domingo, 18 de novembro de 2018

Estados Unidos NÃO USAM urnas eletrônicas

Urna eletrônica também está sob suspeita nos EUA

O sistema eleitoral no Brasil NãO TEM GARANTIAS DE SEGURANÇA.
É o quê evidencia ao ler os artigos publicados no Brasil do porquê os americanos não copiam o sistema brasileiro. E a cada ano isto fica mais evidente.

A Folha publicou artigo com o título: "Alvo de suspeita, voto 100% eletrônico só ocorre em 5 estados". Mais recentemente voltou a ter nova matéria onde aparecia reclamação de um senador eleito ou com suspeita de fraude.

Se nos Estados Unidos não serve a urna eletrônica, porque serviria para o Brasil?

Leiam as informações abaixo sobre o caso da Georgia...
e os preparativos para as eleições de 2020.


Justiça da Georgia, no Sudeste dos Estados Unidos, avalia a possibilidade de abandonar sistema touchscreen e substituí-lo por cédulas de papel a partir das eleições de 2020"

"Ellen Nakashima Washington Post [19/09/2018] [20h38]"

"Decisão definitiva pode vir rapidamente


Apesar de Totenberg ter negado a moção de uma liminar para novembro, ainda não se pronunciou sobre as reivindicações subjacentes, que visam eliminar as máquinas touchscreen sem papel. E ela prometeu tomar uma decisão rapidamente. "

""As eleições de 2020 estão chegando", disse ela.

"Se um novo sistema de votação for lançado na Geórgia de maneira efetiva, deveria abordar a necessidade crítica da democracia de processos eleitorais transparentes, justos, precisos e verificáveis, que garantam o direito fundamental de cada cidadão de votar responsavelmente."

Os demandantes disseram que esperam eventualmente ter sucesso. "Não estamos detivemos em nossa luta pelo direito de voto, pois este é o cerne da questão", disse Donna Price, diretora do grupo Georgians for Verified Voting, um dos que entraram com a ação.
"Esperamos que prevaleça no final", disse Robert A. McGuire, advogado do grupo Coalition for Good Governance, que também entrou com a ação.

A juíza observou que a Geórgia, o primeiro estado do país a adotar a máquina eletrônica touchscreen para votar 2002, é um dos cinco estados em que a votação eletrônica é totalmente sem papel, sem cédulas independentes ou registro de auditoria.

Os queixosos, na semana passada, convocaram especialistas que falaram sobre os problemas com tais máquinas. Um especialista, o cientista da computação Alex Halderman, da Universidade de Michigan, demonstrou à corte como um cartão de memória com malware inserido em uma máquina Diebold DRE, a mesma que a Geórgia usa, pode alterar os resultados eleitorais.

Logan Lamb desmonta urna eletrônica usada nas eleições na Geórgia


Ellen Nakashima/Washington Post

Os autores da ação também se basearam em depoimentos escritos de outro especialista em informática, Logan Lamb, que alertara o Centro de Sistemas Eleitorais do estado sobre uma vulnerabilidade em um servidor que faz parte do sistema eleitoral. O especialista descobriu esse problema e a exposição online dos dados pessoais de mais de 6 milhões de eleitores em agosto de 2016, três meses antes da eleição presidencial. A falha do software ainda estava lá, afirmou Lamb.

Eles também “destacaram as graves falhas de segurança e vulnerabilidades do sistema eleitoral do estado, incluindo resultados não verificáveis, software desatualizado suscetível a malware e vírus e um servidor central que já foi hackeado várias vezes", escreveu Totenberg.

A juíza repreendeu as autoridades eleitorais da Geórgia por "enterrarem suas cabeças na areia" em relação às vulnerabilidades do sistema.

"No final do dia, a juíza olhou para isto e pensou que se estas autoridades não entendem as questões mais básicas para garantir a segurança uma eleição, como vão implementar as cédulas de papel em tão pouco tempo?", disse David Cross, um advogado da Georgians for Verified Voting.

Apesar de o caso ter sido apresentado à Justiça há mais de um ano, ele foi afetado por atrasos processuais, o que causou frustração à juíza. “A corte tentou agilizar este caso, desde o início, sem sucesso", disse ela. Mas a apresentação em agosto da moção para uma decisão provisória favoreceu o avanço do caso.

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