domingo, 4 de novembro de 2018

Neoliberalismo: Democracia para quem?

Era uma vez um sonho democrático
Egito como laboratório para o Brasil


É tão copiado, que seria ridículo negar que os objetivos são os mesmos: O neoliberalismo econômico não quer e não precisa de democracia verdadeira, basta um aparente Estado de Direitos.

Todos atuando com o mesmo objetivo:


Proteger as empresas multinacionais, acabar com a soberania nacional e promover concentração de riqueza e socialização da pobreza. Pobre é para trabalhar, deve ser mão de obra barata e em excesso. Democracia é para quem dinheiro... Isto é o neoliberalismo.

Leiam este brilhante artigo da revista alemã “Der Spiegel”. É só uma parte do artigo.

Ela já previa tudo que está acontecendo no Brasil, na Argentina e no mundo.

Once Upon a Revolution
The Broken Dream of Tahrir Square


De Thanassis Cambanism – Der Spiegel – 13/fevereiro /2014 02/04/2015 04:06 PM

Quatro anos após o levante da Primavera Árabe, o Egito tornou-se novamente uma ditadura. Como as coisas poderiam ter chegado a isso? Autor Thanassis Cambanis rastreados três líderes da revolução na Praça Tahrir, documentando a morte lenta de sua rebelião.

.....

Esta é a situação no Egito hoje, quatro anos após a revolução, que começou em 25 de janeiro de 2011 e finalmente forçou a renúncia de Hosni Mubarak, que havia sido o presidente do país por décadas.

Depois que os militares destituíram o irmão muçulmano Mohammed Morsi como o primeiro presidente civil eleito do país em julho de 2013, a breve fase da liberdade chegou a um fim abrupto.

No tempo que se passou desde então, a Irmandade Muçulmana foi banida.

Os procedimentos judiciais contra Mubarak não levaram a lugar nenhum; e seus filhos, que também enfrentaram acusações, acabaram de ser libertados da prisão. Enquanto isso, a maioria dos ativistas revolucionários influentes está na cadeia ou fugiu para o exílio no exterior.

No Cairo, os militares estão governando novamente com um homem forte no comando.
Hoje há ainda menos avenidas para dissidentes do que antes da revolução. Nenhuma reunião pública é permitida; a polícia secreta exerce um aperto maior do que nunca; o parlamento foi dissolvido; e a mídia aplaude o presidente Abdel Fattah el-Sisi.

Uma revolução fracassada

Há também processos judiciais contra Moaz Abdelkarim no Cairo, mas ele conseguiu fugir do país a tempo. O farmacêutico e ex-Irmão Muçulmano agora vive em Istambul e raspou a barba leve. "Não parece uma revolução", diz ele. "Parece um fracasso."

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