sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Fernanda Montenegro, outra vez...

90 anos de Fernanda Montenegro. Parabéns!

Os jornais folha e Estadão voltaram a destacar com grandes fotos e muitas histórias, o próximo aniversário de Fernanda Montenegro no dia 16. Além de ter 70 anos de teatro.

Continuo com as histórias e estórias de Fernanda mais tarde. Fui chamado para outra reunião...

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

BR Distribuidora sob direção privatizada

O passado dos conselheiros não identifica os novos donos

Quem são os novos donos da BR Distribuidora da Petrobras?

Por que a imprensa não divulga?
Ou, será que a imprensa não sabe quem são?

Na Folha de hoje não vi nada sobre o assunto.
Também não vi no Estadão.
O Valor, como sempre, saiu na frente e na capa, de forma fria.

Por que a CVM - Comissão de Valores Mobiliares aceita esta situação?

Vejam o título que saiu no segundo caderno, página B4.

"BR escolhe novo conselho com viés profissional."

André Ramalho do Rio de Janeiro.

"Os acionistas da BR Distribuidora aprovaram ontem, em assembleia geral, o novo conselho de administração, o primeiro colegiado eleito depois da privatização da companhia, em julho deste ano. Dona de participação de 37,5% na empresa, a Petrobras indicou um terço dos conselheiros e emplacou um deles - EDY KOGUT - como novo presidente do conselho da distribuidora."

Foram eleitos nove membros:

1 - Kogut, pela diretoria da Petrobras que privatizou a BR;
2 - Alexandre Carneiro - ex-presidente da SHELL Brasil;
3 - Maria Carolina Laceerda - ex-UBS e ex Merril Lynch...

Os demais conselheiros indicados pelos novos donos:

4 - Carlos Augusto Piani - iretor da Kraft Heinz;
5 - Claudio Ely - ex-Drogasil;
6 - Leonel }Dias de Andrade Neto -ex-presidente da Smiles;
7 - Mateus Affonso Bandeira - ex-presidente do Banrisul;
8 - Pedro Ripper - conselheiro do Iguatemi Shopping Center;
9 - Ricardo Carvalho Maia - ex-diretor da Ipiranga."


A novela continua...
Vamos ver quando a imprensa levará este assunto mais a sério.





quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Quem ganhou nas eleições de Israel?

Um país pequeno, em guerra e com 12 partidos políticos

Resultado:

Demora três dias para saber o resultado? Da próxima vez peguem emprestadas as urnas eletrônicas do Brasil. Aqui é vapt-vupt! O resultado sai no mesmo dia... Se é verdadeiro ou falso, eu não posso garantir, mas que o povo gosta da rapidez bem que gosta.

Parece que o resultado também terá nome de música:

"Se ficar o bicho pega, e se correr o bicho come"

Bem que a oposição poderia ganhar, mesmo que seja com a diferença de um deputado. o importante é tirar Bibi e eleger alguém menos arrogante.

O mundo precisa de Paz!

O Oriente Médio precisa de Paz!

O Brasil também precisa de Paz!

Shalom, Shalom, Shalom!

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Para que foi criado o Estado de Israel?

Eleições de hoje mexem com o mundo

Netanyahu sabe que sua presença perpétua está em posição delicada, seja pela perversa conjuntura ou por falta de tato. (GL-Estadão). Atualmente ele deve se aliar ao rabino Meir Kahane, que é RACISTA e XENÓFOBO, e ao Partido FUNDAMENTALISTA.

As religiões estão substituindo os partidos políticos que, por sua vez, são incapazes de administrar bem a economia e o social, aumentando o risco de confrontos verbais e armados, abrindo caminho para guerras intensas e restrições às liberdades e à democracia plural.

Ao ler o artigo abaixo, de autoria de David Halbfinger, do The New York Times, a gente vê como vai se formando um abismo entre a comunidade judaica que vive fora de Israel e a realidade interna em Israel.

Afinal, para que foi criado o Estado de Israel? Porque não pode haver um Estado de Israel e um Estado da Palestina? A ONU, que foi fundamental na criação de Israel ainda deve aos palestinos e aos cudos a criação de seus Estados.

Leiam este excelente artigo publicado no Estadão de hoje. Amanhã, vai ser outro dia... já cantava Chico Buarque. A Terra é nossa Pátria....

Eleição em Israel acirra debate sobre Estado secular


Discussão sobre papel dos religiosos ultraortodoxos na sociedade está por trás das forças que definem hoje o futuro de Netanyahu

David Halbfinger, The New York Times, O Estado de S.Paulo
17 de setembro de 2019 | 05h01

JERUSALÉM - Israel terá hoje sua segunda eleição no ano, depois que a coalizão vitoriosa na primeira votação, em abril, desmoronou em razão de divergências entre conservadores laicos e religiosos da coalizão do primeiro-ministro,Binyamin “Bibi” Netanyahu.

O que travou a formação de um governo em abril foi Avigdor Lieberman, do Yisrael Beitenu, partido secular e conservador. Há anos, o ressentimento vem se formando entre Liberman e os partidos religiosos da aliança de Bibi. Isso porque, em Israel, homens e mulheres são obrigados a prestar serviço militar, mas os ultraortodoxos estão isentos.

Ao contrário de outros israelenses, eles recebem subsídios para estudar a Torá e constituir grandes famílias. Em um país que se coloca como lar de todos os judeus, os rabinos ultraortodoxos têm o monopólio de eventos como casamento, divórcio e conversões religiosas.

Em um país cercado de problemas de segurança, a eleição, surpreendentemente, se centraliza na preocupação sobre o quão judeu deve ser o Estado de Israel. “Não tenho nada contra os ultraortodoxos”, disse Lior Amiel, de 49 anos, empresário que fazia compras em Ramat Hasharon. “Mas, no momento, estou financiando o estilo de vida deles.”

Essa eleição deveria ser simples, um rápido reexame para dar a Netanyahu a reeleição ou uma oportunidade aos seus oponentes de derrotá-lo. Em vez disto, tornou-se o queYohanan Plesner, presidente do Israel Democracy Institute, chama de “campanha crucial pela trajetória do país”.

A jogada de Lieberman pode ter sido uma estratégia para chamar atenção. Da noite para o dia, seu apoio duplicou e ele se tornou o herói dos liberais laicos. Segundo Jason Pearlman, analista conservador, nos últimos anos, os dois principais eixos da política israelense – religião e palestinos – convergiram.

A antiga coalizão de Netanyahu foi uma fusão da direita, que defende uma linha-dura com os palestinos, e ultraortodoxos, que prometem votar em bloco em troca de privilégios. “O que Lieberman fez foi quebrar o lacre, separando os dois eixos”, disse Pearlman.

Líderes liberais e seculares da esquerda e do centro responderam, apoiando Lieberman e afirmando que a população ultraortodoxa, com seus estudantes de religião desempregados e suas grandes famílias subsidiadas, estão impondo uma carga excessiva sobre o Estado.
Eles se dizem chocados com o fato de os partidos ultrarreligiosos negociarem a imunidade de Netanyahu, que estaria comprando sua liberdade em troca da permissão para que Israel se torne uma teocracia.

Os liberais e seculares estão furiosos com a crescente influência de um grupo quase evangélico de judeus que defendem uma visão antifeminista, antigay e uma ideologia messiânica de extrema direita. “Está cada vez mais alarmante” disse Nitzan Horowitz, líder do partido União Democrática, de esquerda. “As pessoas começam a se sentir ameaçadas.”

Os partidos religiosos insistem que estão defendendo o status quo que remonta à fundação de Israel e tem por fim preservar o estudo da Torá. Os ultraortodoxos representam apenas 10% dos eleitores – frente aos 44% seculares –, mas têm aumentado seus privilégios graças à habilidade de obter promessas em troca de apoio político. “Não estamos nos tornando uma minoria menor, mas sim uma minoria maior”, disse Yitzhak Zeev Pindrus, deputado do partido Judaísmo da Torá Unida.

Os religiosos rejeitam as críticas, taxando-as de antissemitas. “Estão fazendo uma campanha de ódio contra tudo que tem aroma judeu”, disse Eytan Fuld, porta-voz doYamina, partido conservador.
O equilíbrio entre Estado e religião está no centro da identidade de Israel. “Somos um Estado nacional judeu e isso é tudo?”, questiona Ariel Picard, estudioso do Shalom Hartman Institute, de Jerusalém.

“Ou somos um Estado democrático judeu com valores humanos?”

A pergunta tem consequências reais. Os ultrarreligiosos alertam que o país pode perder sua alma e não será mais socialmente aceitável ou economicamente viável viver como judeus tementes a Deus e seguindo os mandamentos da Torá. Seus oponentes dizem que o país está se tornando um lugar irreconhecível e inóspito.

Além da isenção de serviço militar, o debate traz à tona a suspensão de regras que proíbem ônibus, trens e lojas de operar aos sábados. Essas discussões, normalmente, envolvem apenas ultraortodoxos e seculares. Desta vez, porém, entrou no debate um outro grupo: judeus que usam o quipá, observam o shabat e são sionistas fervorosos que apoiam a anexação da Cisjordânia.

É a influência crescente de uma ala desse grupo, os religiosos haredis, que tem alarmado os israelenses seculares. A anexação da Cisjordânia eliminaria a solução de dois Estados e a construção de um Terceiro Templo no local do Domo da Rocha, lugar sagrado dos muçulmanos, pode desencadear uma guerra santa cataclísmica.

À medida que o poder de Netanyahu enfraquece, a extrema direita ganha influência, culminando na indicação de nomes para o gabinete, como Bezalel Smotrich, como ministro dos Transportes, e Rafi Peretz, ex-rabino como ministro da Educação.

Em entrevista recente, Peretz defendeu a “terapia de conversão” gay. Smotrich pediu a restauração do “sistema judiciário da Torá”, o que levou a acusações de que ele deseja criar um Estado religioso.
A apreensão aumenta, mesmo entre os eleitores judeus de direita que votam normalmente em Netanyahu. O debate sobre que valores judeus devem ter precedência está dividindo famílias e congregações.

Na sinagoga de Shtiblach, em Jerusalém, Harry Grynberg, de 62 anos, disse que votou no Likud, em abril, mas não votará desta vez – ele disse que apoia agora o partido Azul e Branco, do ex-general Benny Gantz, que prometeu unificar o país a partir do centro.

Netanyahu tem tentado mudar de assunto, trazendo à tona ameaças à segurança do país. “Para ele, essas questões são como uma bomba-relógio”, disse Plesner, do Israel Democracy Institute.

“Ele está em rota de colisão com seus próprios eleitores. A maioria do Likud é secular e não apoia os ultraortodoxos.” A oposição, porém, aprendeu a nunca dar Netanyahu como derrotado. Na última hora, ele sempre tira um curinga da manga.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

São tantos aniversariantes... como Joel e Clemente

O mês de setembro é cheio de aniversariantes. Porque?

Porque há nove anos atrás era Natal e Ano Novo, quando os casais se amam e amam os parentes e amigos.

Entre tantos aniversariantes importantes, temos Augusto Campos, Nelson Silva, Silvia Portela, Aguinaldo e hoje, especialmente, temos os aniversários de JOEL BUENO e CLEMENTE DO DIEESE.

Como ando correndo muito, quero deixar um abraço especial para todos os aniversariantes do mês, incluindo Givaldo, meu irmão mais velho e Celeste, nossa irmã professora de ARTE e Artes.

Andei deixando de mandar mensagens para muitos bons aniversariantes, mas todos eles sabem que eu não os/as esqueço.

Esta semana que passou tivemos que ir à Curitiba acompanhar a liberação de João Vaccari, agora ele está em liberdade condicional em Curitiba. Aí fomos todos nós que recebemos um belíssimo presente.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Pré guerra ou guerra declarada?

Sozinho, ninguém está protegido, nem garantido...

Ao pesquisar sobre quais países têm alguém lendo os textos que publico neste blog nos últimos dias, deparo-me com dois destaques:

1 - Mesmo sendo "carneirogilmar.com.br",
há sempre alguém no exterior lendo o que publico. Por exemplo: Estados Unidos; Rússia; Canadá; França; Emirados Árabes; Alemanha; Ucránia; Israel; Região Desconhecida; Hungria; Irlanda e China.

