do mundo fizeram pergunta parecida. Mas o que a maioria não costuma fazer é escrever quase sem parar em todos os momentos livres, como ele, e apesar de publicar muito pouco em vida, deixar uma obra, que incluídas suas cartas, tem um enorme fôlego.

Nada me parece mais triste do que alguém que sentia intensamente essa vocação, como Kafka, que escreveu tantos livros, mas jamais foi reconhecido em vida e só postumamente considerado um dos grandes escritores de todos os tempos (W.H. Auden comparou Kafka a Dante, Shakespeare e Goethe e disse que ele, como aqueles, era a síntese e símbolo da sua época). As obras que publicou ainda vivo passaram praticamente despercebidas e entre elas estava A Metamorfose. O pedido feito a seu amigo Max Brod para que queimasse seus trabalhos inéditos revela que ele acreditava ter fracassado como escritor, embora, talvez lhe restasse alguma esperança porque senão ele próprio os teria queimado.

A propósito de Max Brod, um dos poucos contemporâneos que acreditavam no talento de Kafka, há agora, por causa da publicação do livro de Benjamin Balit, Kafka’s Last Trial, um ressurgimento dos ataques que já haviam sido feitos contra ele no passado, por críticos e intelectuais respeitados, inclusive por Walter Benjamin e Hanna Arendt. Que injustiça! O mundo deveria ser agradecido a Max Brod, que, em vez de acatar a decisão do amigo que admirava, salvou para os leitores do futuro uma das obras mais originais da literatura. Brod pode ter exagerado em sua biografia e seus ensaios sobre Kafka a influência que o misticismo judaico teve sobre ele e, possivelmente, se equivocou deixando em seu testamento os inéditos que ficaram para Esther Hoffe com quem o Estado judeu e a Alemanha passaram anos em litígio por causa daqueles textos. (No final Israel ficou com a posse deles), um tema que é tratado no bizarro livro de Benjamin Balint. Ninguém que desfrute de verdade da leitura de Kafka deve ler o livro de Balint. Os que o atacam teriam de estar conscientes de que tudo o que dizem em suas análises sobre Kafka não teria sido possível sem a decisão sagaz de Max Brod de resgatar essa obra essencial.

Hermann Kafka, o destinatário da impressionante carta que seu filho jamais lhe enviou, era um judeu humilde que não tinha nenhum elo com a literatura. Ele se dedicou ao comércio, abrindo lojinhas de passamanaria que tiveram algum sucesso e elevaram o nível de vida da família. Mas dentro dele havia algum germe de excentricidade kafkiana porque, como é possível ele ter passado a vida mudando de apartamentos, e num mesmo prédio? Há indicações de que ele mudou 12 vezes de residência e não menos mudanças ocorreram no caso de suas lojas. A família se considerava judia e falava alemão, como a maioria dos checos na época, e não era particularmente religiosa. Tampouco Kafka, pelo menos antes de chegar a Praga a companhia de teatro em iídiche que tanto o impressionou. O museu documenta muito bem os efeitos dessa experiência, o empenho com que começou a estudar hebraico (que nunca chegou a aprender) a ler livros sobre o judaísmo hassídico e outros movimentos místicos, como também o belíssimo texto que escreveu sobre aqueles atores e atrizes que representavam em iídiche, mal sobrevivendo com as gorjetas oferecidas pelas pessoas nas ruas ou nos cafés onde atuavam.

O museu também traz detalhes sobre as quatro noivas que Kafka chegou a ter e as suas complicadas relações sentimentais. Quando se apaixonava era, sem dúvida, um amante tenaz, compulsivo, e propunha casamento à amada. Mas quando ela aceitava, ele voltava atrás, aterrorizado por ter chegado tão longe. A insegurança o perseguia também no amor. Pelo menos três dessas noivas sofreram; com uma delas, Felicia Bauer, ele comemorou o compromisso matrimonial com uma festa e pouco depois o rompeu. Com amizades era muito mais constante. Seu melhor amigo foi Brod, que na época tinha um nome literário e havia publicado alguns livros. Foi um dos primeiros a se dar conta do gênio de Kafka e o encorajou a escrever e a acreditar em si mesmo, o que efetivamente ocorreu, pois Kafka, quando escrevia, perdia a insegurança e se transformava em um insólito e seguro contador de histórias. Uma tuberculose galopante pôs fim à sua existência, quando entrava na maturidade. Hitler acabou com o resto da família. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

sábado, 18 de maio de 2019

Qual direita irá apoiar a Família Bolsonaro nas ruas

Tudo indica que será a direita evangélica

A Renascer, a Assembléia de Deus, e muitas das mais de 50 Igrejas Evangélicas que existem no Brasil, provavelmente estarão nas ruas no próximo dia 26, um domingo, apoiando abertamente a Família Bolsonaro.

