quarta-feira, 20 de junho de 2018

Fernanda Montenegro, o céu e o inferno na Folha

Na frente, Fernanda Montenegro, no verso, o japonês da Federal

No último dia 17, domingo, nós estávamos em Araçatuba vindo para São Paulo, correndo para chegar antes do início do jogo do Brasil. Ao chegar em casa, pegamos os jornais que assinamos, a Folha e o Estadão.

Depois de muitas correrias, guardando as roupas limpas, os sapatos, as nécessaires, as roupas sujas para lavar e ainda conseguir tempo para assistir ao jogo.

Só à noite que desfiz os pacotes de jornais e separei as páginas que iria ler mais tarde e botei os demais no lixo ecológico.

Hoje já é 20 de junho, quarta-feira e ainda não tive tempo de ler as grandes matérias do jornal do dia 17. Por exemplo, eu tenho o hábito de comentar ou reproduzir todas as notícias que vejo sobre FERNANDA MONTENEGRO.

O caderno Ilustrada de 17 de junho, domingo,
tem uma capa inteirinha sobre Fernanda Montenegro
e seu livro em fotobiografia. Uma raridade!

Fiquei muito contente em ver mais uma longa matéria sobre a vida de Fernanda Montenegro.

Mas fiquei muito triste ao folhear o caderno Ilustrada e constatar que, na página 2 do caderno, tem página inteira com entrevista do japonês da Federal - Newton Ishii.

Minha tristeza aumentou ainda mais quando vi no caderno Ilustríssima o artigo de Otávio Frias Filho sobre "Intervenção Militar" e a importância da Democracia. Todo mundo sabe o quanto a Folha teve papel decisivo nos golpes militares de 1964, e no civil de 2016.

Apesar da minha enorme tristeza com a Folha, meu carinho e minha admiração com Fernanda Montenegro continua. Especialmente porque minha mãe, que está com 95 anos, está internada na UTI tratando do coração. Fernanda Montenegro, que está com 88 anos, continua firme, trabalhando e dando exemplos.

Retido no trabalho em função do rodízio, irei enfrentar mais uma vez o trânsito de São Paulo, rezando para que a nossa seleção de futebol não mate a gente do coração na sexta-feira, e que, ao contrário, nos dê uma vitória, mesmo que seja por apenas um a zero...

Vivemos entre o Céu e o Inferno, diariamente.

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