2 - Observem a ausência de países da África e da América Latina.
Por acaso estão estes países ausentes da pauta internacional ou é que são mais pobres que os demais???

Constatamos que a Ásia está disputando econômica e politicamente com a Europa e os Estados Unidos seu novo espaço no mercado internacional. Se somarmos os PIB's da China, do Japão e da Índia, e compararmos com a Europa e os Estados Unidos percebemos bem a diminuição da diferença;

Constatamos também que, quanto mais a tecnologia avança, menos competitivos os países da África e da América Latina ficam...

Como reverter esta tendência negativa?

Os países do BRICS, que, juntos, pretendem melhorar a capacidade de intervenção no cenário internacional, por um lado, sentem o impasse na economia da África do Sul, por outro lado, estão sentindo o retrocesso que está acontecendo com o
Brasil. Como evitar que estes tipos de retrocessos aconteçam? Como consolidar a participação popular na defesa de seus projetos? Acabou o sonho da "burguesia nacional"? Ou o correto seja criar uma grande classe média, ampliando sua formação escolar e competitividade produtiva, além de consolidar a participação na gestão da economia e das instituições públicas?

Todos seguimos algum caminho.


Em função de muitos negarem o clima pré-guerra,
milhões morreram na segunda guerra mundial.

Já passamos por 1929, 1933, parece que chegamos a 1936...
Começou na Espanha,
passou pela Itália e se espalhou pelo mundo.

E não foi por falta de avisos...

domingo, 8 de setembro de 2019

Democracia se aprende praticando

Quase 5000 municípios elegeram novas direções do PT

No mesmo dia, o jornal Folha de São Paulo pública um caderno com as mensagens do ministério público, da polícia federal e de juízes como Moro, tudo mostrando que a operação lava jato foi uma farsa montada para não deixar Lula ser eleito presidente.

Mesmo com toda baixaria, o PT ainda é o maior partido democrático e participativo do Brasil.

A militância e os Filiad foram às ruas comemorar a grande convenção nacional do PT.

A verdade pode demorar mas aparece.

Sem medo de ser feliz, Gleisi continuará nossa presidente nacional do partido. Lutando em defesa da liberdade de Lula e de todos os companheiros presos políticos.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

E Felipão foi demitido do Palmeiras

O imediatismo do futebol brasileiro

Tudo na vida requer planejamento e boa gestão. Os times de futebol já deveriam ter sido transformados em empresas com responsabilidades sociais. Isto é, Empresas que têm como produtos o bom futebol de seus atletas, as boas marcas associadas à imagem dos clubes vitoriosos e de grandes torcidas.

O Brasil já teve o melhor futebol do mundo.

Mas,como não geria de forma planejada nem era bem administrado, foi sendo passado para trás em todos os continentes. Inclusive na Ásia.

Felipão foi demitido do Palmeiras.

O quê simboliza o Felipão?
O futebol de raça, de vontade e de um técnico forte.

Algo aconteceu no Palmeiras que levou os jogadores a não obedecerem mais o Felipão. A diretoria do clube ficou contraditória e a imprensa que via o Palmeiras campeão por antecipação, de repente, também passou a bater no Palmeiras e no Felipão.

Repetindo o que acontece em todos os clubes, e no próprio Brasil, o técnico foi demitido. Lá se foi, mais uma vez, o Felipão.

Só falta aproveitar a crise que vive a Argentina e contratar um bom técnico argentino para nosso decadente futebol. Como eles também são técnicos na Europa, por tabela,vamos aprendendo a ser globais.

Decifra-me ou de devoro. Já dizia a esfinge...

domingo, 1 de setembro de 2019

Amanhã palmeirenses não vão trabalhar

Corinthians passou o Palmeiras e, de sobra, o São Paulo

Eu adoro o Felipão, mas eu acho que estão boicotando seu trabalho. Este negócio de comentarista esportivo dizer que é cansaço e ansiedade é conversa mole. TEM BOICOTE NO FELIPÃO.

Tomar de três e ainda ouvir a torcida no maracanã gritar OLÉ é de chorar. Só praga de Bolsonaro...

Duvido que Julinho Turra, sindicalista experiente, mas palmeirense chato, duvido que ele apareça para trabalhar. ainda mais se chover como hoje.

Já o Corinthias, devem ter dado aumento de salário, porque ganhar jogo com este futebol feínho, só chorando abraçado aos palmeirenses.

Agora, futebol de verdade, quem jogou foram os craques do ARSENAL e do TOTTENHAM, no Campeonato Inglês. Fazia tempo que não via um futebol tão fascinante como hoje. Coisa de quem inventou o futebol....

Quero ver o que Joel Bueno, nosso correspondente carioca vai dizer.

sábado, 31 de agosto de 2019

O presidente louco desorganiza o Brasil

Elegeu-se combatendo o PT,
dizendo-se defender os pobres,
mas, na verdade, faz tudo para os ricos.

Dizer que "faz severo combate à corrupção"
e ter um governo cheio de partidos historicamente corruptos
é mais nocivo do que ter um governo petista.

Vivemos uma realidade onde a maioria da classe média
posicionou-se contra o PT, mesmo sabendo que o candidato era ruim.
Mesmo agora, depois das eleições, da posse e das reformas contra o povo,

Ainda há pessoas que têm a coragem de dizer que o povo de Bolsonaro é doido, faz mutreta, mas são contra o PT, e isto seria suficiente...

Mesmo tendo uma parte de razão em algumas críticas ao PT, a mentira, a manipulação, a violência, a falta de transparência
de liberdade de imprensa, não se justificam. Muito menos o governo ter uma "cara de ditadura civil".

A resistência será longa e difícil...
Os caminhos e as alternativas serão muitas.

Mas resistir é preciso,
Viver, também é preciso,

Estudar modelos organizacionais é necessário,

Construir um novo Brasil?
É mais do que necessário...
É imperativo!

O Brasil é maior do que os governos e os partidos políticos.
Lutaremos, resistiremos, estudaremos, planejaremos e venceremos.

Os Evangélicos aos poucos perceberão que estão sendo enganados pelos bispos e os pastores, quando estes mentem ao tentar servir a dois senhores... Ou cuidaremos das pessoas ou cuidaremos do dinheiro.

O povo pode perder o emprego, mas não pode perder a dignidade.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Vivemos à Vida ou à Morte?

Acabo de oír el grito de ¡viva la muerte!
Esto suena lo mismo que ¡muera la vida!


Y yo, que me he pasado toda mi vida creando paradojas que enojaban a los que no las comprendían, he de deciros como autoridad en la materia que esa paradoja me parece ridícula y repelente. De forma excesiva y tortuosa ha sido proclamada en homenaje al último orador, como testimonio de que él mismo es un símbolo de la muerte.

El general Millán Astray es un inválido de guerra.
No es preciso decirlo en un tono más bajo.
También lo fue Cervantes.

Pero los extremos no se tocan ni nos sirven de norma.

Por desgracia hoy tenemos demasiados inválidos en España y pronto habrá más si Dios no nos ayuda. Me duele pensar que el general Millán Astray pueda dictar las normas de psicología a las masas. Un inválido que carezca de la grandeza espiritual de Cervantes se sentirá aliviado al ver cómo aumentan los mutilados a su alrededor.

El general Millán Astray no es un espíritu selecto: quiere crear una España nueva, a su propia imagen. Por ello lo que desea es ver una España mutilada, como ha dado a entender.

Este es el templo del intelecto y yo soy su supremo sacerdote.
Vosotros estáis profanando su recinto sagrado.


Diga lo que diga el proverbio, yo siempre he sido profeta en mi propio país.
Venceréis, pero no convenceréis.
Venceréis porque tenéis sobrada fuerza bruta,
pero no convenceréis porque convencer significa persuadir.
Y para persuadir necesitáis algo que os falta en esta lucha, razón y derecho.
Me parece inútil pediros que penséis en España.

De: ULIANA – ES - Brasil
Enviada: 2019/08/27 12:02:49
Para: gilmarcarneiro@uol.com.br
Assunto: Espanha Brasil

Reproduzo acima trechos deste episódio marcante na Espanha da época do franquismo num embate entre o general franquista Milan Astray e o reitor da Universidade de Salamanca "" Miguel de Unamuno.. para repudiar de forma veemente e ao mesmo triste de como seres ditos humanos chegam a este nível de degradação humana ao tripudiar sobre a vida e morte de pessoas ..
falo das revelações feitas hoje pelo site intercept Brasil das falas dos procuradores e procuradores da lava jato sobre a mulher neto e irmão do lula.. a banalidade do mal tão bem definida por Hanah Arendt se aplica totalmente a estes homens e mulheres públicos

Uliana foi dirigente nacional dos bancários, foi bancário no Espírito Santo, onde vive até hoje. Sempre manteve a verve literária...

Salvar a Amazônia e salvar o Brasil

O Brasil é bem maior que seu governo

Em poucos meses, o governo Bolsonaro conseguiu destruir a boa imagem internacional do Brasil.

Será que valeu a pena entregar o governo brasileiro a um louco e incapaz de governar, tudo isto em nome de se evitar que uma pessoa como Haddad foi eleito presidente.

O preço pago está caro demais... Todos estamos perdendo. Estão destruindo o Brasil, sua alegria e o compromisso com todo o povo brasileiro.

Os trabalhadores, os aposentados, os jovens e todos que sentem o desgaste deste governo irresponsável.

É hora de nos unir pelo Brasil, pela Amazônia e pelo povo brasileiro.

Em todos os locais de trabalho, nas escolas, nos restaurantes, nos bairros, e nas residências; em toda parte e em todos os lugares devemos conversar, trocar informações e nos organizar para acabar com esta destruição do Brasil. é preciso recuperar a dignidade, a ética, a transparência e, principalmente, o compromisso com o povo brasileiro.

Nunca o Brasil se viu tão desmoralizado internacional.

Tudo que foi construído historicamente, está sendo destruído por este governo.

Todos têm responsabilidade com a boa imagem do Brasil.


A imprensa não pode esconder a verdade.

O judiciário não pode continuar manipulando a justiça.

Os governantes não podem continuar a destruir o Brasil.

Os parlamentares têm mais responsabilidade que os demais, por serem eleitos pelo povo.

E a palavra final cabe ao povo brasileiro.

Democracia é governo do povo, para o povo e com o povo.

Chega de incompetência!

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A Amazônia é "pulmão do mundo". Fora Bolsonaro!

Bolsonaro conseguiu unanimidade internacional

O mundo contra Bolsonaro e contra Trump

Bolsonaro liberou os fazendeiros e madeireiros a botarem fogo na Amazônia.

Bolsonaro e sua tropa acharam que podem fazer o que quiser.

Bolsonaro e seus subordinados avaliaram nossa imprensa está desmoralizada e que não teria força para denunciar suas loucuras.

Bolsonaro e seus aliados consideraram que mandam no judiciário, incluindo o STF.

Bolsonaro diz que, como ele faz tudo que os patrões nacionais e internacionais querem, por deverem favor, os empresários não podem reclamar de suas loucuras contra o povo brasileiro.

Bolsonaro e aliados acharam que podiam "botar fogo" na Amazônia.

Bolsonaro está se deleitando ao ver as imagens do "mundo pegando fogo".

Bolsonaro achou que, com Trump, o todo-poderoso e também louco, presidente dos Estados Unidos,
poderiam um botar fogo na Amazonia e outro que poderia comprar a Groenlândia.

Governar é coisa séria!

Vamos salvar a Terra!

Vamos salvar a Amazônia!

Fora Trump!

Fora Bolsonaro!

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Brasil na mão dos loucos

Loucos, corruptos e entreguistas?

A principal manchete do jornal Valor de hoje é:

"Equipe econômica planeja vender Petrobras até 2022"


O "Deus Mercado" reagiu bem ao pacote apresentado pelo governo...

O curioso é que o governo está entregando nossas terras aos estrangeiros, vendendo nossas empresas à preço de bananas e ninguém reage...
Nem as Forças Armadas...

Será que os brasileiros abestalharam-se? Como se dizia antigamente.

Será que nossa imprensa está corrompida pelas grandes multinacionais estrangeiras?

