sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Democracia com Haddad ou Violência com Bolsonaro? Você escolhe...

O medo e a violência são inimigas da Democracia

Um candidato que não defende a democracia, que seu filho destrói um monumento em homenagem a uma vereadora e defensora dos Direitos Humanos, que tem como candidato a vice-presidente um general que diz que o 13o. salário é um absurdo e que deveria ser acabado, além de alguns seguidores que pregam abertamente a violência, disputa as eleições presidenciais neste domingo.

Todas as pesquisas apontam que deverá haver segundo turno. No entanto, os apoiadores do candidato conservador agressivo fazem pressão para que "tudo seja decidido já no primeiro turno". Este clima de aparente "já ganhou", serve também para camuflar possíveis fraudes eleitorais que, num golpe de mágica, façam aparecer e desaparecer votos deste e/ou daquele candidato, fazendo aparecer um resultado que não corresponde à verdade dos eleitores.

Os 147 milhões de eleitores precisam ter seu voto respeitado.


O problema é que, acreditar na urna eletrônica é um ato de fé e imaginação. Depois que você confirma seu voto na urna eletrônica, você nunca mais terá mecanismo de comprovar que você votou naquela urna. Como dizia na época da República Velha, antes de 1930, "o voto era secreto", tão secreto que o eleitor não sabia em quem tinha votado... A última eleição para prefeito de São Paulo é um destes casos de dúvida total. O prefeito foi eleito no primeiro turno, com menos de 30% dos votos, que na cidade são mais de 6 milhões de eleitores.

Para que não haja "mão branca" ou "forças ocultas", é preciso que os eleitores e o povo brasileiro em geral fiscalizem os votos. Isto é, vejam a votação de cada seção e façam comparações com os votos de suas famílias e amigos com os votos que vão aparecer quando divulgados pelos TREs e pelo TSE.

O segundo turno é importante para que haja mais legitimidade, isto é, num país com 35 partidos políticos, o candidato eleito precisa ter mais de 50% mais um voto, para ter mais legitimidade. Alguém que se elege com menos de 30% dos votos pode ser o pior candidato, enquanto que, se houver segundo turno, os diversos setores da sociedade pode fazer composições, montar propostas de governo mais abrangentes e mais aceitáveis pela maioria dos eleitores.

Isto é democracia,
o governo das maiorias que respeita as minorias e
governa juntos, respeitando a vontade do povo.

De hoje até domingo, todos teremos que escolher:


1 - Votar nos candidatos mais democráticos e respeitosos;

2 - Votar no candidato mais violento e grosseiro;

3 - ou anular o voto, ou deixá-lo em branco ou sequer comparecer para votar.


Eu vou votar no Haddad.

Pode não ser o candidato que eu mais queria, mas, não tenho dúvida nenhuma de que Haddad é infinitamente melhor que o louco e violento candidato Bolsonaro. O medo e a violência não podem derrotar a paz, a democracia e a liberdade.

O Brasil merece respeito. Os brasileiros merecem aprender, acertando e errando, porém, mantendo a democracia como o melhor sistema de convivência pacífica e respeitosa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário