quinta-feira, 3 de maio de 2018

Incêndio, exclusão e abandono dos espaços: São Paulo

São Paulo que ergue e destrói coisas belas

Mais um grande incêndio no centro de São Paulo.

Vi de perto o incêndio do Joelma, depois ouvi as notícias do incêndio do prédio da praça das Bandeiras, ao lado da Câmara Municipal e agora vi o novo incêndio pela televisão.

Porque a história se repete em São Paulo?

Trabalho no Centro desde janeiro de 1970, portanto, há 48 anos.

Convivo com o Centro Velho e o Centro Novo há muito tempo. Aos 16 anos entregava correspondências na avenida Ipiranga, trabalhei na Líbero, ao lado do Othon, depois fui para o City Bank na praça Antonio Prado, mais tarde fui para o Banco do Estado da Guanabaraa na rua São Bento, e agora continuo na rua São Bento e no Brás.

Além do trabalho sindical, participei vários anos da Associação Viva o Centro e depois participei ativamente da criação do Projeto Travessia para ajudar o melhorar o centro e ajudar a resolver o aumento de moradores de rua na cidade.

Sempre achei que as pessoas juntas e com apoio de empresas e instituições devem manter saudável tanto a vida individual como os espaços coletivos.

Mas há algo errado nos nossos espaços urbanos...


Por que sempre aumenta o número de moradores de rua?

Por que sempre aumentam as ocupações?

Por que sempre aumentam os drogados que dormem durante o dia?

Onde fica o poder público, em qualquer governo?

Porque se abandonar um espaço tão bonito e importante como o Centro?

Como já cantava Caetano: "São Paulo que ergue e destrói coisas belas"

PORQUE?

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