Será que nossos políticos mais uma vez foram corrompidos pelas empresas?

O pior é que tem gente que é pastor de igreja pentecostal ou bispo destas igrejas e este pessoal vota a favor de tudo que o governo apresenta como forma de fortalecer o governo-evangélico? Será que fazem isto em nome de Deus, pai, ou em nome do deus-dinheiro?

Esta política de terra arrasada terá que acabar.

O povo vai se cansando de ficar desempregado e de

ser enganado pelo governo, pela imprensa, pelo judiciário.

Deus, oh Deus, onde está que não responde?

Já declamava Castro Alves na sua defesa do fim da escravidão.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Que passa em Hong Kong???

Hong Kong abandonada pelo Ocidente

Pragmatismo ou fraqueza?

A revista Der Spiegel apresenta um artigo leve porém contundente ao abordar a omissão do Europa e dos Estados Unidos em relação ao que está acontecendo em Honk Kong, parte da China.

Derrubar governos democráticos na América Latina, África e Oriente Médio é fácil. Difícil é quando o país atingido é a Rússia, a China, ou mesmo Estados Unidos e os países maiores da Europa.

Vejam o alerta do Der Spiegel:

A luz orientadora do Ocidente diminuiu


Em Hong Kong, os manifestantes estão lutando corajosamente pela democracia, pelo estado de direito e pelos direitos humanos - valores que o Ocidente costumava promover. Mas não mais, mostrando o quão dramaticamente a ordem mundial mudou.

A DER SPIEGEL Editorial por Dirk Kurbjuweit - 16 de agosto de 2019

Eles querem o que os alemães, franceses, ingleses e americanos já têm: democracia, estado de direito, direitos humanos. E eles estão lutando por isso, corajosamente, incansavelmente. Embora morem na longínqua Hong Kong, sua causa é a ocidental. Eles provavelmente não serão capazes de retirá-lo sozinho.Mas quem vai ajudá-los?

PROPAGANDA

Se, para citar o historiador Heinrich August Winkler, o "projeto normativo do Ocidente" ainda existisse, os países ocidentais deveriam fornecer apoio significativo aos manifestantes. Os revolucionários franceses e americanos do final do século XVIII foram os primeiros a estabelecer a democracia, o estado de direito e os direitos humanos, ainda que apenas parcialmente ou temporariamente. Mas estimulou a noção de que os valores ocidentais deveriam ser uma norma orientadora - tanto interna como externamente.

Mas aqueles que desejam afirmar valores externamente precisam de poder - o poder duro das armas e da economia e, neste caso, também o poder brando de ser um bom modelo. O Ocidente, no entanto, não está se saindo muito bem em nenhuma dessas áreas.

O século 19 foi dominado pelos britânicos, o 20 em grande parte pelos Estados Unidos. Os britânicos naquela época não estavam interessados em exportar democracia e direitos humanos, mas em subjugar os povos para explorá-los.

Essa estratégia também foi bem sucedida em partes da China, onde Hong Kong se tornou uma colônia britânica por mais de 150 anos.

A ambição colonialista era conhecida como Pax Britannica, embora a conduta britânica tivesse pouco a ver com paz ou direitos humanos. O projeto normativo aplicado apenas internamente e o Reino Unido tornou-se uma democracia modelo.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

São Paulo refém de criminosos

A Cidade contra o crime e contra a impunidade

Diariamente vemos notícias de assaltos violentos, roubos e assassinatos em qualquer bairro de São Paulo.

Jovens morrem
ao demorar a entregar seus celulares ou suas bicicletas...

Idosos são agredidos
, arrastados violentamente como forma de intimidá-los e obrigá-los a entregar o que tem e o que não tem nas casas...

Filhos choram ao ver seus pais agredidos,
humilhados e roubados. Exigem justiça. JUSTIÇA?

Como impedir que a violência continue?


Como impedir que pessoas com mais de 80 anos de idade sejam roubadas, furtadas, assaltadas, agredidas fisicamente e ter seus bens afetivos serem quebrados ou levados por ladrões que não são punidos?

Além dos moradores da região da Vila Madalena, Pinheiros, Pompeia, Perdizes, etc, com todas as pessoas que contamos nossas histórias, constatamos que todo mundo tem, pelo menos, um caso para contar. Muitos foram roubados várias vezes...

Outro dia, uma vizinha foi dar um cafezinho ao vigia da rua e ambos foram rendidos por assaltantes, às 9:00h da manhã. É mole?

Outra vez, os dois filhos estavam no carro esperando a mãe para irem para casa, quando foram abordados por dois rapazes de moto, que exigiram os celulares, relógios, dentre outras coisas que os jovens tinham no carro. Sem contar os sequestros relâmpagos e os roubos de carros dos mais diversos tipos.

Roubam até das domésticas que chegam por volta das seis horas da manhã.

Os roubos são praticamente diários e de forma acintosa!


Se na Vila Madalena está assim, imaginem nos bairros distantes...

Tudo isto acontece no nosso bairro, quando simultaneamente debatemos se devemos pagar a guardinhas civis, empresas de seguranças, colocar filmadoras nos mais diversos pontos da casa e da rua, etc.

Aos poucos, vamos ficando reféns de criminosos e da impunidade. Aos poucos vamos ficando reféns de seguranças que não garantem a nossa segurança...

Aos poucos, os moradores que não são advogados nem criminalistas, vão aprendendo a diferença entre roubos, furtos, assaltos, se o crime foi à mão armada, ou com facas e chaves de fenda, com uniformes de empresas prestadoras de serviços como Sabesp, Correios, etc...

Enquanto isto, nossas crianças já não brincam nas ruas, como antigamente;

Nossos pais já não sentam nas cadeiras ao cair da tarde para falar da vida e das alegrias...

Nós, quando chegamos em casa, ficamos com medo de pessoas e de carros que estejam na nossa rua.

Do jeito que vai, logo, logo, vão mandar cortar as árvores, aumentar os muros e colocar portões blindados... Pronto, ficaremos presos em nossas casas, enquanto os bandidos tomam conta da nossa cidade e do nosso país.

Não gosto da ideia de armar o povo contra ladrões profissionais e violentos. Em vários países que passei, apenas a PM tem acesso às armas. E o fato de o governo ter o monopólio das armas, não significa impunidade, nem uso abusivo contra as pessoas comuns.

Só sei que, do jeito que vamos, vamos ficar reféns de criminosos e da impunidade.

Onde estamos errando???

domingo, 18 de agosto de 2019

Argentina: Um terço da população abaixo da linha de pobreza.

Argentina com 50% de INFLAÇÃO

"Se ficar o bicho pega;
Se correr o bicho come..."

Os argentinos votaram anos atrás num "não peronista", como resposta aos erros econômicos de Cristina Kirchner.

Quatro anos depois, os mesmos argentinos deram um NÃO, como resposta aos erros econômicos de Macri.

A direita brasileira, dizendo chamar-se de "Deus Mercado", está pregando o ódio e a vingança contra os argentino que votaram nos candidatos peronistas.

Os golpistas brasileiros, cultuadores do "Deus Mercado", estão morrendo de medo de perder as eleições na Argentina e depois também perderem as eleições para os petistas - que são muito parecidos com os peronistas...

Bolsonaro, que só fala de guerra e de violência, já saiu falando mal dos argentinos e ameaça sair do Mercosul, além de chamar os argentinos de venezuelanos...

Precisamos no unir aos argentinos e demais povos da América Latina, para desenvolver uma economia solidária, fraterna, onde as pessoas e as liberdades estejam em primeiro lugar. Unir os povos da América, da África, da Ásia e da Europa, para criar um novo modelo econômico e social.

Um modelo econômico onde a natureza seja protegida, onde a educação e formação profissional sejam fortes e competitivas; onde o povo tenha saúde desde a gestação; onde os velhos tenham a proteção previdenciária social; onde os aposentados tenham poder de compra e de vida digna.

Um modelo econômico onde o trabalho, como a formação, garantam a dignidade e a renda necessária à toda população.

Este governo brasileiro de Bolsonaro mata o Brasil de vergonha!

Precisamos reagir democraticamente e contribuir para restabelecer alto estima dos brasileiros.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

E Deus criou Miles Davis e o Blue...

Deus também criou o homem à sua semelhança

Depois os homens criaram as guerras, as migrações e as escravidões...

No caso dos negros e negras que foram para os Estados Unidos, ante a violência dos brancos, depois ajudou os negros a criarem o Blue e o Jazz, obrigando assim,os brancos a reconhecerem que há gente que sabe mais que outra, cabendo a cada um ser bom conforme sua história de vida. Os negros conquistaram o direito de criar e mostrar sua arte, sua história... sem precisar entrar pela porta do fundo.

Hoje, num dia de notícias ruins nos jornais impressos, o Caderno 2 do Estadão, como sempre, trás um belo artigo sobre os 60 anos do disco brilhante de Miles Davis. Leiam o belíssimo artigo de Alberto Bombig.


‘Kind of Blue’, obra-prima de Miles Davis,

completa 60 anos como álbum mais vendido do jazz
Tal sucesso, em grande parte,
decorre da simplicidade e apelo juvenil da obra

Alberto Bombig, O Estado de S.Paulo - 15 de agosto de 2019 | 07h00

Na manhã do dia 17 de agosto de 1959, o pianista Warren Bernhardt, então estudante da Universidade de Chicago (EUA), estava ansioso: “Eu me lembro de me plantar na loja de discos (...) Ficamos, eu e um bando de caras, esperando que os discos fossem descarregados do caminhão. Compramos no minuto em que foi lançado”. Desde então, há exatos 60 anos, Kind of Blue, a obra-prima de Miles Davis, vem influenciando corações e mentes e abrindo o portal mágico do universo do jazz para milhões de jovens.

O depoimento de Bernhardt, que acabaria por seguir a vida nos (des) caminhos do jazz, do pop e da música clássica, está no livro do jornalista americano Ashley Kahn sobre o lendário álbum de Miles, gravado em março e abril de 1959 em Nova York e lançado no verão americano daquele ano pelo selo Columbia Records. Na ocasião, a revista Down Beat, uma das mais respeitadas publicações de gênero, saudou assim a novidade: “Este é um álbum fora do comum”. Profética.

Os feitos do “sessentão” são impressionantes: é o disco de jazz mais vendido da história (cerca de 5 milhões de cópias), com lugar assegurado em todas as listas dos melhores de todos os tempos. Neste aniversário, Kind of Blue (um “tipo de melancolia”, em tradução livre) celebra mais uma façanha, a de permanecer no topo durante o apogeu e glória de três plataformas de reprodução de música, o vinil, o CD e, agora, o streaming.

Tal sucesso, em grande parte, decorre da simplicidade e apelo juvenil da obra. “Miles sempre quis atingir os jovens, em todos os momentos de sua trajetória”, afirma o crítico e historiador musical Zuza Homem de Mello. Em linhas geralistas, Kind of Blue é a obra mais palatável (e agradável) do jazz ao lado de Time Out (também de 1959), de Dave Brubeck.

Miles entrou no estúdio naquele outono americano disposto a fazer história. Para isso, havia montado um sexteto de monstros sagrados, tendo ele à frente, no trompete: John Coltrane, no sax tenor, Cannonball Aderly, no sax alto, Jimmy Cobb, na bateria, Paulo Chambers, no contrabaixo, Bill Evans, ao piano, e Wynton Kelly (no lugar de Evans em uma das faixas), ao piano.

Nas sessões de gravação, o genial e genioso trompetista foi perspicaz ao deixar os músicos à vontade para captar o clima espontâneo das sessões. Segundo depoimento de Evans, Miles fez os arranjos horas antes de a gravação ter início.

O álbum é o ápice de Miles em sua fase “cool’ e, para muitos críticos, marca a maior revolução do panorama musical protagonizada pelo trompetista, a criação do “jazz modal”. “Trata-se de um jazz muito lógico e ligado às raízes do blues, que é a grande invenção da música americana”, diz Zuza. O guitarrista Lupa Santiago o resume assim: “É o estilo do menos é mais”.

