quarta-feira, 11 de julho de 2018

Futebol, Música e Política mexem com o Brasil

Eis aqui este sambinha feito de uma nota só

O dia 10 de julho de 2018, ontem, poderia ficar na história por boas lembranças. No entanto, mesmo o aniversário de 60 anos da BOSSA NOVA, quase que passou em branco. Hoje em dia, lembramos mais das más notícias e deixamos as boas para segundo plano. Vejam os destaques de ontem:

1 – França derrotou a Bélgica


Ontem, meio envergonhado, os brasileiros viram a França ganhar do time que derrotou o Brasil, quebrando uma invencibilidade de 23 jogos. A Bélgica perdeu com dignidade e coragem. Não fraquejou, apenas errou na tática do jogo. Faltou sangue frio...
Se a França ganhou da Bélgica, o Brasil também poderia ganhar?
Nem sempre.
Hoje vamos novamente assistir um grande jogo: Croácia e Inglaterra.

2 – O vexame do judiciário


Os jornais de ontem, deram mais destaque para as estripolias do judiciário no domingo, do que à comemoração dos 60 anos de BOSSA NOVA. No Brasil atual, o judiciário está mandando mais do que os governos e o Congresso Nacional. Vivemos sob uma nova DITADURA. Não vivemos em um Estado de Direito, nem se respeita a Constituição. O Brasil anda para trás e cada vez mais se parece com uma Republiqueta de Bananas...

3 - Se você achar que eu desafino amor... Eis aqui a Bossa Nova.


No dia 9 a Folha publicou na capa do caderno Ilustrada dois lindos textos sobre a BOSSA NOVA, comemorando os 60 anos, 10/07/1958, de aniversário da gravação da música “Chega de Saudade”, por João Gilberto.

A Folha saiu na frente do Estadão, que publicou no Caderno 2 de ontem, dia 10, data do aniversário, mais duas lindíssimas matérias sobre a BOSSA NOVA.

Ruy Castro lembra na Folha, com sabedoria, que onde dias antes, em 29 de junho de 1958, o Brasil fora campeão do mundo pela primeira vez, na Copa da Suécia. Quando Bellini fez, pela primeira vez, o gesto de erguer a Taça.

Dizem os historiadores que “o samba nasceu lá na Bahia”, como também a BOSSA NOVA veio de um baiano de fala mansa, meio esquisito, que se trancava horas no banheiro para tocar violão e cantar, promovendo uma interação diferente entre o violão e sua voz mansa.

Como um artista que pinta um quadro, como Picasso, João Gilberto criou o ritmo e TOM JOBIM, que era outro gênio musical, percebeu que ali tinha algo novo que podia mudar a história da música. Tom já era o bam bam bam da música popular de qualidade.

Luiz Oricchio, reforça que os ventos sopravam a favor do Brasil naqueles anos de 1958. Governo progressista, conquistas esportivas, indústria automobilística nascente, a nova capital sendo construída no meio do imenso país.

O GIGANTE DESPERTARA?


Além de tudo de bom que vinha acontecendo, eis que surge uma música diferente, com letra de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, já pensaram? Mais uma vez, a soma da Bahia com o Rio de Janeiro gerou algo novo e extraordinário.
Da herança do Samba, surgiu a BOSSA NOVA.

Com apenas 27 anos de idade, João Gilberto nos deu a semente do novo na música que iria se espalhar por todos os países, como nossos jogadores de futebol, e, em qualquer lugar escutamos os compassos suaves da BOSSA NOVA.

Oricchio, no Estadão, conclui que, “já se disse que uma música assim só poderia ter nascido em época otimista como a de Juscelino Kubitschek. É tentador, mas complicado, praticar esse tipo de sociologia das artes, em que estas expressariam diretamente o momento histórico. Mas, com os devidos cuidados, a ligação pode ser feita.

Ou alguém imagina alguma coisa parecida com a BOSSA NOVA surgindo no Brasil de hoje?”

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