domingo, 8 de julho de 2018

Futebol, Cinema, Música e Literatura formam o novo

O novo passa pelo velho

O Brasil gosta de viver no saudosismo,
vivendo exaltando um passado que, quando foi presente, convivia com muitas mazelas. Mas este era e é o Brasil.

Um economista conservador criou o termo "Belíndia",
mostrando um Brasil que parecia ou era melhor do que a Bélgica - tipo São Paulo e o Sul do Brasil - e um Brasil que parecia muito ou mais do que a ÍNDIA - tipo Belém do Pará e o Nordeste brasileiro.

Hoje, apesar de o Estado de São Paulo ser mais rico que a Bélgica, no futebol, tomamos um banho da Bélgica - que jogou parecendo o Brasil de antigamente. Já o governo ilegítimo de Temer, está transformando o Nordeste e o Norte numa grande Índia - apesar de a ÍNDIA viver uma situação econômica melhor do que o Brasil.

O Futebol globalizou-se e já não existe amadores...


O cinema também globalizou-se.


Qualquer filme passa simultaneamente no mundo todo, com exceção dos países ortodoxos que proibem filmes que possam ser mais modernos que os governos vigentes. Kurosawa, Bergmann, Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha, Trouffaut... E Hollywood que abastece o mundo.


A Música, ah, a música.


Está em toda parte que você vá. Desde as músicas boas, até as vulgares e insinuantes...

Quanto à Literatura,
as mais antigas são as mais valorizadas. A começar pelos livros religiosos como a Bíblia, o Alcorão e o Torá. A falta de ideologias confiáveis, as religiões, que eram o ópio do povo, apesar da modernidade das ciências, e o fim do bloco soviético materialista, as religiões voltaram mais conservadoras que antes da dialética e da Escola de Frankfurt...

Todos os temas acima, para sensibilizar os jovens e as massas globalizadas, precisam beber na fonte das culturas antigas.

Um bom exemplo disto é o jornal Folha de São Paulo deste domingo:

1 - Tem um caderno sobre a Copa de 2018 na Rússia
, onde não aparecem páginas de propaganda do banco Itaú, patrocinador de todas as seleções - parecendo que Nizan Guanaes está pesquisando como justificar o desempenho da nossa seleção... Mas há analistas em todas as páginas agora procurando bodes expiatórios.

Evoluímos, mas estamos atrasados na competição mundial.

2 - Já o Caderno Ilustríssima
, tem quatro ou cinco páginas inteiras analisando a produção cinematográfica de INGMAR BERGMANN, um dos principais nomes do cinema no século 20 e que já virou um imortal para todos os séculos. 100 anos de Bergmann...

3 - No Ilustrada
, temos uma página inteira com Mônica Bergamno entrevistando e escrevendo sobre uma raridade da nossa música brasileira: ALCEU VALENÇA. Este diz coisas maravilhosas, sinaliza caminhos para todos os jovens e velhos. Um grande brasileiro.

4 - E para não dizer que não olhei o Estadão, no Caderno 2 tem uma bela foto de ANTONIO CÂNDIDO
. O maior crítico literário que já tivemos.

Pois é, o Brasil do passado não pode ficar congelado em nossas mentes.
O Brasil do futuro não pode ser nossa visão idílica que não se materializa.
E o Brasil de hoje não pode continuar sendo esta tragédia coletiva que todos se recusam a retratar, seja na TV, nos jornais, nas revistas ou na literatura.

Será que
vamos ter que passar por mais tragédias e mais destruição de nossa soberania?

Será que,
para interromper este período de insanidade, tenhamos que passar por uma guerra civil, que nunca tivemos?

Ou será que
teremos condições de unir os jovens aos velhos e que, juntos, aceitando nossas diferenças, teremos condições de construir um pacto social onde o Brasil esteja em primeiro lugar, sendo o Brasil prioritariamente para todos os brasileiros em vez de priorizar o "deus do mercado", o deus de Mamom?

Na Literatura, nacional e internacional,temos muitos livros e obras primas que poderão nos ajudar...

O ditado popular diz que não se deve discutir futebol, religião nem política. Mas é tudo que estamos precisando:

1 - fazer autocrítica do futebol sem ser destrutivo;

2 - construir soluções que ajudem a separar a religião da politicagem;

3 - discutir, organizar e transformar a política nacional. Seja pelo voto ou pelas manifestações. Ninguém aguenta mais...


"Brasil, mostra sua cara..."

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