As Igrejas Evangélicas são conservadoras, gostam de dinheiro, mesmo tendo como apelo principal a Fé em Jesus e no Cristianismo. As Igrejas podem se transformar em partidos políticos? NÃO. Mas seus fiéis podem criar, organizar e serem eleitos pelo povo.

O povo, inocentemente ou não, entregou o poder brasileiro pela primeira vez a um presidente da República, louco, pentecostal, militar indisciplinado e reformado, incendiário e com pouca escolaridade.

Os brasileiros, que são metidos a progressistas, saíram do armário e liberaram seu lado conservador, reacionário, preconceituoso e violento. Acontece que 70% dos brasileiros não são iguais aos evangélicos, não apoiam estas mudanças na Constituição e nas leis ordinárias.

O Brasil está caminhando rápido para um impasse: transição pacífica ou confrontos de ruas e violência como na Venezuela, Ucrânia, Palestina e tantos outros países???

Não podemos transformar os evangélicos em bodes expiatórios e responsáveis pelos erros de Bolsonaro. Tem muita gente interessada em inviabilizar o governo brasileiro, desmoralizar o judiciário e desacreditar do legislativo.

Precisamos organizar uma grande caminhada por mais empregos, mais salários, mais saúde e mais educação. Esta marcha deve incluir entre suas bandeiras as liberdades democráticas, o direito de existência dos sindicatos, a livre negociação entre patrões e empregados e o reconhecimento da Convenção 87 da OIT - Organização Internacional do Trabalho.

Unidos, devemos defender os jovens.
Unidos, devemos garantir saúde e educação para todos.

Unidos, devemos exigir mais emprego e melhores salários.
Unidos, devemos garantir aposentadoria decente para todos.

Unidos, devemos combater a alta dos preços do custo de vida.
Unidos, devemos combater as privatizações que nos desmoralizam.

Unidos, devemos defender o Brasil, suas riquezas e sua soberania.

Unidos, devemos restabelecer a imagem internacional do Brasil.
Unidos, devemos combater a violência e as mortes,

O Brasil merece respeito!
Vamos defender o povo brasileiro e a nossa soberania.

Respeitamos todas as religiões mas não queremos ser manipulados por elas...

sexta-feira, 17 de maio de 2019

O "desmanche" do governo Bolsonaro

Quando vão destituir o presidente?

A cada dia que passa, só piora a imagem do Brasil internacionalmente, além do aumento da crise interna, tanto econômica, como social e política. De repente, em menos de seis meses de mandato, aquele que conseguiu a façanha de derrotar os petistas, NÃO CONSEGUE GOVERNAR, sem os petistas e sem ninguém para atrapalhar a governabilidade. O governo que mostrou-se capaz de ganhar as eleições não consegue governar...

Há pessoas que ajudam e há as que atrapalham.

Há pessoas que são boas em determinadas funções,
mas são péssimas em outras.

O governo Bolsonaro está cheio de gente que não tem perfil para a função que foi nomeada. Gente que pode até ser um bom bispo evangélico, mas não consegue ser um bom ministro da Educação, da Fazenda, da Casa Civil ou mesmo do Turismo.

Em 2002 quando Lula foi eleito presidente na primeira vez, muita gente temeu que o governo de Lula fosse caótico; o governo Bolsonaro, conseguir ser bem pior do que se imaginavam que o governo Lula seria.

Bolsonaro está fazendo o povo brasileiro ficar com a sensação de que "era feliz mas não sabia". Que bom mesmo foi com Lula na presidência. Daí o crescimento do LULA LIVRE.

Sabemos que o povo está perdendo o emprego;
Sabemos que o povo está perdendo a aposentadoria;

Sabemos que o povo está perdendo suas escolas públicas;
Como também está perdendo o acesso à saúde pública;


Como o transporte está piorando,
como o custo de vida está matando...

"Quem não tem competência não se estabelece",
já dizia o ditado popular.
O governo Bolsonaro já mostrou que não tem competência para governar. Que não é do "ramo". O negócio dele é discurso falso, moralista, ameaçador como aqueles cachorrinhos que, quanto menor for, mais barulho faz.

"Que Deus salve o Brasil!"

Mesmo que, se for necessário, este seja mais um governante a ser destituído da presidência da República.