Em 1957, Zuza estudava música nos EUA. Segundo ele, naquele ano, a cena americana do jazz dava sinais de uma busca pela simplicidade. O próprio Miles tinha enveredado por essa toada com os álbuns Birth of Cool e Round About Midnight. O crítico e historiador brasileiro afirma que o conceito do jazz modal já havia aparecido no trabalho e em palestras de George Russel. “Isso não é mera coincidência. É a sagacidade
do Miles em achar um poço de petróleo”, diz Zuza.

Lupa Santiago, hoje um dos mais respeitados instrumentistas do Brasil
, se apaixonou por Kind of Blue no final da década de 90, quando também estudava música nos EUA. “Definitivamente, foi uma porta de entrada para mim e para muita gente. Nunca mais deixei de ouvir o disco. Se você tiver de ter um único disco de jazz, que seja Kind of Blue”, diz. Ele, que também é professor de música, utiliza a obra em seus ensinamentos. “Todos os meus alunos precisam aprender a tocar as músicas do disco.”

A edição original de Kind of Blue trazia cinco faixas: So What, Freddie Freeloader, Blue in Green, All Blues e Flamenco Sketches. Todas sucessos absolutos, com destaque especial para a primeira delas. “É um tema em 32 compassos que resume o jazz modal”, afirma Zuza. Algumas lendas e polêmicas envolvem o disco. A maior delas é a participação de Kelly somente em uma faixa. “Foi um coisa política, Evans era branco e não podia, naquela altura, tocar o blues do disco. Por isso, Miles usou o Kelly”, afirma Lupa. Kelly toca piano na faixa Freddie Freeloader.

Dos participantes de Kind of Blue, apenas Cobb está vivo neste aniversário tão especial. O baterista é uma das principais fontes do livro de Kahn (Kind of Blue – A História da Obra-Prima de Miles Davis), lançado no Brasil em 2007 pela editora Barracuda. “Wynton vinha do Brooklyn (até o estúdio em Nova York) de táxi porque ele não suportava o metrô. Aí ele vê Bill sentado ao piano e fica pasmo! Eu respondi: ‘Espere antes de ir embora, você também está escalado para a gravação’”, contou Cobb ao jornalista americano.

Bill Evans é coautor com Miles de duas faixas, segundo pesquisadores. Blue in Green e Flamenco Sketches, porém, quando o disco foi lançado, apenas Miles aparecia como autor dessas duas joias. Somente anos mais tarde o “erro” foi reparado. Por tudo isso, o aniversário de 60 anos de Kind of Blue é mais uma oportunidade para Miles Davis e seu sexteto abrirem as portas do jazz para velhos fãs e futuros amantes.

domingo, 11 de agosto de 2019

O sonho ainda não acabou

Belo artigo de Gerald Thomas

Depois de ter ido assistir, sob intensa chuva, à peça "Mãe Coragem", no Sesc Pompeia, sob direção de Daniela Thomas,deparo-me com este artigo brilhante de autoria de Gerald Thomas.

O sonho ainda não acabou?
Eu prefiro dizer que "o sonho nunca acaba", nós passamos, mas os sonhos sempre continuarão...

50 anos de Woodstock, 50 anos de lutas contra as ditaduras, as guerras pelo mundo, a ignorância e os sinais de agressões à democracia e à liberdade estão novamente presente no Brasil e no mundo. Em 1933 o nazismo assumiu o poder na Alemanha em nome da segurança e da ordem. Tempos sombrios e de esperanças. "Viver é melhor que sonhar", já cantava a baixinha Elis Regina...

Vamos retomar os nossos sonhos. Hoje reproduzo este belo artigo publicado no Estadão de domingo. "Estadão de domingo" era sinônimo de boas leituras antigamente...

Voltemos a Woodstock de Gerald Thomas:



‘Woodstock parecia um êxodo bíblico. Eram hordas e hordas de pessoas’, diz Gerald Thomas
Dramaturgo tinha 15 anos e lembra que no evento teve a certeza de que o mundo jamais seria o mesmo

Gerald Thomas, especial para O Estado - 10 de agosto de 2019


Eu estava numa cidadela no interior do Tennessee. Lá mesmo, na minha escola (Unicoi County High School), eu já subvertia os meus colegas com LP’s de bandas de rock como o MC5, Jimi Hendrix, Joplin, Cream e Jefferson Airplane.
Para o horror dos papais e mamães caretas, eu vencia a batalha convertendo a galera pro meu lado. Meu arsenal era grande e consistia de revistas como Ramparts, Rolling Stone Magazine e assim por diante.

E, com meus 15 anos recém- completados, propus uma espécie de caravana com quatro de nós rumo ao Festival de Woodstock.
Chegamos. Mas só conseguimos chegar no último dia. Sim, a cena que vi era épica. Parecia um êxodo bíblico. Eram hordas e hordas de pessoas, de gente “groovy”, freaks and “far out” people indo embora e voltando pra onde quer que seja que voltariam.

E assim a minha chegada foi uma coisa parecida com a foto da Serra Pelada de Sebastião Salgado. Todos os seres cobertos de lama, todos num encanto e desencanto por terem vivido um evento único na história: eram parte de 500 mil pessoas unidas sob o lema do “make love, not war”. Não era Altamont com os Hell’s Angels esfaqueando um fã desesperado por Mick Jagger. Aqui deveria ter se encontrado a paz. Essa que todos cantavam. Todos, menos Abbey Hoffman. Depois eu volto a ele.

Ao som de Hendrix tocando o hino americano distorcido
, com sons de bombas, rajadas, eu senti uma espécie de desespero (típico de fim de festa) e a certeza de que o mundo jamais seria o mesmo depois disso.

Lama

Woodstock era pra ter sido “O lugar onde tudo começou”, mas a lama do último dia conseguiu inverter isso para “o lugar onde tudo acabou”.
Sim, essa lama virou tragédia e, um ano depois do festival, Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison estavam mortos. Somente um ano depois.

Conseguíamos protestar contra a Guerra do Vietnã ou apoiar Angela Davis e Stokely Carmichael. Podíamos reunir forças ouvindo e aplaudindo os discursos de Malcolm X(morto em 1965) ou Muhammad Ali.

Um ano antes de Woodstock, dr. Martin Luther King Jr havia sido assassinado
(no mesmo Tennessee onde eu morava), mas a “March on Washington (6 anos antes de Woodstock) ganhava imensa força e seu berro lindo “I have a dream” ainda ecoava pelos nossos cérebros e nos cérebros de quem mantinha alguma lucidez.

Sim, eu assisti ao início do fim de um sonho. “E quem nem sequer dormiu num sleeping bag nem sequer sonhou e John Lennon, no mesmo ano, decretou o fim do sonho.” Lennon decretou um muro entre nós e não se podia ignorar esse muro. O muro das lamentações, hippie, yippie, style, o muro construído pela desilusão de Lennon, Jerry Rubin e Abbie Hoffman e pelo cinismo de Andy Warhol.

Me lembro da conversa que tive com Abbie Hoffman no apartamento da minha diretora de arte do New York Times, Jerelle Kraus, década de 80. Eu queria saber tudo sobre a coronhada que havia levado de Pete Townshend, líder do The Who.

Hoffman interrompeu o desempenho do The Who para tentar falar contra a prisão de John Sinclair, do Partido dos Panteras Brancas. Ele pegou um microfone e gritou: “Eu acho que isso é um monte de merda enquanto John Sinclair apodrece na prisão”.

Hendrix

A morte de Hendrix e de Joplin encobriam os lindos sons do Star Spangled Banner que Jimi Hendrix tocou lá, em plena chuva, plena lama, mas...

Mas mesmo tendo sido enterrado, soterrado, coberto pela lama que nos assola até hoje, confesso que não houve nenhum outro momento mais sublime em minha vida. Nenhum outro. E quando sonho com aquela lama nas madrugadas que passo acordado, tenho quase certeza de que o sonho ainda não acabou.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Pão de Açúcar pode ser vendido

Em junho, fundo fez oferta pelo GPA

As negociações entre o fundo de private equity (que compra participações em empresas) Advemt para a aquisição do Grupo Pão de Açúcar no Brasil esbarraram na complexa estrutura acionária do dono do GPA, o grupo francês Casino,apurou o Estadão.

Isso apesar de, segundo fonte próxima às conversas, o Advent ter ofertado um prêmio de 20% em relação ao preço atual das ações do GPA na Bolsa.

Controlada pelo Casino, a rede Pão de Açúcar tem a colombiana Exito, que também pertence ao grupo francês, entre suas acionistas.

Esse sistema de participação cruzada -p que pesou para o negócio com o Advent não ir adiante - está sendo revista pelo Casino.

Os franceses, porém, teriam interesse em unir em um pacote os ativos na América do Sul, e não de vender o Brasil separadamente.


O BRASIL JÁ FOI VENDIDO. Baratinho!!!

Fonte: jornal Estadão, caderno de Negócios, 07 de agosto de 2019

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Um agradecimento ao amigo-barbeiro

O barbeiro do Sr. Otávio

e a sua despedida por motivo de transferência para outra cidade.
Este barbeiro, muito amigo, vinha há anos fazendo a barba de nosso pai,
que mesmo enfermo,
vai comemorar 95 anos de vida no próximo dia 20 de agosto/2019.

Breve diálogo entre a raposa e o pequeno príncipe, parte do livro “O Pequeno Príncipe – de Saint-Exupery.

- Quem és tu? Perguntou ao pequeno príncipe.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho.
- Eu não posso brincar contigo, você ainda não me cativou...

- Que quer dizer “cativar”?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços”.
- Criar laços? Perguntou o pequeno príncipe.
- Exatamente, disse a raposa.

- Se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro.
Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

- Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Mas os teus me chamarão para fora da toca.

- Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o pequeno príncipe:
- Por favor... cativa-me, disse ela.
- Bem quisera, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa.
- Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu me queres como amigo, cativa-me!

- Que preciso fazer? Perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ter paciência, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva... Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

- No dia seguinte voltarás, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada, disse a raposa:

- DESCOBRIREI O PREÇO DA FELICIDADE!

- Mas, se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o meu coração... é preciso ter rituais, finalizou a raposa.

Nosso pai, como a raposa, vai precisar descobrir um novo barbeiro-amigo.

Lava Jato pode demitir Dellagnol

Lava Jato planejou investigar Gilmar Mendes

O artigo 102 da Constituição determina que
os ministros do Supremo só podem ser
investigados com autorização de seus pares

Publicado: 06 Agosto, 2019 - 15h01 | Última modificação:
06 Agosto, 2019 - 15h51- Redação CUT


Procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba, liderados pelo coordenador Deltan Dallagnol, queriam pedir a suspeição e até o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, um crítico dos métodos usados pela turma do Paraná.

De acordo com os novos vazamentos de conversas, divulgados nesta terça-feira (6), desta vez em parceria entre o El País e o site The Intercept Brasil, os procuradores chegaram a acionar investigadores na Suíça para tentar reunir munição contra o ministro. Uma aposta era que Gilmar estivesse diretamente ligado ao tucano Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, preso em Curitiba num desdobramento da Lava Jato e apontado como operador financeiro do PSDB.

Eles também foram atrás de decisões e acórdãos de Gilmar para embasar a ofensiva. A estratégia contra o magistrado foi discutida ao longo de meses em conversas de membros da força-tarefa por meio do aplicativo Telegram enviadas ao The Intercept por uma fonte anônima e analisadas em conjunto com o El País.

Pelo que diz Dallagnol nas mensagens, a ideia de investigar Gilmar veio de um boato da força-tarefa de São Paulo, segundo o qual o ministro poderia ter ligação com o dinheiro apreendido com Paulo Preto.

Como o magistrado já havia concedido dois habeas corpus em favor de Preto, a linha dos procuradores era que Gilmar aparecesse como beneficiário de contas e cartões que o operador mantinha na Suíça, um material que já estava sob escrutínio dos investigadores do país europeu.

Na troca de mensagens, os procuradores se excitam com a possibilidade de encontrar algum cartão em nome do ministro e ironizam o artigo 102 da Constituição, que determina que os ministros do Supremo só podem ser investigados com autorização de seus pares.

Confira:

“Vai que tem um para o Gilmar…hehehe”, diz o procurador Roberson Pozzobon no grupo, em referência aos cartões do investigado ligado aos tucanos.

