quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Adeus Cia das Letras... Agora ela é alemã.

Perdemos mais uma pérola da nossa riqueza nacional

Foi com muita tristeza que li nos jornais que, a partir desta semana a Companhia das Letras passou a ter a maior parte das ações como propriedade da empresa alemã, Random House, que já tinha comprado a inglesa Penguin.

E vamos vendendo tudo ao estrangeiro, e fechando nossas livrarias, bibliotecas e bancas de revistas. Perdendo nossa soberania e nossa identidade. Triste Brasil, oh quanta semelhança...

Penguin Random House assume controle da Companhia das Letras

PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 30/10/2018 E UOL

Com medida, família Schwarcz limita a 30% a sua participação e perde o controle acionário
O jornal Valor Econômico publicou matéria no início da tarde desta terça-feira em que revelou que a Penguin Random House aumentou a sua participação na Companhia das Letras de 45% para 70%, assumindo o controle acionário da empresa. Os Schwarcz, fundadores da editora, reduzem a sua participação de 36,5% para 30% e a família Moreira Salles, que antes tinha 18,5%, sai do negócio. “Vínhamos discutindo as condições e valores desde o começo deste ano. Não houve mudanças nos termos, mesmo com a crise das livrarias”, disse Luiz Schwarcz ao jornal.

Em comunicado enviado para a imprensa ainda na tarde da terça-feira, a Companhia das Letras confirmou as informações e salientou que os fundadores do Grupo, Luiz e Lilia Moritz Schwarcz, continuam como sócios minoritários. O comunicado informa ainda que a possibilidade de o maior grupo editorial do mundo assumir o controle da Companhia das Letras já estava no contrato de venda de 45% das ações da editora para a Penguin, em 2012.

Luiz Schwarcz reafirmou que nada mudará na vida da Companhia das Letras, assim como não mudou nos últimos seis anos e frisou que a decisão tem a ver com “visões de longo prazo em relação ao mercado livreiro”. “Ganharemos mais apoio para iniciativas importantes, como o acompanhamento em novas formas de distribuição do conteúdo literário, e para conhecermos mais os leitores, além da presença mais próxima do Markus Dohle, que conhece como ninguém o mercado internacional livreiro e tem uma visão positiva sobre o futuro do livro”, completou.
Markus Dohle, CEO da Penguin Random House, também se pronunciou dizendo acreditar que a situação macroeconômica brasileira vai melhorar e que continuará o processo de expansão da editora.

“É com grande admiração pela Companhia das Letras e pelo que Luiz e seu brilhante time construíram que a Penguin Random House anuncia a aquisição da participação majoritária dessa editora excepcional. Eu sou grato pela permanência do Luiz na liderança da Companhia, e estou confiante de que, em longo prazo, a situação macroeconômica brasileira vai melhorar. Agora, juntos, continuaremos a expandir ainda mais a Companhia, celebrando a força de nossos times locais e certificando a conciliação das dinâmicas do mercado local com o objetivo compartilhado de conectar nossos autores com a mais rica rede de leitores brasileiros e além”.

O comunicado finaliza dando um panorama da situação atual da editora: Outubro de 2018 marca o 32º aniversário da Companhia das Letras. O Grupo chega a esse momento com o maior share de mercado entre as editoras de livros trade no Brasil, e tem mais de 4500 títulos ativos em seu vasto catálogo. Entre os autores da Companhia, estão 34 vencedores do prêmio Nobel de Literatura e muitos dos principais escritores de literatura brasileira, tanto de ficção quanto de poesia.

A editora tem, atualmente, 16 selos, entre eles: Penguin-Companhia, que desde 2009, quando foi criado, é uma referência na publicação de clássicos no Brasil; Seguinte, o selo infantojuvenil; e Companhia das Letrinhas, o selo infantil que é reconhecido pela qualidade de seus livros. Em 2015, a Companhia das Letras adquiriu a Objetiva, uma das mais importantes editoras do Brasil.

Histórico

Desde 2014, já circulava a informação de que o interesse da Penguin Random House era adquirir o controle do Grupo Companhia das Letras. O PublishNews foi o primeiro a informar isto em uma nota no dia 02/04/2014. Dois dias depois, a Companhia das Letras negou enfaticamente a informação publicada e afirmou ser, naquele momento, "infundada e falsa a nota veiculada no PublishNews”.

Quatro anos mais tarde, a operação se concretizou.

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