O povo merece respeito!
A soberania nacional, também!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

VOLKSWAGEN - Um caso a ser repetido pelas demais empresas

EX-FUNCIONÁRIOS DA VOLKS VÃO À FÁBRICA E COBRAM REPARAÇÃO POR PERSEGUIÇÃO

Trabalhadores querem pedido formal de desculpas, entre outras medidas.
E reclamam não ter tido acesso a acordo que vem sendo discutido
entre a empresa e o Ministério Público

Publicado: 14 Maio, 2019 - 09h26 – CUT
Escrito por: Vitor Nuzzi, da RBA


Um grupo de aproximadamente 40 ex-funcionários da Volkswagen, que sofreu perseguição no período da ditadura, foi nesta segunda-feira (13) à fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, cobrar reparação pelas atitudes da empresa durante o regime autoritário. Um acordo está sendo costurado entre o Ministério Público e a montadora, mas os trabalhadores afirmam que não tiveram acesso aos termos negociados.

O grupo foi na tarde de hoje distribuir jornais na troca de turnos da fábrica, entre 13h45 e 15h30, aproximadamente. Havia trabalhadores demitidos por militância política, presos e torturados, com o caso notório de Lúcio Bellentani, que em 1972, quando era militante do PCB, foi detido ainda dentro da Volks, por agentes do Dops, acompanhados de seguranças da própria empresa. Atualmente, ele preside a Associação Henrich Plagge, homenagem a um ex-metalúrgico que morreu em 2017 e também foi vítima da repressão.

"Os protagonistas não estavam participando da negociação", afirmou Bellentani, ainda na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, de onde os ex-trabalhadores saíram para a fábrica. "Quando nós entramos, o Ministério Público já tinha um acordo pronto com a Volks. Já tinha um pacote para a gente. Temos minimamente o direito de participar dessa discussão", acrescentou, afirmando que a associação não teve acesso aos termos do possível acordo.

Desde que um dossiê foi elaborado pelo instituto Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas (IIEP), em 2015, o caso da Volkswagen tornou-se o mais avançado em termos de investigação sobre colaboração de empresas com a ditadura. Várias delas, públicas e privadas, ajudaram a repressão, materialmente ou passando informações sobre empregados "subversivos". A Comissão Nacional da Verdade dedicou ao tema parte de seu relatório final, assim como as comissões organizadas na Assembleia Legislativa paulista e na Câmara Municipal da capital.

Funcionário de 1974 a 2003 em São Bernardo, Geovaldo Gomes dos Santos, por exemplo, só soube muito tempo depois que seus dados pessoais haviam sido fornecidos para órgãos como Dops e SNI. Encontrou um verdadeiro dossiê. "Levantei umas 100 folhas." Como cipeiro, integrante da comissão de fábrica e posteriormente diretor do sindicato, ele garantiu estabilidade no local de trabalho.

"Tinha guarda até no banheiro, era pesado...", diz João Belmiro de Araújo Duarte, 72 anos, que trabalhou na Volks entre 1969 e 1970. "Lula estava começando. Quem andava muito por aí era o Frei Chico (José Ferreira da Silva, irmão do ex-presidente e militante do PCB)", recorda. Militante da Ação Popular, ele conta que fugiu, da própria fábrica, para escapar da prisão. Entrou mato adentro e passou anos na clandestinidade. "Fugi pelo Brasil afora."

Vindo do interior paulista, Antonio Rodrigues trabalhou de 1975 até o final de 1978 na fábrica do ABC. "Veio a perseguição. Não arrumei mais emprego", conta, lembrando que estava se preparando para passar da funilaria para o setor de ferramentaria. Hoje, diante da Portaria E da Volks, próxima da Ala 1 (Estamparia), ele segurava uma faixa pedindo "justiça em vida".

Os ex-funcionários querem um acordo que envolva a criação de um memorial pelas vítimas da ditadura, pedido formal de desculpas e reparação coletiva e individual. No final de 2017, a Volks divulgou relatório elaborado pelo historiador alemão Christopher Kopper, que comprova colaboração com o regime, mas sem identificar uma ação institucional da empresa.

Ainda naquele ano, um documentário exibido na Alemanha contou a história ocorrida no Brasil, retratando a história de Bellentani. "Aquela pressão fez com que a Volks mudasse de comportamento, mas não o suficiente para nos atender", diz o ex-metalúrgico, que na semana passada conversou com o procurador regional dos Direitos do Cidadão Pedro Antonio de Oliveira Machado, que trata do assunto. Machado disse que não poderia falar sobre o caso, porque as conversas com a empresa continuam.