“Você estará investigando ministro do Supremo, Robinho.. não pode”, responde o procurador Athayde Ribeiro da Costa.
“Ahhhaha”, escreve Pozzobon. “Não que estejamos procurando”, ironiza ele. “Mas vaaaai que.”

Dallagnol sabia dos riscos e tentou se precaver dizendo aos colegas do grupo do Telegram:

“E nós não podemos dar a entender que investigamos GM”, diz em referência a Gilmar Mendes.

Mas, na sequência, afirma:
“Caso se confirme essa unha e carne, será um escândalo”, diz sobre a relação próxima entre o ministro e o operador.

E sugere: “Vale ver ligações de PP pra telefones do STF”, ressalta, referindo-se a Paulo Preto.

Mais uma vez, Dallagnol recebe um alerta de um colega.
“Mas cuidado pq o stf é corporativista, se transparecer que vcs estão indo atrás eles se fecham p se proteger”, diz Paulo Galvão.

Dias depois, a força-tarefa descobriria que o ex-senador tucano Aloysio Nunes ligou para o gabinete de Mendes no dia da prisão de Paulo Preto, reforçando a tese dos procuradores para ligar Mendes ao operador tucano.

Nas mensagens eles lembram que Paulo Preto era subordinado a Aloysio no governo FHC e que Gilmar Mendes trabalhava “do ladinho” —disse Roberson Pozzobon— de ambos.

Depois de discutirem os cargos que Mendes teve durante o governo tucano, Dallagnol fala em criar uma estratégia para direcionar a pauta e fazer a história aparecer na imprensa.

"Tem q botar no papel. Mostrar suspeição. Pegar quem trabalhava nessa época no mesmo local. Imprensa é o ideal", ressalta ele na mensagem.
Mais uma vez, o procurador Paulo Galvão tenta puxar o freio de mão do entusiasmo do coordenador da força-tarefa.

“Mas não é novidade que Gilmar veio do psdb e de dentro do governo fhc!!! Cuidado com isso”.

Mas Dallagnol insiste:
“agora é diferente" (...) "Não é uma crença ou partido em comum" (...) "É trabalhar lado a lado, unha e carme”.

Pozzobon também pondera e diz que é preciso ter informações mais fundamentadas antes de passá-las para a imprensa. “Mas acho que temos que confirmar minimamente isso antes de passar pra alguém investigar mais a fundo, Delta”.

Dallagnol sonhava com Toffoli e Gilmar fora do STF

Em outros momentos das conversas, Dallagnol chegou a dizer que seu sonho era que o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e Gilmar acabassem fora da Corte Suprema.

No grupo dos integrantes da Operação, ele escreveu: “rsrsrs”.
O procurador chegou a mobilizar assistentes para produzir um documento com “o propósito de mostrar eventuais incongruências [de Mendes] com os casos da Lava Jato”

domingo, 4 de agosto de 2019

LAVA JATO É ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, diz Gilmar

Lava Jato é organização criminosa
para investigar pessoas,
diz Gilmar 11.mai.2019 -

O ministro Gilmar Mendes, da 2ª Turma do STF

Conteúdo Do UOL, em São Paulo 04/08/2019 15h42

Citado em um dos vazamentos de diálogos entre o coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, com outros membros dos MPF (Ministério Público Federal), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes criticou a operação em entrevista ao jornal Correio Braziliense.

"No fundo, um jogo de compadres.

É uma organização criminosa para investigar pessoas", disse....

- Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/08/04/lava-jato-e-organizacao-de-criminosa-para-investigar-pessoas-diz-gilmar.htm?cmpid=copiaecola

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A rua da Consolação cheia de Ipês floridos

A cidade de São Paulo também

Com o final do mês de julho e início do mês de agosto, descer à rua da Consolação é deparar-se com dezenas de árvores floridas, principalmente belos Ipês. O interessante é que os cemitérios também estão floridos, além das avenidas e até no Parque Dom Pedro, tão árido, mas ainda preserva seus ipês.

Quem recebe o jornal O Estado de S.Paulo, vê como principal foto de capa, várias cerejeiras floridas, numa grande e bonita foto. Mesmo envolta em notícias ruins de Trump e Bolsonaro, a beleza das cerejeiras inibe o conservadorismo destes governantes malucos.

Neste mês de agosto, no dia 13, em Brasilia, teremos mais uma "Marcha das Margaridas", organizada pela CONTAG - Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura, onde estarão participando milhares de mulheres de todo o Brasil.

Apesar das dificuldades, do desemprego e da perda da soberania nacional, os trabalhadores e trabalhadoras do campo e das cidades vão percebendo que eleger este governo foi um grande equívoco.

Ainda bem que, como as flores, nas próximas eleições vamos fazer campanha para que o povo eleja candidatos e candidatas mais comprometidos com as necessidades sociais.

Um outro Brasil é possível. Viva as flores!

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Festival de besteira que assola o país

Diálogos enlouquecedores

Temos um presidente da república que é campeão em falar grosserias e estimular violências de todas as formas;

Temos um futebol que vive do passado e os profissionais do futebol acham que sabem tudo e dão opinião sobre tudo, principalmente quando perdem os jogos;

Temos apóstolos, bispos, pastores que se acham mensageiros de Deus, principalmente quando é para ganhar dinheiro...

Temos comentaristas de rádio, jornais e TVs que se acham sábios, principalmente quando é para repetir mentiras de juízes e empresários;

Temos políticos que, ao terem o mérito de ser eleitos, se acham missionários do atraso e destruição das riquezas do Brasil;

Mas também tem gente que dá fora...
ao tentar me contrapor a propostas consideradas equivocadas apresentadas por alguns assessores da CUT, acabei passando a impressão de que estava criticando outra pessoa que estava tentando apresentar uma boa ideia.

O debate era a liberdade e o papel do Estado. Queremos a liberdade, mas também queremos que os governos, o judiciário e tudo o mais nos protejam de tudo e de todos? E a correlação de força? E o aprendizado?

Ainda bem que depois encontrei-me com dois dirigentes experientes e velhos companheiros com quem eu pude esclarecer os diálogos e pedir desculpas pela mal-entendido.

Por falar em mentira e bobagem: Parece que a última malandragem do governo Bolsonaro foi com o FGTS. Vou confirmar e depois eu conto...

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Morreram João Gilberto, Barelli e outros famosos...

Nossa geração está ficando velha

"Ai, ai, ai Isaura
assim não posso ficar,
se eu cair em teus braços,
não há despertador que me faça acordar.

Eu vou trabalhar!"

Sempre que ouço João Gilberto cantando esta música lembro-me de duas coisas: primeiro de nossa mãe que também cantava muito bem afinada e com ritmo; segundo, eu sempre me pergunto se esta música é ou não do tempo do Estado Novo. Já que cultiva o trabalho, e sacrifica o amor e o prazer. Trabalhar é fundamental para levantar o Brasil...

Por falar em trabalho, uma das alegrias que o sindicalismo me deu foi conhecer e conviver com Barelli, o economista do Dieese. Fui diretor do Dieese e convivemos fatos interessantes. Prisão no Dops, reuniões com o Senador Montoro, depois com o governador Montoro, Joelmir Beting, Jorge Coelho - da CUT-SP, quando acertamos que o Dieese iria para o parque Água Branca. Foi Barelli que convidou-me para participar da Fundação Mário Covas e aceitei com prazer.

Da família, só não conheci o filho o Pedro. Lourdinha foi orientadora da nossa filha no Vera. Vim morar na Rua Caropá, onde os Barelli viveram por mais de 30 anos.

Que o Céu seja pequeno para pessoas como Barelli e João Gilberto.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

BRF e Marfrig: Quem errou????

Naufraga a tentativa de fusão entre BRF e Marfrig

Valor - Luiz Henrique Mendes - 12/07/2019

A fusão entre BRF e Marfrig naufragou. Menos de dois meses após as empresas anunciarem um acordo para negociar uma combinação que criaria uma gigante de carnes com faturamento anual de R$ 80 bilhões, as empresas encerraram as conversas. Divergências em torno da governança corporativa travaram a continuidade das tratativas.

Conforme o Valor apurou, a influência que o empresário Marcos Molina, fundador e principal acionista da Marfrig, pretendia ter na empresa resultante da fusão não foi bem aceita. Desde que as negociações foram anunciadas, em maio, essa era uma das grandes dúvidas no mercado. Fontes que conhecem o empresário sempre demonstraram ceticismo com a possibilidade de Molina ficar com apenas 5,5% do capital da nova empresa, sem poder para definir os rumos do negócio. Na Marfrig, ele detém cerca de 35% das ações e é, na prática, quem dá as cartas. Pelo modelo anunciado em maio pelas duas empresas, os acionistas da BRF teriam 85% da nova companhia, ao passo que os da Marfrig ficariam com os 15% restantes.

O anúncio de que a fusão foi frustrada veio antes do esperado, mas evitará que a BRF tenha gastos adicionais com as auditorias. Em maio, quando anunciaram o acordo de exclusividade para avaliar a fusão, as duas empresas informaram que as negociações ocorreriam por 90 dias, prorrogáveis por mais 30 dias. As conversas poderiam ir até setembro.

Na BRF, a proposta de fusão encontrava resistência em importantes acionistas, como os fundos de pensão Petros e Previ - que, juntos, têm cerca de 20% do capital. No conselho de administração, a fusão também não era unanimidade. Parte do colegiado não via lógica no movimento de produzir carne bovina, segmento de margens mais baixas que as dos negócios de alimentos processados. Uma vertente, no entanto, parecia se inspirar na JBS, que produz todas as proteínas (aves, suínos e bovinos) em diversas regiões do mundo.

À Comissão de Valores Mobiliários (CVM), BRF e Marfrig informaram que, apesar de não terem chegado a um acordo para a governança da nova companhia, as relações contratuais entre ambas continuarão normais. A principal delas é um contrato de fornecimento de hambúrguer firmado em dezembro, quando a empresa da Marcos Molina comprou a fábrica de hambúrguer de Várzea Grande (MT), por R$ 100 milhões. Ao fechar o negócio, a Marfrig passou a produzir o hambúrguer para as marcas Sadia e Perdigão, líderes nesse mercado.

Ao encerrarem as conversas, BRF e Marfrig terão que trabalhar um discurso palatável aos investidores. De certa forma, as negociações para a fusão representaram um ruído na comunicação de ambas. Na BRF, o agora presidente do conselho de administração, Pedro Parente, e o CEO Lorival Luz vinham dizendo que não haveria golpe de mágica no processo de reestruturação da empresa, ainda muito endividada.

Quando comunicaram a possível fusão, porém, muitos analistas interpretaram como um movimento para que a BRF cumprisse as metas de redução do índice de alavancagem - a Marfrig é menos endividada. No caso da Marfrig, as conversas para a fusão acenderam o alerta em muitos investidores sobre a instabilidade estratégica da companhia - que, depois de muitos anos queimando caixa, parecia ter iniciado no ano passado uma nova era, com a venda da Keystone Foods, forte em frango, e a compra da National Beef, quarto maior produtor frigorífico dos EUA. O discurso era de "simplicidade" nas operações, com foco em carne bovina.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Brasil derrota Argentina no futebol

Messi detona o VAR e a arbitragem

JESUS decide com gol e apoio maravilhosos

Tite agrade a Nossa Senhora a graça alcançada

Mineiros viram Bolsonaro aproveitar-se da vitória dos meninos

Daniel Alves foi o grande garantidor da vitória

Toda equipe está de parabéns!

O campeão voltou!

Nossa solidariedade para com os Hermanos.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Brasil: Terra de Cego?

A barbárie cresce e aparece...

Os loucos, fascistas, conservadores, evangélicos, parentes de amigos e colegas, enfim, também alguns de nossos parentes que foram às ruas a favor do juiz louco e manipulador, também estão angustiados em relação à Reforma da Previdência.

Quanto mais se conhece, mais se convence de que o governo e seus apoiadores estão mentindo.

É impossível agradar a Deus e aos milionários que querem se apropriar dos parcos recursos dos pobres trabalhadores...

O pior é que encontramos um monte de jornalistas mentindo;

Um monte de advogados, mentindo;

Um monte de economistas, mentindo;

Um monte de juízes e promotores, mentindo.

