domingo, 14 de outubro de 2018

O Brasil fora da ordem e fora de foco

O medo está vencendo a Esperança

Foi assim nos anos trinta do século passado...

Nestes tempos sombrios
de ameaças e violências em todos os sentidos, a pedidos, tenho procurado abordar no blog histórias de literatura, de flores e de coisas alegres, "deixando o ruim de lado", como diz Gilberto Gil.

Hoje na Folha, no caderno Ilustrissima
, tem um artigo depoimento de um jovem judeu e a escuta de outros jovens judeus sobre as eleições no Brasil. Um depoimento triste, que nos chama à responsabilidade.

Procurei um livro com algo diferente para abordar e achei o livro de Robert Capa, com o título "ligeiramente fora de foco", editado pela não mais existente Editora COSACNAIFY. O livro foi presente de minha filha, em 04/12/2010. O autor não é homônimo de Robert Capa, é o próprio.

Quem fotografou e viveu a Guerra Civil Espanhola
e depois cobriu a Segunda Guerra Mundial, sabe muito bem o quê é a guerra, como sabe também o que foi o holocausto e o nazismo.

Como diz, na contracapa do livro, Hélio Campos Mello:


"Este é um livro hipnótico. Daqueles que não se consegue largar enquanto não se chega ao final. Comprova que seu autor, ROBERT CAPA, é tão grande quanto Robert Capa, o mitico fotógrafo.

Se foi o mito quem produziu as mais fabulosas imagens da invasão das tropas aliadas na Normandia, agora é o homem quem descreve o desembarque em St-Laurent-sur-Mer.

Este é um livro imperdível, escrito pelo mais importante fotojornalista do século XX, que adorava ostras blue point com vinho Montrachet."

Quanto espanhóis vieram para o Brasil fugindo da Guerra Civil Espanhola?


Quanto poloneses também vieram para o Brasil fugindo do nazismo e do fascismo na Europa?

Quantos milhões de pessoas precisaram morrer para conter a destruição e o terror?


No entanto, é até compreensível que seus netos e bisnetos não queiram lembrar deste período, atualmente, é mais fácil ficar indiferente ao novo fascismo, embrião do nazismo, que está brotando em todo o mundo, especialmente no Brasil, quando a direita radical resolveu "sair do armário"...

Só que, depois, ninguém vai poder dizer que não sabia de nada...

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