segunda-feira, 7 de maio de 2018

Lula, Joaquim Barbosa e a Direita brasileira

Diretor-geral do DATAFOLHA entra no jogo das eleições 2018

Em entrevista ao jornal Valor, no seu boletim de fim de semana, publicado na última sexta-feira, 4 de maio, o diretor-geral do Datafolha, MAURO PAULINO, tece considerações eleitorais que levaram a editoria do jornal a "encher a bola de Joaquim Barbosa". Ciro Gomes deve estar morrendo de inveja...

Vejam as afirmações de Mauro Paulino:


1 - A prisão de Lula não abalou a sua imagem.


2 - Este fenômeno
tem muito a ver com a lembrança do eleitorado de baixa renda dos dois governos dele. E a gente não pode se esquecer de que é esse eleitorado que decide a eleição no Brasil. 68% recebem até três salários mínimos.

3 - A partir de 2013
(no governo Dilma), a crise de representação se explicitou. De lá para cá a gente passou a ter mais de 60% de eleitores que,constantemente, não têm nenhum partido de preferência. Chegando até 75%!

4 - OBSERVEM:


"MESMO COM AS ACUSAÇÕES
, MESMO COM TODO O NOTICIÁRIO, DESDE O MENSALÃO, A CONDUÇÃO COERCITIVA, O DEPOIMENTO AO MORO E, AGORA, A PRISÃO.

MESMO COM TUDO ISSO
A GENTE TEM UM TERÇO DE ELEITORES QUE PODEM SER CLASSIFICADOS COMO PRÓ-LULA.

Neste ambiente atual, O LULA ACABA POR SER O MAIOR LÍDER (brasileiro).


Temos 1/3 do eleitorado que vota em Lula;
Temos 1/3 do eleitorado que NÃO vota em Lula;
E sobram 38% que são eleitores-pêndulo, eles variam de opinião, esperam a campanha...

5 - É provável que essa eleição
tenha mais que três candidatos com chance de ir para o segundo turno na reta final. Desde 1994, todas as votações ficaram polarizadas entre PT e PSDB. (Entenderam porque o PSDB investiu tanto no golpe?). Uma terceira via vem subindo. Como também é muito provável que a gente tenha uma taxa de votos brancos e nulos bem alta. (vide eleições no Egito e agora no Líbano).

6 - JOAQUIM BARBOSA
entra na disputa não só com uma taxa de intenção de votos significativa, mas com algumas características que podem ser importantes neste momento.

ESTE É O MOMENTO DA ENTREVISTA EM QUE CONSIDERO QUE O DIRETOR-GERAL SE DESCUIDOU NO EXEMPLO...


LEIAM COM ATENÇÃO:

"Por exemplo, se compararmos com Lula e com Marina Silva, Joaquim Barbosa também tem uma origem humilde, só que, ao contrário do Lula, ele estudou e teve sucesso, chegou a um cargo muito importante, mesmo com sua origem humilde, tendo sido faxineiro."

LERAM COM ATENÇÃO?


Primeiro: Tanto Joaquim Barbosa como Marina, um virou ministro do STF porque foi NOMEADO POR LULA. E a outra virou senadora e ministra pelo Partido dos Trabalhadores e NOMEADA POR LULA.

Segundo: Ser presidente do Brasil, eleito pelo povo duas vezes, ser considerado o melhor presidente da história do Brasil é menos importante do que os nomeados, só por causa de diplomas de faculdades, que muitas vezes dão credenciais para certas funções mas que ao exercê-las muitas vezes são incompetentes?

Terceiro: Fiquei tão chocado com este "ato falho" preconceituoso que achei importante parar por aqui, e fazer uma continuação depois. Como já disse, esta parte é a única que considero lamentável na entrevista. No conjunto, a entrevista está boa e recomendo a leitura.

No próximo capítulo:

Joaquim Barbosa pode abocanhar votos da direita e da esquerda...

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