Ao meso tempo, quando perguntamos quando deve se dar a votação,
eles respondem que não sabem, mentindo.

Uma boa parcela de evangélicos apoia o governo e a reforma da previdência que acaba com os direitos dos trabalhadores pobres receberem aposentadoria.

No Brasil, quem tem olho é rei...

sexta-feira, 28 de junho de 2019

O Brasil é só vexame?

A aprendizagem democrática da muito trabalho

É como criar filhos...

O Brasil unificou-se para restabelecer a democracia representativa. Foi só alegria no primeiro momento...

Depois vieram as crises econômicas, e seus desdobramentos foram contaminando a democracia e as pessoas foram ficando irritadas e descrentes com a democracia.

Os políticos se corromperam, o sistema eleitoral facilita que os congressistas legislem em causa própria...

O judiciário passou a substituir o legislativo, e ambos passaram a exigir do executivo que governasse conforme os interesses dos congressistas e não conforme os interesses do povo e do Brasil.

A imprensa, que já apoiou golpes como o de 1964, voltou a defender golpes civis, formando uma Frente Ampla, conservadora e subordinada aos Estados Unidos.

Os movimentos sociais, sindicais e populares, aglutinados nos partidos de esquerda, perderam a batalha econômica e assim ficou fácil mais uma vez derrubar um governo popular e democrático.

Até a seleção brasileira de futebol resolveu dar VEXAME. Mesmo jogando no Brasil...

Para desmoralizar ainda mais, os seguranças da presidência apareceram transportando 39 quilos de COCAÍNA. Enlouqueceram????

Internacionalmente o Brasil está ficando conhecido como o país do VEXAME.

Que vexame!

terça-feira, 25 de junho de 2019

O Brasil precisa de nova ruptura

Os poderes perderam o respeito

Por interesses políticos, por corporativismos aristocráticos, por falta de legitimidade, por falta de seriedade e tantas outras faltas...

Os brasileiros querem contribuir para moralizar o Brasil,
mas os representantes das instituições emperram.


O judiciário tentou apoderar-se da verdade e da moralidade, tentou esconder que tinha partido e tinha posição pré-definida, mas, aos poucos a verdadeira verdade foi aparecendo e até os povo simples que fica refém da TV já entendeu que o processo Lava Jato foi premeditado e é parcial. Mesmo assim a imprensa ainda tenta salvar a imagem dos golpistas, inclusive a própria imprensa.

Enquanto os brasileiros não se unificam para passar um pente fino em todos os poderes, os podres poderes tentam se garantir, mesmo que destruam o Brasil, acabem com sua soberania e acabem com suas empresas...

Enquanto o desemprego cresce assustadoramente, os políticos continuam aprovando leis que protegem os patrões e prejudicam o povo. Os políticos estão aprovando leis que retribuem os apoios políticos e financeiros que os empresários deram para suas campanhas.

De forma confusa, o povo ainda está convencido que:


- é preciso continuar combatendo a corrupção - mas toda e qualquer corrupção;

- é preciso continuar combatendo a ignorância e a má qualidade do ensino;

- é preciso exigir carta-compromisso de transparência e equidade da imprensa;

- é preciso exigir que o judiciário, em vez de fazer leis, as respeitem;

- é preciso garantir que o legislativo, em vez de ficar enrolando, ajude a governar;

- é preciso garantir que os executivos, ajam com transparência, honestidade e competência;

- também é preciso exigir que as Igrejas cuidem mais das "ovelhas do senhor", do que de dinheiro;

- e mais do que tudo, é preciso combater a violência. Seja ela de ladrões e assassinos ou de policiais.


Ou acontecem as mudanças acima, de livre e espontânea vontade, de forma coletiva e respeitosa, ou novas rupturas terão que acontecer, mesmo sacrificando vidas e instituições.

O povo deve estar em primeiro lugar.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Bancários de SP prestam conta para a categoria

Diretoria apresenta o melhor Relatório Analítico do Brasil

No próximo dia 25 de junho, terça-feira, no salão azul no prédio Martinelli, teremos a Assembléia de Prestação de Contas referente ao ao exercício findo em 31 de dezembro de 2018.

O período de 2018 entrou para a história como um ano de lutas e conquistas.


Mesmo o Brasil vivendo sob o controle golpista nas instituições, mesmo o governo golpista fazendo o maior ataque ao sindicalismo e à democracia desde 1934, quando Getúlio Vargas instituiu a ditadura sob seu controle... Desde o governo conservador e privatista de FHC, os trabalhadores estão sendo atacados e as privatizações servem para entregar nossas riquezas aos empresários nacionais e internacionais.

Os balanços e as informações detalhadas estão publicados numa edição especial da Folha Bancária, com quatro páginas exclusivas sobre os dados contábeis e administrativos.

Ivone (presidente), Rosanie (financeira) e todos os dirigentes e funcionários estão de parabéns.


Passada a Assembleia do dia 25, terça-feira, na mesma semana, no dia 27, quinta-feira, teremos mais uma grande assembleia para debater as teses analisando à conjuntura nacional e internacional, analisando o sistema financeiro e as nossas perspectivas.

Pode registrar na sua agenda:

Próxima semana, dia 25, terça-feira, assembléia de prestação de contas;

quinta-feira, dia 27, assembleia para debater conjuntura e eleger delegados ao congressos nacional e estadual da CUT.

DEMOCRACIA SE APRENDE PRATICANDO.


quarta-feira, 19 de junho de 2019

O Brasil dilacerado

A urgência de entender o Brasil

"Estava convencida de que o que, às vezes, parece muito íntimo, é também político.
Agora, é o inverso, o político é que é íntimo.

Perder um ente querido pode ser muito triste, DILACERANTE
,
mas estamos na iminência de perder a nação,
e aí a dor é infinita.

Estou lutando pela minha, pela nossa identidade."

Estas belas palavras acima são da cineasta Petra Costa, e estão no artigo do crítico de cinema Luiz Carlos Merten, no Estadão de hoje. Assim vocês entendem o porquê de eu manter assinaturas de jornais conservadores e golpistas... Os cadernos de cultura continuam bons.

O artigo fala sobre o lançamento do filme "Democracia em Vertigem"
, de Petra Costa. Um filme Netflix disponível a partir de hoje. Fui conferir e confirmei que já está disponível para assinantes da Netflix.

Petra já dirigiu filmes marcantes como "Elena" e "O Olmo e a Gaivota", mas, para nós, além de cineasta, Petra, é a filha de Marília Andrade, nossa amiga de muitos anos, dona da Juruês, editora da Gazeta de Pinheiros e dona da gráfica onde a gente rodava (imprimia)a Folha Bancária.

Uma vez, quando passava pela sala de casa, ouvi uma voz na TV que eu conhecia... era a voz de Marília ou de Petra, não lembro, mas parei para assistir e fiquei impressionado com o filme.

Outra vez, fui numa reunião no Instituto Lula e lá fui apresentado a uma menina de nome Petra. Quando falei que era amigo de sua mãe ela riu e disse que realmente a mãe era muito conhecida pelos mais velhos... Contei da viagem à França e ela voltou a dar um sorriso.

Hoje, ao dar uma folheada no Estadão para ver os artigos sobre o jogo Brasil e Venezuela, achei na última página do jornal e do Caderno2, o belo artigo de Merten sobre o novo filme de Petra.

Petra nos dá uma bela contribuição para a gente tentar entender e interagir com o que está acontecendo com o Brasil e com as pessoas.

Vocês já repararam quanta gente está doente, dilaceradas, sofridas e sem respostas???

Em diferentes países países, Petra ouviu gente lhe dizer que não havia feito um filme só sobre o Brasil,e que o filme dela captava um momento crítico da história do mundo, ajudava a entender os EUA sob Trump, a direitização de vários países da Europa. (Palavras de Petra e de Merten).

Daí a urgência de entender o Brasil...




segunda-feira, 17 de junho de 2019

EGITO MATA EX-PRESIDENTE NA CADEIA

Terrorismo de Estado usa judiciário para matar e prender

IGUAL AO BRASIL
e outros países que tiveram golpe de Estado

O Ocidente faz mais uma vítima!
Os governos ocidentais que invadiram os países do Oriente Médio, provocando guerras, mortes de civis e desestruturações dos governos, conseguiu mais uma vitima.

A vitima desta vez é o ex-presidente democraticamente eleito no Egito, Mohamed Mursi, que foi derrubado do governo, preso, condenados por processos pífios apresentados pelos militares e agora mataram-no.

Quero ver o que a Folha de São Paulo vai dizer. Vai negar o assassinato?

O próximo pode ser Lula!

Leiam a íntegra da matéria da UOL, de autoria da AFP e Reuters....


Ex-presidente do Egito passa mal e morre durante audiência em tribunal

Mohamed Mursi foi 1º líder democraticamente eleito do país e acabou derrubado pelos militares

17.jun.2019 às 13h21Atualizado: 17.jun.2019 às 16h54
SÃO PAULO E CAIRO | AFP E REUTERS

O ex-presidente egípcio Mohamed Mursi morreu nesta segunda-feira (17) durante uma audiência em um tribunal no Cairo, informou a televisão estatal do país.
Mursi, 67, teria se sentindo mal ao final da sessão. Ele começou a ficar sem ar e, pouco depois, acabou morrendo, afirmou a imprensa local. Ainda não há um anúncio oficial do que ocorreu.
De acordo com um promotor, Mursi falou ao juiz durante 20 minutos e, em seguida, desmaiou dentro da jaula colocada dentro da corte. Foi levado rapidamente ao hospital, onde morreu mais tarde. Ainda segundo este promotor, a autópsia não mostrou sinais de ferimentos recentes no corpo do ex-presidente.
A Irmandade Muçulmana, grupo do qual Mursi fazia parte, chamou o caso de "um claro assassinato" e pediu a seus apoiadores que realizem atos de protestos no Egito e em frente as embaixadas do país espalhadas pelo mundo.
Já a Anistia Internacional pediu que a morte do ex-presidente seja investigada.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, aliado do ex-mandatário egípcio, fez uma homenagem a Mursi, chamando-o de "mártir".
Primeiro e único presidente democraticamente eleito do Egito, ele chegou ao poder em junho de 2012, na esteira da Primavera Árabe, que derrubou o ditador Hosni Mubarak. Mursi também foi o primeiro civil a comandar o país de maneira não-interina.
A vitória por meios democráticos marcou uma mudança radical na história do país, cuja escolha de líderes, desde o fim da monarquia, em 1952, era baseada no apoio de militares.
Líder da Irmandade Muçulmana no país, Mursi prometeu uma agenda islâmica moderada que colocaria o Egito em uma nova era democrática, na qual a autocracia seria substituída por um governo transparente, com respeito por direitos humanos e que traria de volta a riqueza de um poderoso país árabe em declínio.
Ele acabou sendo derrubado um ano depois, em julho de 2013, por um golpe militar, em meio a uma série de protestos contra seu governo. O novo regime logo prendeu o ex-presidente, baniu a Irmandade Muçulmana e deteve uma série de intelectuais e políticos adversários.
Mursi atualmente cumpria pena de 20 anos pela morte de manifestantes durante os protestos em 2012 e de prisão perpétua por espionagem em um caso relacionado ao Catar —ele negava todas as acusações.
O ex-presidente ainda era julgado por outras acusações, incluindo uma por espionagem por contatos suspeitos com o grupo palestino Hamas, que tinha fortes laços com a Irmandade Muçulmana —a audiência desta segunda era sobre este caso.
Fontes da área de segurança afirmam que o ministério do Interior declarou na segunda-feira estado de alerta na província de Sharqiya, no delta do Nilo, terra natal de Mursi, onde o corpo é esperado para a realização do funeral.
A Irmandade Muçulmana convocou seus membros a comparecerem ao local para acompanhar o funeral e para fazerem um ato de apoio ao ex-presidente.
O advogado de Mursi, Abdel-Menem Abdel-Maqsood, declarou à agência de notícias Reuters que o estado de saúde do ex-presidente na prisão era precário. "Nós fizemos diversos pedidos para tratamento, algumas foram aceitas, outras não."