Uma emissora de TV alemã acompanhou a manifestação de hoje. A panfletagem na fábrica, além do protesto contra a montadora, tinha o objetivo de informar os trabalhadores sobre a história ocorrida naquele local, décadas atrás. "O pessoal conhece pouco. Até dentro da própria representação", diz o coordenador geral de representação dos funcionários, Wagner Lima. Ele lembra que durante plenária realizada em fevereiro, na sede do sindicato, os trabalhadores passaram a saber mais sobre aqueles fatos – provavelmente, a maior parte dos atuais 9.200 empregados não havia nascido.

domingo, 12 de maio de 2019

A mentira tomou conta do Brasil:

É preciso restabelecer o respeito e a dignidade

- Fomos criados acreditando no Brasil e no progresso;
Fomos criados aprendendo a trabalhar em equipe, superando às dificuldades;
Crescemos nos últimos 50 anos juntos com o Brasil.

O Brasil estava entre as melhores economias do mundo;
O Brasil tinha boas escolas, tinha o SUS, tinha estradas, ferrovias e aviões;
O Brasil tinha indústria, agricultura, mineração, Carmen Miranda e Pelé.

Aprendemos a trabalhar pela liberdade religiosa, política e cultural;
Aprendemos a acreditar na democracia e nos direitos iguais;
Aprendemos a viver com a busca da segurança e da defesa da nossa vida.

Conquistamos a liberdade, fizemos uma Constituinte
e vimos surgir mais de trinta partidos políticos;

Mas a liberdade conquistada não foi bem aproveitada,


A mentira e a enganação tomaram conta do Brasil.

Precisamos vencer o medo.

Precisamos superar este governo incompetente que governa contra o povo brasileiro.
Precisamos participar das atividades convidadas pelos movimentos sociais e populares.

Precisamos dizer Não à esta situação de desemprego, custo de vida alto e de ameaças contra os direitos dos trabalhadores.

Nesta quarta-feira, dia 15 de maio, os professores e todo o povo brasileiro estarão nas ruas contra o corte nas verbas das escolas e da educação; contra a reforma trabalhista e contra esta reforma da previdência criminosa.

Exigimos aposentadorias decentes.

Contra a mentira e a enganação, GREVES NELES!

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Ao povo brasileiro,


Vivemos com medo, vivemos morrendo...
morrendo de morte matada e de morte morrida;
Nas eleições, votamos nos homens e nas mulheres,
mas as coisas pioram a cada dia que passa...

O desemprego vem crescendo em todo Brasil
e em todas as profissões. A penúria está crescendo.

Maridos e mulheres estão desempregados;


nossos filhos estão saindo das escolas por falta de pagamentos;
nossos convênios médicos estão perdendo a validade,
sobrecarregando o sistema público de saúde.

nossos carros estão ficando nas garagens, sem gasolina...
já não podemos brincar nas nossas ruas e praças, estamos ficando cada vez mais doentes e sem dinheiro para remédios.

A solução para o Brasil não é acabar com as escolas públicas,
a solução para o povo não é fechar as empresas e demitir
nossos jovens. Precisamos de famílias saudáveis, famílias empregadas, estudando, tendo transporte, tendo saúde e lazer.

Nós, brasileiros e brasileiras, precisamos:


de mais trabalho, de mais empresas produzindo e exportando,
gerando mais dinheiro para mais investimento e para sustentar nossos filhos. Precisamos de uma velhice digna.

precisamos de mais escolas de qualidade, rede de saúde com mais agilidade, precisamos ter trabalho para gerar dinheiro para comprar comida, comprar material escolar, comprar livros e praticar atividades esportivas e culturais

As pessoas pobres e as de origens e opções diferentes precisam ser também respeitadas. O Brasil precisa voltar a ter saúde, educação, cultura e alegria de viver.


Estamos nos sentindo enganados e traídos...


Como o governo anda destruindo o pouco que temos,
como o governo vem destruindo nossos empregos e trabalhos,
somos obrigados cada vez mais a participar das manifestações
contra o desemprego, contra a recessão e contra a reforma da previdência

No dia 15 de maio teremos manifestações e greves em todo o Brasil,

liderados pelos professores teremos um dia nacional exigindo respeito ao povo brasileiro.

o governo precisa ouvir o clamor do povo,
o Congresso Nacional precisa ouvir o clamor do povo,
os juízes precisam ouvir o clamor do povo,
a imprensa precisa ouvir o clamor do povo,

Os políticos precisam ouvir o clamor do povo,.
as entidades sociais e populares também precisam
entender as necessidades do povo.
as religiões precisam ouvir o clamor de seus fiéis

Precisamos restabelecer o respeito às pessoas e às instituições,
precisamos dialogar mais, precisamos ouvir mais,
precisamos nos unir para mudar, mudar para melhor.

Esperamos que o governo ouça o clamor do povo no dia 15 de maio,

caso contrário,

no dia 14 de junho
teremos muito mais gente fazendo greve.
Teremos uma grande greve geral.

É preciso restabelecer o respeito e a dignidade.

