sexta-feira, 20 de julho de 2018

A "Veja" vai fechar?

A Abril virou sinônimo de Veja

Isto é comum no Brasil. Cerveja é chamada de Brahma, palha de aço é chamada de Bom-Bril, lâmina de barbear é chamada de gillette, etc.

Ontem, um colega perguntou-me: "A "Veja" vai fechar?"


E eu respondi, sem ainda saber do motivo da pergunta: "A Veja é uma revista e não pode ser fechada, ela pode deixar de ser edita, tirada de circulação."

Continuamos a conversa e meu amigo insistiu que soube que a família Civita estava deixando o comando da Abril. Que parecia que tinha sido vendido ou que os bancos estavam assumindo a gestão por causa das dividas da "Veja/Abril".

Meu amigo insistia também que parecia com o caso do Estadão. Que só faltava a Rede Globo quebrar e ele viajava na torcida da falência dos golpistas.

Na Folha não achei nada sobre o assunto, mas no Estadão tem uma boa matéria, assinada por três jornalistas, Luciana Dyniewicz, Renée Pereira e Fernando Scheller.

Meus destaques na matéria do Estadão são:

1 - Família CIVITA deixa o comando do Grupo Abril

"Com divida de quase R$ 1,3 BILHÃO, o Grupo Abril
anunciou ontem que sócio da CONSULTORIA AMERICANA de reestruturação financeira, Alvarez & Marsal, assumiu a PRESIDÊNCIA da companhia, que publica as revistas VEJA, Exame, Claudia, entre outros títulos.

A empresa vem fechando no VERMELHO nos últimos anos
, segundo relatório da Price WaterhouseCoopers. No ano passado, o PREJUIZO foi de R$ 331 milhões.

DESDE O FIM DE 2017, a ABRIL
vinha empreendendo um esforço de redução de custos. Dentro desse processo, no mes passado, o grupo SAIU de sua TRADICIONAL SEDE PAULISTA, em Pinheiros, para um edificio menor, no Morumbi."

Não gosto de ver empresas quebrarem ou serem fechadas
, ou ainda, ver empresas brasileiras serem vendidas aos estrangeiros. Gosto de ver nossa economia crescer, criando oportunidades para empresários e trabalhadores, beneficiando o Brasil para todos, acima de tudo. Fortalecendo a economia como forma de fortalecer a DEMOCRACIA. A Abril caminhou para o fascismo e destruição de quem ela não gostava. Isto fez com que milhares de pessoas estejam comemorando a decadência da Veja, isto é, do Grupo Abril.

Defendo a liberdade, a diversidade, a solidariedade e a economia de mercado, tudo isto sob o controle do povo e da sociedade através de gestão participativa, com transparencia e rotatividade nos cargos. Infelizmente, estes valores ão fazem parte dos valores da Veja, isto é, do Grupo Abril.

Mesmo assim, não torço pela falência do Grupo. Não tem competência, vende para outros brasileiros.

Não escondo que sou nacionalista,
com mercado aberto internacionalmente, mas com a defesa de nossa Soberania Nacional e de nossa liberdade.

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