quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Eleições e violência: "Ninguém pode dizer que não sabe"

Precisamos de uma nova campanha tipo Diretas Já!

A grande maioria dos brasileiros exige que as instituições funcionem com transparência, honestidade e que priorizem o povo brasileiro.

Os governos têm a obrigação de administrar voltados para as políticas públicas, sejam elas executadas por empresas públicas ou privadas.

Em nome da eficácia econômica, os governos têm promovido desemprego, arrocho salarial, reformas trabalhistas e tentativa de acabar com a previdência pública, como também querem acabar com as escolas públicas, os hospitais públicos e o transporte de massa eficiente.

O Brasil precisa de PAZ, entendimento, solidariedade, produtividade, competitividade e proteção de suas riquezas e de seu povo.

É o seu, o meu e o nosso futuro que está em jogo.
Vamos votar pensando também em nossas famílias e em nosso futuro.

Para àqueles que têm responsabilidade com o Brasil, estamos conclamando a votarem defendendo a democracia e a liberdade.
Haddar concordou em fazer um governo que unifique o Brasil e proteja seu povo.
Haddad merece este voto de confiança.

A Folha de hoje, publica um qualificado artigo da experiente jornalista - Eleonora de Lucena - sobre as eleições deste domingo. Ninguém pode ficar indiferente. Ninguém deve deixar de votar. Vejam a íntegra do artigo:


Ninguém poderá dizer que não sabia.


É ditadura, é tortura, é eliminação física de qualquer oposição, é entrega do país, é domínio estrangeiro, é reino do grande capital, é esmagamento do povo. É censura, é fim de direitos, é licença para sair matando.

As palavras são ditas de forma crua, sem tergiversação -- com brutalidade, com boçalidade, com uma agressividade do tempo das cavernas.

Não há um mísero traço de civilidade. É tacape, é esgoto, é fuzil.

Para o candidato-nojo, é preciso extinguir qualquer legado do iluminismo, da Revolução Francesa, da abolição da escravatura, da Constituição de 1988.

Envolta em ódios e mentiras, a eleição encontra o país à beira do abismo.

Estratégico para o poder dos Estados Unidos, o Brasil está sendo golpeado. As primeiras evidências apareceram com a descoberta do pré-sal e a espionagem escancarada dos EUA. Veio a Quarta Frota, 2013.

O impeachment, o processo contra Lula e sua prisão são fases do mesmo processo demolidor das instituições nacionais.

Agora que removeram das urnas a maior liderança popular da história do país, emporcalham o processo democrático com ameaças, violências, assassinatos, lixo internético.

Estratégias já usadas à larga em outros países.

O objetivo é fraturar a sociedade, criar fantasmas, espalhar medo, criar caos, abrir espaço para uma ditadura subserviente aos mercados pirados, às forças anti-povo, anti-nação, anti-civilização.

O momento dramático não permite omissão, neutralidade.
O muro é do candidato da ditadura, da opressão, da violência, da destruição, do nojo.

É urgente que todos os democratas estejam na trincheira contra Jair Bolsonaro. Todos.

No passado, o país conseguiu fazer o comício das Diretas.
Precisamos de um novo comício das Diretas.

O anti-petismo não pode servir de biombo para mergulhar o país nas trevas.

Por isso, vejo com assombro, intelectuais e empresários, se aliarem à extrema direita, ao que há de mais abjeto. Perderam a razão? Pensam que a vida seguirá da mesma forma no dia 29 de outubro caso o pior aconteça? Esperam estar livres da onda destrutiva que tomará conta do país? Imaginam que essa vaga será contida pelas ditas instituições --que estão esfarrapadas?

Os arrivistas do mercado financeiro festejam uma futura orgia com os fundos públicos. Para eles, pouco importam o país e seu povo. Têm a ilusão de que seus lucros estarão assegurados com Bolsonaro. Eles e ele são a verdadeira escória de nossos dias.

A eles se submete a mídia brasileira, infelizmente.

Aturdida pelo terremoto que os grandes cartéis norte-americanos promovem no seu mercado, embarcou numa cruzada antibrasileira e antipopular. Perdeu mercado, credibilidade, relevância. Neste momento, acovardada, alega isenção para esconder seu apoio envergonhado ao terror que se avizinha.

Este jornal (a Folha) escreveu história na campanha das Diretas. Depois, colocou-se claramente contra os descalabros de Collor. Agora, titubeia -- para dizer o mínimo.

A defesa da democracia, dos direitos humanos, da liberdade está no cerne do jornalismo.

Não adianta pedir desculpas 50 anos depois.

Eleonora de Lucena
Jornalista, ex-editora-executiva da Folha (2000-2010) e copresidente do serviço jornalístico TUTAMÉIA (tutameia.jor.br)



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