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Um jornalista de uma geração

Quem viveu sob a ditadura militar teve lado

Muitos estudantes foram de esquerda, poucos foram de direita assumida e a maioria apenas usufruía do "milagre brasileiro", independente de seus mortos, torturados e censurados. Muitos que foram de esquerda, viraram conservadores e muitos que foram conservadores, viraram "democratas" aliados dos conservadores.

Clovis Rossi e muitos outros passaram por muitas destas opções...

Este depoimento de Patricia Campos de Mello é um dos casos positivos do papel de um bom modelo para os jovens e para o Brasil. Juca Kfouri também fez uma boa síntese, como Ricardo Kotscho deve ter escrito algo sob as lágrimas... Até Lula deve ter chorado ao saber da morte de Clovis Rossi.

Rossi, era mais do que um jornalista, era um modelo de vida e de relação política com a vida. Leiam o belo depoimento de Patrícia...

Mais do que o jornalista,
quero me tornar a pessoa Clóvis Rossi


Todo estudante de jornalismo quer ser como ele quando crescer, e comigo não era diferente

14.jun.2019 às 11h49 – Folha - Patrícia Campos Mello

Todo estudante de jornalismo quer ser o Clóvis Rossi quando crescer. Eu não era diferente.
Quando soube que dividiria minha primeira cobertura com o Rossi —ele pela Folha, eu pelo Estadão, na época em que eu era correspondente em Washington— fiquei em pânico.

Primeiro, porque ia conhecer o mito Clóvis Rossi. Segundo, porque estava morrendo de medo de levar um furo.
Era setembro de 2009, em Pittsburgh, nos EUA, e começava a primeira reunião de cúpula do G20, o grupo das maiores economias do mundo criado após a crise financeira de 2008.

Centenas de jornalistas do mundo todo se acotovelavam na sala de imprensa e tentavam pescar algo nas entrevistas coletivas, mas sabíamos que as verdadeiras notícias só sairiam dos bastidores —e isso, só o Rossi ia conseguir fazer.

Vi o Rossi falando com uma fonte importante. Cheguei perto, neurótica, com medo de levar um furo — jargão jornalístico usado quando o concorrente publica uma informação importante antes de você.

A fonte estava bem mal-humorada comigo, porque eu havia acabado de escrever uma reportagem de que ele não havia gostado. A fonte foi bem ríspida —“Com essa aí eu não falo”.

O Clóvis Rossi nem me conhecia. Eu era uma fedelha do jornal concorrente que tinha chegado junto no meio da conversa dele. O que ele fez?
“Essa aí é uma jornalista que deve ser respeitada”, disse o Rossi. Ele não estava preocupado se iria de indispor com a fonte dele, perder acesso a informações.

Ele me defendeu, e nem me conhecia. E eu era a fedelha do jornal concorrente.

Foi naquele momento que me dei conta de que eu não queria ser apenas a jornalista Clóvis Rossi quando crescesse.

Eu queria ser a pessoa Clóvis Rossi quando crescesse.

Já passei dos 40, e ainda estou muito longe disso. Mas vou continuar tentando. É o mínimo que eu devo a ele, depois de tanto que ele me ensinou e me ajudou.


terça-feira, 11 de junho de 2019

O Judiciário desacreditado

Diálogos de Moro constrangem Lava-Jato e evidencia ilegalidades

O Rei está nu!

Por mais que os conservadores, a direita raivosa e os golpistas tenham comemorado o impeachment e as prisões de políticos, principalmente os do PT, a verdade vai aparecendo e desmoralizando ainda mais o judiciário brasileiro. O mundo inteiro comentou as ilegalidades de Moro e de procuradores.

Espero que também apareçam as impressões digitais do PSDB, o partido que mais se beneficiou com estas perseguições e ilegalidades da lava-jato. Rapidamente FHC apareceu dando entrevistas dizendo que não era nada grave...


Enquanto os podres do judiciário vão aparecendo, a economia continua em recessão, o desemprego aumenta, o custo de vida dispara, as reformas apresentadas pelo governo ao congresso nacional são sempre contra o povo e beneficiam os empresários, principalmente as empresas multinacionais.

Estão destruindo o Brasil, nossas riquezas e nossa dignidade.

É preciso que haja um basta a esta tragédia que caiu sobre o Brasil.

Unidos somos fortes, juntos podemos mudar o Brasil.

domingo, 9 de junho de 2019

Negocia-se antes ou depois da greve?

Negociar de verdade ou de mentira?

Será que este governo pretende negociar com seriedade?

Os conservadores, golpistas e interessados em ganhar dinheiro tirando direitos dos trabalhadores dizem que o governo deve estar à seus serviços e que o governo não deve negociar com as centrais sindicais nem com a oposição, pois, estes foram derrotados nas urnas.

As centrais sindicais acham que devem pressionar para que haja negociação séria ante tantas coisas que estão se propondo tirar dos trabalhadores. Este governo caracteriza-se amplamente como um governo à serviços dos patrões e dos Estados Unidos. Portanto, qualquer negociação será difícil, porém muito necessária.

Como a oposição partidária se comporta, não consigo dimensionar por falta de acompanhamento. Mas, presumo que também os partidos da oposição querem negociar com seriedade e transparência. Afinal, eles representam metade do eleitorado brasileiro e tem legitimidade para representar a parcela mais consciente do povo brasileiro.

Está evidente que estamos diante de uma grande frente conservadora que quer reduzir os direitos dos pobres e dos trabalhadores em geral.

Só o povo tomando consciência de quanto está sendo prejudicado pelo governo, terá força para se contrapor a tantos abusos.

A evidências de que parcela do povo, estimulada pela imprensa, considera que somos radicais e que não aceitamos negociar nada, o que não é verdade quanto a negociar ou não.

Devemos compor uma grande negociação nacional que tenha como principais negociadores os deputados e senadores mais os representantes dos trabalhadores através dos sindicatos, centrais sindicais e movimentos populares.

O povo não é bucha de canhão para ser queimado vivo com a perda de seus direitos.

O Brasil terá no próximo dia 14 uma das maiores greves da sua história. Vejam as orientações nas suas entidades sociais e na imprensa. Salário não cai do Céu.

Vamos à luta!


Greve geral no dia 14 de junho.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Democracia: Todo poder emana do povo!

O Judiciário NÃO está acima do povo

Com o Brasil e o mundo em crise, é necessário atualizar o papel das instituições. O modelo usado no mundo depois da Revolução Francesa são os três poderes - executivo, legislativo e judiciário.

No Brasil, o Judiciário vem se sobrepondo aos demais poderes. No entanto, o ex-ministro, ex-deputado federal e economista brilhante, DELFIN NETO, publicou no jornal Folha do dia 05, quarta-feira, um artigo muito interessante sobre "A IMPORTÃNCIA DO STF".

Vejam a íntegra a seguir:

A importância do STF

Só as decisões do colegiado podem proporcionar garantia jurídica estável

5.jun.2019 às 2h00 Folha

Creio ser possível afirmar que economistas de diferentes concepções ideológicas, mas que as submetem às restrições físicas (implícitas na contabilidade nacional), aos resultados das pesquisas empíricas e reconhecem que demografia é destino, pelo menos num prazo de 30 anos, chegaram a um razoável consenso.

Diante da aceleração da queda persistente da produtividade do trabalho verificada nos últimos 30 anos, eles concluíram que a sociedade brasileira precisa incorporar a urgência de algumas reformas substantivas. Todas são necessárias, mas só a sua combinação será suficiente para a volta a uma economia normal. São elas:

1ª) a reforma da Previdência;

2ª) uma reforma inteligente e radical que melhore a qualidade e a eficiência dos sistemas de saúde e educação e os prepare para o mundo digital numa perspectiva de 25 anos;

3ª) a tributária, que eliminará as imensas distorções existentes e reduzirá a sobrevivência das pequenas empresas com baixa produtividade;

4ª) a financeira, que aumentará a concorrência no setor, além de criar condições para o financiamento de longo prazo do nosso sistema produtivo;

5ª) a do comércio exterior, com a reforma das tarifas efetivas e a redução nos custos de transação criados por uma legislação de 40 anos atrás, para integrar ao mundo nossas cadeias produtivas;

6ª) e a das agências controladoras das parcerias público-privadas e das concessões de infraestrutura, para dar a garantia ao investimento privado que substituirá o público.
Por sua importância decisiva para a volta do investimento, menciono por último — exatamente porque deve ser a primeira das reformas— esta:

7ª) o Supremo Tribunal Federal precisa suspender, regimentalmente, decisões idiossincráticas de seus competentes ministros.

É preciso reconhecer que só as decisões do colegiado (só o pleno é Supremo) podem proporcionar garantia jurídica estável, sem a qual não haverá o investimento necessário para voltar o crescimento econômico e social robusto, equânime e sustentável que reduzirá o desemprego que flagela a nação.

As diferenças de opinião entre seus membros é a garantia do rigoroso escrutínio sob diferentes concepções das questões em julgamento.
Trata-se, portanto, de um longo e tortuoso caminho que temos que percorrer com inteligência, urgência e temperança.

Não há alternativa diante do funesto laxismo que permitiu o triste comportamento de agentes públicos, nomeados pelo poder incumbente eleito, em suas relações com as empreiteiras, posto a nu pela Lava Jato.

Se não agirmos com rapidez, determinação e tolerância, nos aguarda uma destruição impensável.

Antonio Delfim Netto
Economista, ex-ministro da Fazenda (1967-1974). É autor de “O Problema do Café no Brasil”.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

O Brasil enlouqueceu?

Estamos reféns das loucuras

Casas são roubadas em plena luz do dia;
Escritórios são invadidos em horário de expediente;

Jovens são roubados na saída das escolas;
Mulheres são roubadas na saída dos taxis;

Os pais estão sendo demitidos em nome da crise;
As leis estão sendo alteradas para diminuir os direitos;

O custo de vida fica a cada dia mais insuportável:

Como manter os filhos nas escolas particulares?
Como continuar pagando os convênios médicos?
Como continuar mantendo os automóveis, tão necessários?

Os pacientes médicos pioram por interrupção de medicamentos básicos;
Professores são tratados como se fossem "terroristas";

E os governantes só falam em "cortar, cortar e cortar..."


Não é por acaso que ouvimos casos de suicídios e internações...
A classe média, sem perspectiva, começa a buscar o suicídio.

O maior remédio à tanta angústia e depressão, é a solidariedade, é o trabalho conjunto, cada um contribuindo como pode, as pessoas podendo abrir os corações e as mentes. Errar é humano. Democracia é importante mas não é tudo. A democracia representativa está sendo usada contra as pessoas. Precisamos mostrar que a democracia participativa é mais saudável e mais fácil de construir soluções para a maioria das pessoas.

Como dizem os poetas e os profetas:


É preciso amar.
É preciso praticar todas as formas de amar.

Juntos, podemos construir um novo Brasil.
Estamos passando por turbilhões que nos desafiam.

Eu topo ajudar a construir uma "Frente ampla pelo Brasil para todos e todas", onde o trabalho solidário seja mais presente do que as reuniões acusatórias. Se não quiserem chamar de "Frente", pode chamar de "Pacto", o importante é a prática. Os que estão sofrendo têm pressa.

Navegar é preciso... Viver?

terça-feira, 4 de junho de 2019

O Brasil apodreceu?

O Regime e o Sistema também apodreceram

O jornal Valor de 24 de maio, no caderno de fim de semana, publicou uma boa entrevista de Luis Carlos Mendonça de Barros, com o título:

"O regime apodreceu".


Outro dia, Delfin Neto também disse que "o sistema estava apodrecido".

Tanto Luis Carlos Mendonça, como Delfin, são dois grandes pensadores e atores na área econômica, política e social. Ambos são intelectuais orgânicos do empresariado. Delfin mais à direita e Luis Carlos Mendonça mais ao centro-direita...

Sentimos que o Brasil e o mundo estão caminhando para o fascismo ostensivo,
mas nos sentimos impotentes individualmente para conter esta tendência histórica. As guerras tornam-se inevitáveis ou será possível evitar a terceira guerra mundial?

A direita fala em "pacto das instituições para manter a hegemonia conservadora brasileira"; a esquerda fala em "frente ampla para conter o avanço do fascismo". Todos procuram reunificar o centro político, econômico e social. Mas isto não aparenta estar acessível a curto prazo.

