sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Morreu Miucha e um pedaço importante da nossa história cultural

Vejam o alfa e o ômega sobre Miucha

O Caderno 2 do Estadão deu mais uma aula de jornalismo e publicou uma página inteira sobre Miucha. algo simplesmente divino!

Vejam o "alfa":


- Era como a seda, uma voz que chegava onde queria com o balbuciar dos cochichos e a levez do vento. Para muitos, Miucha, era irmã de Chico, filha de Sérgio Buarque de Hollanda, amiga de Vinicius de Moraes, casada com João Gilberto, também era mãe de Bebel e também um mulher com um sorriso enorme e uma voz macia.

Agora veja o "ômega"
, do grande texto sobre Miucha, de autoria do grande JULIO MARIA. Um texto apaixonado e apaixonante:

- Poucas pessoas deixaram, além de interpretações fortes, uma DIGNIDADE tão impactante quanto a que Miucha deixa transparecer quando canta como se fosse qualquer um de nós:

"Quando a luz dos olhos meus
e a luz dos olhos teus
resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é,
meu Deus que frio que me dá
o encontro desseolhar.

Mas se a luz dos olhos teus
resiste aos olhos meus
só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus
me sinto incendiar".

Naquele tempo...


Na época que se pregava o amor e não a guerra,
floresceram pessoas como Miucha, João, Tom e
tantos outros, que, aos pouco vão nos deixando,

numa época em que se prega a morte, a violência,
a parcialidade, o fim da industria brasileira,
e, principalmente, o fim da soberania nacional.

Dá até saudade de Juscelino e Garrincha...

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