Viva o povo brasileiro! Viva o Brasil!


terça-feira, 7 de maio de 2019

Liverpool e Barcelona, uma aula de oportunidades

Ganhar de 3 a 0 e perder de 4 a 0 é de chorar

Se no futebol, o mundo pode presenciar tanta dedicação, tanta vontade de ganhar e o resultado ser invertido, isto é, quem achava que estava tudo garantido, ver escorregar pelos dedos, como água, e tomar de 4 a 0, é tão duro quanto perder em casa de 7 a 1.

Por que o Barcelona não jogou pelo empate? Por que não fez o futebol tinhoso? Será que foi excesso de autoconfiança?

Seja o que for que tenha acontecido, foi um jogo histórico e que deve servir de estudos e mais estudos, exemplos e mais exemplos de como transformar uma derrota em uma grande vitória.

Eu adoro o Barça, adoro o Messi. Mas não podemos deixar de reconhecer que o Liverpool nos fez lembrar dos Beatles e suas músicas maravilhosas.

Que este jogo sirva como ponto de virada para a economia mundial e para as disputas eleitorais.

Viva o futebol de garra e de solidariedade!

Família desempregada vende tudo

O desemprego é o pior mal

Conhecer alguém desempregado trás sempre uma dor em saber que esta pessoa e seus familiares estão sofrendo.

Conhecer alguém onde todos na família estão desempregados, trás uma sensação de TRAGÉDIA COLETIVA. Como pagar as contas? Como comer? Como pagar as escolas das crianças? Como conseguir novos empregos, se todas as empresas estão demitindo ou reduzindo custos?

A situação acima está aumentando aceleradamente. Todos os dias recebemos novos pedidos de ajuda para conseguir trabalho ou algum bico. Veja que as pessoas aceitam qualquer tipo de trabalho que possa diminuir o sofrimento da falta de dinheiro. Já não se prioriza o "emprego com carteira assinada". Todo este sofrimento é criado pelo governo Bolsonaro para impedir que o povo seja contra a reforma da previdência e o fim da aposentadoria. Pior do que o populismo, é o neoliberalismo.

É A PRECARIZAÇÃO DA VIDA!


Este sofrimento que já é comum para os mais pobres, agora está acontecendo com a classe média e em qualquer profissão e mesmo com os melhores funcionários.

Com o desemprego, vem também a falta de "convênio médico", justamente quando as pessoas tendem a ficar mais doente em função do sofrimento emocional e da falta de perspectiva.

E os políticos ainda querem acabar com as políticas públicas.


O Brasil vive uma situação de governo batendo cabeça, congresso nacional confuso e conservador, empresas fechando as portas, custo de vida crescendo assustadoramente.

Junto com a crise econômica, vem a violência armada!


Mortes de civis e militares.
O medo cresce e interfere na vida das pessoas, dos governos e das moradias...

Qual é a saída?


Vender tudo e ir morar em Portugal? Mesmo lá virando "zucas" de brazucas?
Vender tudo e ir morar com os pais?

Uma boa alternativa é juntar-se aos movimentos sociais e populares, organizar os desempregados e seus familiares e participar das manifestações convocadas pelas centrais sindicais.

Resistir, organizar, ler para entender o que está acontecendo e lutar para impedir a destruição de nossas famílias e do Brasil.

Podemos vender nossos bens materiais, mas não podemos vender nossa dignidade!

sábado, 4 de maio de 2019

Sem emprego, sem dinheiro e sem aposentadoria. É mole?

O povo está ficando desesperado.

E a reação, quando começa?

Talvez tenha começado no primeiro de maio...

Talvez aumente no dia 14 de junho quando as centrais estão convocando uma greve nacional, com manifestações em todos os estados. Tudo isto como parte da campanha contra a reforma da Previdência que acaba com a aposentadoria na prática.

Por que os governos conservadores e a imprensa mentem quando querem se eleger e depois governam contra o povo e principalmente contra os pobres? Até quando será assim?

O desemprego está assustador!

Este desemprego alto é planejado ou é incapacidade do governo?

Tudo está indicando que é incapacidade do governo...

sábado, 27 de abril de 2019

Por quê André Singer saiu da Folha?

Não sei, mas o artigo dele de hoje é brilhante:

Conclusões provisórias

Encerro meu percurso nesta Folha com três notas breves

27.abr.2019 às 2h00 – Folha – André Singer

Há mais de seis anos comecei a escrever neste espaço. De lá para cá, a democracia brasileira entrou em crise e ainda não se vê luz no horizonte. Encerro o percurso com três notas breves, a título de considerações finais sobre o tema.