Os regimes democráticos estão em crise
, mas o que estamos constatando é que o sistema capitalista está dispensando os regimes democráticos como forma de governo. Estamos presenciando um crescimento de ditaduras civis, com sistema plebiscitário de legitimação social.

Emblematicamente, hoje o noticiário internacional é sobre a visita do presidente dos Estados Unidos à Inglaterra. Simbolicamente as fotos mostradas aparece a rainho britânica fazendo um esforço enorme para acompanhar o bronco do presidente americano. É a descortesia como forma de ostentação...

Precisamos que os pensadores comecem a escrever suas propostas de programas de unidade de governabilidade, mesmo que sejam para governos de transição. Os governos não podem ficar à deriva.

Por exemplo:

1 - Como reformar o Congresso Nacional? Fechando-o temporariamente? Escolhendo um Comitê de Transição?

2 - Como reformar o Judiciário? - Tirando o poder intimidador e invasivo do Judiciário e subordinando-o a uma Nova Constituinte?

3 - Como reformar o Executivo? - Criando um Conselho de Gestão durante a Transição?

4 - Como definir com mais precisão qual é o papel da imprensa?

5 - Como definir se as religiões podem constituir partidos políticos próprios?

6 - Como definir o papel das organizações sociais, sindicais e populares?

7 - Como garantir o respeito e a inclusão das mulheres, dos negros, dos índios e dos pobres excluídos?

8 - Como garantir o direito de convivência entre as diferenças?

9 - Como fazer um pré-pacto como condição de construção da unidade que viabilize as questões acima?

10 - Como garantir que nenhum setor ou classe social possa dar novos golpes civis e/ou militares?

Só em ter que abordar diariamente estes temas, já é um comprovação de que o Brasil está apodrecido, de que o mundo está apodrecendo-se e que precisamos tentar evitar uma grande tragédia.

- A este governo, falta estatura;
- ao PSDB, falta desfazer-se do caráter golpista disfarçado de moderninho conservador;
- ao PT, falta abandonar o discurso de ressentido e assumir o discurso de que será duro com os que erram e aberto a uma grande aliança programática que tenha o Brasil e os brasileiros em primeiro lugar;
- Aos demais partidos à direita e à esquerda, cabe a responsabilidade de ajudar a salvar o Brasil.

Afinal, das frutas podres podem surgir novas árvores com boas frutas.
E o Brasil pode voltar a ser um grande modelo de unidade nacional e internacional.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Lula fala sobre a importância da Formação

Quem não lê, mal fala, mal ouve e mal vê

Havia uma livraria no centro de São Paulo, que escreveu na parede a frase acima. Isto no tempo da ditadura militar. Não me recordo o nome da livraria, mas não esqueço que uma vez comprei um livro e esqueci de assinar o cheque (naquele tempo ainda não existia cartões). Eles telefonaram-me pedindo para passar lá e assinar.

Até os anos sessenta, era muito comum no Brasil nem os pais, nem os filhos terem escolaridade completa - primário, ginasial, colegial e universitário. A partir dos anos setenta, o investimento nas escolas públicas e nas condições de os jovens terem acesso à educação foi crescendo aceleradamente.

A família de Lula faz parte deste exemplo de falta de oportunidade para ESTUDAR. No entanto, a vida estimulou Lula a aprender com a prática e com a troca de informações e experiências. Lula transformou-se, sem ter frequentado banco de escola, no melhor presidente da República que o Brasil já teve; no melhor sindicalista que o Brasil já viu e, ao aprender a ouvir os acadêmicos e os sábios, porém sem jamais esquecer dos seus colegas de trabalho nas fábricas e nos bairros, Lula aprendeu como governar democraticamente.

A CUT fez um processo de Conferências Regionais e um Conferência Nacional de Formação. Os formadores (educadores) da CUT enviaram um "convite especial" para Lula falar sobre sua formação... Como não podia comparecer, por ser preso político, Lula mandou uma carta aos participantes da Conferência Nacional, que está se realizando em Belo Horizonte - MG.

O governo atual, em vez de pregar a importância da formação e da vida escolar, defende o uso das ARMAS DE FOGO, estimulando a violência e a morte. Lula, ao contrário, prega o amor, a solidariedade, a importância de se combinar a teoria com a prática.

Esta carta carinhosa de LULA serve para todos os brasileiros e brasileiras, serve também a todos os trabalhadores do mundo.


"Companheiros e companheiras,

Quero que vocês saibam da minha emoção ao receber o convite para essa 4ª Conferência Nacional de Formação da CUT, e ao ouvir as palavras tão carinhosas contidas na carta que vocês leram para mim.

Duas coisas me mantêm forte aqui, nessa prisão onde nossos adversários me colocaram há mais de ano para me impedir de, junto com cada um e cada uma de vocês, continuar mostrando do que é capaz a classe trabalhadora quando tem a chance de governar um país. Essas duas coisas que me mantêm forte são o carinho e o espírito de luta do povo brasileiro.

Lembro que há muitos e muitos anos, encerrei uma assembleia dos metalúrgicos dizendo:

“Nunca mais ousem duvidar da capacidade de luta da classe trabalhadora”.

Esta frase nunca saiu da minha memória.
E é uma alegria muito grande saber que ela não saiu também da cabeça de cada trabalhador e cada trabalhadora deste país. Ela continua forte na memória de todos vocês, mesmo daqueles que ainda não tinha nascido naquela época, quando o movimento sindical brasileiro renascia com força e com vontade.

E por que essa frase continua ecoando na cabeça de vocês, os mais jovens, os que vieram depois? Porque o espírito de luta corre em nossas veias, ele está no nosso DNA, a gente já nasce com ele, e se não nasce a gente vai adquirindo na medida em que cresce e aprende a sobreviver, a enfrentar e a superar cada injustiça que a gente sofre neste que é um dos países mais desiguais do mundo.

Fiz minha formação no chão de fábrica, organizando sindicatos, comandando greves, no calor da luta, junto com os mais velhos entre vocês. Essa nossa experiência tem que ser transmitida aos mais jovens.

Eles precisam conhecer a história da Central Única dos Trabalhadores, precisam entender o que a criação da CUT significou num país onde até muito pouco tempo antes organização sindical era crime e greve dava cadeia.

Os mais jovens precisam aprender com a experiência das greves, das comissões de fábrica, das mobilizações, aprender com os nossos acertos e também com os nossos erros.

É preciso usar esse conhecimento acumulado para criar as novas formas de luta, num mundo diferente, digital, em que até o perfil da classe trabalhadora vai se modificando.

É preciso enfrentar essa nova realidade: os avanços tecnológicos que diminuem os postos de trabalho, a tentativa de rasgar a CLT e destruir os direitos trabalhistas, o desemprego recorde produzido pelas políticas desastradas e criminosas daqueles que hoje governam este país.

E para enfrentar essa realidade não tem outro caminho: é lutar, e lutar e lutar.

Nós trilhamos o caminho.

Sentimos na sola dos nossos pés, sabemos no calo das nossas mãos como é pesado esse caminho. Mas não existem atalhos, não existem calçados mais confortáveis.

O caminho é o da luta, é o da união da classe trabalhadora.
Agora, e sempre, é seguir na direção justa, para tornarmos a construir um Brasil melhor para nós, nossos filhos e nossos netos.

À luta, companheiras e companheiros.

Um forte abraço do

Lula"

30/05/2017

terça-feira, 28 de maio de 2019

A China e a Restauração Capitalista

China: Uma faísca pode incendiar a pradaria

Um livro e uma revista atenuam a inumana ignorância brasileira sobre a China

25.mai.2019 às 2h00 - Folha – Mario Sergio Conti

As cifras sobre o desenvolvimento da República Popular da China, a RPC, dão tontura. Eis uma síntese possível: nunca na história humana, num período tão curto —25 anos—, 700 milhões de pessoas passaram da pobreza para uma vida razoável. Não há nada comparável.

A comparação teria que ser outra: a ignorância brasileira sobre a RPC é equiparável ao crescimento chinês no século. Compreende-se: o país é distante; seu idioma, complicado; nossa sujeição aos Estados Unidos, cabal —vide as colonizadas continências de Bolsonaro à bandeira americana.

O desconhecimento é tão mais espantoso porque o país para o qual o Brasil mais exportou no ano passado foi, justamente, a China: US$ 64 bilhões. Os EUA vêm em segundo lugar.

Sem falar que, com um progresso de 10% ao ano por três décadas, a China de Mao e PCC talvez tenha o que dizer ao Brasil de Vargas e cia. Aqui, o progresso anual foi inferior a 2% nos últimos 30 anos. Um país decolou, o outro atolou.

O desprezo em relação à China se explica pelos preconceitos de nossas elites. Elas desconfiam desde sempre dos “amarelos”, dos “ching lings”, dos “vermelhos” que não cultuam nem Mickey nem Nossa Senhora Aparecida. São uns bárbaros, desconhecem a liberdade e Silvio Santos.
Para além do ranço ideológico, acaba de ser publicada uma série de ensaios a respeito da China. Todos eles revolvem duas questões cabeludas.

A República Popular é o último dinossauro comunista? Ou o embrião do novo capitalismo?

São 75 páginas de respostas na edição mais recente da New Left Review (em inglês, nos bons sites do ramo). O primeiro artigo analisa a disputa com os Estados Unidos, tema que ganhou tração com a investida comercial de Trump contra Pequim, que se alia a Moscou e Teerã.
O segundo liga o sino-comunismo à história remota da Ásia, remontando a Confúcio. Em seguida, recenseia-se a influência do economista inglês Ronald Coase, Nobel de 1991, nas práticas do governo. O pacote acaba com uma investigação das finanças do país.

Com ênfase em economia e sociologia, vários temas são aprofundados. Contudo, dada a natureza portentosa do processo, e do modo acelerado que ele se dá, a síntese é difícil. Mesmo assim, percebe-se com nitidez o papel capital da urbanização.

Ela criou uma classe trabalhadora diversa da anterior — a herdeira daquela que expulsou o invasor japonês, fez a revolução, expropriou latifundiários, senhores da guerra, industriais, gângsteres, chefes feudais e fábricas estrangeiras.

A urbanização foi produto da espoliação no campo em favor da proletarização urbana. Parte dos novos cidadãos teve acesso à propriedade privada, sobretudo casas, mas também firmas. Daí se entende melhor a popularidade de Adam Smith e Hayek lá.

O segundo conjunto de ensaios também teve origem na New Left Review, mas em números anteriores da revista. Em português, ele está em “Duas Revoluções: Rússia e China” (Boitempo, 127 págs.).

O livro parte do estudo comparativo, do historiador Perry Anderson, das duas grandes revoluções do século passado. A primeira, a russa, caiu de podre sem que um tiro fosse disparado. A segunda, a chinesa, deu origem ao país mais pujante da atualidade.

A simpatia de Anderson, em que pese sua ambiguidade, fica com a revolução chinesa. Mas ele é criticado logo em seguida por um ensaio formidável de Wang Chaohua.

Líder nos protestos em Tianamen, em 1989, Wang Chaohua foi caçada pelas autoridades. Conseguiu exilar-se em Los Angeles, doutorou-se em literatura moderna chinesa pela Universidade da Califórnia e casou-se com Anderson.

Ela demonstra, com dados, por assim dizer, de dentro, que a Era das Reformas, conduzida pela velha guarda do Partido Comunista tem como ideologia a “estabilidade”, em contraponto à “balbúrdia” da Revolução Cultural.

O que se tem, ao fim e ao cabo, é a restauração capitalista.

Ao contrário do que repetem sinólogos ocidentais há meio século, a economia baseada na propriedade privada e no lucro não revigorou a democracia. A ditadura chinesa está cada vez mais forte — e mais capitalista.

O que não significa, necessariamente, que a República Popular da China não esteja “toda juncada de lenha seca”, como escreveu Mao Zedong no final dos anos 1920, quando os comunistas sofreram uma derrota acachapante.

Contemplando o crepitar periclitante de protestos parciais, o otimista panglossiano proclamou: “uma faísca pode incendiar a pradaria”.

Delirava?

Mario Sergio Conti
Além de um bom Jornalista, é autor de "Notícias do Planalto".