1. Ascensão do Partido da Justiça (PJ). No final de 2012, quando esta coluna tinha início, acabava o julgamento do mensalão. Manobras discutíveis no STF (Supremo Tribunal Federal) visavam prender líderes petistas. Um ano depois, o então presidente da corte, Joaquim Barbosa, mandou-os para a cadeia, num feriado de 15 de novembro.

À época, assinalei que era “o simbolismo ideal para um possível futuro candidato a chefe do Executivo”. Dito e feito: em 2018, Barbosa passou meses na condição de presidenciável pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro). Por razões pouco claras, na última hora, desistiu do sonho presidencial.

O metafórico PJ, porém, já havia encontrado um sucessor à altura, o que talvez explique a desistência do ministro aposentado do STF. O juiz Sergio Moro, líder da Lava Jato e hoje ministro da Justiça, é virtual candidato à sucessão de Jair Bolsonaro.

2. Surgimento do Partido Fardado (PF). Em meio ao vazio que tomou conta do sistema partidário, varrido pela Lava Jato, militares da ativa, completamente afastados da cena política desde 1989, voltaram a agir. Em 2017, comandantes do Exército conclamaram a população a se manifestar. Hoje, um deles é vice-presidente da República.

Se a existência do PJ é até hoje motivo de controvérsia, o aparecimento do PF foi um verdadeiro raio em céu azul. As casernas tinham permanecido por 30 anos em rigoroso silêncio. Em questão de meses, no entanto, fardados ocuparam postos-chave na administração do país, tendo à frente umcapitão reformado expulso dos quartéis.

A reviravolta foi tamanha que há poucos dias o general Hamilton Mourão, o mesmo que no passado demonstrou simpatia pelo torturador Brilhante Ustra, foi objeto de elogios por uma deputada do PC do B (Partido Comunista do Brasil ).

3. Paralisia oposicionista. O golpe à brasileira —lento, gradual e seguro— encontrou a oposição desarticulada. O povo, por sua vez, tem assistido a tudo bestializado, como disse Aristides Lobo em 1889.

O lulismo, que segue vivo na estrutura capilar do PT (Partido dos Trabalhadores), desdobrou a falsa percepção histórica de que seria possível eliminar a pobreza e reduzir a desigualdade de cima para baixo. Não será. Chegado certo limite, as classes dominantes, com o entusiástico apoio da classe média, repõem o atraso.

Agradeço à Folha o privilégio de ter me permitido dialogar por quase 300 sábados com os seus leitores.

André Singer
Professor de ciência política da USP, ex-secretário de Imprensa da Presidência (2003-2007). É autor de “O Lulismo em Crise”.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Brasil: a destruição dos direitos trabalhistas e sociais

Um governo à serviço dos patrões

A palavra de ordem dos patrões, desde a eleição de Collor, incluindo FHC, Temer e Bolsonaro, é a destruição da Era
Vargas. Isto é, a destruição das conquistas sociais a aprtir de 1930, ano da vitória do movimento tenentista contra as oligarquias agricolas nacionais e internacionais.

Construção de estradas por todo o Brail, crescimento da produção, da industrialização e das exportações, aumento da rede pública de educação , saúde, transporte coletivo, introdução da indústria automobilística no Brasil, produção naval, extração de minérios em grande quantidade gerando superavit comercial.

Enfim, o Brasil crescia sem parar e ocupava importante papel no mundo.


Mesmo com o golpe militar e civivl de 1964, os militares estimularam a reforma bancária, a criação do Banco Central, criação do BNDES, grandes investimentos como Itaipu e Cia. Vale do Rio Doce. Era o Brasil que dava certo. Era a economia desenvolvimentista. Era o caminho para a redemocratização e do combate à pobreza, principalmente no Nordeste e no Norte.

Com a democratização veio também a organização da Classe Trabalhadora.


Anistia, liberdade de organização de partidos políticos de esquerda, fundação de centrais sindicais e de movimentos populares no campo e nas cidades. Mesmo com a repressão formal e informal, os trabalhadores cresciam em organizações e representações nacionais e internacionais. O povo brasileiro estava presente em todas as instituições mundiais. Era a força da democracia participativa.

Um peão assustou a direita brasileira!
Surge o melhor presidente que o Brasil já teve.

De 1978 a 2010, o Brasil e o mundo viram Lula combater a forme e a pobreza.

A esperança estava vencendo o medo.


A reação conse1rvadora foi violenta, dando mais uma vez um golpe de Estado, alterando as regras institucionais restringindo a capacidade de luta das organizações popularese combatendo Lula ferrenhamente. Com o regime de terror, criou-se as condições para os fascistas ganharem as eleições.

A partir de 2018, a direita sentiu-se LEGITIMADA para acabar com o que restava de direito dos trabalhadores e de participação popular. Os neoliberais, aliados aos evangélicos, à imprensa entreguista e ao judiciário manipulador, partam para destruir o Estado do Bem Estar Social e construir um processo acelerado de concentração de renda.

Desemprego, arrocho salarial, destruição da rede pública de educação e saúde, liberação geral de preços, aumentando os custos da classe média e dos pobres, escondendo o crescimento da inflação, como aconteceu na Argentina. Lá a inflação já passa de 50% ao ano. Aqui o governo diz que a inflação é de 4% ao ano.

A destruição de tudo que é público está levando o Brasil a perder sua soberania.


A CUT, como central sindical comprometida com todos os segmentos e tipos de profissionais da classe trabalhadora, tem como obrigação:

1 - ajudar a organizar os servidores públicos - municipais, estaduais e federais – organizar os setores industriais que estão sendo atacados pelos entreguistas.

2 – Defender os pequenos e médios negócios, defender e ajudar na organização dos agricultores e trabalhadores rurais.

3 - Contribuir mais intensamente na organização dos trabalhadores dos setores de transporte interestaduais e também metropolitano.

4 – atuar intensamente na organização dos setores de serviços, gerando mais empregos qualificados e com acesso às políticas públicas e convênios de qualidade.

5 – valorizar os trabalhadores dos setores culturais e de informação.

6 – defender os interesses da classe trabalhadora, mesmo que, para isto, tenha que enfrentar pressões patronais, governamentais e até policiais.

O primeiro de maio está chegando e deve ser nossa grande manifestação unitária de protesto contra o governo neoliberal e entreguista.

A greve geral, organizada de todas as formas, também está na ordem do dia. É Preciso defender nossos direitos, defender o direito de todos se aposentarem com dignidade. É preciso lutar na defesa da soberania nacional.

O Brasil não está à venda! O Brasil merece respeito!

A participação nas atividades do primeiro de maio é fundamental.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Brasil: Um governo à serviço da destruição

Poderes desmoralizados e aumento da pobreza

O Brasil vive um processo de contínua destruição da credibilidade de suas instituições.

1 - Até as eleições, que deveriam ser a base da democracia, virou um abismo entre o que se promete na campanha e o que se faz depois de eleitos. Uma farsa imensa!

2 - A imprensa que deveria ser o modelo de transparência para ajudar o povo a ter acesso à verdade, virou instrumento de interesses escusos. Por exemplo: O Estadão tem sido o principal porta-voz dos operadores da Lava Jato. O jornal tem livre acesso a informações que são consideradas sigilosas pelo Judiciário. Manipulação à serviço de interesses não revelados.

3 - O Judiciário tem funcionado como aparelho dos golpistas e dos manipuladores da opinião pública. E a OAB vinha se calando e até participando do golpe. Nas últimas eleições a clima voltou a ser mais comprometido com as funções institucionais da Ordem.

4 - Os partidos políticos são os mais desacreditados. Estimulando medidas golpistas e ditatoriais. A Ucrânia é o caso mais recente da desmoralização dos partidos em todos os países. O sistema de monopólio da política pelos partidos está superado historicamente. Precisamos construir formas mais diretas e mais participativas.

5 - A violência, incluindo assaltos e assassinatos, vem crescendo diariamente. As armas de fogo são usados em qualquer tipo de assalto, banalizando à morte. A impunidade é grande e não sinaliza diminuição.

6 - As Igrejas viraram partidos políticos conservadores que querem aparelhar o Estado e censurar o conhecimento científico e acabar com a pluralidade.

7 - As privatizações estão destruindo às políticas públicas, principalmente educação, saúde e previdência. O Brasil está destruindo sua soberania, com total omissão dos setores mais mobilizados da sociedade e ante o silêncio das Forças Armadas. Por que se calam????

8 - Os movimentos sociais e populares estão com baixo poder de mobilização e pressão. Já foram muito mais fortes. O que aconteceu? Como combater o desemprego e as reformas destruidoras dos direitos e benefícios do povo mais pobre?

9 - Por que o judiciário, a imprensa e os demais setores da sociedade estão omissos ante a destruição que o governo atual está fazendo com as entidades sindicais? Acabar com o imposto sindical foi positivo, mas, impedir que os sindicalizados paguem as mensalidades no hollerith, descontando do salário, é crime contra a liberdade de organização sindical dos trabalhadores. Por que se calam???

10 - A reação popular tarda mais não falha. A dúvida é se esta reação vem de forma organizada para valorizar a democracia, ou se vem acompanhada pelas quadrilhas de traficantes e quadrilhas de paramilitares que se dizem defensores dos moradores???

Por que se calam????

Um dia passarão...

terça-feira, 16 de abril de 2019

Mentiram tanto que virou verdade!

Brasil: Degradação política, econômica e social

A farsa virou tragédia.

Para combater a instabilidade do governo Dilma, a imprensa foi juntando tudo que podia para destruir a imagem positiva do governo Lula e o que tinha de positivo no governo Dilma. O judiciário aceitou fazer o papel de "legalizador" dos abusos da imprensa, criando a operação lava jato, onde os erros estavam sempre de um lado, caracterizando a partidarização do judiciário. Os empresários financiaram esta "operação bandeirantes" ideológica e violenta.

Não bastava perseguir e tentar destruir os petistas, era necessário tomar de volta as conquistas que os pobres tiveram, pregando uma recessão enorme, com desemprego, arrocho salarial e muita violência contra os pobres, os negros e os contestadores.

Como convencer os pobres a votar num candidato conservador, inescrupuloso, à serviço dos patrões e dos Estados Unidos? A solução foi "empoderar os evangélicos", com todos os seus defeitos e suas virtudes. A demonização da democracia, com suas diversidades serviu de motivação moral e espiritual para sair da racionalidade e ficar apenas no ideológico.

Agora, todo mundo pode matar todo mundo?
A violência se espalha por todas as áreas e por todo o território nacional.

O caos tomou conta do Brasil.

Um governo que é pior do que a ditadura militar;
Um judiciário que se coloca acima da sociedade e da Constituição;
Um legislativo que virou um amplo balcão de negócios e de desmonte dos valores democráticos;
Uma imprensa falida financeiramente, desacreditada moralmente e confusa quanto ao que fazer;
Um empresariado que vê tudo que é brasileiro ser vendido aos estrangeiros à preço de bananas;
Nem mesmo os militares se preocupam em preservar a soberania nacional.

E o povo diz que é contra tanta violência contra o próprio povo, mas ainda não consegue erguer-se, organizar-se e reagir nos locais de trabalho, nos bairros e nas praças.

As pesquisas estão provando que este governo é um tragédia nacional.

Precisamos salvar o Brasil!
Precisamos recuperar a soberania nacional!
Precisamos recuperar os empregos e os salários!

Precisamos recuperar a dignidade nacional!
Precisamos voltar a ser um país de todos, com todos e para todos.

sábado, 13 de abril de 2019

André Singer, o lulismo e a Folha

A Folha é o Centro?

Ando com "ressaca de imprensa". Todas... direita, esquerda, mais direita e mais esquerda. Não consigo achar "leitura de centro", isto é, de autores que estejam mais preocupados com tentar chegar à verdade, em vez de autores sectários.

Autores como André Singer, Bresser Pereira, Fernanda Torres, têm me atraído com seus artigos mais aglutinadores. Este blog eu ganhei de presente do pessoal da Formação do Sindicato dos Bancários de São Pulo, que completa 96 anos neste próximo dia 16. Os autores pediram-me para contar casos e causos...

Na época da ditadura militar eu assinava quase todos jornais que eram contra a ditadura. Com a democratização eles foram fechando, fechando, agora há pouca coisa boa para ler.

Os grandes jornais - que geralmente são conservadores e apoiam golpes civis, militares e jurídicos - continuam parecidos com antigamente. Alguns perderam sua identidade, ficaram mais conservadores e cínicos, como o Estadão. Já a Folha, que teve grande relevância nas DIRETAS JÁ, participou do golpe contra Dilma e o PT, ajudou a eleger Bolsonaro, e agora anda tentando voltar a ser um jornal mais equilibrado...

Eu sempre gostei de divulgar artigos de outros autores publicados na grande imprensa. Carentes de dinheiro, esta mídia passou a proibir reproduções, a não ser com mais pagamentos além das assinaturas. E assim as boas informações ficam mais restritas. Elitizadas...

Por exemplo, o artigo de André Singer na Folha de hoje, está impecável. Brilhante! Mas, para eu reproduzi-lo, preciso fazer um malabarismo danado... O artigo tem como titulo ETERNO RETORNO, e aborda a volta ao empobrecimento e à ignorância. QUE FAZER?

Desde 2015 os ortodoxos prometem a ativação da economia para depois da austeridade. Vivemos nela há quatro anos e o ritmo do PIB não sai do 1%. Já dizia o bom André...

A pobreza vai se agravar, firmando-se outra vez no centro do embate político... Prevê André Singer, o analista e professor da USP. além de filho de outro grande pensador, Paul Singer.

Vamos reaglutinar os democratas, os centristas, os que aceitam diferenças???

Vamos ajudar o povo que votou em Bolsonaro a voltar a pensar no povo e no Brasil, ajudando a fazer deste país uma grande Nação???